Amor inventado

3 Nunca vou ser velha.


Notas iniciais
Não tenho tempo para estudar, mas la vai.

O céu amanhece limpo, porém frio, passo em frente do quarto de Alison e ela ainda esta dormindo, pulo na cama:

–Hey acorda! -falo beliscando ela.

–Sai pra lá... -Alison diz sonolenta-

Ignoro o pedido de Alison e olho em volta, comento:

–Nunca vi seu quarto tão limpo, alias, ultimamente nunca vejo suas coisas jogadas pela casa!

–Maturidade! -Alison fala sentando-se na cama.

–É...pode ser! Por que não que ir pra escola?

–Não sou ninguem lá, Aylin, eu morri para todos. -diz a garota coçando os olhos-

–Você é Alison McHale! todos inspiram em você, ontem eu ate vi um cartaz cheio de flores com seu nome no corredor da escola.

–Cartaz?... porque raios tem... ah, eu quero morrer! -ela se joga de costas na cama.

–Não, você nao quer. Vamos fazer o seguinte, vamos matar aula hoje...sair por ai, fazer compras talvez!

–Interessante, agora saia do quarto para eu me arrumar e te encontro daqui 20 minutos lá na cozinha.

[...]

Elena fica observando seu marido saindo, quando ele passa pela porta, a mulher pega correndo um prato adicional e coloca na mesa.

[...]

Me apoio na cadeira e olho pra mamãe aflita fazendo ovos.

–Não vou mais entrar em encrenca, apesar que eu sou inocente.

–Tudo bem Aylin! -termina de servir os ovos , me da um beijo na testa e sobe.

Alison desce de vestido florido, casaco de couro e uma sandália.

–Só vamos matar aula Ali, assim vão desconfiar. -Digo observando-a

–Mas, tem que ser com estilo. -diz ela ignorando o prato.

–Não vai comer? Da ultima vez você deixou toda comida no prato.

–Vamos logo, assim não vamos aproveitar nada. -Diz ela saindo pela porta.

Dou de ombros e sigo ela.

[...]

–Odeio pegar ônibus, gente suja e feia. -Ali diz olhando para os passageiros.

–Para de desmerecer, alias, estaríamos de carro agora se não fosse pela sua desobediência.

–Ah me poupe...aquilo foi um erro, mas não quero comentar a respeito. Olhe, todos estão nos olhando..somos muito bonitas. -aponta orgulhosa para as pessoas.

–Para de chamar a atenção, Ali! -Falo autoritária e todos olham assustados para a morena.

Chegamos no centro da cidade, descemos e Ali diz.

–Que tal um lugar onde tem vários meninos bonitos! -Diz maliciosa

Reviro os olhos.

–Ah , qual é? Lá onde tem os melhores meninos da cidade e são mais velhos... talvez tenham mais cérebro, isso é relativo... vamos sim! -insiste Alison.

–Só vou porque a loja de musica só abre depois do almoço.

Chegamos no centro de treinamento do time profissional da cidade, ficamos observando pela grade e trocando opiniões sobre tais jogadores.

–O numero 9 é bonito, mas, não esta soado. -Ali diz analisando.

–Suor é beleza agora? credo... -rio e um homem careca e aparentemente funcionário do local, grita.

–Não deveria estar na escola neste momento, criança? -Ele olha diretamente pra min.

Olho pra Alison assustada e ela toma partido.

–Nossa escola pegou fogo. -diz Alison.

–O que foi? o gato comeu sua lingua? -diz bravo.

–Aff, que velho caduco, nunca serei velha. -Diz Alison e me puxando para fora do local.

Depois fomos passear no parque, tomamos um café -Alison recusou novamente, temo ser alguma doença- e depois sentamos no banco do parque.

–Vamos na loja do papai? faz tempo que eu não vou lá -Alison diz levantando-se.

–O que? estamos matando aula garota, voce se lembra? -digo assustada.

–Não... ah vamos sim, é legal brincar com as coisas bizzaras que ele exporta da China para sua loja.

–Mas, o que iremos falar? -Levanto.

–Que a escola pegou fogo?

–Isso não funciona! -

–Então , voce invente ! -Ali sai andando.

[...]

Chegamos na loja e há um movimento consideravel, Joseph tinha uma loja bastante conhecida por ser diferente, barata e inovadora. Ele herdara uma empresa falida de sua familia, que consequentemente fechou, apaixonado pelo mundo dos negocios decidiu abrir a loja "Fantasy show". Joseph estava conversando com uma cliente quando vejo ele, vou ate ele.

–Oi papai!

–Oi coroa! -Diz alison

–Aylin? o que estava fazendo aqui, não era pra estar na escola? -Joseph chama um dos seus funcionários para atender a cliente e se volta totalmente para as garotas.

–Sim...mas, era um passeio aqui no museu, e fomos liberadas mais cedo, ai passamos aqui para te ver e pegar uma carona na hora do almoço.

Joseph sabia que não existia nenhum passeio, ja que, a escola mandava bilhetes,e no caso de Aylin iria ligar para ele.

–Tomara que hoje seja a ultima vez. Só sairemos daqui meia hora, então espere. -sai andando.

–Será que ele desconfiou? -me viro para Ali que esta colocando um nariz de palhaço.

–Fica fria! -tira o nariz e começa a experimentar coisas pelo corredor.

–Agora tem mais coisas e funcionários. E um boneco de zumbie enorme! -aponto para as prateleiras.

–Boa sorte em assumir os negocios do papai mais pra frente!

–Só eu? -digo rindo para a mascara da Brittney Sperce.

–Claro... vou estar em Londres com minha carreira de modelo! -Alison diz.

–Modelo! -bufo.

–Quero aquele boneco! -aponta para o Zombie.

–Não viaja, esta muito alto e tem que usar escada!

Alison não retruca e começa a subir as prateleiras.

–NÃO! -grito e todos voltam a atenção para min.

Alison começa a subir,e quando coloca o pé na prateleira seguinte, pisa falso e todas prateleiras do corredor caem, e ela consegue não ser atingida.

–VOCÊ É UMA IDIOTA! EU DISSE, "ALISON NÃO FAÇA ISSO" E VOCÊ CONTINUOU... VOCÊ É UMA DOIDA. -saio no corredor e várias pessoas abrem desesperadas um caminho para min, uma criança chora, uma mulher fica assustada e uma velha faz o sinal da cruz.

[...]

Uma senhora comenta com a outra:

–Isso não é coisa de deus! Onde se conta uma garota propositalmente se pendurar na pratilheira e começar a gritar como se outra pessoa estivesse fazendo tudo o que ela fez?

[...]

Elena e Joseph estão sentando um em frente do outro na mesa da cozinha:

–Sua filha nem na escola frequenta, voce sabia disso!?

–Não! -diz Elena assustada.

–E agora acabou de me humilhar publicamente, além dos prejuízo, já avisei dos custos de gastos. E agora nossa familia é motivo de chacota na cidade, sabia que ja teve fornecedores que recusaram um contrato comigo e pessoas que se recusam frequentar a minha loja? eles tem medo da gente! -Joseph olha com raiva.

–O que você que eu faça? -conclui Elena.

–Dê-me um tempo. -Joseph olha baixo.

–Ok! -se levanta.

–É sério! um tempo de verdade!

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.