Amor impossível? Não para eles!

7 Capítulo 6 : Quase me convenceu!


Peguei a carta e como não tinha remetente, olhei para os lados para procurar quem havia mandado, mas não notei nada. Olhei para os meus amigos, que estavam olhando curiosos para a carta, mas decidi abri-la depois. Fui a primeira a acabar o jantar, e quando estava saindo do salão me encontrei com o Scorpius.

— Oi Rose.
— Oi Scorpius. — falei enquanto continuava a andar, mas percebi que ele estava bem atrás de mim.
— Então, de quem era a carta? Algum convite para o baile? — olhei para ele antes de responder e ele aparentava estar apenas querendo puxar assunto.
— Não abri ainda. — falei meio sem jeito, mas sorrindo desta vez.
— Ah, mas de quem é? — ele perguntou, dessa vez parecendo um pouco mais interessado.
— Não sei, não tem remetente. — falei dando de ombros.
— Como não tem remetente?! Ta Rose, se não quiser me falar, tudo bem. Não precisa mentir. — ele falou me parecendo um pouco triste, ou magoado.
— Mas é sério. — peguei a carta de meu bolso e mostrei a ele. Não sei o porque, mas sentia a necessidade de que ele confiasse em mim.

Ele pegou a carta e ficou com uma expressão um tanto surpresa quando viu que realmente não havia remetente. Ele fez menção de abrir a carta, mas peguei da mão dele.

— Ei, nem eu abri ainda!
— Ah Rose, me deixa abrir a carta. — ele falou fazendo carinha de cachorro pidão.
— Não, não e não! Eu vou abrir esta carta.
— Ta, então abre ai.
— Eu vou abrir quando estiver no meu salão comunal. — falei dando um fim a conversa. Ele bufou, mas continuou me seguindo. — Posso te perguntar por que está me seguindo?
— Ah, é que o Alvo estava ocupado demais comendo, e como eu já tinha acabado, ele pediu pra eu te acompanhar. — ele falou como se fosse a coisa mais simples do mundo, dando de ombros.
— Eu não acredito que ele fez isso! — falei um pouco irritada e parando de andar para poder olhar para Scorpius direito. — Por que ele fez isso?
— Ele falou que não gostou nada do jeito que o Luke estava olhando para você, e falou também que teve a impressão de que ele te ameaçou. — ele falou enquanto ficava com a expressão séria, e ficou calado, esperando uma resposta minha.
— Nã-não tem na-nada haver, o Al tá imaginando coisas. — que droga, gaguejei, ele vai perceber. Mas que droga, porque ele tinha que falar do Luke?!
— Já te disseram que você não mente nem um pouquinho bem?! — ele perguntou irônico, mas sério. Ah, vou ter que me esforçar para sair dessa.
— Me deixa Scorpius. Estou falando a verdade, se você não quer acreditar, o problema é seu. — falei fingindo uma irritação e voltando a andar, mas ele me puxou e cruzou os braços.
— Rose, é sério. Me conta o que ele fez, ou está fazendo, sei lá, só me conta. — ele falou em um tom preocupado. Eu não podia falar nada, não queria, mas ele realmente estava me convencendo. Fiquei pensando, e acho que demorei mais tempo do que notei. — Pelo seu nervosismo da pra notar que é algo sério. Me conta Rose, talvez eu possa ajudar. — meus olhos ficaram marejados, e deixei escapar uma lágrima, mas logo a enxuguei. — Fala Rose, o que foi? — ele falou realmente preocupado, descruzando os braços. Eu realmente queria falar.
— É -é qu-que... — falei gaguejando, mas parei e arregalei meus olhos quando vi o Luke e seus amigos entrando no corredor onde estávamos. Eles pararam e o Luke ficou olhando para mim.
— O que foi Rose? Você tá branca! — ele falou colocando a mão no meu braço, e como não tirei os olhos de Luke, ele seguiu meu olhar. Realmente não poderia contar, ao menos não com ele aqui. Enxuguei minhas lágrimas.
— Não é nada Scorpius, e não está acontecendo nada. Só estou cansada. — falei e olhei para o Luke mais uma vez, e pude ver um sorriso vitorioso em seus lábios.

Scorpius parecia confuso, e seguiu meu olhar mais uma vez e viu o Luke sorrindo. Ele ficou com uma expressão de raiva, mas quando voltou a olhar para mim, me olhava como se dissesse ''eu entendi, depois você me fala, ok?”, e passou um braço pelo meu ombro, de forma protetora, assim como o Al. Eu realmente me senti protegida, não senti como se ele estivesse fazendo aquilo apenas por meu primo pedir. Depois disso olhei para o Luke de novo e pude ver sua expressão mudar para raiva, e acho que o Scorpius também percebeu, pois apertou o braço ainda mais ao meu redor, e quando olhei para o seu rosto, ele estava encarando o Luke. Começamos a andar em direção ao meu salão comunal, e quando chegamos a entrada meus olhos já estavam marejados de novo. Ele me soltou.

— Rose, não vou te pedir pra me falar hoje. Mas amanhã temos que conversar. Qualquer coisa me chame, ok? — fiz que sim com a cabeça e ele sorriu. — Tá, agora entre e se acalme. — ele me deu um beijo na testa e eu lhe dei um abraço.
— Obrigada. — eu murmurei, mais para mim mesma.
— De nada. — eu me afastei e pude ve-lo sorrindo. — E se lembre, qualquer coisa me chame. Boa noite Ro.
— Chamarei sim. Boa noite Scorp. — sorri e entrei na minha sala comunal, feliz por termos nos chamado pelos apelidos. Decidi subir para o dormitório, tomar um banho, e depois ler a carta. Depois do banho, peguei a carta e mais um livro e desci para o salão comunal, sentando em um dos sofás. Peguei a carta e a abri, e não consegui mais me mexer quando reconheci a letra. Era, era dele.