Notas iniciais
Neste capitulo você irá saber o que aconteceu com Catllin e como sua vida ficou tão só

Foi tudo tão rápido e inesperado,eu era uma menina normal com um pai, uma mãe e um cachorrinho, uma família tipica, meu pai era policial e minha mãe era professora e eu era feliz. Você deve estar se perguntando por que eu estou usando o verbo é no passado, bom eu vou dizer o porque: Porque agora nada disso faz parte da minha vida, agora eu sou uma garota infeliz, sem pai, sem mãe e sem cachorrinho, tudo isso mudou quando aquele dia começou, aquele maldito dia.

-Acorda! Acorda Cat! Você está atrasada! Vamos é seu primeiro dia, animo!

-Haaan, mãe deixa eu dormir, eu não queria me mudar para cá e eu não vou para essa nova escola!

-Catllin Campbell larga dessa frescura! Você sabe que nós mudamos para cá por causa da sua vó e pelo meu emprego! Então se você não descer em quinze minutos, vai se ver comigo!

Fingi que não ouvi quela história de novo e tapei minha cara com o travesseiro, e assim minha mãe saiu do quarto resmungando.

Desci da cama, fiz minha higiene pessoal, prendi meus longos cabelos castanhos despenteados com uma piranha,eu não sou aquelas meninas arrumadinhas, para mim quanto mais fácil melhor, coloquei uma roupa qualquer e desci para tomar café da manha.

-Até que enfim desceu, você tem dez minutos para chegar na escola!

-Ta bom mãe! Já estou indo! Tchau para vocês

-Tchau querida, tem certeza que não quer uma carona, imagina que legal chegar na escola de viatura policial! — Meu pai disse enchendo a boca com panquecas

-Não pai, eu já tenho 13 anos e não 7! Tchau!

Os dois ignoraram me tchau, isso para mim era normal, vamos dizer que meus pais não eram tão presentes assim e quando eram fingiam que eu tinha apenas sete anos e começavam a me tratar como criança, mas eu não ligo mais para isso, me dou bem sozinha.

Cheguei atrasada, e me castiguei por isso, agora quando eu entrasse na sala haveria toda aquela apresentação da "aluna nova" e eu odiava isso.

-Bem vinda senhorita Campbell! — Disse meu professor de história, um cara com uma barba mal feita e com óculos uma pouco maior para o rosto dele.

Olhei para a sala, tipica como sempre: patricinhas, meninos descolados e bonitos, nerds, tapados, godicos, drogados, bom nenhum grupo que eu me encaixe.

-O-obrigada — Disse um pouco nervosa, até que reparei uma menina me olhando de cima para baixo fazendo cara de nojo, odeio meninas assim, na verdade eu odeio seres humanos, uma raça que não possui conhecimento do mundo e só pensão em destruir e matar, como eu queria não fazer parte desse mundo.

Me sentei na penúltima carteira do lado da parede.O tempo não passava as aulas pareciam eternidades, até que chegou o recreio.

Sentei em uma mesa distante, queria um pouco de paz e então fui ler, estava tudo tão perfeito no livro, como eu queria viver em um, sempre pensava, estão escuto um toque em minha mesa e quando vejo me surpreendo, aquela menina que me olhou com cara de nojo estava na minha frente e atrás dela estavam quatro meninas.

-Oi, posso ajudar?

-Olá querida! Qual o seu nome? — Detectei 100% de falsidade em sua voz, e isso me deixou irritada, odeio pessoas falsas.

-Catllin, e o seu?

-Mayn, querida — "querida, querida, querida, querida" essa palavra estava me dando nos nervos!

-Nome exótico, o que você quer? — Digo meio que rindo da cara dela.

-Exótico...Nada só vim conhecer uma garota desleixada e sem educação, e mal vestida, querida. Desleixada? Sem educação? Mal vestida? QUERIDA? Chega! Me levanto com tanta raiva que a cadeira cai no chão.

- O que você disse, sua patricinha falsa? Ha, faça-me o favor olhe para você! Sua...Sua...

Sai correndo com as cinco rindo atrás de mim, eu nunca, nunca fiquei sem palavras, sai correndo o mais rápido que eu pude e fui para casa, não sou de chorar mas por algum motivo, não pela Mayn, por alguma coisa que apertava meu peito, uma angustia, uma agonia, havia alguma coisa errada, então chorei. Cheguei em casa com o rosto já inchado de tanto chorar, minha mãe não estava em casa, que estranho ela só saia para dar aula dez e quinze e agora eram apenas nove e meia, agora eu pude sentir que tinha claramente acontecido alguma coisa, e a dor em meu peito aumentou, sai correndo em direção a escola onde ela da aula, talvez nada tenha acontecido e apenas minha mãe tenha ido dar aula mas cedo.

-Dona Rose, minha mãe está aqui? — Pergunto aflita para a diretora do colégio

-Não meu bem, por que? — Ela diz me encarando

Então saio correndo, e começo a chorar novamente, só havia um lugar onde ela poderia estar, na delegacia com meu pai, então vou correndo diretamente para lá.

Então vejo minha mãe, graças a Deus ela está bem, mas espera, tem dois policiais segurando ela e ela está gritando, gritando.

-Mãeee! — Vou correndo em sua direção

-Nãooo, não é verdade! — Ela grita em meio ao seu choro e tentando tirar os braços dos policiais que a agarravam

-O-o que houve-e?! Mãe? Mãe? Larguem ela! — Digo tentando tirar os braços dos policiais dela, o que foi inultil, então agacho e começo a chorar sem saber o motivo

-Jace! Jace! Volte! — Minha mãe grita desesperada o nome de meu pai

-Mamãe o que aconteceu com o papai? — digo agarrando ela

-Cat seu pai... — O policial diz, me olhando com pena

-Meu pai o que? me diz? Paaaaaai?! — Tento chamar ele em uma tentativa inultil, até que minha mente funciona, e minha fixa cai, minha mãe chorando... minha angustia...

-Catllin seu pai...

-Morreu — Digo completando a frase, e um desespero incomum me cobre e eu começo o chorar e gritar.

Notas finais
Espero que vocês tenham gostado do primeiro capitulo!
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.