Amor em segredo.
2 Capitulo 2 Destino ou conhecidência?
Notas iniciais
*6:20hrs da manhã*
-Arthur! Acorda esta na hora do café, vai perder a hora do seu primeiro dia de aula.
-Já vou mãe já vou... — digo eu levantando rapidamente.
Ao me levantar que estou quase nu, pego e vou correndo para o banheiro, passo feito um jato por minha mãe.
-Bom dia mãe, bom dia pai!- eles respondem rapidamente e eu logo chego ao banheiro.
Me olhando no espelho vejo que estou com uma cara horrível, logo eu ligo o chuveiro começo a passar o sabão pelo meu corpo mas algo ali estava errado, eu tentava constantemente me lembrar do sonho que tive na noite passada, mas não conseguia, enquanto eu fritava meu cérebro para lembrar do sonho minha mãe batia na porta feito loca, eu termino de me esfregar e pego logo a escova de dente.
-Se for demorar mais eu espero ta mocinho — falava minha mãe que batia constantemente na porta- já vou mãe, eu acabei de entrar!
Então eu saio do banheiro e corre para usar, eu apenas dou risada, pego meu café da manhã e subo para o quarto, ao pegar meu celular eu vejo que já são 06:42am me arrumo feito um louco. Vejo meu cabelo no espelho e do um sorriso para mim mesmo e saio do quarto com a mochila em mãos, meu pai ja esperava no carro.
-Vamos andar mais depressa mocinho eu tenho que trabalhar ainda- falava meu pai buzinando.
Eu entro no carro e coloco os fones de ouvido pois meu pai quando resolve abrir a boca não para de falar, eu olho pela janela do carro e vejo alguém de bicléta bem do nosso lado, era ele, e assim que o vi eu me lembrei do sonho.
-Foi com você o sonho então... — meu pai olha pra mim com cara de quem não entendeu nada e me pergunta o que foi, eu olho e digo que não foi nada que apenas havia pensado alto e ele logo se desliga do assunto.
Chegamos no colégio, vejo vários outros adolescentes e alguns logo reparam em mim e isso era tudo o que eu não queria. Meu pai se despede e eu vou indo a caminho da diretoria, um garoto alto e forte se esbarra em mim me jogando contra a parede, eu paro e o encaro com uma cara de bravo ele e os amiguinhos dele começam a rir.
-Ótimo, já ganhei inimigos, ah isso vai ser uma merda... uma merda total.
-Algum problema mocinho? — dizia uma mulher alta, magra de olhos pretos e cabelo castanho escuro.
-Não é nada senhora... — eu respondia ela olhando para seu crachá que dizia seu nome e sua ocupação dentro do colégio.
--Oh por favor não me chame de senhora, cai entre nós eu não sou tão velha assim não é mesmo? hahaha
-Ai me desculpe não foi minha intenção ofender-la, na verdade eu estou perdido hoje é meu primeiro dia.
Ela então pega uma caderneta e pergunta meu nome e sobrenome, eu respondi e ela me levou até a sala de aula. Eu pensei comigo "só faltava aquele garoto estar na minha sala e sentar do meu lado" mas na verdade aconteceu tudo ao contrário, os brutamontes que me acertaram na entrada estavam na minha sala e o garoto com corte de cabelo igual ao meu estava na sala ao lado.
-Que maravilha, obrigado destino. Obrigado mesmo — dizia eu para mim mesmo, o professor enfim chega e todos nós entramos.
Era aula de artes, eu sempre sentei na frente mas como não conhecia nada nem ninguém resolvi perguntar para o garoto do meu lado se havia alguém sentado ali e ele disse que não, então me sentei, professor fez chamada e ao chegar no meu nome eu tive que levantar e me apresentar para turma o que foi muito constrangedor, os brutamontes riram feito idiotas mas eu não me importei.
-Então meus queridos alunos, agora que já conhecemos nosso novo coleguinha vamos seguir com a aula, hoje iremos falar sobre o teatro... — enquanto eu prestava atenção no que o professor falava sinto que alguém me cutuca e chama pelo nome em baixo tom.
-Oi Arthur, prazer sou Lívia eu moro do lado da sua casa, vi a hora em que saiu com seu pai — ela ria um pouco nesse momento — então deixa eu te perguntar, vai ficar com quem no intervalo?
-Hahaha oi, irei ficar sozinho né, eu não conheço ninguém aqui você foi a única simpática a falar comigo — ao dizer isso ela me da um sinal para olhar para frente.
-Então senhor Arthur pode nos dizer onde e quando foi criado o teatro? — pergunta o professor cruzando seus braços.
— "O teatro é uma manifestação artística que faz parte da história da humanidade. Esta arte surgiu no século VI a.C., na Grécia, como resultado das festas dionisíacas que eram realizadas em homenagem ao deus Dionísio" — respondo e todos ficam de boca aberta, ele me olha com uma cara estranha e volta a dar sua aula.
-Ei Arthur!
-Oi Lívia, fala rápido antes que ele me faça responder outra pergunta, e eu não estou afim.
-Hhaha desculpa por isso ele é bem chato mesmo, mas então fique comigo no intervalo irei te mostrar o colégio e te apresentar para alguns amigos.
Eu faço que sim com a cabeça, após a aula de artes tive aula de matemática e filosofia, as 09:00am deu o intervalo e eu logo me grudei na Lívia, ela me mostrou todo o colégio e me apresentou para algumas amigas, eu logo peguei amizade e me distrai na conversa. Então quando eu menos espero alguém tapa os olhos de Lívia e ela fica tentando adivinhar quem é mas não consegue, ele tira as mãos e vai para frente dela ela lhe dá um abraço e o logo diz.
-Olha Ruan, esse aqui é o Arthur meu colega de classe. — eu me viro muito rápido ao ouvir meu nome e do de cara com ele, ele sorri e aperta minha mão.
-Prazer Arthur, sou Ruan — e fica olhando nos meus olhos e eu sem saber o que fazer apenas do um sorriso.
-HEY RUAN VAMOS LA NA QUADRA JOGAR BASQUETE, CHEGA AI MANO! — grita um amigo seu e no mesmo momento ele me olha solta minha mão e vai em direção a quadra.
-Arthur? Ta tudo bem? Terra chamando, hello? Arthur? — Lívia então me da um belisco e eu volto em 'mim'
-Ah me desculpa eu me distrai, foi sem querer desculpa mesmo — ela me olha com uma maliciosa e pergunta se sou gay.
-Arthur desculpa a pergunta mas, você é Gay?
Eu paro fico olhando para ela sem saber o que fazer ou falar, então ela repete a pergunta duas vezes e eu fico na mesma, na terceira vez eu digo que não e falo que é melhor irmos para sala de aula, ela concorda e da uma leve risada. Enquanto estamos voltando para sala vejo o grupo de brutamontes parados no corredor um deles me empurra e no mesmo momento eu revido.
-AI FILHO DA PUTA TA ACHANDO QUE É QUEM HEIN? — nesse momento eu fecho a mão e dou um soco na cara dele e no mesmo momento um de seus comparsas me segura pelas costas e ele me acerta dois socos na barriga, Lívia começa a gritar com eles no momento seguinte Ruan chega batendo no grandalhão e a confusão acaba na diretoria.
Eu e Ruan saímos como errados da história fomos suspensos e levamos advertência para casa, no mesmo instante fomos dispensados das últimas aulas e viemos embora juntos pois morávamos perto um do outro.
-Que legal primeiro dia e você já me causa me problemas, nem te conheço e estou aqui suspenso por 3 dias, isso tudo é culpa sua. — eu pego em seus braços e o encosto no muro — culpa minha não Ruan, você entrou no meio da briga por que você quis eu não te chamei.
Ele me empurra e da risada e sai falando que se não fosse por ele eu estaria desacordado a essa hora, por um lado ele tem razão eu estava apanhando feio.
-Olha sinto muito dizer Arthur mas você estava apanhando feio daqueles garotos.
-A briga era minha você não tinha nada que se intrometer ok? Agora vê se segue seu caminho e me erra pode ser? obrigado — no mesmo momento eu abro o portão da minha casa e entro sem ao menos dizer tchau.
Naquela noite meu pai não parava de falar sobre a briga e a suspensão aquilo já estava ficando insuportável eu só queria mandar meu pai calar a boca mas não podia por ter muito respeito a ele então eu peguei os fones de ouvido e os aumentei no ultimo volume, quando estou quase pegando no sono eu recebo um torpedo sms que dizia.
"aonde você estava esse tempo todo?" ...
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