Amor em Amsterdã

17 Capítulo 17 – A confusão está armada


Notas iniciais
Agora vem o 'barraco' hihihi
- o quê?? Como assim, te traiu?

- com uma loira oxigenada... – eu soluçava – me leva daqui, eu não quero estar aqui quando ele chegar, por favor.

- tudo bem, vamos lá pra casa.

- acho melhor ir pra outro lugar. Ele pode ir lá também.

- ok. Vamos.

Depois de andar de carro por quase 1 hora explicando tudo o que aconteceu, eu pedi que Sue parasse em frente uma pousada.

- eu vou ficar aqui.

- você não vai nem voltar pra casa, Anne? Talvez ele possa explicar.

- eu não quero explicações dele. Não quero mentiras.

- mas e se for tudo um engano? Você não vai dar nem uma chance a ele?

- engano?? Não tem como ser engano! Seria muita coincidência se o celular daquela piranha criasse pernas e fosse andando até a minha casa se enfiar embaixo da nossa cama! Sue, eu não sou tão boba assim... – ela me abraçou e eu voltei a chorar.

- calma amiga, não chora. Poxa, vocês sofreram tanto pra ficarem juntos e agora isso... Vai dar tudo certo, fique tranqüila.

- não tem mais volta... acabou.

Desci do carro e Sue foi embora. Sequei minhas lágrimas e entrei na pousada. Um rapaz veio me atender com um sorriso no rosto, mas quando me viu com o rosto vermelho ficou preocupado.

- boa noite. A senhora está bem?

- sim. – respondi tentando disfarçar. – eu quero alugar um quarto.

- por uma noite?

- não, por vários dias, se possível. – ele estranhou, mas preencheu minha ficha.

- seu nome?

- Annabelle McField. – ele sorriu e preencheu mais alguns dados.

- assine aqui. – eu peguei a caneta da mão dele e assinei – sua chave. Se precisar de alguma coisa, é só ligar aqui pra recepção. A propósito, meu nome é Brian.

- boa noite, Brian. – me despedi e subi as escadas me sentindo melhor.

Ele era um rapaz muito bonito, que chamava a atenção de qualquer mulher. Moreno, olhos azuis e muito simpático também.

Entrei no quarto e joguei minha bolsa na cama. Eu saí tão apressada de casa que esqueci de tudo, só levei algumas poucas roupas e mais nada. Olhei pela janela e vi que chovia forte. Meu coração estava frio como o vento lá fora. E além de tudo, estava partido em mil pedaços.

Enquanto isso...

- amor, cheguei. – Gerard entrou em casa e encontrou aquele silêncio perturbador. Ele sabia que eu odiava estar em casa e não ouvir qualquer barulho, nem que fosse o barulho da TV. – Anne, você taí??

Ele acendeu as luzes da sala e viu uma coisa no chão que o fez pensar que nem tudo estava bem. Gerard abaixou e pegou a nossa foto amassada e um pouco rasgada.

- o que será que acontec... – ele olhou pro quarto e viu meu celular todo quebrado no chão – Anne, Anne??

Quando ele olhou pra cama, viu aquele celular rosa aberto e a foto dele com a loira no papel de parede.

- oh meu Deus... ela entendeu tudo errado.

Ele se desesperou e na mesma hora ligou pro Frank, que estava chegando em casa.

- fala, Gerard!

- Frank, a Anne taí?

- aqui em casa? E o que ela estaria fazendo aqui em casa com esse temporal?

- só me responde, Frank! Ela ta aí agora??

- calma, man! Espera aí, a Sue tá dizendo que ela não veio aqui hoje.

- deixa eu falar com a Sue, por favor.

- ok. – ele passou o telefone pra Sue que começou a gaguejar. – oi Gerard.

- Sue, você sabe onde a Anne está?

- por quê? Aconteceu alguma coisa?

- eu acho que ela entendeu tudo errado, ela deve estar achando que eu a traí, mas não é verdade. – Sue ficou muda – eu a amo demais, eu não sei o que faria se a perdesse de novo.

- olha, Gerard... – ela respirou fundo – sinto muito, eu não posso te ajudar. Eu não sei onde ela está.

Gerard começou a chorar na linha e logo depois desligou o telefone sem nem se despedir.

Ele ajoelhou no chão e passou a noite imaginando onde ela estaria.

O dia amanheceu na pousada e eu não tinha sequer cochilado. Passei a noite inteira em claro, pensando em tudo. E se tudo fosse um sinal de Deus para que nós não ficássemos juntos? Era tão estranho tudo dar sempre errado com a gente que eu já estava começando a acreditar nisso.

Resolvi que precisava sair e comprar algumas roupas, já que eu estava decidida a não voltar na casa de Gerard nunca mais. Cheguei na recepção da pousada e Brian veio sorridente me atender.

- bom dia, senhora Annabelle.

- apenas Anne, por favor. – nós dois sorrimos.

- não quer tomar um café? É por conta da casa.

- não Brian, obrigada. Eu preciso resolver algumas coisas na rua. Até mais.

Saí e quando cheguei no shopping liguei pra Sue me encontrar lá. Em 15 minutos, lá estava ela chegando de carro.

- ai minha amiga, que saudades de você. – ela veio me abraçar chorosa.

- não faz nem 2 dias que to aqui, Sue! – nós rimos.

- a Jessy ligou ontem perguntando onde você estava. Parece que o Gerard andou ligando pra ela também...

- ele ligou pra você? Você não disse onde eu estava, disse??

- não! Claro que não. Mas foi difícil mentir pra ele, Anne. Ele parecia arrasado no telefone.

- é tudo uma grande farsa dele. Ele me enganou.

- deixa de ser tão má. Ele parecia bem sincero quando disse que você entendeu tudo errado. E ele disse que te ama muito. Tadinho dele, fiquei com pena.

- esquece ele. Eu já o perdoei uma vez quando ele achou que eu o traí com o Dean, lembra?

- então... quem sabe não é hora de você entender esse outro mal entendido?

- vamos parar com essa conversa, Sue. Eu não quero mais saber de ficar sofrendo por ele. Chega. Vou virar essa página da minha vida e vou tirar o Gerard da minha história.

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Xiiiiiiiiiiiiii, será que ela vai abandonar o Gee de vez?? huuummm....

Esse aí é o Brian pexual, mais conhecido como Jared Leto... hahahaha

*nos tempos que ele era um puro e inocente menino, bem longe da vida deprê 30stm... hihihi*

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