Amor e Poder: O Esquadrão da Morte
17 Capítulo 17 - Olhando pelo lado oposto de Britt...
Notas iniciais
Boa leitura!!! :(
Britt, que já estava com o carro parado do outro lado do prédio de Santana, viu quando o carro de Emily se aproximou da entrada do condomínio e parou lentamente...Santana desceu e parou para despedir-se de Emily e pegar sua bolsa, afinal já tinha visto Britt parada do outro lado da rua, queria que a promotora fosse embora logo antes que visse a loira...
– Obrigado pela carona, se tivesse vindo de lotação ou bus demoraria pelo menos uma hora a mais para chegar em casa. Disse Santana, descendo do carro e abrindo a porta traseira para pegar sua bolsa e alguns documentos que levara para casa para ler à noite. Emily, que sentia uma imensa vontade de voltar a ter contato mais próximo com a morena, passou do lado do motorista para o banco do carona e sentou-se de frente para a porta aberta, puxando Santana pela cintura e a abraçando, dando um beijo em sua boca de supetão assim que ela fechou a porta traseira e foi na dianteira se despedir da promotora. Santana correspondeu, embora soubesse que estava cometendo um erro...a latina-asiática descia do carro e encostava a morena na parede do condomínio para aprofundar o beijo quando uma grande explosão jogou as duas para longe do carro, causando vários ferimentos em ambas. Britt, que vira a explosão pelo ângulo oposto ao que as duas estavam, saía do carro para tentar conter o incêndio quando sentiu alguém puxá-la pelo braço e impedir que atravessasse a rua...
– Você não pode ir lá agora...vão dizer que isso foi obra sua ou de alguém envolvido com o esquadrão Britt. Sei que veio aqui para tentar conversar com a Santana a meu respeito e em relação à reportagem, mas agora é tarde...ela e aquela promotora estão mortas. Disse Kitty, puxando a irmã.
– Você está louca Kitty, talvez a gente ainda consiga tirá-las do carro com vida. Não me importa essa porra de esquadrão, quero salvar a Santana. Gritava Britt, desesperada com as chamas que só aumentavam ainda mais. Kitty a olhou de forma estranha, sentia que algo estava no ar, mas ali não era hora e nem lugar para entender; agarrou no braço da irmã e a empurrou para dentro do seu carro, iria embora por bem ou por mal.
– Não sei qual é a sua em relação a essa preocupação toda com a Santana, mas ela está morta merda...olha as chamas no carro!! Vamos embora agora, alguém certamente vai tentar apagar isso, aliás, já tem gente tentando, olha lá. Disse a loira mais nova apontando para pessoas que se aproximavam com extintores. Logo colocou Britt dentro de seu carro, que era dirigido por um de seus seguranças e seguiu sem olhar para trás. O carro da loira mais velha havia ficado para trás, mas não era problema, logo mandaria algum dos seguranças voltar para buscá-lo, o importante era sair dali.
Britt entrou no carro ainda apática e em choque, não podia acreditar que Santana tinha morrido daquela forma...não, era maldade demais ter descoberto que queria aquela latina para ela, ter decidido lutar por ela e de repente tudo acontecer daquela forma. As lágrimas insistiam em correr pelo rosto, mas ela não queria esconder, queria deixar que corressem...
No local do acidente logo bombeiros e uma ambulância foram acionados, tanto Santana quanto Emily estavam extremamente machucadas por todo o corpo, feridas pela explosão que por pouco não as havia matado; Emily, que estava de costas para o carro acabou sendo mais atingida pelo fogo, sofrendo queimaduras especialmente de primeiro e segundo grau em boa parte do corpo...estava desfigurada!! Sem documentação alguma, foram levadas para o hospital como duas completas desconhecidas, o que dificultou ainda mais a identificação do carro e dos ocupantes.
Já em casa, Britt foi levada para seu quarto pela mãe depois que Kitty contou tudo que havia acontecido...estava ainda em choque deitada na cama quando o pai chegou e ficou sabendo do ocorrido. Kitty, que lhe contou tudo longe da irmã mais velha, explicou a David que não fazia idéia do que a irmã fazia na entrada da casa da latina quando o serviço foi feito, o que deixou o pai preocupado com a repercussão que aquela história poderia dar a carreira de deputada federal da loira mais velha. Subiu e foi conversar com a filha, precisava ser direto e objetivo...
– Sei que está abalada, mas quero entender o que você fazia naquele lugar àquela hora Brittany Pierce. Disse o homem, em tom duro e agressivo. Britt, que precisava desabafar com alguém, desandou a chorar e contou todo o envolvimento com Santana na noite anterior, todo o dilema que vivia desde que conhecera a latina e que percebera que estava apaixonada pela garota da irmã. David ouviu tudo atentamente, e no final foi enfático.
– A menina, queira você ou não está morta. Pelo que sua irmã disse o carro ficou totalmente destruído com as duas garotas dentro. Acho melhor encerrarmos o assunto “Santana Lopez” dentro dessa casa, não quero que alguém que morreu e virou churrasco cause intrigas entre você e sua irmã entendeu?! Disse o homem ironicamente, olhando dentro dos olhos da filha. Bittany o fitou com ódio nos olhos, como ele ousava fazer um comentário ridículo daquelas de alguém que ela acabara de dizer que estava envolvida. Quando o pai rumava para a porta do quarto a menina disparou a pergunta que estava entalada na garganta...
– Será que essa explosão tem haver com o artigo que Santana publicou no jornal de hoje pai?! Será que tem haver com a sua conversa ao telefone depois que leu a matéria sobre o esquadrão e ficou furioso?! Não sei o que causou aquela explosão, mas pode ter certeza que vou descobrir, doa a quem doer...mesmo não trazendo a Santana de volta!! Gritou a menina, descontrolada.
– Não seja ridícula, nunca mais repita essas coisas esdrúxulas aqui ou em qualquer outro lugar Brittany Pierce!! Eu não tenho nada haver com a morte das duas, muito menos pensaria em fazer algo contra aquela promotora e a amiguinha colorida dela...a tal Santana Lopez!! Acho que você devia se preocupar mais com seu carro que ficou no local da explosão e não comigo, afinal você também é uma Pierce...pode ser acusada de ter causado a explosão que matou seu amorzinho!! Disse o homem irritado e também gritando, afinal Britt o estava enfrentando. Saiu do quarto e bateu a porta, deixando a menina jogada na cama aos prantos...parecia que tudo que sonhara desde que assumira aquele cargo estava se esvaindo por entre seus dedos ao constatar que talvez a morte da pessoa que começava a lhe despertar o amor estivesse ligada à sua família, à política suja e corrupta...deitada em sua cama as lágrimas desciam em seu rosto, a voz de Santana, o cheiro da latina, tudo voltava a sua mente...a música que tocava no momento do primeiro beijo na casa da morena voltou a sua cabeça, parecia cair bem naquele momento desesperador..
(...)
"Todas essas linhas que passam pelo meu rosto te contam a história de quem eu sou, tantas histórias sobre onde eu estive e como eu cheguei aonde estou, mas essas histórias não significam nada quando você não tem pra quem contar...é verdade...eu fui feita pra você. Eu escalei pelos topos das montanhas, nadei através de todo o oceano azul, ultrapassei todas as linhas e quebrei todas as regras...mas, amor, eu quebrei todas por sua causa. Porque mesmo quando eu estava despedaçada você me fez sentir como se eu estivesse milionária...sim, você fez e eu fui feita pra você, você vê o sorriso na minha boca está escondendo as palavras que não querem sair, e todos os meus amigos que pensam que sou abençoada não sabem da confusão que tenho na cabeça. Não, eles realmente não sabem quem eu sou de verdade, e eles não sabem pelo que eu passei, como você sabe e eu fui feita pra você..." The Story — Sara Ramirez
No hospital, já medicada e atendida, o estado de saúde de Santana parecia um pouco melhor que o de Emily, que fora levada as pressas para o setor de queimados e respirava com a necessidade de aparelhos. A morena, ainda meio sedada, lembrava dos momentos antes da explosão...o carro sendo estacionado, o beijo dado por Emily, Santana tentando afastar a garota de si com medo de que Britt, do outro lado da rua, visse aquele beijo...Britt do outro lado da rua...aquilo começava a martelar aos poucos na mente da latina, que logo percebeu o que havia acontecido...aquela explosão era uma armação da família Pierce para acabar não só com ela, mas também com Emily, que estava entre a vida e a morte...Britt estava ali apenas para ter certeza de que o plano havia dado certo, entrara em sua vida apenas para assegurar-se de que tiraria todo o grupo do seu caminho...havia usado ela para destruir quem ousava investigar o esquadrão da morte. As lágrimas corriam em seu rosto machucado pelos estilhaços do carro...doía mais a constatação de que Britt era um monstro do que os ferimentos expostos naquela tentativa de homicídio. Viu que uma enfermeira se aproximava e pediu...
– Alguém já foi avisado de que sofremos esse acidente?! Perguntou baixo a latina, a voz saía com dificuldade.
– Não. Você e a outra moça deram entrada no hospital sem documentos, a outra moça está em coma e você só recobrou a consciência agora. Não tínhamos nenhum contato ou documento que pudesse identificar vocês. Disse a moça, ajudando Santana a se apoiar na cabeceira da cama,
– Vou te passar um número de telefone e peço que faça contato somente com esta pessoa. Fomos vítimas de uma tentativa de homicídio, por isso não deixe que a imprensa ou mais ninguém saiba que estamos aqui. Minha amiga é promotora pública e corre risco de vida se alguém souber que ainda está viva...por favor!! Disse a latina, passando o telefone de Rachel para a enfermeira, que imediatamente foi fazer a ligação.
O jogo de amor, poder e corrupção parecia tomar um novo contorno, os jogadores feridos agora buscariam contra-atacar, se vingar, destruir seus oponentes...a história do esquadrão e suas ações fazia mais vítimas, agora o início de um grande amor poderia se transformar em ódio mortal...era preciso esperar as feridas reais e subjetivas cicatrizarem em Santana, esperar para ver se Emily sobreviveria...para ver se o amor resistiria as mentiras, aos desencontros e ao poder...
Notas finais
http://letras.mus.br/sara-ramirez/1861983/traducao.html
Ainda ando muito apaixonada por Greys...
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