Amor de Outono

2 “Quando as folhas caem”


- Você demorou! A moto ficou no prego novamente? – Harry piscou seus olhos cinzentos interrogativamente quando Trowa, a passos lentos e estranhamente desconcertados, passou pela porta da floricultura.

Não obteve uma resposta, e isso foi o suficiente para que uma de suas sobrancelhas grisalhas se erguesse, captando imediatamente algo diferente no moreno. Conhecia aquele rapaz como a cada ruga do próprio rosto. E mesmo que a memória do velho Harry tivesse suas falhas às vezes, não se lembrava de ter visto antes no rosto de Trowa aquela expressão abobalhada, muito parecida com a de alguém em estado de choque.

Trowa caminhou até o balcão, dando um pequeno salto para que pudesse sentar-se sobre a superfície de madeira escura. Suas mãos tremiam levemente, fato assimilado imediatamente por um preocupado Harry. Ou o moreno vira um fantasma, ou estava prestes a colapsar. Agora realmente preocupado, o velho homem se aproximou do balcão, lançando um olhar interrogativo que o moreno sabia valer mais que mil perguntas. Trowa finalmente pareceu acordar do seu transe.

- Eu estou bem, Harry. Só com dor de cabeça. – o moreno mentiu, desejando que o senhor não insistisse em perguntar algo mais, pois não tinha respostas nem para si mesmo. Estranhamente, apenas a imagem do sorriso iluminado do anjo loiro que encontrara há pouco parecia certa em sua cabeça.

- Dor de cabeça, hum? – Harry certamente não havia engolido tal desculpa, mas pareceu aceitá-la por hora, para o alívio de Trowa. – Você não comeu algum doce no caminho, não é? Sabe que te faz mal!

Trowa demorou alguns segundos para responder. Ainda perguntava-se se o encontro com Quatre fora real. Aquele sorriso...e os olhos! Por Deus, nunca vira olhos tão lindos e brilhantes! A pele branca em sua lembrança parecia convidá-lo a tocá-la, sentir a sua maciez, mas... os toques inconvenientes daquele estranho apareciam e tornavam seus pensamentos desagradáveis. Trowa só podia estar entrando em parafuso. Parecia-lhe tão errado que aquele homem tocasse em Quatre!

Porém, mais errados ainda eram tais pensamentos. Não era dono do loiro ou algo do tipo. Nem sequer o conhecia ! Não que não desejasse fazê-lo... na verdade, para a sua própria surpresa, pegava-se enlouquecido por saber ao menos a idade de Quatre. Não...isso parecia tão pouco! Queria... não!, necessitava descobrir suas vontades, que tipo de música gostava, se tomava café com ou sem leite, em que ano estudava, tudo! E, por todos os diabos, porque se sentia de repente tão dependente daquele doce estranho?

As chaves da lambreta pareciam ser atraídas para o seu lugar na ignição do veículo, prontas a levá-lo de volta ao apartamento 364 no luxuoso prédio da zona sul da cidade. De volta para aquele sorriso sincero e cristalino que, estranhamente, pareciam espalhar uma sensação muito agradável por todo o seu corpo, como o ar suave entre as árvores do parque municipal o fazia.

- Não, não foi isso... – sussurrou, finalmente, enroscando distraidamente os dedos num fio solto de sua jaqueta velha. – É só dor de cabeça, mesmo.

Antes que Harry pudesse retrucar e colocar em cheque o seu descabeçado argumento, Trowa tratou de pegar o primeiro arranjo de flores que alcançou sob o balcão e andar a passos mais rápidos que o normal até o lado de fora da loja, sacudindo sugestivamente as chaves da lambreta.

- Trowa...!

- As flores não vão andar sozinhas até os destinatários... – Trowa cantarolou, fazendo o motor barulhento da moto roncar.

O florista bufou quando o moreno virou a esquina. Aquele garoto só poderia estar maluco. Depois o gagá era ele! Onde já se vira? Fazer uma entrega sem um endereço?

Harry podia ser velho, mas não engoliria uma história esfarrapada como aquela. Dor de cabeça, hein?Apostava os seus cada vez mais diminutos fios de cabelo que aquela “dor de cabeça” tinha um nome.

- Quatre, a perua esnobe? – a possibilidade lhe pareceu engraçada e até meio improvável, mas estranhamente possível.

********

Trowa dirigiu por algum tempo, passeando pelas ruas simpáticas dos quarteirões próximos ao parque municipal. Naquele outono, as folhas amarelas caídas das árvores se espalhavam junto ao vento por todos os lados, ocupando uma ou outra velhinha com a tarefa de varrer suas calçadas, ainda que, na opinião do moreno, isso fosse algo completamente inútil, visto que a próxima brisa traria as folhas novamente. Era mais um ritual que uma necessidade, pensava Trowa.

Sem que percebesse, sua fiel lambreta o guiou ao portão leste do parque. Descendo do veículo, Trowa levou as mãos à cabeça para retirar a capacete, percebendo então, surpreso, que não o estava usando. Provavelmente o deixara na floricultura, mas não importava muito... apenas precisava pensar um pouco. Só não sabia em quê, e por quê. Talvez não fosse em algo....mas em “alguém”...

Balançando a cabeça como se tentasse afastar uma mosca chata, Trowa empurrou a moto portão à dentro, sendo recebido pelo cheiro delicioso de madeira das árvores próximas, e pelo som das folhas sendo amassadas sob seus pés. Aquele lugar era realmente “um spa mental”, segundo as palavras de Harry, com quem Trowa aprendeu o hábito de visitar o parque e deixar-se acalmar pelo ar puro e paisagens belas do recanto. Sorrindo, Trowa pegou-se imaginando como seria um passeio com Quatre na garupa de sua moto, por entre as folhas amarelas dançando pelo ar do parque.

- Mas que idiotice...! – praguejou o moreno, baixinho. – Foi só apenas uma entrega, nada mais...

- “Apenas”. Essa é uma palavra tão triste, meu jovem... – uma voz próxima chegou aos ouvidos do moreno, assustando-o. Não havia percebido, num banco próximo, uma simpática senhora .

Trowa já havia visto-a. Ela estava ali todas as sextas, alimentando os pombos com um saquinho de pipocas comprado na entrada do parque.

- Você sabe, palavras têm um poder enorme... “apenas” representa limitações, restrições! Não é algo bom de se dizer, querido! – a velhinha sorriu-lhe amigavelmente, afastando-se um pouco no banco, numa menção silenciosa para que o moreno se sentasse.

Um tanto sem-graça por ter sido pego pensando alto, Trowa sorriu, deixando a moto equilibrada sobre o macaco. Depositando o buquê já um tanto amassado ao seu lado, Trowa sentou-se junto à idosa no banco.

- Eu conheço bem os meus limites...um a mais ou um a menos não faz diferença, acho. – o moreno sussurrou, brincando distraidamente com a barra desgastada de sua jaqueta.

- Ah, vocês jovens e essa estranha mania de se recusarem a analisar melhor as coisas. – a mulher riu gostosamente, enquanto ajeitava seus óculos grossos de armação quadrada. – No meu tempo, uma flor não era “só uma flor”. Ela poderia ser diferente a cada estação...

- Eu...não entendo. – o moreno ergueu uma sobrancelha,confuso.

- Nem tudo o que vemos é exatamente como vemos. Até mesmo as flores mudam de uma estação para outra...! No inverno, podem murchar para se protegerem do frio, e no verão se fecharem mais tarde para aproveitarem a luz do sol, para na primavera voltarem em seu total esplendor! Ainda assim, continuam sendo as mesmas flores, belas e delicadas. – a senhora jogou mais um punhado de pipocas para os pombos, que revoavam alvoroçados próximos ao banco.

– Se uma flor está fechada agora, na próxima estação ela terá se aberto, ainda mais bonita. Não seria maravilhoso estar lá para vê-la? – a velhinha sorriu-lhe com serena cumplicidade, oferecendo-lhe um punhado de pipoca para que as jogasse aos pombos. – Vamos! Eles adoram visitas...

Estranhamente aliviado, Trowa sorriu, jogando o pequeno agrado aos pássaros, que rufaram as asas, satisfeitos pela oferta.

- Eu me chamo Trowa...Trowa Barton! E a senhora? – o moreno sorriu, se levantando e estendendo uma mão à idosa.

- Senhora?! Ora, eu sou uma senhorita na flor da idade, querido! Apenas um pouco mais enrugada... – a mulher riu, divertida, aceitando a ajuda para se erguer.

Sorrindo, Trowa imediatamente lembrou-se de seu velho companheiro Harry, em uma versão feminina e amante de pombos. Curvando-se numa mesura exagerada, o moreno estendeu-lhe o buquê de rosas que trouxera consigo:

- Flores para uma flor! – O moreno riu de si mesmo por causa do clichê, mas a risada agradecida da idosa indicou que o presente havia sido muito bem-vindo.

- Me chamo Anna...é um prazer, meu jovem! -a senhora sorriu, segurando a ponta de seu vestido numa imitação cuidadosa das donzelas medievais. – Eu me curvaria, mas a minha coluna não iria gostar nem um pouco da idéia...

Correndo até sua moto, Trowa tomou fôlego antes de girar a chave na ignição. Acenou confiante para a senhora cercada de pombos, recebendo um sorriso aberto e um aceno expansivo de volta.

- Anna! Se por acaso quiser conhecer meu amigo Harry, um distinto senhor, para uma conversa agradável, visita a floricultura do endereço no cartão! Garanto que não se arrependerá! – Trowa gritou, divertido, fazendo surgir uma combinação engraçada de tons rosados no rosto da senhora, junto a uma risada casta e um “Não tenho mais idade pra isso...!”.

Acelerando sua lambreta sob os protestos indignados do barulhento motor, o rapaz cruzou os portões do parque em direção à floricultura, disposto a encarar o que quer que aquele outono agradável lhe reservasse.

********

Mal tendo estacionado a motocicleta em frente à floricultura, o moreno adentrou no pequeno estabelecimento, quase eufórico.

- Harry...! Eu acabei de conhecer uma pessoa no parque, e ela...- Trowa interrompeu abruptamente as suas palavras ao reconhecer uma figura logo adiante, conversando animadamente com Harry diante do balcão.

A cabeça loira se movia de um lado para o outro, enfatizando alguma palavra ou expressão que arrancava-lhe risadas gostosas e puras, e um sorriso divertido do homem mais velho.Dois pratos estavam dispostos entre os dois, sobre o balcão, com bonitos pedaços de bolo confeitado, o do loiro já pela metade. Estupefato, Trowa acompanhou o momento em que Quatre levou um pedaço do doce à boca, se sujando de glacê no processo.

Por Deus...era tão belo!

- Ah, Trowa! Que bom que você voltou! Eu já estava ficando preocupado...e nossa visita também. -Harry completou de modo insinuante, indicando com a cabeça o lindo loiro, que agora encarava-o com um sorriso brilhante no rosto.

- Ahn...eu...est-tava...digo, ia... – atrapalhado, Trowa gesticulava bobamente, e imaginava estar parecendo um completo idiota.

O sorriso de Quatre pareceu aumentar, tirando ainda mais a concentração do jovem estudante de medicina. Saltando do banco que de tão alto mal deixava seus pés tocarem o chão, o loiro se aproximou, estendendo-lhe uma mão num aperto amigável:

- Trowa, certo? É estranho me apresentar quando você já sabe o meu nome! – o loiro riu, piscando os grandes olhos azuis. – Mas tudo bem, vou fazer direito! Me chamo Quatre Winner, e é um prazer conhecê-lo, Trowa!

Atônito demais para qualquer reação rápida, o moreno apenas passou o olhar do rosto sorridente de Quatre para sua mão estendida, repetidas vezes. Um tanto constrangido pela demora, o loiro fez menção de recolher a mão, rindo envergonhado. Percebendo a burrada que estava cometendo, Trowa tratou de agarrar a mão alva, sacudindo-a com mais força do que desejaria, o que arrancou uma risada divertida do rapaz de olhos azuis.

- O...o prazer é todo meu! Me chamo Barton,...digo, Trowa! Trowa Barton! -o moreno socou-se internamente por estar parecendo tão idiota.

- O Harry me disse que você é ótimo na cozinha! E depois de ter comido o bolo que você fez, eu concordei com louvor! Estava uma delícia! – Quatre comentou gentilmente, indicando as fatias de bolo sobre o balcão. – Tem que me ensinar algum dia, hein?

Por Deus! Maldito Harry inconveniente! Como ele pôde oferecer o bolo que o moreno fizera no dia anterior, apenas para passar o tempo? E se por acaso não estivesse ao agrado do rapaz? Se Trowa tivesse sabido antes, teria se empenhando mais no preparo do doce...

- Obrigado...mas na próxima vez, farei outro com mais dedicação. Se você me disser qual o seu sabor favorito, bom...eu posso... – Trowa sorriu, coçando a cabeça numa tentativa de discrição ao arrumar o cabelo bagunçado pelo vento.

- Jura? Nossa, mas seria falta de educação minha pedir que você fizesse um bolo só pra mim... – Quatre parecia deliciadamente surpreso com a possibilidade, ainda que sua educação aparentemente habitual o fizesse relutar.

- De forma alguma! Eu faço questão de uma opinião diferente da do Harry, que é meio imparcial em seu julgamento... – o moreno comentou divertido, sentindo-se mais confiante em suas palavras.

Harry resmungou algo, abocanhando uma grande porção de sua fatia de bolo.

- Então tudo bem! Se você também gostar, morango cairia muito bem! – Quatre sorriu-lhe, afastando educadamente uma mecha desarrumada do rosto do moreno.

Momentaneamente surpreso pelo contato, Trowa só então percebeu que ainda segurava firmemente a mão do loiro. Envergonhado, soltou-a, sorrindo constrangido. Porém, o jovem de olhos azuis pareceu não se importar, pois continuava a sorrir como antes.

- Será morango, então. – o rapaz de franja sentenciou, sorrindo para os lindos olhos azuis de Quatre.

- Ei! E o voto do velhote aqui não conta? Isso é desrespeito aos idosos, pois sim... – Harry fez piada, arrancando uma risada dos dois jovens.

Durante as horas que se seguiram, o trio mergulhou numa conversa relaxada, com ocasionais e propositais ausências de Harry, que sempre inventava um arranjo ou outro para deixar Trowa e o loiro a sós. Intimamente, o moreno agradeceu. Era um tanto estranho e inesperado estar conversando tão agradavelmente com alguém que conhecera há tão pouco tempo como se houvessem se conhecido durante a vida inteira!

Desconcertado, o moreno descobriu que Quatre viera até ali devolver o seu capacete, que havia deixado cair sem perceber ao sair correndo do hotel. O loiro não perguntou o motivo para aquela reação repentina do entregador, pois sentia que era um assunto do qual Trowa não parecia estar a vontade para falar. A sensibilidade do loiro foi recebida com gratidão pelo moreno, que rapidamente engatou outro assunto à conversa, aos poucos descobrindo mais e mais sobre o anjo loiro.

Dezenove anos, morando sem a família em San Francisco, no terceiro período de psicologia na faculdade, único homem entre 5 filhos, amante de doces, violinista, leitor convicto, chocólatra, gostava de ir ao museu e ao parque de diversões...quanto mais detalhes sabia sobre Quatre, mais fascinado ficava pela simpatia e carisma do jovem de olhos azuis. Era alguém totalmente incomum, aquele lindo loiro...

Quatre parecia não se importar em contar tudo o que o moreno estivesse interessado em saber. Seus olhos revelavam uma sinceridade sem tamanho, como se sua alma fosse tão pura quanto o azul de seus olhos brilhantes. Estimulado por isso, Trowa tentou descobrir tudo o que podia sobre o loiro, ainda que não soubesse bem o que fazer com tantas informações... apenas queria conhecê-lo mais e mais.

O tempo passou mais rápido do que gostariam, e logo estava anoitecendo. Olhando para um bonito relógio de pulso no braço esquerdo, Quatre levantou as sobrancelhas, surpreso com o avanço das horas:

- Já está tarde! Acredita que eu nem vi o tempo passar? – o loiro riu, batendo na própria cabeça de leve, fazendo uma careta.

- Acredito sim... — o moreno sorriu, compartilhando da mesma sensação. Enquanto conversavam, também tinha esquecido do tempo e de tudo mais...

Fazendo menção de se levantar, Quatre olhou ao redor, encantado com tantas flores. Depois, retornou o olhar a Trowa,que ajeitava as próprias vestes como se tentasse parecer mais apresentável.

- Eu preciso ir, Trowa...foi muito agradável passar a tarde com vocês, hoje! – o jovem de olhos azuis curvou-se ligeiramente, agradecendo a hospitalidade.

O moreno sorriu, achando cativante o modo como o pequeno corpo loiro se movia, sem premeditação ou gestos feitos.

- Quatre, meu rapaz! Não vi você estacionando carro algum! Como você vai pra casa? – Harry os interrompeu, preocupado.

- Ah, não se preocupe, senhor Harry! Eu vou até a avenida principal pegar um táxi...é pertinho! – O loiro caminhava em direção à porta, sorrindo educadamente.

Harry lançou um olhar fulminante à Trowa, que logo percebeu as intenções do descabido senhor.

- Eu...posso te levar! A minha lambreta não é o maior exemplo de conforto, mas nunca me deixa na mão! – Trowa sorriu, indicando a moto estacionada mais à frente.

Um brilho de contentamento passou pelos olhos azuis de Quatre diante da idéia. Pela diversão infantil estampada em sua expressão, Trowa pôde deduzir que aquela seria a primeira vez em que o loiro andaria de lambreta. Sorrindo, Trowa alcançou um capacete reserva, estendendo-o ao jovem loiro.

Girando a chave na ignição, Trowa deu partida pelo pedal, enquanto o loiro dava risadas de contentamento a cada ruído feito pela moto, agarrando-se forte na jaqueta do moreno como se o menor movimento pudesse jogá-lo longe.

Sentindo-se bem com a proximidade, Trowa tentou tirar o máximo de sua motocicleta, imprimindo mais velocidade, para o divertimento de Quatre, que agora arriscava pequenos gritos pelo ar do fim de tarde, como se a liberdade estivesse em cada folha que passasse por eles.

Atravessando os portões do parque, Trowa observou rapidamente onde há pouco estava Anna, e onde havia recebido um importante conselho.Sorrindo consigo mesmo ao sentir uma mudança do peso sobre a moto, observou pelo retrovisor quando Quatre, arriscando soltar-se de seus ombros, abriu os braços, maravilhado, como se pudesse voar.

Suas risadas límpidas se juntaram ao ar puro do lugar, enquanto suas mãos tentavam agarrar as folhas amarelas que passavam velozes ao redor dos dois.

O coração de Trowa pulsou mais forte diante daquele quadro tão único: uma flor se abrindo inesperadamente no outono de San Francisco.

Seria aquela a estação certa para uma grande mudança?

Trowa havia decidido: estaria lá para ver.

CONTINUA...

Notas finais
Ofereço humildemente esse capítulo à pessoas muito queridas com as quais estou em falta: Goddess, Dee-Chan, Lú, Bra, Misao-Chan, Yoru no Yami e tantas outras amigas queridas com as quais mal tenho falado ultimamente...saibam que amo muito todas vocês, e que morro de saudades todos os dias, viu? Espero que gostem do capítulo, porque ele é de vocês!!

Um grande abraço, pessoal!^^ E reviews são muito bem-vindos!
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.