Notas iniciais
E trago a ultima fic que conseguirei atualizar esse ano. Desejo um feliz ano novo a todos.

062- Revelações

Koorishiro, que segurava Ash pela cauda, afasta o moreno do pequeno urso, o deixando alguns metros de distância do mesmo, sendo que tinha uma expressão de contentamento no rosto. Nisso, ele olhou para Mavis, notando que a expressão de preocupação já tinha tomado conta do rosto dela, enquanto acariciava a barriga lentamente. O dragão supremo suspirou, enquanto olhou pela janela, procurando pela presença de Katsu, sendo que notou que a mesma vinha da pizzaria.

—Ele voltou para a pizzaria. – Comentou, atraindo a atenção de todos. – Eu sabia que ele não iria esperar a gente. Devíamos ter amarrado ele aqui dentro, seria mais eficaz.

Grandeeney sentiu que todo seu corpo tinha ficado pesado, sendo que caiu sentada em uma cadeira, enquanto sentia sua respiração pesar, ficando difícil para a mesma respirar. Igneel correu para acudir a esposa, sendo que começou a abanar ela.

—Ele vai ser morto. Perdeu o braço, e eu estava tentando irritar o Igneel-kun, e não pude nem ao menos curar o braço do meu filho. Que tipo de mãe eu sou? – Se questionou ela, caindo aos prantos, enquanto Igneel, Wendy, Cherria correram para tentar ajuda-lo.

Nisso, o outro Koorishiro, que era um dragão de gelo comum deu um suspiro, sendo que um vapor gelado saiu por sua boca. Ele olhou pela janela, sendo que depois olhou para Gray e Yukiko, sendo que ela estava no colo dele, enquanto comia um sorvete, e prestava atenção na séria conversa que ocorria ali, mesmo que não estivesse entendendo nada.

—Temos que ir atrás dele. Ou ele vai morrer como o Katsu da outra dimensão, e com certeza, isso quebraria a mente das companheiras dele, e da mãe, o que não seria favorável para a gente. – Diz ele, atraindo os olhares de todos.

Mavis, Cherria, Yumi, Louise tremeram de medo apenas de pensar na possibilidade de ver seu amado morrer. A pequena Yuno começou a chorar ao ouvir isso, sendo acolhida por Cherria em seu colo, que tentou mima-la um pouco para tentar faze-la parar de chorar. Mavis sentiu que a garotinha em seu ventre ficou agitada. Ela começou a acariciar a barriga.

Nesse momento, Ash se levanta, atraindo a atenção de todos, sendo que a expressão no rosto do moreno.

—Então quer dizer que algo acontecera nessa dimensão, não é, Koorishiro-sama? – Questionou ele parecendo um tanto irritado.

—Assim como nas outras dimensões, aqui também tem seus problemas, seja eles grandes ou não. Como a intervenção de Demigra nas dimensões já acabou, logo as coisas aqui voltaram a seguir seu curso original, embora ainda tendo as mudanças que não podemos evitar. – O dragão Supremo apontou para Issei, Vegeta, Goku, e os outros, que um dia surgiram ali por portais dimensionais. – Logo, o Katsu dessa dimensão não deve morrer de forma alguma, a não ser que seja seu destino. A propósito, quero que me encontre nos fundos da guilda em dez minutos. Não se atrase.

O moreno assentiu, mesmo que ainda estivesse desconfiado. O dragão supremo andou até Mavis, sendo que com um sorriso no rosto, tentou animar a jovem loura, que ainda estava preocupada com o companheiro. Porém tudo que conseguiu arrancar dela foi um curto e preocupado sorriso.

Depois disso, saiu para os fundos da Guilda, sendo que Ash o seguiu curioso. Desde que o dragão supremo se casara com a Kaiou-shin, isso nunca tinha acontecido. Ao chegarem no fundo do prédio, Koorishiro se virou para ele.

—O que você sabe sobre os pais de sua esposa? – Questionou o dragão celestial virado de costas para ele. Ash ergue uma sobrancelha sem entender muito bem o porquê da pergunta, mas dá de ombros, enquanto se prepara para responder à pergunta.

—São Grandeeney e Igneel, certo? – Respondeu o Ketchum, basicamente com outra pergunta, o que irritou um pouco Koorishiro. O dragão respirou profundamente, enquanto começou a andar para longe de Ash, deixando o moreno mais confuso ainda.

—Ótimo, então continue assim. Agora vamos que temos alguém para salvar ainda hoje. – Respondeu Koorishiro entrando novamente na guilda, enquanto Ash fica para trás confuso.

—O que aconteceu aqui?

Katsu se sentou na desconfortável cadeira da sala de vigilância, enquanto suspirava profundamente, e olhava para os monitores, sendo que todos os animatrônicos estavam no palco. Ele estreitou os olhos enquanto olhava para os mesmos, apertando os punhos com certa raiva.

—Eu sei bem que vocês vão vir atrás de mim. Recomendo que venham logo, pois eu odeio esperar. – Resmungou Katsu, irritado. Ele sentia que estava sendo usado pelos animatrônicos, e isso irritava o azulado profundamente.

“-Impaciente como sempre, não é Katsu? ” Uma voz terrivelmente familiar para o Dragneel ecoou em sua mente, fazendo com que o mesmo caísse da cadeira, batendo de bunda no chão. Porém, ele não ficou ali muito tempo. Logo, com um pulo, ele estava novamente de pé, com uma expressão fechada, olhando por todos os lados, procurando por quem falara isso. De repente, na parede a sua frente, uma frase começou a ser formada.

“IT’S ME”

Katsu rapidamente sentiu o cheiro de sangue vindo daquela parede, com ele notando que vinha da frase curta que surgira na parede. Deu um passo para trás, entrando em posição de defesa.

—Quem é você? – Questionou, entre um rosnado.

—Logo saberá. Se seguir eles, poderá descobrir. Apenas brinque um pouco com essas crianças, otouto. – Disse a voz, sedo que era um pouco sombria. Mas Katsu não reparou muito nisso, pois estava mais curioso com as palavras que ouviu da mesma. Isso sim o deixou curioso. Olhou para o monitor de novo, vendo que os três animatrônicos estavam olhando para a câmera. O azulado sentiu por um momento que os olhares eram diretamente para ele, como se eles pudessem o ver na frente deles.

Koorishiro subiu ao palco da guilda, chamando a atenção de todos, sendo que as companheiras de Katsu estavam quase entrando em pânico. O dragão suspirou de maneira profunda, enquanto todos olharam para ele curiosos.

—Nós vamos para a pizzaria salvar ele, antes que algo irreversível aconteça com ele. – Disse Koorishiro. Cherria ficou de pé.

—Que tipo de coisa irreversível, Koorishiro-sama? – Questionou ela temerosa.

Nisso, Koorishiro olha para as crianças da outra dimensão.

—Katsu, Shinoa, Yuu, Mitsuba e Karen, venham aqui. – Disse ele. As crianças subiram no palco, ainda sem entender muita coisa. – Se transformem, e mostrem a todos o que aquele lugar maldito fez com vocês.

O quinteto assente, sendo que logo todos são cegados por um forte brilho. Quando o mesmo cessou, animatrônicos estavam em pé no palco. Um urso pardo, com olhos pintados de azul, ao seu lado, uma galinha amarela, com olhos rosas, seguido de um urso azul, e por último uma raposa vermelha, que estava com partes do corpo quebradas. Mais ao fundo, quase oculto por sombras, um urso amarelo sombrio estava sentado como um cadáver, sendo que era possível ver os olhos prateados do mesmo observando a todos.

Haru e Kazehana tremeram, pois se lembraram de quando encontraram eles logo após terem sido assassinados. A morena quis ir até o sombrio urso dourado, porém suas pernas falharam. Ela não conseguiu dar um passo à frente para ir direção de seu amado.

—Isso é o que vai acontecer com ele. Ser brutalmente morto, e ter seu corpo enfiado em um animatrônico, sendo que isso é algo eterno e irreversível. Por isso devemos ir salva-lo logo. – Explicou o dragão supremo, com um tom de voz sério.

Mavis, Cherria, Yumi e Louise ficaram de pé de repente, sendo que elas estavam sérias.

—O Kat-kun sempre salvou a gente… — Começou a loira, liberando seu poder mágico, ficando em volta de uma aura dourada. Seu cabelo começou a se mover um pouco, ficando um pouco esvoaçado.

—Então está mais que na hora… — Uma aura esverdeada surgiu em torno de Cherria, sendo que uma leve brisa surgiu dentro da guilda.

—De devolvermos o favor… — A pequena Yumi ficou uma aura roxeada em volta de si, começando a flutuar um pouco.

—Para o nosso irmão que amamos tanto. – Louise completou a frase, com a mesma aura dourada que Mavis emanava. A pequena Yuno observava elas com um brilho nos olhos, estando encantada. Pois elas, sendo que Mavis era a mais forte, emanavam aura de fadas.

Natsu, que estava segurando Shizuka, deu um suspiro. Aquela luta não era sua então não iria se intrometer. O dragão supremo logo sentiu o cheiro reconhecível da pequena, se lembrando que fora ele que enviou ela aquele mundo. Nisso, fechou os punhos. Notou que estava morrendo de saudades da pequena.

Katsu estava com as duas portas fechadas, enquanto observava que o nível das baterias do local estavam se esgotando. Logo teria que enfrentar os animatrônicos cara a cara, o que não lhe parecia uma ideia muito convidativa. Deu um longo suspiro, e logo estreitou os olhos quando ouviu a mesma voz de antes lhe provocando:

—Olhe, apenas precisa abrir as portas para eles entrarem, que isso acabará, eles te levaram onde precisa ser levado, otouto. – Disse a voz, parecendo se divertir. Katsu rosnou um pouco alto em resposta, porém aquilo não era o suficiente.

—Porque eu deveria ouvir você? E pare de me chamar de otouto! – Rebateu, irritadiço. A voz deu uma risada.

—Então não vai mesmo colaborar? Ótimo, eu vou dar uma forcinha. – Katsu ergueu as sobrancelhas ao ouvir isso. De repente, as luzes se apagam e as portas se abrem fazendo um rangido alto. Katsu pula da cadeira espantado, enquanto olha em volta. Por uma das janelas, ele tem a impressão de ter visto uma cabeça de Freddy dourado, porém a mesma some em seguida.

—O que você fez bastardo? – Rosnou enquanto olhava para onde tinha visto a cabeça de urso dourada.

—Estou apenas tornando as coisas mais divertidas. – Disse a voz, porém agora estava diferente. Parecia num tom mais sádico, mais perigoso, o que causou em Katsu um certo arrepio. De repente, na porta do lado direito, uma silhueta de urso surge, sendo que seus olhos começam a piscar várias vezes, e uma música começa a soar, assustando um pouco o azulado.

Katsu coloca a mão na empunhadura de sua espada, porém, antes que pudesse a retirar da bainha, algo lhe acerta na nuca, fazendo o mesmo cair no chão desmaiado.

Todos da guilda com exceção das crianças, que ficaram aos cuidados de Mirajane, estavam correndo na direção da pizzaria, sendo que eram conduzidos por Mavis que sentia o cheiro de seu companheiro. Hana fez de tudo para que deixassem ela ir, porém, no fim, acabou ficando sobre a promessa que trariam o azulado para casa bem.

—E o que devemos fazer quando chegarmos lá? – Questionou o Koorishiro daquela dimensão, olhando para os visitantes dimensionais. – O assassino já vai estar lá?

Ash vira seu olhar para ele.

—Provavelmente sim. Na minha dimensão, ele atraiu o nosso Katsu e as crianças para lá, e as matou. – Disse, sentindo um leve calafrio ao se lembrar do restaurante ensanguentado, e os corpos pequenos enfiados dentro dos animatrônicos. – Então provavelmente era uma armadilha.

—Espera, está dizendo que era uma armadilha desde o início? – Questionou Natsu, olhando para o Ketchum com descrença.

—Espera… Alguém consegue falar com a Mira? – Questionou Mavis olhando para o grupo atrás de si. Nisso, Wendy tira uma lacrima do bolso de Natsu que estava do seu lado. Automaticamente, a azulada liga para a Mira. A albina atende, parecendo um pouco preocupada. – Mira, quando foi que a missão da pizzaria surgiu?

—Ah… Bem, deixe-me ver. – Disse ela, enquanto ia até o livro que registrava quando as missões davam entrada na guilda. – Bem, foram há exatos cinco dias atrás.

Mavis estreitou os olhos, com todos notando que a energia dela ficou mais forte.

—O que houve, Mavis? Porque está assim? Descobriu algo? – Natsu questionou olhando para a irmã mais nova curioso.

—Cinco dias atrás, você e o Kat-kun acharam Haru-chan e Hana-chan no meio da cidade nuas. E pelo que sabemos do assassino da pizzaria, ele parece ser um pedófilo. Então provavelmente ele tentou atrair elas para lá com essa missão. – Disse Mavis, de maneira decidida.

—Mas por uma missão? – Cherria questionou, querendo dizer que não fazia sentido.

—Ele imaginou que iriamos levar pelo menos uma delas para lá… E foi exatamente o que aconteceu. Mas por sorte, Hana-chan não desgrudou do Kat-kun. – Explicou Mavis, com raiva. Nisso, suas asas de fada surgiram nas costas, sendo que todos notaram que ainda não era a forma de Queen of Fairies.

O dragão celestial olhou para trás parando de correr. Nisso viu seu filho, o Katsu correndo atrás dele. Ash se virou para repreende-lo, porém, Koorishiro estendeu um braço, impedindo.

—Veio enfrentar seus medos, meu filho? – Questionou o dragão celestial, quando o pequeno parou em frente a ele. Katsu apenas assentiu, com uma expressão determinada no rosto.

—Para proteger, a Kaze-chan, a Shi-chan, a Kyu-chan e a Tsuki-chan eu não posso ter medo de nada, papai! – Exclamou ele, com os punhos fechados, mostrando determinação. Koorishiro bagunça ainda mais os cabelos do pequeno e sorri.

—Puxou o pai.

—A Chronoa-sama disse que você ama entrar em problemas, Koorishiro-sama. – Murmurou Nero, calmamente, enquanto olhava para seu filho adotivo. – Espero que ele não puxe isso também.

—Entrar em problemas está na raiz da família. – Comentou Yuko, dando de ombros. Ash apenas suspirou, pois tinha que concordar com aquilo.

Logo eles estavam parados na frente da Pizzaria. Mavis fechou os punhos, sendo que um péssimo pressentimento estava tomando conta da fada.

—Algo está errado… — Disse ela.

Katsu abre os olhos lentamente, sentindo uma forte dor na parte de trás da cabeça, onde fora atingido, por algo que até então ele não sabia o que era. Nisso, notou que estava amarrado a uma cadeira, sendo que não podia se mover. Ele começou a olhar por todos os lados, procurando por uma saída, porém não encontrou nenhuma. Ao olhar para frente, deu de cara com duas esferas brancas lhe encarando.

—Quem é você? – Questionou. Nisso, um animatrônico detonado surgiu. Era um antigo coelho dourado, porém completamente destruído, e emanava cheiro de podridão.

—Ora… Vai me dizer que não se lembra de mim, Katsu? Olha que eu fico muito triste assim, garoto. – Disse o urso, sendo que Katsu reconheceu como a voz que ele estava conversando na sala de vigilância.

—Você…? É o cara que estava falando comigo antes de apagar tudo… Mas… Porque parece que te conheço a anos.

—E realmente conhece. Que tal relembrarmos de algumas coisas, meu garotinho? – Questionou ele, estralando os dedos. Nisso, as luzes se acendem, sendo que Katsu vê um urso dourado, sentado num canto como se fosse um cadáver. Em seus olhos, haviam esferas prateadas minúsculas, quase imperceptíveis. Ao seu lado, também sentado estava um urso, porém era negro, sendo que parecia estar desligado a anos. – Quando sua mãe estava vivendo aquela farsa com Ferdinand Heartphilia, as vezes ela trazia você e Shinji, seu irmão mais velho para cá. – A cabeça de Katsu começou a doer assim que ouviu o nome – Sim, você não deve se lembrar, mas tem um irmão mais velho além de Zeref e Natsu, mas continuando, vocês dois sempre ficavam enchendo o saco nessa pizzaria, assim como outras crianças tão irritantes quanto vocês. Eu tinha que tomar conta de tudo naquela porra de lugar irritante.

“Mas um dia eu decidi me divertir por conta própria. Então atraí as quatro primeiras crianças e as matei, aqui mesmo nessa sala. Depois, era a vez de vocês dois. Mas você tinha que estragar tudo… — O coelho pareceu estar enfurecido naquele momento. – Mas até que tudo deu certo. Era para você estar naquele traje… — Ele aponta para o Freddy Dourado. – Mas seu irmão deve achar confortável aí dentro.

Katsu arregalou os olhos ao ouvir isso. Ele não conseguiu esboçar nenhuma reação, muito menos conseguir falar algo.

—Mas depois de dez anos, eu voltei aqui para tentar brincar de novo, mas… Esses desgraçados me mataram, e me enfiaram aqui! – Exclamou, mostrando o traje de coelho extremamente danificado. – Bem… Agora não posso mais reclamar de nada, não é mesmo? Agora vou terminar o que comecei aquele dia. Vou te matar e te enfiar em um lugar que nunca mais irá sair. Poderia ser aquela garotinha que estava aqui ontem, mas acho que não teria tanta graça, não é mesmo, Shinji?

Ele olhou para o urso, que Katsu teve a impressão de ter visto se mexer. Porém isso não importava muito para o azulado, que estava em estado de choque. Suas lembranças tinham voltado de uma única vez, sendo que isso deixou o garoto paralisado. O coelho desfigurado olha para ele, e diz:

—Hora do show, garotinho…

Todos pararam em frente a pizzaria, porém sentiam algo estranho. Era como se tivessem chegado tarde demais. Mavis estava desesperada e ansiosa, pois não tinha uma única notícia de seu amado. Ela corre até a porta, e tenta abrir a mesma, porém estava trancada. Mavis rosna um pouco, e se afasta dela. Nisso, ela fecha os olhos, e um brilho ocorre cegando a todos. Quando reabrem os olhos, todos notam que a loura estava com a Queen of Fairies.

Quando ela vai avançar em direção a porta, Koorishiro surge na frente dela.

—Tio Koori? – Questiona ela, olhando para o amigo de longa data de seu pai.

—Eu cuido disso. Você tem que cuidar da sua bebê. – Disse ele, apontando para a barriga de Mavis. A loura apenas assente, e logo os seis pares de asas somem de suas costas, deixando apenas duas novamente. Koorishiro olha para a porta, e sopra um vento gélido e cortante na mesma a congelando. Depois que a mesma congela completamente, ele dá um golpe poderoso no meio dela, a destruindo, abrindo a passagem. – Vamos. Algo me diz que não temos mais muito tempo para perder.

Todos assentem, enquanto entram no local. Ao entrarem, vão direto para onde havia o palco. Lá, encontram os animatrônicos completamente destruídos, mesas viradas, sendo que tudo estava espalhado pelo chão.

—Houve uma luta aqui. – Disse Nero, olhando pelo local. – Katsu-san deve ter encontrado com o assassino e eles devem ter lutado.

—Então deve estar tudo bem com o Onii-chan. – Cherria se empolga. – Ele não perderia uma batalha!

Yumi de repente pareceu travar. Ela começou a olhar para os lados assustadas, e então sussurrou:

—Eu não consigo ler a mente do Onii-chan… Está tudo embaçado… Aconteceu alguma coisa. Estou preocupada. – Disse a pequena de cabelos prateados, ainda olhando para os lados procurando por seu amado irmão.

De repente eles ouviram barulhos nos fundos do prédio, sendo que ficaram de guarda, pois os barulhos ficavam mais altos, se aproximando.

—Tem algo vindo… — Disse Igneel, ficando à frente de Grandeeney e Metalizam-na, embora ambas pudessem lutar.

—Gray, Yukiko, se protejam. – Ordenou Koorishiro aos filhos, que ficaram de guarda alta naquele momento. A pequena filhote de dragão das neves já estava sabendo lutar, embora fosse um ano mais nova que Wendy. Gray ficou à frente da mesma também, querendo a proteger.

De repente, um urso negro surge na frente deles, quebrando a parede do fundo do palco. Os olhos do mesmo eram vermelhos, sua boca entre aberta, porém não se movia. De repente, do buraco, uma cabeça rolou, sendo que era de um coelho deformado, o pequeno Katsu olhou para aquela cabeça de coelho com raiva, e rosnou baixo:

—Springtrap…

Yuko olhou para ele com os olhos lacrimejando. Ela ainda não tinha superado o que havia acontecido com seu pequeno filho, e provavelmente nunca superaria. Yumi arregalou os olhos, sendo que logo lágrimas começaram a descer deles.

—Onii-chan… É o Onii-chan…

Todos ficaram espantados, e descrentes.

—N-não é possível… Kat-san… — Wendy derramou uma lágrima ao olhar para o urso negro. – KATSU!

Com esse grito, o urso negro aparentemente acordou, pois fez um barulho horrível de ferros sendo esfregados uns contra os outros. Ele começou a avançar na direção do grupo, sendo que todos recuaram quando ele se aproximou, balançando seus braços furiosamente, tentando mata-los. De repente do meio deles, surgiu um urso dourado, que avançou no negro com fúria, o jogando contra o palco.

Yuko olhou para ele, o reconhecendo na hora.

—Filho? – O dourado olhou para ela, e assentiu, sendo que voltou sua atenção para o urso negro a sua frente. O mesmo voltou a se mover, empurrando o dourado para trás.

—Ele perdeu a consciência… — Murmurou o dragão multiversal. – Estamos em perigo.

Nisso, ele olhou para Wendy Ketchum, e de repente sumiu, reaparecendo ao lado dela, a surpreendendo.

—Koorishiro-sama? – Questionou ela, olhando assustada para ele. O mesmo fechou os punhos.

“Não é assim que deveria me chamar…” Pensou ele tristemente.

Enquanto isso, todos assistiam paralisados aos dois animatrônicos lutando. Eles sabiam que não poderiam intervir. O dragão celestial tinha explicado a eles que se algum dos dois quebrassem, seus corpos normais sofreriam as consequências depois.

De repente, o urso dourado é empurrado contra o chão, sendo que o negro logo pisa em cima dele, e avança na direção da cabeça, na intenção de arrancar ela. Porém, isso nunca aconteceu. Alguma coisa empurrou Katsu Dragneel para longe, que de início ninguém foi capaz de distinguir ao certo o que foi aquilo.

Quando eles veem, se assustam. Um terceiro animatrônico havia surgido. Ele era grande, sua boca era aberta de fora a fora, com duas arcadas dentadas em cada mandíbula, sendo dentes extremamente afiados. Os olhos eram pequenos e vermelhos, suas mãos tinham garras extremamente afiadas. Em sua barriga, outra boca, com dentes afiados que assustavam. O animatrônico estava quase que completamente destroçado, dando mais um toque de horror ao mesmo.

—Merda… Esse show de horrores nunca vai acabar? – Questionou Natsu abraçando Wendy, que estava olhando para o urso dourado destroçado.

Quando o negro se levantou, olhou atentamente para o novo animatrônico que surgira. Deu novamente seu guinchado de horror, tentando avançar nele. Koorishiro, porém, surgiu em sua frente, dando um soco no animatrônico, que caiu alguns metros dali. Nisso, ele passou a mão por sua espada.

“Vai mesmo fazer isso, mestre? ” Uma voz feminina questionou na cabeça do dragão celestial.

“Não tenho outro jeito…”

Ele puxa a espada de sua bainha e avança no Shadow Freddy, enfiando a mesma no lado esquerdo do peito, onde deveria haver um coração. O urso para instantaneamente, enquanto todos observam em silêncio.

—K-Katsu? – Mavis choramingou caindo de joelhos. Koorishiro olhou para ela, e disse:

—Ele não está morto. Eu apenas selei ele aí dentro por enquanto, até conseguir se controlar. Vou leva-lo comigo, para que posse descobrir como ele vai poder se controlar. Afinal, meu filho não teve esses problemas quando foi com ele. – Disse Koorishiro, estralando os dedos, fazendo o urso negro sumir. – Agora, recomendo que tomem conta daquele ali.

Apontou para o animatrônico apavorante, sendo que o mesmo caiu, e depois brilhou, se transformando em um adolescente mais velho que Natsu. Tinha longos cabelos negros, o corpo estava um tanto quanto descuidado e magro, porém, parecia respirar. Grandeeney se aproximou do mesmo, e levou as mãos à boca ao vê-lo.

—Shinji…

Quatro dias depois do ocorrido, as companheiras de Katsu ainda não tinha aparecido na guilda, enquanto Grandeeney e Igneel, estavam com Shinji na enfermaria, sendo que o mesmo não tinha acordado ainda depois que deixou de ser um animatrônico.

O dragão celestial estava observando a calma agua da piscina quando ouviu a voz de Wendy Ketchum de longe.

—Não acredito que minha mãe vendeu meu sangue aquele maldito do Demigra. – Disse a mesma, que parecia conversar com Ash. – Imagino que meu seja um canalha, caloteiro, lolicon, pervertido…

—O que tem contra os lolicons e pervertidos? – Questionou Ash fazendo círculos no chão com uma aura negra em torno de si.

A azulada ficou com uma gota na cabeça. Nesse momento, o dragão celestial se aproxima deles.

—Sabe, não deveria falar assim de seu pai. – Disse ele, de maneira sombria, longe do bom humor que tinha normalmente.

—Porque não? Se ele prestasse não deixaria minha “mãe” vender meu sangue! – Retrucou ela com raiva.

Koorishiro fechou as mãos.

—Eu vou te contar uma pequena história, Wendy. – Disse ele, com a cabeça baixa tampando os olhos. – A muito tempo atrás, um dragão rebelde, que tinha fugido de seu irmão mais velho e sua mãe conheceu uma dragoa. Era linda, e encantadora, pela qual o dragão se apaixonou rapidamente, se deixando levar por ela. Porém, ele nunca notou que ela era manipuladora, e que manipulava ele como bem entendia. – Disse, dando uma pequena pausa. – Pois bem, eles tiveram duas filhas. Nessa época estava eclodindo uma guerra por isso, tiveram que se separar, sendo que cada um ficou com uma das meninas. Essa dragoa, tirou um pouco do sangue da que ficou com ela, vendendo a um vilão odioso. Quando estava prestes a vender a própria filha, o dragão impede, a matando. Ele pega a menina, e sabia que não podia ficar com ela naquele momento. Por isso, assim como fez com a outra, deu para um casal de dragões para eles cuidarem. Embora a outra tivesse ficado com humanos comuns, e até hoje não sabe de seus verdadeiros poderes.

—Essa história… — Wendy olhou para Koorishiro espantada. – Quem… Quem eram essas pessoas, Koorishiro-sama?

Ash já tinha entendido tudo, e tinha notado que Wendy se recusava a acreditar naquilo.

—Nessa história, os personagens são eu, sua mãe, Mavis e você. Sim, o pai caloteiro, pervertido, canalha, lolicon dentre outros tanto “adjetivos” sou eu. – Disse o dragão celestial erguendo o olhar para ela. Ele sabia que Mavis Ketchum tinha ouvido tudo, pois viu ela parada na porta, com os olhos cheios de lágrimas.

Wendy também tinha lágrimas caindo de seus olhos. Quando Koorishiro foi se aproximar dela, recebeu um soco na face, parando imediatamente.

—Eu te odeio, Koorishiro. – Disse ela, saindo correndo, com Ash atrás dela. Ambos passaram por Mavis que não tinha dito nada. Ele olhou para ela, porém ela se virou, e antes de ir embora, murmurou:

—Você é horrível… — Saiu correndo na mesma direção que o casal saíra.

O dragão celestial apenas saiu voando dali, sendo que ao chegar no alto, disparou várias rajadas de energia contra uma montanha ao monte, fazendo com que a mesma sumisse do mapa.

—É… Depois de tudo isso, não poderia pedir que me chamassem de papai… — Disse, enquanto derramava lágrimas de maneira disfarçada.

Notas finais
E para evitar confusão, o casal principal da fic é Wendy/Natsu. Esse Wendy/Ash é o casal de uma outra fic que está tendo um Crossover com essa (Guardião Dimensional), por isso, esses dois ultimos não pertencem a fic. Novamente, desejo um feliz ano novo a todos.