Capítulo 052 – A morte de uma fada

Katsu, Ichigo, e as duas Mavis encaravam Kyousuke, que parecia irritado. Sua mão tapava a orbe vazia. O Tenryu no Dragon Slayer rosnou alto olhando para o outro.

—Meu sobrinho é? A julgar pelo cheiro de podridão que ele tem, duvido que minha irmã tenha orgulho de ter um filho assim. — Disse o azulado, olhando para o braço de ferro. — Acho que quero ver se posso te machucar de verdade com esse brinquedinho aqui.

Nisso Winry apareceu na janela, e gritou para o azulado:

—Eu coloquei uma resistência maior nela, mas não abuse, pois ainda não se acostumou com ela! — Gritou a loira da janela.

—Vou tomar cuidado, Winry-neechan! — Exclamou Katsu de volta.

Nisso sua Mavis surgiu ao lado dele, com as mãos rodeadas de chamas.

—Wendy-chan ia ficar com ciúmes se ouvisse isso. — Comentou sua Mavis. Ele olhou para ela, e deu um sorriso.

—Ela pode ficar tranquila. Ela é minha Onee-sama preferida sabia? — Disse ele. Mavis inflou as bochechas.

—E eu não?

Ele a agarrou pela cintura e a beijou.

—Você é minha mulher preferida — Disse, de forma que fez com que Mavis se arrepiasse. A loura não entendia bem essas respostas que seu corpo dava para Katsu.

—NÃO FIQUEM SE PEGANDO NA MINHA FRENTE! — Berrou Kyousuke, irado. Ele avançou na direção do casal, porém, Ichigo chegou nele, dando um chute em seu estomago, e em seguida batendo a cabeça do mesmo no chão.

—Eu não vou nem me arriscar de deixar você avançar. — Ichigo deu outro chute no estômago do irmão, o jogando para o alto, apenas para sua Mavis o segurar pela perna, e o atirar contra uma pedra, que explodiu com o impacto.

—Não se esforce muito, Ichigo-kun — Pediu a Mavis Ketchum, ficando ao lado dele.

—Eu posso tomar conta dele, sobrinho. — Katsu deu alguns passos à frente. — Vocês…

—EU NÃO VOU DEIXAR VOCÊ IR SOZINHO, KATSU DRAGNEEL! — Gritou Mavis, na frente dele. — VOCÊ JA PERDEU UM BRAÇO! EU VI VOCÊ QUASE MORRENDO! AGORA QUER QUE EU PERCA VOCÊ TODO!?

A loura chorava enquanto desabafava, sendo que Katsu deu um suspiro, enquanto um sorriso surgiu em seu rosto.

—Baka. — Ele deu um tapinha de leve na cabeça dela. — Eu não vou te abandonar sozinha, entendeu?

Antes que a garota pudesse responder, um vulto atingiu o azulado, que bateu na parede da casa dos Rockbell. Kyousuke estava na frente de Mavis, sendo que segurou o rosto dela pelo queixo, usando o dedo.

—Olha que tia linda… Eu adoraria… — De repente, uma coluna de terra surgiu do chão, o jogando para o alto, sendo que um tornado o jogou alguns metros longe dali.

—Que cara mais irritante! — Esbravejou Edward, usando sua alquimia, e transmutando uma lança do chão. Ele olhou para o braço de ferro, e depois para a perna esquerda, que era de carne novamente — Desculpe Al, mas vou ter que volta a lutar. Sei que não iria querer que nossos amigos fossem atacados.

Nisso Katsu pulou, caindo ao lado dele.

—Acho que derrubei uma parede da sua casa. — Disse o azulado, estralando o pescoço.

—Posso arrumar isso depois. — Respondeu o Elric, segurando a lança firmemente.

Kyousuke se levantou de onde tinha caído, sendo que seus cabelos estavam loiros e arrepiados, e seus olhos verdes. Ichigo não pode deixar de sorrir ao ver o “irmão” transformado em SSJ.

—Então finalmente notou. — Comentou Ichigo, enigmático. Kyousuke rosnou para ele.

—O quê?

—Que não tem força, nem poder o suficiente para nos derrotar. — Completou Mavis Dragneel, com um sorriso sádico.

—Vou contar um segredinho. — Murmurou Ichigo, sorrindo maldosamente. — Estamos no mesmo nível de poderes de Ashura Ketchum, e Wendy Marvell Ketchum.

—I-Impossível! — Berrou Kyousuke, se levantando. Katsu olhou para ele com pena.

—Tem tanto potencial, uma verdadeira pena ser um completo imbecil. — Disse ele. Nisso, se ajoelhou na frente de Mavis. — Oh minha imperatriz, me dê o poder para honrar nossa família, e te proteger, como seu fiel cavalheiro.

Todos olharam sem entender para os dois. A Dragneel suspirou. Nisso, o corpo dela ficou rodeado de magia.

—Lhe dou a permissão para usar o poder sagrado da Fairy Tail. — Disse ela. Katsu sorriu, enquanto se levantou, e gritou:

—FAIRY FORCE! — Nisso, asas de fada cresceram nas costas do azulado, enquanto uma áurea dourada ficava em torno do seu corpo.

—A áurea que o Tio Katsu está emanando é incrivelmente forte…! — Pensou Ichigo olhando para o tio descrente.

—Então essa foi a técnica que a fundadora criou para os filhos dos dragões. — Disse Mavis Ketchum, sorrindo para sua contraparte. A Dragneel corou.

—Apesar dê não estar completa. Não tive tempo de desenvolvê-la mais. — Disse a companheira de Katsu, batendo os dedos indicadores. — Com tudo que aconteceu nos últimos dias…

A outra colocou a mão no ombro dela, como se dissesse que ela não precisa se lembrar disso.

Kyousuke tentava socar Katsu a todo o instante, apenas para descobrir que era bem mais lento que o azulado, mesmo estando transformado em Super Saiyajin.

A diferença de força foi notável para todos quando Katsu acertou um soco no estômago de Kyousuke, para depois, aproveitando a falta de fôlego do mesmo, martela-lo para o chão. Nisso, Katsu voltou ao normal, descendo para o chão, e andando até onde os outros estavam.

—Parece que está fraco, por isso, deixarei que vá embora enquanto ainda pode. — Disse Katsu, olhando para o mesmo por cima do ombro.

Kyousuke começou a rir de forma descontrolada. Todos olharam para ele sem entender nada. Por estar enfraquecido por uma batalha anterior, não pode enfrentar o tio de uma forma aceitável.

—Pelo menos matei o desgraçado que fez isso com meu olho… — Disse ele entre risadas. — Como era o nome mesmo? Ah, sim… Saito, não era?

Mavis arregalou os olhos, e levou as mãos a boca, enquanto Katsu parou de andar. Ichigo olhou para sua Mavis, e viu que ela estava em estado de choque.

—Espera… O companheiro da Cherria? — Questionou Ichigo, de olhos arregalados. — Isso é… Impossível…

—Foi tão bom ver a cara dele quando disse que iria atrás dela para brincar com ela na frente dele…E — Parou de falar pois sentiu chamas negras queimarem seu corpo. Quando olhou, viu Katsu olhando para ele friamente.

—Você matou o Saito… Agora eu vou te matar. — Disse, num tom de voz tão frio, que nem emoção nela ele não tinha.

—Katsu-kun… Temos que ir ver a Cherria! — A Dragneel chamou, porém o azulado a ignorou.

—Ele não vai te ouvir. — Disse Edward, sério. — Ele foi tomado pelas chamas da vingança. Espero que ele não demore para recuperar os sentidos.

Kyousuke parecia ter recuperado a força após ter provocado Katsu. Estava em pé de igualdade com o azulado, que fazia de tudo para matar o clone de Ash.

O Dragon Slayer não via nada a sua frente, a não ser seu próprio desejo de vingança. Queria ver o sangue de Kyouske derramado no chão. Queria ver o próprio completamente destruído, de tal forma, que nunca mais conseguiriam recuperar alguma parte de seu corpo.

O clone, no entanto, se divertia com isso. Recebia golpes fortes e duros algumas vezes, porém conseguia desviar de outros. E a cada golpe desviado, uma risada estridente e irritante era ouvida por todos.

—Esse desgraçado… — Rosnou Ichigo com raiva.

—O Katsu vai acabar com ele. — Todos olharam para Mavis, que tremia de raiva. — Ele vai… Vingar o Saito-san.

Nesse momento, Kyousuke olhou para Katsu com um sorriso debochado, enquanto gritou:

—É SOMENTE ISSO QUE PODE FAZER DRAGON SLAYER DE MERDA!?

—CALE A BOCA ARROMBADO! — De repente, na mão direita de Katsu uma espada negra surgiu em meio a chamas também negras. Kyouske arregalou os olhos, enquanto Katsu cortou um braço seu fora. O clone gritou, mas de repente, a mão de carne e osso de Katsu tampou sua boca.

—Eu nem comecei e já está gritando como uma menina? — Os olhos de Katsu tinham ido do chocolate para o vermelho carmesim brilhante. — Vamos brincar Kyousuke.

Deu uma joelhada no estomago de Kyouske, que vomitou sangue, apenas para ter o ombro perfurado pela espada de Katsu.

A espada liberou uma carga de chamas negras, que queimou o ombro de Kyouske internamente. Mais um gritou desesperado do clone de Ash e Wendy foi ouvido, enquanto Katsu o chutou no estômago de novo. Ele caiu no chão, e nesse momento, teve seu rosto pisoteado por Katsu, sendo que o chão na região de sua cabeça trincou.

De repente, um brilho surgiu, Katsu foi empurrado para trás, e Kyouske sumiu, enquanto uma risada maldosa foi dada. Katsu gritou alto nesse momento.

Em Earthland, Cherria pegou o pedaço de lamina de espada trêmula. Todos estavam chocados olhando para a cena Lucy desmaiou no chão, sendo que Issei, muito a contragosto levou-a para a enfermaria.

Kazehana Wendy seguiu o companheiro, mesmo que não quisesse salvar a loira.

—Essa espada… Saito-kun — Disse Cherria, confusa, e com medo do que aquilo significava. — Porque ela tem um pedaço da espada dele?

Wendy olhou para a lâmina, e percebeu que tinha sido brutalmente quebrada, pois estava toda trincada.

—Essa espada recebeu uma pressão muito forte. — Disse Gajeel, olhando para o pedaço de metal. — Magia…?

—Saito-san foi atacado? — Questionou Wendy, olhando para o metaleiro.

—Parece que sim, pequena. — Respondeu ele bagunçando os cabelos dela.

—Não me chame assim, Onii-chan! — Exclamou Wendy mostrando a língua para ele.

Nisso, um brilho surgiu, e Ichigo, as Mavis, Katsu, e dois loiros surgiram. Os loiros eram bem conhecidos por Ash e Wendy Ketchum. Katsu estava sujo, a única limpa no azulado, era a prótese mecânica que brilhava. Ele olhou para Cherria, que segurava o pedaço de espada. Ela tinha uma expressão confusa para a lâmina, enquanto estava preocupada.

As lágrimas de Katsu queriam descer. Afinal, juntamente com Louise e Yumi, Cherria era sua preciosa irmãzinha. Ele andou até ela, sendo que todos estavam em silêncio ao verem a expressão no rosto dele. Todos notaram a espada, que estava em uma bainha negra, presa ao cinto do azulado.

Ele olhou para Cherria, que ao ver o irmão mais velho se preocupou. Olhou para o braço do irmão.

—Katsu-nii? Colocou seu… — De repente ele a abraçou, escondendo o rosto dela em seu ombro. — Katsu-nii…?

—Você vai ter que ser forte, Cherria. — Disse o azulado forçando a voz para que ela saísse forte. — O Saito-san… O Saito foi morto.

Todos travaram ao ouvir tal notícia, sendo que Natsu, Wendy, Louise e Yumi ficaram de pé ao ouvirem isso.

—O Saito-san foi… Morto? — Questionou Louise, com os olhos cheios de lagrimas.

—Está brincando, Katsu? — Questionou Wendy Dragneel, olhando para o otouto. Nisso, olhou para Ichigo.

—Foi verdade… Mãe, foi morto por Kyousuke. — Disse ele.

Ash ficou de pé com raiva.

—Aquele desgraçado… Então a Lucy foi…

—Provavelmente sim. — Wendy Ketchum respondeu para o companheiro. — Afinal, ele adora esse tipo de coisa.

—Katsu-kun lutou contra ele, e arrancou um braço dele. O olho já tinha sido arrancado, provável que tenha sido Saito-san — Disse Mavis Dragneel, com um olhar para o chão.

—E-ele está morto? — Cherria não tinha sido capaz de assimilar isso ainda. As lágrimas começavam a cair agora, enquanto que Katsu se sentia culpado por não ter conseguido tirar a vida do ceifador da vida da pessoa que fora seu único amigo por anos.

Sentiu o ombro molhar, e Cherria começar a soluçar, enquanto ouviu o tilintar da lamina de a espada colidir no chão. Ele rangeu os próprios dentes, segurando as lágrimas que queriam cair a todo momento. Ele apertou o corpo da rosada para mais próximo do seu, o que não tinha percebido, mas aquilo serviu para conforta-la um pouco.

O azulado olhou para Ash, enquanto pediu, com a voz querendo enfraquecer.

—Pode trazer o corpo dele para cá?

O Ketchum assentiu, enquanto se tele transportou para onde o corpo de Saito estava. Não era distante de Magnólia, e ainda tinha resíduos do KI de Kyousuke. Nisso, Issei e Kazehana Wendy saíram de dentro da enfermaria, e ao verem a cena, perceberam que já haviam descoberto sobre Saito. Issei deu um suspiro, e a azulada ao seu lado soltou uma lágrima.

—Bem… Temos algumas notícias. Lucy estava com uma Lacrima com a gravação da luta. E ela também… Está grávida… E o filho é do tal Kyousuke. – Disse o Sekiryuutei. – Porém ela não quer aceitar o bebê. Ela vai acabar abortando se não fizermos nada. A criança não tem culpa de ser filho de quem é, uma vez que nem a mãe nem o pai não valem nada.

—Eu acho que posso cuidar disso. – Disse Ophis, pensativa.

Nisso Ash chegou com o corpo de Saito. Ele colocou o corpo do moreno no chão com cuidado. Ele tinha cortes por todo o corpo, sendo que sua roupa, toda suja de sangue. Um grande corte na testa, com sangue seco. Marcas de soco, e até mesmo de rajadas de energia. Cherria correu até ele, e se jogou em cima do corpo do espadachim, já sem vida. Katsu se aproximou deles, porém não teve forças para tirar ela de cima dele, sendo que saiu dali de perto, se sentando no balcão, e apoiando os braços no mesmo, apoiou a cabeça neles, enquanto escondia o rosto ali. Sentiu sua Mavis o abraçar.

Nisso Ash teve uma ideia.

—E se ressuscitássemos ele? – Sugeriu Ash, chamando a atenção de todos. – Assim como fiz com as companheiras do Issei, posso fazer com ele. Claro que vou ter que falar com minha Sensei e…

—Desculpe, mas não pode, Ash-san.

Nisso, um brilho surgiu na guilda, e uma alienígena surgiu. Ash olhou para ela surpreso.

—Sensei? – Questionou olhando para a Kaioshin. Percebeu que ela estava um pouco mais… Gordinha. Tinha uma aliança dourada, brilhante em seu dedo. O moreno deixou isso para depois. – Porque não posso, Sensei?

—Porque isso estava previsto no destino de Draygin Saito. – Disse ela, com a voz pesada. – Sei que dói perder um membro da família, que está guilda é, mas tinha que ser assim. Com intervenção do Demigra ou não, Saito iria ser morto por Kyousuke.

Ash olhou para o chão, se sentindo culpado, afinal, Kyousuke tinha seu sangue. Isso consumia o meio Saiyajin a todo momento que lembrava que ele estava vagando por aí.

—Entendo. – Disse o moreno, se sentando na mesa desgostoso.

—Vocês podem dar um enterro digno a ele. Sugiro que assistam ao vídeo na lacrima também. Afinal, Saito não usava magia, e com apenas uma espada, conseguiu arrancar o olho de um Saiyajin meio dragão. – Disse ela. Ela olhou para Cherria e Katsu, que a olhavam. – Devem sentir orgulho dele.

A rosada olhou para o corpo do moreno, e sorriu fracamente. Nisso, sentiu duas mãos, uma em cada ombro. Uma de Katsu, que tinha os olhos vermelhos e inchados, e outra de Mavis, que chorava um pouco também.

Nisso, a companheira de Ash olhou para a alienígena.

—Sensei… Está grávida? E casada? – Questionou ela, de olhos arregalados. – Pensei que não pudesse ter filhos nem casar.

A Kaioshin sorriu de forma marota, enquanto piscou para Wendy Ketchum.

—Meu esposo quase brigou com meu pai para mudar isso. É um dragão de gelo tão… Quente. – Disse ela. A dúvida ficou na cabeça dos dois aprendizes dela.

Algumas horas mais tarde, depois que Kaioshin foi embora, todos na guilda estavam na área onde haviam alguns túmulos, com membros da guilda das fadas já falecidos. Todos estavam de negros, e a alegria costumeira da guilda havia sumido por completo. Eles carregavam o caixão onde estava Saito, sendo que Cherria ia ao lado de Katsu, que carregava o caixão do amigo. Seus olhos estavam cobertos por uma sombra.

Eles colocaram o caixão sobre uma grande pilha de madeira. Tinham construído uma lapide sendo que nela havia o espaço para colocar algo. A lapide era para Saito, sendo que estava com o sobrenome “Dragneel”. O mesmo sobrenome que todos os filhos de Grandeeney e Igneel associaram como sendo de toda a família.

Cherria se lembrava do que viu na lacrima que estava com Lucy. Assim como olhava para o bebe nos braços de Mavis.

Algumas horas antes

Cherria ainda estava sobre o corpo de Saito, enquanto não dava importância para o diálogo de aprendizes com mestre. Katsu estava no mesmo estado, porém ouvia a conversa vagamente, enquanto olhava para sua amada imouto.

Ele não sabia como acalma-la, se sequer conseguia fazer isso consigo próprio. Nisso, ouviram um grito, vindo da enfermaria, e correram até lá. Ficou no salão apenas a Kaioshin e Cherria. A alienígena olhou para a rosada com pena.

—Eu sei que dói, mas não posso traze-lo de volta. – Disse ela. – Desculpe.

Cherria não disse nada, apenas continuou acariciando os cabelos negro-azulados de seu amado.

—Mas, sabe que Saito não era seu real companheiro, não é?

Cherria olhou para ela, que tinha um sorriso triste no rosto.

—Impossível, eu marquei ele! – Ela apontou para o pescoço do adolescente, porém notou que sua marca havia sumido. – C-como?

—Não te explicaram pelo visto. – Disse ela. – Bem, você, Louise e Yumi, não estão com seu companheiro certo.

—Explique!

—Katsu Dragneel… Ele é o companheiro real das três. No destino original dele, vocês ficariam com ele. Mas algo aconteceu, e alterou esse destino. – Disse ela. – Vocês aceitaram o fato de que ele estava com Mavis, e tocaram suas vidas, mas se esquecem de uma coisa. Dragões só se apaixonam uma vez na vida. Quando ocorre de um dragão se apaixonar duas vezes na vida, o primeiro amor nunca será esquecido, até que seja devidamente consumado. Ou seja, uma hora ou outra, vocês vão acabar ficando com ele.

—O papai tinha dito algo assim uma vez. – Disse Cherria.

—Talvez ele não tenha entrado em mais detalhes para não assustar vocês. – Explicou a Kaioshin, séria. – Uma hora ou outra você tinha que descobrir, e de alguma forma, estava no seu destino saber disso por mim. Agora eu tenho que ir, e você tem que ver o que acontece naquela enfermaria. Nós nos veremos de novo. Em breve.

Nisso ela sumiu com um brilho. Cherria olhou para Saito, e em seguida para um pano de mesa. Pegou o pano da mesa, e cobriu o corpo do espadachim. Depois fechou as portas da guilda. Após fazer isso, foi para a enfermaria. Ao entrar lá, notou que Lucy estava fortemente amarrada, enquanto todos estavam em volta de uma lacrima.

—Vamos ver o que aconteceu nessa luta no final das contas. – Disse Levy ajustando a lacrima.

—Ophis-sama, consegue acelerar a gravidez dela, para podermos tirar o bebê dela? – Questionou Makarov, olhando para a deusa dragão.

—Sim, vou fazer isso. – Disse ela, começando a usar magia, fazendo um círculo magico surgir em sua frente. – Deve demorar um pouco.

—Sem pressa. – Gajeel disse maldosamente. – Ela não fugir daí mesmo.

Lucy não respondeu, pois estava amordaçada. Nisso, Louise se aproximou de Cherria, e a puxou para perto dela, Mavis, Yumi e Katsu. A rosada olhou no pescoço das duas, e percebeu que não tinha marca alguma ali, sendo que Issei havia marcado elas. Ela olhou para o moreno, e ele, vendo que ela percebeu tal fato, apenas fez um sinal de silêncio para ela. A garota assentiu.

—Consegui! – Exclamou Levy. Nisso, a lacrima brilho, e as imagens começaram a surgir acima dela mesma. – Vamos ver… Parece que a gravação da luta apagou outra gravação antiga.

—Podemos ver isso depois. – Disse Katsu, olhando para Levy. A azulada assentiu, enquanto as imagens da Lacrima começaram a rodar.

Lacrima

Kyousuke estava olhando para Saito, sendo que ele estava na frente de Lucy, que tinha suas roupas jogadas a um canto, enquanto seu corpo era coberto por um manto. O moreno estava com a espada apontada para Kyousuke, que tinha um sorriso convencido no rosto.

—Vai proteger essa vadiazinha mesmo? – Questionou o clone de Ash, maldosamente.

Saito olhou para ela.

—Bem… Eu te deixaria matar ela, mas, Natsu e Katsu estão querendo fazer isso a mais tempo. – Disse o moreno maldosamente. – E claro, que não posso deixar a presa deles cair nas mãos de um estuprador de merda como você.

O espadachim avança na direção de Kyousuke, dando o cortar de cima para baixo, sendo que o clone apenas desvia, rindo. Saito se enfurece, e começar a tentar vários ataques, porém Kyousuke apenas desviava.

—Parece que você não é tão lento quanto deveria. – Disse o clone, debochando.

—E você fala demais para alguém que deveria morrer. – Disse Saito o provocando. Nisso, usando seu poder magico, ele deu um impulso, e fez um corte no braço de Kyousuke, para depois dar um chute nas costelas do meio Saiyajin, que foi impulsionado com força para trás.

—Como fez isso? UM HUMANO DE MERDA NÃO DEVERIA TER TANTA FORÇA!

Saito riu, enquanto uma áurea verde ficava em torno de seu corpo.

—Sabe, posso ser humano, mas eu tenho poder magico, e posso usar esse poder magico como força. Se prepare. – Disse Saito, correndo na direção de Kyousuke, e usando sua espada para tentar cortar o meio Dragon Slayer, que desviou com dificuldade, devido a velocidade de Saito ter aumentado satisfatoriamente.

O moreno tentar cortar a perna de Saito fora, porém este desvia, e chuta sua face, fazendo Saito recuar com tontura para trás, para ser atingido com força no estomago, sendo que sentiu que a força de Kyousuke havia triplicado. Saito olhou para ele, o vendo de cabelos amarelos e arrepiados.

O moreno vomitou sangue, numa quantidade assustadora. Nisso percebeu que aquela luta seria curta e rápida. Deu um sorriso.

—Resolveu apelar seu merda?

Kyousuke deu outro chute na face do moreno, fazendo com que ele batesse a cabeça em uma pedra, e de sua cabeça começasse a sair sangue. Se levantou com tontura. Nisso, Kyousuke o pegou pelo pescoço, enquanto disse com um sorriso maldoso, Saito deu um sorriso.

—Porque está sorrindo humano tolo?

—Porque você é um imbecil. – Disse o moreno com simplicidade. Ergue sua espada, e enfiou ela no olho de Kyousuke, quebrando parte dela dentro da cavidade. No desespero, e no susto, Kyousuke deu um soco forte, no peito esquerdo do moreno onde havia o coração, fazendo o moreno vomitar sangue. Nisso, Kyousuke tirou a lamina do olho, a jogando no chão e sumindo no ar depois.

Saito caiu no chão. Ele se arrastou até a lacrima, percebendo que estava gravando. Vomitou mais sangue.

—Olá… Amigos… Não sei se isso vai chegar até vocês, mas… Como diria o Katsu… Foda-se – Cuspiu mais sangue. – Eu não vou durar muito tempo… Mas… Quero dizer que… Te amei muito Cherria, mesmo que ame outra pessoa… A marca que deixou em mim sumiu tem um tempo, mas… Uma pessoa me explicou tudo… Uma mulher do tempo… Alienígena… Dragões são mesmo complexos… Não é? Isso que vou dizer é para você Katsu… Cuide bem da sua imouto… Acho que só vai perceber quem ela realmente ama… Depois… Agora sei… Porque ela nunca teve coragem de me beijar… Algo a prendia… Hunf… Seu desgraçado sortudo… Como meus últimos desejos… Eu queria ser um dragão… Como você… Katsu… Mas acho que nunca vou poder ter o nome… Dragneel… Mas eu peço… Se encontrarem meu corpo… Me queimem… Com chamas de dragões… E vai se foder Katsu… Era assim que nos cumprimentávamos né…? Você foi… O irmão que eu nuca tive… Quero que todos saibam… Que tive orgulho de morrer representando as fadas… Vida longa à nossa Imperatriz!

Nisso o moreno acabou de falar, sendo que o brilho deixou seus olhos. A Lacrima desligou, e todos olharam para Katsu, que chorava. Cherria também derramava lágrimas. Nisso o azulado enterrou o rosto nos seios da rosada, sendo que começou a chorar alto. Isso cortou o coração de todos. Mavis havia entendido o que Saito quis dizer. Até porque já sabia disso a tempos. Sabia que o companheiro de Cherria era Katsu, e não Saito.

Nisso, Ophis olhou para todos e disse:

—Consegui tirar a menina de dentro dela.

A garotinha, tinha cabelos azuis, iguais os de Wendy, e os olhos de Ash. Ela olhou para Katsu e Mavis, sendo que ela tinha abraçado o azulado. A bebê, mesmo recém-nascida, esticou o bracinho pequeno e frágil para o casal, que olhou surpreso para ela. Mavis se adiantou e pegou aquele pequeno ser. A bebê se aninhou no colo da mãe, enquanto segurou com força o dedo indicador do pai.

Nisso, Katsu, Natsu e Ichigo estavam na frente de toda guilda, sendo que na lapide que indicaria que Saito existiu. Mavis andou um pouco, ficando à frente de todos. Ela era facilmente pela mecha rosa que tinha no cabelo.

—Saito Dragneel foi um grande membro de nossa Guilda. Era adorado por todos, e sabemos que vai deixar saudades. Lembro do dia que saiu feliz, por ter pegado a primeira missão em nome da guilda, desafiou meu Katsu dizendo que voltaria rápido, que logo estaria aqui. Ele queria casar com Cherria, por isso emendou missões e missões, para juntar dinheiro para o casamento. Mas isso não foi possível… Sua vida foi cruelmente tirada no momento em que tentou defender uma pessoa… — Mavis chorava a essa altura. Odiava quando um de seus amigos morriam. – Declaro hoje, um dia de homenagem para Saito Dragneel. Hoje, as fadas choram.

Cherria segurava a bebê, que brincava com uma mecha de seu cabelo, que estava solto.

Após Mavis ter dito isso, Katsu, Natsu e Ichigo cuspiram chamas, negras, carmesim e azuis respectivamente. O caixão, bem como as madeiras se incendiaram. As bandeiras da Fairy Tail balançavam tristemente.

Alguns dias tinham se passado desde que cremaram o corpo de Saito. A bebê havia ganhado o nome de Shizuka, e Katsu e Mavis a transformaram em sua filha de sangue. Logo Ash e Wendy notaram que a criança era sua última “filha” que Kyousuke havia matado. Ficaram felizes com isso, permitindo que Mavis e Katsu criassem ela como, sendo sua, assim permitindo que a tornassem filha de sangue deles. A bebê demonstrou afeto grande com Natsu, que foi ameaçado pelo pai coruja.

—Por que ela enrolou a calda em você!? – Questionou Katsu furioso o rosado respondeu.

—COMO EU VOU SABER?

—Uaa – A bebê balançou os bracinhos, se divertindo vendo o pai e o tio brigando.

Nisso Ash comentou para Mavis.

—Quando um Saiyajin enrola a calda daquele jeito em outra pessoa, quer dizer que achou o companheiro. – Diz Ash, num tom baixo.

—Então é melhor que o Katsu-kun não saiba disso tão cedo. – Respondeu ela com a criança no colo. – Não é? Minha fofa Shizuka.

Cherria sofria um pouco com a morte de Saito, mas Katsu havia ajudado ela com isso. Mavis até pegou os dois se beijando, e como já sabia da história, aceitou. Mas deixou claro que queria o tempo dividido em partes iguais. Notou também que Louise e Yumi estavam vendo isso escondidas, com ciúmes.

Era de noite, e todos dormiam na casa dos Dragneel. Nesse momento, Wendy desperta, vendo que Natsu não estava ao seu lado. Ela olhou para todos os lados, procurando o mesmo confusa.

—Natsu-kun? – Questionou meio sonolenta. Desceu de sua cama, e saiu procurando ele pela casa, até achar uma luz acesa, na cozinha. Ela anda até ela, travando na porta, até ver algo que nunca iria querer ver novamente.

Natsu estava morto, enquanto estava deitado em sua própria poça de sangue. Na frente dele, um garoto, de sua altura. Ela se afastou um pouco, em choque, sendo que o garoto se virou, revelando ser Romeu. Ele sorri de forma asquerosa, e diz:

—Vai ser finalmente minha… Wendy.

De repente, a azulada se levanta rapidamente na cama, ficando sentada, enquanto suava e ofegava. Olhou para o lado, e viu Natsu a olhando preocupado. Ele abraçou a azulada.

—Wendy-chan, o que houve?

—Sonhei que você estava morto… E que o Romeu tinha te matado! – Exclamou ela, eufórica. Natsu acariciou a cabeça dela.

—Eu não vou morrer. Romeu não está mais entre nós. – Disse Natsu, vendo que ela estava preocupada. Ao olhar de cima para baixo, pode ver os seios em crescimento da Dragon Slayer.

Nisso, ela sentiu algo “endurecer” no companheiro.

—Natsu-kun? – Chamou ela. – O que é isso duro?

O rosado corou ao máximo, e colocou as mãos nas partes intimas, cobrindo a ereção.

—Er… Wendy… Eu… — Ele olhou para ela, vendo que ela não usava nada por baixo da fina camisola de seda, e a peça de roupa era um tanto transparente. – Eu não aguento mais me segurar… Wendy-chan… Vamos fazer filhotes.

Os olhos chocolate da azulada brilharem ao ouvir isso. Ela pulou no Natsu, o abraçando. Havia se esquecido do pesadelo.

—Agora?

—Já devia ter começado! – Exclamou ele. — Calma, eu tenho que guia-la…

—Eu vou te guiar, tudo bem… Deixe-me cuidar de você – Disse o rosado, beijando o pescoço dela, dando um chupão ali. Wendy gemeu, principalmente quando sentiu a mão de Natsu subir por sua perna. — As pernas dela são grossas… Macias… Eu amo cada parte do corpo da minha pequena…

—Nat-Natsu-kun! — Gemeu ela, enquanto a mão do rosado passava próximo a sua intimidade. Ele tirou a camisola dela, indo em direção aos seios dela, os lambendo, para depois os chupar. Wendy gemia bastante. Natsu nem se lembrou de colocar o selo de ruído no quarto.

Depois que chupou os seios dela, foi até a virilha dela com beijos, e voltou para a boca da azulada, pois sentiu que precisava beijar ali. Quebrou o beijo, e tirou a bermuda que usava para dormir. Wendy olhou para ele sem entender.

—Natsu-kun? Por que tirou a roupa? Por que tirou minha camisola? – Questionou ela.

—Não se fazem filhotes usando roupas, Wendy. – Disse Natsu. – Mas com você usando vestido acho que consigo.

Ele murmurou e ela ficou com uma gota, pois não entendeu. Nisso, Natsu se deitou por cima da azulada, abrindo um pouco as pernas dela.

—Eu vou… Colocar ele… — Apontou para o membro. – Dentro da sua… Entrada. – Apontou para a área intima da azulada. Ela virou a cabeça sem entender nada. – Coloque as mãos nas minhas costas…

A azulada obedeceu. Nisso, Natsu começou a penetra-la, sendo que começou a enlouquecer, já que ela estava esmagando seu membro. Ela começou a gemer, e lagrimas caíram, enquanto os gemidos dela eram de dor. Natsu a beijou, enquanto sentiu as unhas de Wendy cravarem em suas costas. Ele não notou, mas saiu sangue, afinal as unhas dela eram de uma dragoa.

Quando a penetrou totalmente, parou, e olhou para ela. Viu um pouco de sangue no lençol, o que dizia que a virgindade da Dragon Slayer do céu havia sido tirada.

—Eu vou me mexer um pouco, amor. Se doer, aperte minhas costas de novo. Só dói um pouco porque você é virgem, nunca fez isso antes. – Disse o rosado, beijando ela.

—Confio em você, Natsu-kun – Respondeu ela. Natsu começou um vai-e-vem devagar, com Wendy gemendo alto, e ele aumentando um pouco a velocidade, enquanto rosnava um pouco. Passado algum tempo, ele sentiu que chegou ao seu ápice, e gozou dentro da Dragon Slayer, sendo que ela chegou ao ápice junto com ele.

Nisso, eles deitaram por algum tempo na cama, suados e ofegantes, nisso, Natsu olhou para o banheiro do quarto, e pegou sua amada e a levou para lá. Acasalaram de novo, debaixo da agua. Quando terminaram, Natsu trocou a roupa de cama, e se deitou com Wendy, sendo que eu ele usava apenas uma bermuda, e ela o colete dele e o cachecol dele. O colete dele acabava indo até as coxas dela. A azulada estava com uma calcinha preta. Ela abraçou Natsu com as pernas e os braços abraçou o pescoço.

—Eu vou ter filhotes agora, Natsu-kun? – Questionou ela, esperançosa.

—Bem… Não sei dizer… Mas pode ser que sim. – Respondeu ele, sorrindo ao ver ela com os olhos brilhando. – Eu te amo, Wendy.

—Também te amo Natsu!