Amor de Dragon Slayer

50 050- Um preço alto a se pagar


050- Braço perdido

Todos olharam atônitos para a companheira de Issei, que tinha seu olhar para o chão, querendo evitar falar mais alguma coisa. Sua voz estava embargada, e ela parecia prestes a chorar. Issei, percebendo isso, foi até sua companheira, e sem dizer nada, a abraçou, escondendo o rosto dela em seu tórax. A azulada começou a chorar silenciosamente ali, enquanto todos ainda estavam digerindo a notícia.

—Chamem o Natsu. – Disse Katsu, com frieza, ele pisa no peito de Jet, já ferido pelo metal derretido ali, fazendo o louro gritar com força. – Cale a boca, traidor.

Ele vê Kazehana, a filha de Ash correndo até ele.

—Katsu, a mamãe da Asuka vai ficar bem? – Questionou ela, que não havia entendido o que a companheira de Issei havia dito. O azulado engoliu em seco nesse momento. Olhou para Ash, que também estava olhando com pena para a filha, sem saber o que dizer.

—E-Eu não sei, Kazehana… Sua mãe vai cuidar dela, ok?

Ele olha para Wendy Ketchum, que assente com a cabeça, voltando para a enfermaria da guilda. Happy, que tinha ido atrás de Natsu volta com o mesmo, sendo que o rosado tinha uma face de descrença no rosto, enquanto o gato azulado voava baixo, com uma face de infelicidade no rosto do qual todos sempre viram alegria.

—Ela está na enfermaria? – Questionou Natsu, num tom de voz baixo. Katsu apenas assentiu, enquanto tirou o pé do peito de Jet, para depois chutar seu rosto, fazendo o louro desmaiar. Nisso ele olhou para Kazehana que abraçou o azulado. – Eu vou lá. Não deixem Asuka vir também.

Nisso o rosado se dirigiu até a enfermaria a passos lentos e pesados, enquanto tentava assimilar o que havia acabado de ouvir, vindo da boca de Happy. Logo o rosado parou em frente a porta com a descrição “enfermaria”. A porta estava fechada, logo, o rosado colocou a mão na maçaneta, e percebeu que não tinha coragem para abrir a porta. De repente, sentiu uma mão pequena e delicada sobre a sua, e ao olhar viu sua Wendy ali, com um sorriso triste, que ele imaginou que nunca veria no rosto da azulada.

—Eu vou estar ao seu lado o tempo todo, Natsu-kun – Disse ela, numa tentativa de dar um de seus belos sorrisos. Foi em vão. As lagrimas podiam ser vistas nos olhos da azulada, que se segurava para não chorar na frente de seu companheiro. Natsu forçou um meio sorriso, que sumiu segundos depois.

Ambos abriram a porta. Quando entraram dentro da enfermaria, Wendy não pode mais segurar as lagrimas. Viu Bisca deitada na cama, sendo que estava viva graças a uma magia que a Wendy Ketchum estava usando nela. Natsu deu passos vacilantes até onde a mulher de cabelos verdes estava deitada.

Ele reparou que ela tinha uma respiração descompassada, sendo que tinha dificuldades para fazer isso. Seus olhos estavam quase sem brilho, e sua boca, entreaberta, que a auxiliava na respiração. O rosado se postou ao lado da cama, sendo que Wendy Ketchum apenas o observava o casal que havia entrado ali.

—Y-Yo Natsu – Disse Bisca, olhando para ele, sendo que tinha dificuldades para se mover.

—Não se esforce, Bisca – Disse ele, pela primeira vez em sua vida com a voz falhando várias vezes.

—Eu acho que não posso mais cuidar da Asuka, Natsu-san. – Disse ela, com um sorriso fraco no rosto. Natsu fechou o punho ao ouvir isso. – Será que você e a Wendy-chan poderiam fazer isso por mim? S-Se que a Wendy-chan s-sempre quis ter filhotes… Torne a Asuka sua filha… É meu último pedido…

Ela deu duas tossidas secas, sendo tossiu sangue junto. Ela olhou para a mão, sendo que com alguma dificuldade, havia colocado esta à frente da boca. Nisso, olhou para Natsu.

—E-eu quero confessar u-uma coisa, Natsu-san. – Disse a esverdeada, com a voz mais fraca. – E-eu sempre fui apaixonada por você… — Aquilo fizeram Natsu e Wendy congelaram, mas a mulher continuou. – M-mas quando percebi que a Wendy estava apaixonada por você, eu resolvi deixar vocês dois, pois notei como você olhava para ela. Mesmo que ainda nem estivesse com ela ainda, mas eu desisti de você, pois queria que você fosse feliz. Depois resolvi pedir a você que me ajudasse a ter um filho… Era meu sonho. Eu chorei de felicidade quando você aceitou. Disso nasceu a Asuka… Minha linda filha. P-por isso, vocês podem cuidar dela? Sei que ela sentira minha falta, mas é a única coisa que posso fazer enquanto ainda me resta alguns poucos momentos de vida. Me prometem tomar conta dela, acho que dragões podem transformar as crianças em seus filhotes de sangue. P-Podem fazer isso por mim?

—Faremos isso por você, Bisca. – Disse Natsu segurando a mão dela. Nesse momento a mulher sorriu, e fechou os olhos vagarosamente. Sua mão que apertava a de Natsu, perdeu o aperto, enquanto Wendy Ketchum deixou lagrimas caírem de seus olhos. A Wendy de Natsu já chorava com certa intensidade há algum tempo.

—A Bisca-san nos deixou… — Foi tudo que a Wendy Ketchum pode dizer antes de parar a magia que mantinha a esverdeada viva. Ela começou a chorar com força.

Natsu voltou para o salão principal da guilda com a cabeça baixa, enquanto as duas Wendy olhavam para o chão, sendo que tinham os olhos inchados, e os rostos vermelhos e inchados. Ash olhou para sua companheira, e deu um suspiro desanimado, enquanto apertou os punhos com força. Nesse momento, Asuka veio correndo até seu pai, parando diante do mesmo, sendo que olhou para ele com uma expressão de curiosidade.

—Papai, cadê a mamãe? – Questionou ela, olhando para os lados, procurando pela mãe, porém não encontrando ela.

Todos apertaram as mãos com força nesse momento, sendo que ninguém conseguiu olhar para a criança, que aguardava uma resposta ansiosa. Natsu saiu correndo da guilda, com lagrimas caindo do rosto, após perceber que não poderia responder à pergunta da filha. Asuka olhou para o pai correndo da guilda sem entender.

—Papai? – Questionou ela. Nisso, Wendy correu até ela e a abraçou. – Mamãe Wendy? Cadê minha mamãe?

Wendy olhou para a criança, e disse, com a voz chorosa, segurando o choro.

—Sua mãe… Está em um lugar melhor… Asuka-chan… Ela está em um lugar melhor. Disse que você é a coisa mais bela da vida dela, que você tem que se comportar como uma boa menina… — Disse a azulada, tentando ser forte, olhando para a garota, mesmo com os olhos cheios de lagrimas. Asuka olhou para ela sem entender. – Você pode fazer isso?

—Posso, mamãe Wendy – Respondeu Asuka, sem entender o que tinha acontecido direito.

Passou-se alguns minutos, e Mest é jogado na guilda. O mesmo estava amarrado, com o corpo cheio de queimaduras, sendo que estas alternavam entre segundo e terceiro grau. Haviam também, ferimentos abertos, sangrando, hematomas negros, e um olho inchado. O homem gemia de dor constantemente. Natsu entrou atrás dele, com os olhos sem brilho, e sem expressão no rosto.

—Conte a Issei o que me contou, seu bastardo. – Disse Natsu, num tom sombrio, nunca visto por ninguém antes. – CONTE A ELE O QUE ME CONTOU, FILHO DA PUTA!

Ele deu um forte chute em Mest, que rolou até colidir com os pés de uma mesa. Wendy abraçava Asuka de uma forma que a criança não visse o que estava acontecendo ali.

—O-o Loki está controlando a Gremory. – Disse ele, deixando todos estáticos.

Issei se levantou rapidamente, e pegou o homem, o jogando em cima de uma mesa, quebrando a mesma.

—Explique isso direito – Rosnou o Hyoudou.

—E-eu ouvi ele falar com Demigra-sama que o plano de controlar Rias Gremory estava funcionando perfeitamente. Ele estava a controlando desde quando um tal anjo caído atacou uma menina chamada Asia, por isso forçou-a se casar com um tal de Raiser. Desde então ela vem sendo controlada por ele e Demigra, sendo que não tem a menor noção do que faz. – Disse Mest, sendo que saia sangue de sua boca constantemente. Issei se sentou numa mesa, enquanto sentia como se um balde de agua gelada caísse sobre si.

—Isso significa que a Rias nunca foi a vilã!? – Questionou Akeno, descrente. – Aquele bastardo do Loki…

—Ela não nos matou por que quis… Foi ele usando ela… — Disse Asia, com as mãos na boca, enquanto tinha os olhos arregalados. Issei olhou para seu harém.

—Sendo assim, devemos salva-la das mãos deles. Eu queria matar a ela, a quase dois minutos atrás, mas agora… — Disse o Hyoudou.

Hikari Mavis olhou para Issei.

—Mas se for mentira? Apenas um plano deles, para nos usar? – Questionou a loira preocupada. – Não quero que corra perigo, Ise-senpai!

O moreno olhou para ela em dúvida. Nisso, Ophis se adiantou.

—Desta vez ele está falando a verdade. – Disse Ophis. – Eu senti que havia algum tipo de magia nela quando a encontramos, era uma magia estranha, e provinha da energia do Loki. Talvez seja tudo verdade. – Disse a Deusa Dragoa séria. – Mas devemos pega-la primeiro para tirar a prova dos cem.

Natsu pegou Mest pelo pescoço, e o ergueu no alto, enquanto olhava com uma expressão de fúria para o homem que riu ao ver Asuka lhe olhava com uma expressão de curiosidade.

—Sabe, Asuka, EU MATEI SUA MÃE! – Gritou ele, fazendo todos congelarem, inclusive Asuka, sendo que seus olhos encheram de lagrimas.

—A-a Mamãe Wendy disse que ela saiu para um lugar melhor! – Gritou a criança aos prantos. Mest riu.

—SUA IMBECIL! ELA ESTÁ MORTA! PERGUNTE A QUEM QUISER! EU A MATEI! EU… — Ele tomou um soco de Natsu, sendo que o soco pegou na nuca do homem.

Asuka começou a gritar enquanto chorava alto, para desespero de todos. De repente, o clima da guilda começou a esquentar, fazendo Natsu olhar para a filha. Asuka soltou a mão de Wendy, e abriu a boca, cuspindo uma grande bola de fogo em Mest, que foi incinerado vivo, começando a berrar quando sentiu sua pele pegando fogo. Poucos segundos depois, os horrendos gritos cessaram, enquanto o cheiro de queimado exalava pelo ar.

Asuka desmaiou, caindo no colo de Wendy.

—ASUKA! – Berraram Natsu e Wendy.

Duas horas depois, o casal de Dragon Slayer estava com a criança na enfermaria da guilda. Ophis estava examinando ela.

—Ela se sobrecarregou. Seu corpo é muito pequeno para suportar tanto poder dracônico. – Explicou a dragoa. – Por ela ter sangue do Natsu e partes do corpo de um dragão, ela vai ficar bem, só precisa descansar. Eu também impedi que ela se lembrasse do que aquele lixo falou para ela, assim não perguntará nada sobre isso quando acordar. Mas ela tem que saber que a mãe dela não irá mais voltar. – Disse Ophis. – Sua mãe faria isso de maneira melhor, eu, por sorte, sei algumas poucas coisas sobre medicinas e curas, portanto isso pode ajudar a pequena. Eu ainda estou pesquisando sobre como trazer Grandeeney e as outras de volta ao normal.

Natsu assentiu, com a cabeça. Ele olhava para a filha preocupado, enquanto Wendy o abraçava com certa força. Ophis saiu, deixando a pequena família reunida.

—Vamos cumprir a promessa que fizemos para a Bisca-san? – Questionou Wendy, olhando nos olhos do rosado, este assentiu. – Podemos deixar o “Mulan” no sobrenome dela.

—Sim. A Bisca merece isso. – Disse Natsu, com um sorriso triste.

Enquanto isso, no salão da guilda, Katsu havia percebido que Jet e Droy haviam fugido, e estava cuspindo chamas negras para todos os lados, furioso.

—Se acalme, Katsu! – Exclamou Ash, olhando para o Dragon Slayer. – Nós ainda vamos pegar eles na próxima!

O azulado ignorou Ash, quebrando uma mesa em resposta. Nisso, Kazehana parou em frente a ele, sendo que fazia uma expressão de braveza e fofura.

—Pare com isso, Onii-chan! – Exclamou ela, fazendo o Katsu parar.

—Kazehana-chan? – Questionou ele sem entender. – Eu paro, mas… Sabe que sou seu tio, né?

A garotinha negou com a cabeça, dizendo:

—Para mim, você é meu Onii-chan! Igual ao Ichigo-niichan! – Exclamou ela, irredutível. O azulado olhou para Ash, que deu de ombros.

—Se você diz, eu devo obedecer. – Disse ele, com um sorriso. – Agora, tem outra coisa que eu quero fazer. Podemos ir atrás do Loki? Temos que salvar a Rias, e eu tenho minhas contas para acertar com ele.

Mavis se aproximou do azulado.

—Katsu-kun, tem certeza, você ficou muito mal da última vez que lutou contra ele. – Disse ela. O azulado deu um selinho nela, enquanto brincou com a mecha de cabelo cor de rosa que ela tinha.

—Vou ficar bem, Mavis-chan. – Explicou ele. – Só que preciso descontar minha fúria nele. Senão, não irei dormir bem a noite.

A garota sorriu, mas sentindo um mal pressentimento. Issei se levantou, e começou a andar na direção da saída da guilda, chamando a atenção de todos.

—Onde vai, Ise-kun? – Questionou Serafall, seguindo ele. O moreno olhou para ela por cima do ombro.

—Vou atrás do Loki salvar a Rias. Quero ter certeza que ela estava mesmo sendo usada por aquele Deus desgraçado. – Disse o moreno com raiva.

—E pretende ir sozinho? – Questionou Vegeta, estreitando os olhos para o filho. Issei assentiu, e ele deu um meio sorriso. – Que orgulho desse moleque.

—Vegeta! – Exclamou Shinka, furiosa. – Não incentive ele a fazer suas loucuras!

O Saiyajin deu de ombros. Nesse momento, Natsu veio de dentro da enfermeira, andando velozmente, e em passos largos.

—Nós vamos salvar a Rias agora. – Disse ele, decidido. – Você não quer perder alguém inocente, não é, Issei?

Todos olharam para o moreno, que assentiu.

—Sim. Se Ophis-chan disse que ela é inocente e está sendo controlada, eu acredito com todo meu coração. Eu vou salvar a Rias, sendo ela inocente, ou não.

Todos se admiraram com a determinação de Issei, sendo que alguns se levantaram. O Sekiryuutei saiu da guilda, com Natsu, Katsu, Ash, o harém do primeiro, e as companheiras de Ash, Katsu e Natsu. Ichigo e Haru também iam.

—Onde vamos achar eles? – Questionou Katsu olhando para Issei, com a mão no punho de sua espada. – Tem alguma pista de onde estão?

O moreno deu um sorriso sádico, enquanto apontou para o nariz.

—Sou um dragão. Posso sentir o cheiro de podridão do Loki de longe. – Disse Issei, com um sorriso maligno.

Alguns minutos depois, seguindo Issei, eles estavam parados diante a Catedral Kardia, para a surpresa de todos. Natsu se adiantou, e olhou para o Sekiryuutei.

—Tem certeza que é aqui? Muitas pessoas visitam esse lugar. – Disse Issei.

—Por isso que é o lugar perfeito. – Disse Hikari Mavis. – Ninguém desconfiaria de um local movimentado.

—A Hikari tem razão – Disse Mavis Dragneel, com um semblante sério no rosto. – Ninguém desconfiaria daqui.

Issei arrombou a porta, entrando de supetão na igreja. Quando entrou, encontrou Rias deitada no chão, com uma camisola branca em farrapos. Ele e Katsu correram até a frente da igreja. Issei se ajoelhou ao lado da ruiva, constatando que ela estava viva.

—Está viva. – Disse o moreno.

Katsu sacou sua espada, enquanto deu uma risada.

—Olá, Loki-san. A quanto tempo. – Disse o Dragon Slayer de forma sombria. O deus apenas sorriu de forma sádica.

—Então conseguiu sobreviver e se recuperar? – Questionou o deus, de forma irônica. – Parece que vou ter que me esforçar para te matar, dragão.

Katsu sacou a espada, enquanto deu um sorriso sombrio.

— Porque não vem tentar a sorte, filho da puta?

Loki dá um sorriso maldoso. Nisso ele lança uma pressão contra Issei, o jogando para onde estava o resto da guilda. Em seguida, ele cria uma parede de energia na frente da mesma, deixando apenas Katsu e Rias do lado em que ele estava.

—KATSU-KUN! – Gritou Mavis, batendo na parede de energia tentando entrar. O azulado outro para trás, vendo a parede.

—Não quer que eles me ajudem? – Questionou o azulado com um sorriso convencido. – Não precisava disso. Posso dar conta de você sozinho.

Loki riu alto ao ouvir isso.

—Então vou te contar para te motivar. Tirei Rias do meu controle. Eu ia “brincar” com ela, mas quando percebi que viriam para cá, decidi iniciar um pequeno jogo. – Disse Loki, com um sorriso maldoso. – Se me derrotar. Pode leva-la. Se eu ganhar, vou estupra-la na frente de todos vocês, o que acha?

Katsu rosnou ao ouvir, sumindo no ar, deixando Loki confuso. De repente, o deus leva um poderoso soco no estomago, sendo que o mesmo tinha uma densa camada de vento. O homem foi jogado para trás, batendo no altar com força. Nisso, Katsu apareceu, com uma expressão de poucos amigos.

—Sabe, eu nunca iria apostar a vida de alguém em uma luta, principalmente contra alguém podre como você, Loki. – Disse Katsu, com um tom sombrio. Nisso, anda até Rias, e a pega no colo, estilo noiva, a colocando num banco, que por sorte tinha ficado dentro da barreira de energia. Nisso, olhou para a guilda.

—Vou tentar quebrar a barreira a todo custo. – Disse Katsu. – Se eu conseguir, peguem a Rias e fujam.

—Mas e você!? – Questionou Natsu olhando para o irmão mais novo.

—Eu me viro. Assim que conseguirem pegar a Rias, leve-a daqui. – Ordenou o azulado sério.

Natsu tentou ir até a barreira, porém o braço e Vegeta entrou em sua frente, o impedindo.

—Faremos isso – Disse o príncipe dos Saiyajins. – Porém deve matar esse verme maldito e voltar logo.

Katsu assentiu, dando um sorriso confiante. Nisso, Loki surgiu, com uma expressão de fúria no rosto.

—Como ouse acertar um deus, seu maldito? – Questionou o filho de Odin, com fúria. Katsu deu de ombros.

—Você é um merda, Loki. – Retrucou Katsu, avançando na direção dele, com uma camada de vento cortante em volta da espada. Nisso, tenta o acertar pelo lado direito, cortando uma parte do tecido da roupa de Loki, que desviou por pouco. – Muito lento!

O deus lançou uma camada de energia negra, sendo que Katsu se defendeu com a espada. Nisso, ouviu um tilintar, e viu metade da lamina cair ao chão. Loki começou a rir. Katsu estreitou os olhos, jogando o pedaço que restara da espada no chão.

—O que foi isso? – Questionou o azulado.

—Graças a meu amigo Demigra, eu tenho esses poderes interessantes. O que acha? Posso te matar com isso, dragão? – Questionou ele, com a energia negra em suas mãos.

—Você pode tentar. – Retrucou Katsu, com suas chamas negras na mão. Ele avançou contra Loki, que disparou várias rajadas de energia contra Katsu. As rajadas vinham em formas de flechas, ficando mais fácil para o dragão desviar. Nisso, deu um soco com as chamas negras no queixo de Loki, o fazendo sair do chão. Nisso, deu uma voadora no abdômen do deus, que voou para trás até colidir com uma parede. – Já disse, muito lento.

Nisso, uma rajada continua de energia atingiu Katsu, que foi jogado contra a parede oposta, levantando poeira.

—KATSU! – Gritaram Wendy e Mavis do lado de fora da barreira. Wendy olhou para Natsu, e agarrou nas roupas do companheiro.

—Natsu-kun, eu não quero perder meu irmão também! – Disse ela, com os olhos cheios de lagrimas. Natsu rosnou e correu até a barreira, gritando para o irmão:

—DEIXE DE SER IDIOTA! DESTRUA ESSA BARREIRA E VOLTE PARA CÁ, KATSU DRAGNEEL! – Gritou Natsu, furioso.

Nisso o azulado se levantou. Olhou para a camisa, destruída, rasgando o resto, e ficando sem a mesma. Nisso olhou para Natsu.

—Relaxa, Natsu-nii. Eu dou um jeito nele! – Gritou ele, fazendo Natsu socar a barreira com raiva.

—PORRA KATSU!

Loki se levantou e olhou para o dragão.

—Devia ouvir seu aniki. – Disse ele, com arrogância. O azulado riu. – Qual é a graça?

Nisso, a face de Katsu assumiu uma expressão de desafio.

—Já está com medo, deus de merda?

Loki se enfureceu, e avançou na direção de Katsu, que desviou pulando por cima dele, e o chutando nas costas. O deus perdeu o equilíbrio, caindo para a frente, mas logo se levantando.

—Suas técnicas de luta são fracas, Loki – Disse Katsu, maldoso. – Se pretende me derrotar com isso, desista. É melhor eu pegar a Rias e ir embora de uma vez.

Loki rosnou de raiva, lançando várias rajadas de sua energia negra, sendo que Katsu desviou delas. Porém percebeu que o deus queria acertar Rias, vendo que uma rajada de energia estava quase atingindo a ruiva desacordada.

—MERDA! – O azulado se jogou na frente da rajada de energia, tentando segurar a mesma. Quando conseguiu desvia-la, Loki surgiu em sua frente, e com um chute lateral, atingiu as costelas de Katsu, o jogando em cima do altar. – Caralho…

—Então você está mesmo disposto a se sacrificar para salva-la? – Questionou Loki com um sorriso sádico. – ISSO É TÃO HONROSO DE SUA PARTE, KATSU DRAGNEEL!

O azulado riu, se levantando com dificuldade.

—Cale a boca, deus lixo. – Disse ele, com raiva. – Eu não a conheço, e a odiava até uma hora atrás. Mas não foi ela que matou as companheiras do Issei. Foi você usando ela. Assim como a obrigou a fazer coisas que com certeza não queria. Você é um bastardo!

Loki deu uma joelhada, com sua energia negra em volta do joelho, atingindo abdômen do azulado, que cuspiu sangue, caindo ajoelhado no chão.

—Ah, sim, Issei-kun – Loki olhou para Issei, dizendo o nome do mesmo com ironia. Ele mostrou uma carta rosa, que tirou do bolso interno das vestes que usava. A carta estava lacrada com um coração. – Eu roubei isso da Rias quando comecei a controlar ela. Sabe para quem é essa cartinha de amor? Para você!

Issei arregalou os olhos, enquanto sua raiva começou a crescer lentamente.

—Quando eu disse que iria te matar, sabe o que ela disse? – Questionou Loki, rindo de forma asquerosa. Começou a imitar uma voz feminina de forma irritante. – Por favor! Não toque no Ise-kun! Eu lhe imploro! — Ele parou de imitar a voz. – Sabe como Demigra e eu exploramos a fraqueza do coração dela? Pelo sentimento que ela tem por você! SE NÃO FOSSE VOCÊ, ELA NUNCA TERIA SIDO PEGA POR MEUS TRUQUES!

Ele começou a rir, enquanto Issei estava rosnando alto. Ddraig olhou para o moreno.

—Parceiro, ele quer te irritar, não caia na conversa do deus da trapaça. – Disse o dragão, vendo o moreno se enfurecer.

Katsu se levantou, sendo que estava atrás de Loki.

—CALE A BOCA! – Gritou, cuspindo uma rajada de chamas em Loki, o jogando contra a própria barreira. – Sua voz me irrita, então feche essa maldita boca, seu desgraçado.

Loki olhou para o azulado com raiva, enquanto Katsu deu um sorriso maldoso. Loki sorriu repentinamente.

—Sabe, você tem o que é preciso para se juntar a mim e a Demigra. Somos parecidos, Katsu. Arrogantes… Você é capaz de tudo para conseguir o que quer, não é? Você gosta de pisar nos outros… Ou acha que não sei de seu passado? – Questionou. – O filho do grande Igneel não é tão bonzinho quanto todos pensam, não é? Junte-se a mim, e lhe darei o que quiser. Dinheiro, mulheres…

—Desculpe, mas recuso tudo isso. Tenho o dinheiro que preciso, e a única mulher que quero é minha Mavis. – Respondeu Katsu com chamas em suas mãos. – Sim, posso ser arrogante. E gosto de humilhar vermes como você. Sou capaz de tudo para conseguir o que quero. Que é matar você. E acredite. Vou fazer isso hoje. Custe o que custar.

Loki rangeu os dentes, mas sorriu.

—Então dê adeus a Rias Gremory! – Exclamou ele.

De repente uma áurea negra começou a sair de seu corpo, e ela tomou a forma de um braço com uma mão com garras. Essa mão começou a ir na direção de Rias, porém Katsu usou sua velocidade, e colocou seu braço direito na frente da mão negra. Loki estreitou os olhos para ele.

—Devo dizer que essa mão negra é muito poderosa. Logo irei perder o controle dela, e ela destruíra essa cidade. Isso sem contar que ela nunca solta algo que agarra. – Disse Loki sorrindo maldoso.

Katsu riu.

—Você chegou ao ponto que eu queria. – Disse Katsu. – Essa sua mãozinha estranha vai te sugar muita energia, e isso vai abaixar ao máximo a proteção de seu corpo, e eu poderei atacar à vontade. – Disse o azulado, de forma sombria.

—Mas você não pode se soltar daí! – Cantarolou Loki, pensando ter vencido. Katsu riu, enquanto seus olhos atingiram tons de vermelho.

—ISSO É O QUE VEREMOS! – Ele pegou o pedaço da lamina da sua espada que estava ao seu lado, caída no chão. Logo ergueu ela acima do braço. Todos entenderam o que ele queria fazer.

—KASTU NÃO FAÇA ISSO! – Gritou Natsu socando a barreira com força. – KATSU DRAGNEEL! NÃO FAÇA ISSO!

—PARE COM ESSA LOUCURA KATSU! – Berrou Issei, também socando a barreira.

—KATSU! – Berrou Igneel atacando a barreira, sendo que foi tarde demais. Quando quebraram a barreira, o mundo pareceu ficar em câmera lenta. Katsu cortou se braço direito fora fazendo sangue espirrar de seu ombro, sujando até mesmo Rias. Nisso, ele jogou o braço em Loki, que se distraiu, fazendo a mão negra gigante sumir.

METSURYUU OUJI: YAMIHONOO NO ARASHI! – Nisso ele pulou alto, girando, fazendo uma tempestade de chamas negra irem até Loki, o consumindo ali, de fora para dentro. O deus abriu a boca, gritando, permitindo que as chamas entrassem dentro de seu corpo começando ao consumir o mesmo por dentro. O braço de Katsu foi incinerado junto que Loki, que logo deixou de existir.

Nisso, Katsu havia caído no chão, sem o braço, e seus olhos estavam com um fraco brilho.

—Se fodeu… Deus de merda… Queime, e vá para o inferno. – Disse, antes de desmaiar. Mavis estava em choque. Se ajoelhou ao lado dele, tocando o tórax dele. Nisso, começou a gritar e chorar desesperada. Ela olhou para as três Wendy que estavam ali.

—C-curem ele… Devolvam o braço dele, por favor! POR FAVOR!

—Desculpe, Mavis… Isso é impossível… O braço dele sumiu junto com Loki, e nossa magia de cura não pode recuperar membros perdidos. Acredito também que aquela magia de Loki infectou o ferimento dele, e não podemos fazer nada a respeito disso… — Disse Wendy Ketchum, com lágrimas nos olhos. – Ele é meu irmão, mesmo que não seja da mesma dimensão. Porque não pude o proteger? Uma irmã mais velha não deve proteger os mais novos? EU SOU TÃO FRACA QUE DEIXEI QUE ELE LUTASSE UMA BATALHA BRUTAL DESSAS E NÃO FIZ NADA!?

Nisso Igneel, disse:

—Eu sou o pai dele, e não fiz nada. Quando fiz foi tarde demais… SOU UM LIXO COMO PAI!

Todos olharam para eles sem saber o que fazer. As outras duas Wendy se sentiam como a Ketchum, sendo que a única coisa que podia ser ouvida, era o choro inconsolável de Mavis que estava abraçada ao corpo de Katsu, sujando sua roupa de sangue.

—Que cena mais linda! – Exclamou uma voz, que foi reconhecida pela família de Ash.

—Kyousuke – Rosnou Ichigo. – O QUE FAZ AQUI!?

O filho renegado de Ash deu um sorriso torto.

—Vim ver o que mais gosto de ver. Dor. Destruição. Vocês me divertem. – Disse ele, rindo, fora de sua sanidade. – QUE SHOW MAIS LINDO DE SE VER!

Uma rajada de vento cortou sal bochecha. Ele olhou com raiva para onde tinha vindo a rajada de vento, vendo que a Wendy de Natsu tinha lhe atacado.

Fique longe de meu irmão, seu desgraçado. Senão eu mesma te matarei. — Diz ela, fria como gelo. Kyousuke dá um sorriso maligno.

—Então aguardo pelo nosso próximo reencontro ansiosamente. Vejo que é mais interessante que minha querida genitora. Como será que é transar com a própria mãe? Acho que quero descobrir. – Disse ele, começando a sumir.- Até logo, Fairy Tail.

Dois dias se passaram desde a derrota de Loki. Rias estava desacordada, juntamente com Katsu. A ruiva, no entanto, não corria risco de vida. Katsu tinha seu quadro estabilizado, com muito esforço das Wendy. Mavis estava sentada ao seu lado na cama, sendo que segurava a mão esquerda do rapaz.

Nisso Issei entrou na enfermaria.

—Como ele está?

—Melhor que antes. – Disse Mavis. – Parece que elas conseguiram salva-lo da morte.

Ela tinha um tom de voz rouco e abatido. Seus olhos vermelhos, e seu belo rosto, inchado de tanto chorar.

—Entendo. – Issei se dirigiu até onde Rias estava. Wendy Ketchum havia dito que ela estava intacta. Não havia sido violentada, o que deu um alivio a Issei. Estava sob o forte efeito de uma magia de Loki, que Ophis fazia o possível e o impossível para salva-la.

Ele tinha na mão a carta que ela escrevera para ele. Nisso, prometeu uma coisa a si mesmo.

Iria atrás de Demigra até no inferno.