Amor de Dragon Slayer

39 039- Uma batalha árdua - Parte 2


Notas iniciais
Desculpem faze-los esperar, mas finalmente saiu! Espero que gostem.

39- Uma batalha Árdua – Parte 2

Passaram-se algumas horas de batalhas, e a Fairy Tail avançava imponente em meio aos demônios criados por Ferdinand. Depois do treinamento com os dragões, a guilda conseguia avançar com mais facilidade que o esperado, sendo que todos usavam as técnicas, e os resultados obtidos com o treinamento.

—De onde é que estão vindo esses monstros malditos!? – Exclamou/Perguntou Jet, um dos poucos que recusaram treinamento com os dragões. Os únicos a terem recusado foram, Jet, Droy e Alzack, para a raiva de Bisca.

A esverdeada ficou atônita quando ele recusou, e mais atônita ainda quando o mesmo disse que não precisava treinar com repetis para ficar mais forte. Logicamente, no momento, tinha várias dificuldades, pois tinha que recarregar sua munição, para voltar a atirar, enquanto Bisca conseguia criar balas de ferro na própria arma, e aumentando a precisão e força do disparo com magia.

A mulher rezava para que Asuka não puxasse seu pai imprestável. Para sorte dela, a pequena Asuka estava demonstrando ser mais para o lado de sua mãe do que de seu pai. Ela agradecia com todas suas forças por isso.

—Que droga! – Ela ouviu ele gritar, parando para recarregar a arma mais uma vez, enquanto ela deu uma risadinha abafada, derrubando três monstros de uma vez com uma bala só.

Em outro canto, várias raízes espremiam os demônios, enquanto Droy suava. Ele não tinha agilidade alguma, e tinha uma magia limitada, pois dependia exclusivamente de suas sementes, sendo que estas já estavam em seu fim. O homem previra com certa antecedência, que iria bater em retirada, deixando a guilda para trás com os inimigos.

—O problema é de Natsu e os outros idiotas, eu não tenho nada a ver com isso. – Pensou.

Logo suas sementes acabaram, e este aproveitou a deixar para fugir, conseguindo alguma agilidade para fugir correndo do local. A única a ver isso foi Levy, que estreitou os olhos. Ela tinha dizimado vários demônios usando seu rugido. Gajeel percebeu o olhar da companheira, que olhava para Droy fugindo, sendo que a raiva estava subindo pela cabeça da azulada.

—Que foi amor? – Perguntou Gajeel usando seu “Tetsuryukon” para derrubar vários monstros. Levy, com raiva, usou mais uma vez seu rugido, liberando o caminho da guilda, sendo que todos olharam para ela.

—Aquele medroso bastardo do Droy fugiu correndo! – Exclamou ela furiosa. – Não acredito nisso! Aquele maldito…

Nisso, Natsu se aproximou, e colocou a mão no ombro da amiga, enquanto dizia:

—Ele vai voltar para a guilda, e lá damos um jeito nele. – Disse o rosado, controlando sua raiva. Natsu sempre odiou quem deixa os amigos na mão. – Não vale a pena se estressar com ele agora. E você conseguiu liberar nosso caminho.

A azulada que não tinha percebido isso, olhou e viu que tinha conseguido, de algum modo dizimar todos os monstros sem esforço. Ela corou.

—Acho que exagerei. – Disse sem jeito. Gajeel pegou ela, e a girou, enquanto a beijava.

—Essa é a minha Levy-chan! – Exclamou ele sorrindo. Ela sorriu de volta, meio corada.

Jet olhava para a cena com raiva, pois sempre teve certeza de que a Levy um dia seria sua. Ele sentia ódio de Gajeel, que o impediu de fazer isso, quando chegou na Fairy Tail. Queria um dia poder matar o Redfox com suas próprias mãos.

—Agora temos que achar o maldito Heartphilia! – Exclamou Mavis para todos. Todos deram um alto grito para essas palavras, enquanto Lucy revirava os olhos.

—Um dia vou mostrar a vocês o como a família Heartphilia é superior a vocês, seus lixos. – Pensou, sem notar que Wendy a encarava com raiva.

A pequena tinha ódio de Lucy, por saber que ela tentou casar com seu irmão. Ela sabia que Lucy não tinha mudado nada, e sentia que a loira estava mentindo quando dizia que se não se lembrava do passado. Uma lembrança veio a sua mente:

”A loira, furiosa, correu até Wendy, e puxou uma faca do cós da saia, com o objeto na mão, indo na direção de Wendy pronta para matá-la. A azulada percebeu que os olhos da loira estavam na cor vermelho sangue. Quando ia atingir seu alvo Natsu entra na frente, levando o golpe no abdômen.

—NATSU! — Gritou a Guilda em peso. Wendy tinha os olhos arregalados, e lágrimas caiam deles, enquanto levava as mãos na boca. O rosado sorriu, enquanto o sangue sai pelo canto de sua boca. O sangue da ferida caia no chão, manchando o mesmo.

—N-Natsu? — Perguntou Lucy olhando para o rosado. Os olhos dela voltaram a serem castanhos.

—Saia de perto da minha família, Lucy… — Disse o rosado com a voz sumindo. A garota tirou a faca do corpo do Dragon Slayer, que caiu no chão, e se virou correndo dali com velocidade, ao lado de Natsu a faca caiu com estrondo no chão. Wendy pegou Natsu e colocou a cabeça dele em seu colo, enquanto curava o garoto.

—Natsu… — Dizia ela com as lágrimas caindo de seus olhos. — Natsu, não morre por favor… Natsu…

O sangue sumiu da ferida, e ela se fechou, porém Wendy continuou curando, já que o mesmo não tinha acordado ainda. Ninguém falava nada, apenas o silêncio insuportável estava presente.

—Wendy… — Disse Charle encostando no ombro da garota. A jovem olhou para ela, e viu a gata fazer um não com a cabeça. — Ele já…

As lágrimas da Exceed desceram por seu rosto. Happy chorava sem parar, aquilo cortou o silêncio e o coração da Fairy Tail. Lisanna caiu ajoelhada ali, com as mãos na boca, chorando. Erza chorava, e socou uma mesa, quebrando a mesma. Gray saiu da Guilda furioso, e Juvia foi atrás dele. Mira e Elfman estavam paralisados sem dizer nada. Makarov se ajoelhou, e socou o chão com força, enquanto o espírito de Mavis chorava também.

—Natsu… — Murmurou Wendy balançando um pouco o Dragon Slayer. — Natsu, acorda Vamos para casa… Por favor, amor...NATSU, ACORDA!

Ela ouviu vários choros por toda a Guilda de magos. A azulada não sabia mais o que fazer. Como uma última medida, ela se abaixou na direção dele.

—Se eu não for poder viver com você… — A Dragon Slayer estava com os lábios colados nos dele. — Eu vou me matar… Assim vamos ficar juntos pela eternidade — E deu o que era para ser o último beijo deles. ”

Essas cenas vinham à tona na mente de Wendy constantemente, desde que Lucy voltou a guilda, se fazendo de santa. A azulada confiava em seus instintos, portanto não chegava perto de Lucy, a não ser que fosse extremamente necessário. Poucas foram as vezes em que se viram depois desse ocorrido, mas nunca trocaram palavras uma com a outra.

Nisso Natsu começou a correr, e Wendy corria ao lado dele, e ao olhar para Lucy, sem que ela percebesse, viu que olhava para a azulada com raiva. Nisso Wendy rosnou alto, e Natsu ouviu, mesmo com todo o barulho do ambiente.

—Viu alguma coisa, Wendy-chan? – Questionou ele, olhando para Wendy, que desviou sua atenção para Natsu. Deu um sorriso fofo, o mesmo que sua expressão.

—Não, Natsu-sama, nada para você se preocupar. – Disse ela.

—Tem algo errado, eu te conheço, Wendy-chan. Sempre que me chama assim… É porque algo não está certo, não é? – Pensou, olhando para sua pequena companheira. Decidindo investigar isso depois, resolveu voltar a prestar atenção no caminho.

Na frente da Guilda, guiando todo o resto, estavam Mavis, Katsu, Yumi e Louise, está última que andava sempre ao lado direito de seu irmão mais velho. Ela tinha mostrado que tinha grande controle do fogo e das técnicas dos poderes do céu, herdados por sua mãe, Grandeeney. Ela parecia um tanto triste, mas tinha um olhar determinado. Katsu tinha percebido isso, pois, olhava para as irmãs constantemente, preocupados com elas, principalmente com Yumi, por ser a mais nova.

—Louise, aconteceu algo? – Questionou, olhando para sua irmã um ano mais nova. Ela arregalou os olhos, mas desviou o olhar.

—Não, Katsu-Niisama. – Respondeu – Estou apenas tentando cumprir a promessa que fiz para nossa mãe.

—Promessa?

—Sim. Eu prometi que nunca sairia do seu lado, mesmo que eu tivesse que dar a minha vida por você. – Disse ela, deixando ele estarrecido.

—Ela fez essa promessa? – Questionou Katsu mentalmente. Em sua opinião, era uma promessa muito grande, até mesmo para ele.

Nisso, ele olhou para Yumi, que corria pouco atrás dele, sendo que via que ela estava cansada. Ao ver isso, pegou sua irmã, colocando em suas costas, fazendo com esta o olhasse com espanto.

—K-Katsu-nii?

—Você acabou de voltar ao seu corpo original, portanto não deve estar cem por cento. – Disse Katsu. Mavis sorriu para ela.

—Se quiser nos ajudar com Ferdinand, descanse, Yumi-chan. – Disse ela. A loura se aproximou da pequena garota, e disse, em voz baixa. – Quando voltei ao meu corpo, eu dormia bastante, por ainda não estar acostumada. Apesar de sempre me manter acordada o máximo de tempo possível. Eu sempre tive uma grande reserva de magia, e controlo a magia de ilusões. Então ficava descansando em casa, enquanto mandava uma ilusão diretamente ligada a mim, sendo que eu sabia de tudo e ouvia tudo o que falavam na guilda.

Yumi assentiu, impressionada. A pequena tinha uma grande habilidade para fazer estratégias, assim como Mavis e Grandeeney. Ela, provavelmente tinha puxado sal inteligência de sua mãe, assim como sua irmã mais velha.

—Incrível, Mavis-nee! Eu quero ser forte e bonita como você quando crescer, Mavis-nee! – Exclamou ela sorridente. Mavis corou com os elogios.

—Você será forte, e mais bonita e fofa que eu, Yumi-chan.

—De fato, ela será forte e linda, mas nunca mais que você, Mavis-chan! – Pensou Katsu olhando para a companheira, com ternura.

Mais atrás, com Lisanna, ela estava empenhada em ajudar no que fosse possível. Claro que havia ficado surpresa ao saber sobre os filhos de Grandeeney e Igneel, mas, ainda sim, queriam os ajudar a todo custo, da melhor forma que conseguisse. Queria que eles fossem felizes, agora que finalmente estavam juntos.

Elfman olhou para sua imouto, e sorriu, com orgulho dela. Sabia que Lisanna ia ser forte o bastante para salvar os companheiros que tanto amava. E sabia também que Mirajane também era assim. Ele se sentia honrado por ter irmãs como elas.

Laxus e Mira, que voavam juntos, estavam empenhados. A albina olhou para o loiro curiosa.

—Laxus-kun, você desconfiava do segredo de Igneel e Grandeeney-sama?

O loiro confirmou com a cabeça, para a surpresa da albina.

—Os dragões têm seus companheiros destinados desde seu nascimento. – Disse sério, olhando para a frente. – Seria impossível que eles tivessem tido tantos filhos com pais e mães diferentes. Quando Grandeeney-sama contou a história das famílias, já imaginava isso, e quando Igneel-sama falou do selo que o bastardo tinha colocado nela, eu percebi que só poderia ser assim. – Disse o loiro, sério.

—Entendi. Poderia ter me contado.

—Não. Era um segredo dos dois, e você viu como Natsu e Wendy reagiram na hora. – Disse Laxus, sério. Mira parou e pensou, vendo que o homem estava certo. Não seria certo ficar falando sobre isso sem a permissão dos dois dragões.

Por falar nos mesmos, eles estavam mais atrás. Igneel olhou para a janela, quando sentiu uma energia dragonica familiar se aproximando.

—Que foi, Igneel-kun? – Perguntou Grandeeney olhando para ele, vendo que sua atenção estava para uma janela. – Têm alguém vindo?

Logo sentiu a energia, e sorriu.

—Aquele desgraçado congelado está vindo! – Disse Igneel, bufando Grandeeney riu.

—Não fale assim do Koorishiro-Niisama. – Disse ela.

Ele bufou, revirando os olhos. Mas sabia o quanto Koorishiro era importante para Grandeeney, sendo que sempre agiu como um pai para ela. Ele agia mais como o namorado que sempre tomava esporro do pai coruja. Logico que na época, tinha a aparência do Natsu, e Grandeeney a de Wendy. Os dragões podiam controlar suas aparências na forma humana, portanto Igneel sempre tentou parecer mais novo para poder ficar com Grandeeney. Koorishiro ficava louco de raiva quando o dragão de fogo pegava a pequena Grandeeney para ir passear com ela. Na volta, sempre brigavam, para diversão de Skiadrum, Weissologia e Metalicana, que assistiam, enquanto Grandeeney tentava separar as brigas.

Logo uma lembrança veio à mente do rei dos dragões de fogo.

“Igneel tinha acabado de chegar de um encontro com Grandeeney, escondido de Koorishiro, que estava furioso com ele.

—Quantas vezes eu disse para não sair por aí com ela sem me avisar, Igneel!?

—Quantas vezes eu vou ter que repetir que eu saio com a minha Grandeeney-chan quando eu e ela quisermos!? – Perguntou Igneel furioso.

Metalicana, Skiadrum e Weissologia assistiam a cena de um canto, com um sorriso no rosto.

—Empate de novo? – Perguntou uma Metalicana adolescente.

—Provavelmente. – Disse Skiadrum, olhando para ela. Tinha a aparência de Rogue, só que bem mais sorridente.

—Eu sinto que hoje vai ser diferente. – Comentou Weissologia com um sorriso. Quase idêntico a Sting, porém com as roupas diferentes.

Para poderem “conversar” em paz, haviam dado a Grandeeney um sorvete, que deixou a albina distraída, pois, ela sempre impedia eles de brigar.

Nisso começaram uma luta, com ataques poderosos, enquanto Grandeeney olhava para as explosões com os olhos brilhando. A garota era bem inocente nessa época.

De repente, após os ataques colidirem um com outro, uma forte rajada de vento se formou, derrubando o resto do sorvete de Grandeeney. Ambos perceberam isso, e pararam na hora. Se aproximaram da Wendy albina. Ela tinha sua cabeça baixa.

—D-desculpe, Grandeeney-chan – Disse Igneel com um sorriso sem jeito – Eu vou…

—Meu sorvete – Murmurou ela.

—O que, Grandeeney? – Questionou Koorishiro com a mão em forma de concha. – Não entendi.

—Derrubaram meu sorvete. – Uma áurea esverdeada densa começou a se formar em volta de Grandeeney. – DERRUBARAM MEU SORVETE DE MORANGO!

Um furacão começou a ser feito, e este carregou os dois dragões, que voaram para longe, enquanto os outros assistiam impressionados.

—Eu disse que algo diferente ia acontecer! – Exclamou Weissologia feliz.

—Q-Que medo – Comentou Metalicana se escondendo atrás de Skiadrum.

—Pelo santo Dragão celestial. – Clamou Skiadrum. – Não deixa ela se enraivar conosco.

Grandeeney olhou para eles, que gelaram. Ela tinha os olhos verdes brilhantes. Logo começou a voar, indo onde Igneel e Koorishiro tinha caído.

—Eles vão morrer. – Disse Weissologia rindo.

—COMO VOCÊ PODE RIR NUMA HORA DESSAS!? – Berrou Metalicana com lagrimas nos olhos. – APESAR DE UMA CRIANÇA ELA MEDO!

E assim Metalicana ficou com trauma de coisas fofas.

Koorishiro e Igneel se levantavam.

—Aí, eu acho que uma costela foi pro saco. – Resmungou Igneel com a mão na área das mesmas.

—E eu acho que meu corpo foi revirado todo por dentro. – Disse o outro tonto.

Nisso Grandeeneey pousou na frente deles. Eles olharam para ela gelados.

—A-Amor! – Exclamou Igneel – E-Eu vou comprar uma sorveteria para você, que tal?

Nisso os olhos da Wendy albina voltaram ao normal, e ficaram brilhando.

—Sério, Igneel-kun?

—S-Sim. – Disse o ruivo aliviado.

—Claro, e eu vou comprar mais uma, e vamos colocar seu nome nas duas! – Exclamou Koorishiro.

Ela correu e abraçou os dois.

—Eu amo vocês!

Nisso os dois se olharam. Agora tinham que comprar duas sorveterias para a pequena Grandeeney. ”

Igneel se lembrou disso com uma gota. Até hoje sentia falta de uma costela.

Nisso todos pararam, ao verem uma horda de demônios, sendo que Ferdinand estava num palco, com uma poltrona atrás de todos eles.

—Vejo que chegaram, Fairy Tail. Já preparei minhas boas-vindas.

—Vai se foder! – Gritou Katsu, dando um rugido, e destruindo grande parte dos demônios. Porém logo se regeneraram. – Sério isso?

—Tá de sacanagem – Disse Natsu com uma veia saltada na testa. – FILHO DA PUTA!

Nisso, do céu, um raio desceu, e congelou metade dos demônios, sendo que em seguida duas pessoas pularam neles, batendo no chão criando uma pressão, que destruiu todos os demônios congelados. Nisso Natsu olhou para eles, vendo um moreno, sem camisa, apenas com uma calça e botas, e o monshou da Fairy Tail no peito. Ao seu lado, um homem, de social, com um cavanhaque branco, cabelos brancos bagunçados, e olhos azuis gelo.

—Yo, minna! A cavalaria chegou! – Disse Gray com uma expressão sorridente.