Amor de Dragon Slayer
22 022- Paz antes da tormenta
Notas iniciais
022- Paz antes da tormenta — Parte 1
Era uma tarde de calor em Magnólia. Por suas ruas, uma garota, adolescente, de longos cabelos louros caminhava pela rua da cidade um tanto desanimada, porém, o que lhe incomodava, não era o clima quente e sufocante. Ela até estava gostando daquele clima, considerando seus poderes e sua magia.
Mavis deu um suspiro profundo, enquanto tentava aguentar a distância que estava de seu precioso companheiro. Tinha poucas horas que a jovem havia voltado de uma missão com Natsu e Wendy, com os quais ela havia combinado de se encontrar naquela tarde, em uma sorveteria. No momento a loura caminhava na direção dessa sorveteria.
Ela sabia que ainda era um pouco cedo, comparando com o horário marcado, mas aproveitaria, e tomaria um pouco de sorvete para esperar pelo irmão e pela cunhada. Ela andava sem prestar muita atenção no caminho, já que fazia tantas visitas no local, que seu corpo era capaz de levá-la sem que ela percebesse.
No caminho, ela passou na frente de uma barraca de frutas, onde tinha um grupo de homens conversando. Ela não deu muita importância, porém parou de andar quando ouviu a seguinte frase:
—Vocês ficaram sabendo que a Lamia destrua mais uma pequena guilda?-Perguntou o homem que parecia ser o dono da barraca. Mavis parou há alguns metros deles, e ficou ouvindo discretamente.
—É a sexta depois da Sabertooth. — Declarou outro parecendo temeroso. Ele olhou para os lados, como se tivesse medo que algum mago daquela guilda pulasse de algum beco e tentasse matá-lo. — Sinceramente, nunca imaginei que a mestra deles fosse liderar uma guilda das trevas…
—Apesar que eu sempre achei que ela fosse um tanto estranha, sabe?-Comentou um terceiro dando de ombros. — Eu nunca esperaria isso do mago santo Jura.
—Então você não ficou sabendo? — Perguntou o comerciante com uma expressão debochada no rosto. — Dos sobreviventes das guildas atacadas, eles disseram que nem a mestre nem o Jura-sama estavam nos ataques. Nem ninguém realmente conhecido. Eram magos de nível mais baixo.
—Eeeeeeh? — Exclamaram todos surpresos enquanto o comerciante apenas observava.
—Então eles devem ser mais fortes que aparentam! — Exclamou um dos homens, quase entrando em pânico. Um outro deu uma risada, e colocando sua mão no ombro deste, disse, num tom confiante:
—Porém existe uma guilda que eu acho que eles nunca venceriam – Todos olharam para ele com curiosidade, esperando ele dizer. — A Fairy Tail é a guilda mais forte de Fiore. Principalmente depois que o time que tinha “morrido” em Tenroujima voltou para casa.
—Tem razão – Disse o comerciante, parecendo um tanto aliciado. — A Fairy Tail é invencível.
Mavis sorriu com esse comentário, e voltou a andar. Ela tinha um sorriso satisfeito em seu rosto. Andava devagar, enquanto pensava.
“Como eu nunca pude perceber o quanto a Fairy Tail conforta o coração das pessoas.” Nesse momento, lhe vem na mente, as lutas dos jogos mágicos. “É mesmo. Acho que principalmente a luta do Natsu-nii aumentou a confiança que todos tinham na guilda.”
A loura logo chegou na sorveteria, e logo foi olhando os sabores, enquanto seus olhos brilhavam.
—Vou colocar tudo na conta do Katsu-kun, como castigo por ter ido e me deixado pra trás – Diz ela olhando os sorvetes com os olhos brilhando.
…
Wendy e Natsu estavam caminhando pela floresta em direção a Magnólia, onde tinham combinado de se encontrar com Mavis. O rosado olhou para a azulada que andava cantarolando com felicidade.
—Wendy-chan, você acha que o Katsu e a Cherria vão mudar nesse treinamento? — Perguntou ele curioso. A azulada pareceu pensativa por um instante, mas logo disse:
—Eles vão ceder aos seus instintos de dragões – Disse ela. — Assim como aconteceu quando foi com a gente. Se bem que…
—Que…? — Ele olhou para ela esperando a jovem completar.
—Nós eramos crianças na época, e eles já são bem mais velhos que eramos quando viramos Dragon Slayer. — A azulada deu de ombros. — Então não sei o quanto pode ser que eles mudem.
Natsu aceitou a explicação da companheira, já que tinha um pensamento parecido com aquele. Logo eles haviam saído da floresta, e estavam na direção da cidade. O rosado corou, pois faria outra pergunta para sua Dragon Slayer, porém era um tanto embaraçosa para se dizer em voz alta.
—W-Wendy-chan – Seu tom de voz vacilou um pouco, fazendo a pequena azulada o olhar curiosa. — Quanto aquela aposta que vocês fizeram com sua mãe…
—Sobre ter filhotes? — Perguntou a azulada num tom de voz sem nenhum tipo de vergonha. Natsu confirmo, seu rosto ficando mais vermelho a cada minuto. — Pretendemos cumprir aquela promessa. Só que ainda não sabemos como fazer.
Natsu engoliu em seco com a resposta. Ele definitivamente não queria que a inocência de Wendy acabasse assim tão rápido. Queria que ela continuasse inocente por mais algum tempo, e isso estava difícil de ser feito. Ele ainda via Wendy como uma garota que ainda estava conhecendo o mundo, e que de fato, ela era exatamente isso. Logo eles chegaram a sorveteria, e encontraram Mavis com cinco taças de sorvetes vazias ao seu lado.
—Mavis-nee, você não chegou aqui muito cedo?- Perguntou o rosado olhando para ela enquanto ela terminava de devorar mais uma taça. Wendy tinha ido fazer o pedido para os dois.
—Não se preocupe onii-chan – Disse ela piscando um olho. — O Katus-kun vai pagar a conta quando ele voltar.
“Katsu-nii, prepare seu bolso.” Pensou Natsu com uma gota na cabeça.
…
Enquanto isso, em um campo um tanto longe de Magnólia, haviam três pessoas lutando contra um monstro de cinco metros. Estes eram Gajeel, Levy e Metalicana. Esta olhava para a luta que a jovem azulada estava tendo com um pouco tédio.
—Levy, tenta usar seu rugido! — Gritou Gajeel para a companheira, que assentiu.
Levy, que estava a uns três metros de distância do monstro, deu um pulo alto, ficando mais distante dele. Ela colocou o pé esquerdo mais recuado que o outro, e olhou na direção do monstro, com um olhar concentrado. Metalicana olhou para ela com interesse, observando se ela se sairia bem-sucedida desta vez.
—Tetsuryū no Hōkō! (Rugido do dragão de Ferro) – Exclamou a pequena maga, abrindo a boca, e dela saiu uma grande rajada de cacos de ferro, atingido o monstro com força, jogando o mesmo no chão. Levy olhou para o chão, e percebeu um rastro de algo sendo arrastado para trás, vendo que este vinha de seus pés. Com a força do ataque, Levy tinha sido jogada para trás quase quarenta centímetros, no entanto, o monstro tinha sido completamente derrotado. — Que droga! Ainda não consigo ficar parada na mesma posição quando uso isso!
—Gehe – Riu Gajeel sem jeito, com a mão na nuca. — Logo você pega o jeito. Acho que podemos ir receber a recompensa agora, não é?
Metalicana se levantou, e bocejou.
—Bem que vocês podiam ter deixado eu bater naquele monstro – Resmungou a dragoa, deixando os dois com uma gota.
—Mamãe, você teria matado ele, e a gente não podia nem ter treinado a Levy-chan – Comentou Gajeel tirando alguns parafusos de seu bolso, e comendo os mesmos. — Desde que eu marquei ela, ela treinou muito pouco.
Levy bufou ao ouvir aquilo, e tomou alguns parafusos da mão de Gajeel comendo os mesmos. Metalicana deu um sorriso ao ver aquela cena.
“Essa companheira do meu filhote vai ser bem mais forte que ele imagina.”
…
Na guilda, Laxus e Mirajane se beijavam enlouquecidamente, pela terceira vez seguida sem descanso. O loiro tinha confessado seus sentimentos pela mulher de cabelos alvos a dois dias atrás, e essa tinha comemorado por quase duas horas. O casal estava na casa do loiro, mais precisamente no quarto dele, onde ele dizia que teriam mais privacidade ali.
O ar faltou, e ambos quebraram o beijo, ficando um pouco ofegantes após o mesmo. Mirajane, que estava sentada, empurrou o loiro na cama, e se sentando em cima da cintura do mesmo, dando um sorriso sapeca para ele.
—Sabe Laxus-kun, você não sabe o quanto eu sonhei com esse momento – Disse ela sorrindo de um jeito fofo. Laxus deu um meio sorriso, e acariciou o rosto de Mira delicadamente.
A albina se surpreendeu. Laxus era um excelente namorado, ou companheiro, como ele dizia ser. Porém ele não era do tipo que ficava fazendo carinho nela direto. Ele era bem reservado, e ela, admitia que amava isso nele.
Laxus sempre foi forte, e sempre fez pose de forte, muitas vezes para que os mais fracos não ficassem com medo de enfrentar algo grande. Essa era uma das qualidades que ela mais amava nele, e isso era o que deixava o relaciomento dos dois mais interessante no ponto de vista dela.
—E eu me arrependo de não ter feito isso mais cedo. — Disse ele num tom de voz mais baixo, fazendo Mira sorrir. A albina se deitou por cima do peitoral do loiro, e o beijou mais uma vez. Quando eles se separaram, ela ouviu Laxus dizer. — Seus beijos são a coisa mais viciante que existe nesse mundo.
—Então aproveite e se vicie, meu amor. — Ela deu um selinho nele. — Por que eu sou sua. Até o fim.
Laxus sorriu ao ouvir isso. Ele sempre fora muito fechado a sentimentos, ou coisas assim. Nunca dizia o que sentia, nem nunca demonstrava. Mas desta vez ele gritaria para toda Fiore ouvir:
Ele estava perdidamente apaixonado por Mirajane Strauss.
…
Na sorveteria, Natsu havia tomado pelo menos dez taças de sorvete. Enquanto Wendy e Mavis haviam empatado em cinquenta cada uma.
—Então o Lyon está atacando com guildas mais fracas? — Perguntou Natsu vendo Mavis assentir.
Ela havia contado a eles a conversa que ouvira mais cedo.
—O lado bom é que os cidadãos não estão alarmados. — Comentou Wendy concentrada em uma taça de sorvete. — Eles confiam inteiramente na gente.
—Sim – Condor dou Mavis começando a comer outra taça – Porém eles não estão fazendo isso para apavorar os cidadãos. Estão tentando chamar nossa atenção. E eles vão conseguir.
—Eles vão se arrepender. — As duas olharam para Natsu, que tinha um olhar draconico em seu rosto. — Eu vou chutar as bundas daqueles malditos, e vou dar uma surra tão grande que eles não vão andar por meses.
—É assim que se fala, Natsu-nii! — Exclamou Mavis animada. — Nós vamos te ajudar!
…
Mavis tinha ido para casa dormir, já que ela reclamava de sono. Wendy e Natsu estavam deitados num campo se beijando. Eles quebraram mais um beijo, após outros incontáveis.
—Natsu-kun, seu pai está bem? — Perguntou Wendy curiosa – Afinal ele e a mamãe são companheiros.
—O senhor Igneel tá se fazendo de forte, mas ele está morrendo de saudades. — Comentou Natsu dando de ombros. — Ele é bem orgulhoso, sabia?
Wendy assentiu. Ela sabia perfeitamente o quanto dragões podiam ser orgulhosos.
—Sabe, eu acho que a mamãe vai voltar antes dos vinte dias. — Disse Wendy olhando para o céu estrelado. Natsu olhou para ela curioso.
—Também estou com essa sensação. — Concordou Natsu seguindo o olhar da Dragon Slayer. — Até por que já faz cinco dias que eles se foram, e a Mavis não para de falar do Katsu-nii. Parece que ela não vai aguentar ficar tanto tempo longe do companheiro. Principalmente depois que eles se marcaram.
Natsu assentiu. Ele conhecia bem sobre aquele assunto para saber o quanto estava sendo difícil para ambos.
—Dragões que são companheiros não podem ficar mais de cinquenta dias separados. Isso se não se marcarem. Se já tiverem se marcado vinte dias é o máximo. Se não podem morrer. — Disse Natsu, sério, olhando para o céu. — E tem casos que o casal morre antes de dar os vinte dias.
Wendy apenas assentiu com a cabeça. Ela estava deitada ao lado de Natsu. A azulada subiu em cima do tórax dele, e se deitou de barriga para baixo ali, apertando seus seios inconscientemente. Porém Natsu sentiu aquela sensação muito bem.
—Natsu-kun – O rosado olhou para ela. — Promete que nunca vai ficar longe de mim?
O rosado puxou ela para um beijo, e em seguida sorriu.
—Nunca vamos nos distanciar, Wendy – Disse ele sorrindo – Vamos ficar juntos para sempre.
…
Em outro local, distante dali, Lyon estava de pé, atrás de uma mesa, onde tinha uma cadeira virada de costas para si. Nessa cadeira continha um homem de máscara, e ele se virou, olhando para o albino com uma expressão mortal.
—Lyon, sua guilda está fazendo um ótimo trabalho como eu esparrava de você – Disse o homem sombriamente, arrancando um sorriso do rosto de Lyon.
—Então continuaremos com o serviço, mestre – Disse ele se curvando – Mas… Vai demorar muito para enfrentarmos a Fairy Tail diretamente?
—Não tanto quanto você imagina – Respondeu o homem. — O fim das fadas está mais próximo que você imagina.
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