O tempo passa rápido demais quando não se quer. 2 anos havia passado, era meu baile de formatura, eu não tinha como rejeitar o pedido de Finn de me levar ao baile, mas também não tinha coragem de contar a verdade a ele. Eu estava aos pranto minutos antes de começar a me arrumar.

— Filha se acalma.

— Não vou me acalmar, eu odeio você, odeio meu pai.

— Rachel.

— Vocês querem que eu me torne uma mulher fútil.

— Não é nada disso.

— É sim, e eu vou ser infeliz pro resto da vida.

Chorei e chorei, nada adiantou, fui para me arrumar, fiquei linda, mas triste. Finn apareceu no horário marcado.

— Você está linda!

— Digo o mesmo.

Ele sorriu e me estendeu o braço, aceitei de bom grado, o baile estava ótimo, mas eu não conseguia me divertir. Finn e eu dançávamos uma musica lenta.

— Rachel?

— Oi.

— Quero te dar um presente.

Ele tirou do bolso do smoking uma caixinha quadrada, observei por alguns minutos até abri-lá, quando vi o conteúdo fiquei sem folego, havia uma linda gargantilha com um rosa talhada em uma pedra roxa linda.

— Parabéns pela formatura.

Ele havia se formada um ano antes de mim, e me convidará para ser sua acompanhante, fui orgulhosa por ele se formar, no ano seguinte ele começou a trabalhar e eu segui estudando, sempre que dava ele me ajudava no dever, hoje era o meu dia e eu não queria outra pessoa ao meu lado que não fosse ele. Porém eu tinha que contar a verdade a ele...

— Finn...

— O que foi?

Ele me observava atentamente, uma lagrima traiçoeira pingou dos meus olhos.

— Eu... é... vou... eu vou embora.

— Como ?

— Meu pai não quer que eu faça faculdade, ele quer que eu fique igual a mamãe, ele quer que eu me case e vire um senhora do lar.

— E é claro que você não quer.

— Não, eu quero estudar, quero trabalhar.

Eu soluçava já, Finn me abraçou forte e eu chorei mais ainda.

— Quando você vai?

— Amanhã.

— Amanhã? Não pode ser.

— Ele vai me levar pro interior, eu não quero ir.

E chorei mais umas 2 horas no ombro do Finn até que ele me levasse pra casa. Na manhã seguinte...

— Rachel acorde.

— Mãe me deixa eu quero morrer.

— Tem visita pra você.

Respirei fundo e levantei nem animo nenhum, fui descendo as escadas devagar até chegar na sala, me deparei com Finn e meu pai conversando.

— O que faz aqui Finn?

— Vim fazer um pedido ao seu pai.

— E o que seria?

Perguntou meu pai já um pouco alterado.

— Quero me casa com a Rachel.