Amor de Amigo
2 Capitulo 2
No dia seguinte estava me arrumando para ir ao colégio, minha mão não parava de tagarelar sobre a nova amiga, eu achava muita graça naquilo tudo. Tomei meu café da manhã muito animada pelo dia que vinha pela frente. Assim que sai de casa, encontrei com Finn sentado na calçada.
— Oi — Sorri pra ele em sinal de uma noca tentativa.
— O que você quer ?
— Ser sua amiga.
— Por que em?
— Porque gosto de fazer amizades.
Ficamos um momento em silencio e ele então disse.
— Nunca tive amigos.
— Agora tem, vai pro colégio?
— Vou.
— Então vem, estamos atrasados.
Agarrei o braço dele e saímos correndo, no meio do caminho contei a ele como as coisas funcionavam aqui, e ele me ouvia atentamente. Ao chegarmos na escola nos separamos cada um foi pra sua sala. Minhas aulas passaram como sempre demoradaaaaas, mas quando deu o horário de ir pra casa me animei toda, quando estava indo pro corredor central vi um aglomerado de meninos e curiosa como sou fui ver o que era, e não gostei nada, um bando de meninos tentando intimidar o Finn.
— Posso saber o que está acontecendo?
— Sai daqui pirralha.
Me empurraram tão forte que cai e bati o braço, nem liguei pra dor parti pra cima daqueles meninos.
— Sua mãe vai adorar saber que você adora mexer com gente nova do colégio, e ainda relou um dedo em uma menina, a como vai ser legal contar pra ela.
— Você nem conhece nossas mães.
— Eu não, mas minha mãe sim. O mais alto — Apontei — Você mora do lado da farmácia do Senhor Antunes — Ele arregalou os olhos — Você magrelo — Mora na rua de trás da escola — Sua reação não foi diferente do primeiro — Você — apontei pro cabeludo — Mora na frente da pracinha do centro — A mesma reação que os outros — e você — Encarei o que me jogara no chão — Além de morar perto da igreja, sua mão ainda faz bordados com a minha e ainda ajuda minha mãe com os eventos beneficentes, tem alguma duvida de que eu não vou abrir meu pico pra falar com a sua mãe.
— E quem vai acreditar em uma pirralha? — Me encarou.
— O que coisa linda sua filha parece um anjinho, queria que meu menino fosse assim, aquele moleque só apronta estou farta, se alguém me disser mas alguma coisa dele eu vou manda-lo para um internato.
— Isso é da boca pra fora.
— Experimente tocar um dedo no Finn pra ver se é da boca pra fora.
Olhei pra ele desafiadora e ele é claro recuou, respirei mais aliviada.
— Se tá bem?
— Estou, como conseguiu fazer isso?
— A nada do que minha mãe não tenha me ensinado.
— Achei que ia apanhar.
— Comigo aqui nem em sonho, agora vamos.
Senti que meu braço latejava, o caminho pra casa é curto mas o braço doía muito foi ai que o Finn notou o que eu não tinha visto.
— Rachel seu braço.
Quando olhei, ele tinha o dobro do tamanho normal e estava meio roxo.
— O que é isso?
Ele tentou tocar mais me esquivei.
— Não é nada.
— Foi aquele idiota não foi ?
— Não — Corri um pouco.
— Não mente pra mim.
— Ta bom foi.
Ele examinou meu braço como se soubesse de algo.
— Acho que quebrou.
— Não — Disse chorosa.
— Vem vou te levar em casa.
Seguimos pra minha casa, lá ele contou tudo pra minha mãe. Resumindo a história eu quebrei meu braço, mas fiz um amigo.
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