Amor apocalíptico
8 Feitos um para o outro.
Notas iniciais
Já estava amanhecendo, Rick e Daryl tinham feito guarda durante 4 horas e depois Beth e Michonne fizeram o mesmo. Era tão bom para Beth ter eles lá de novo, e claro, era bom para eles também, estar todos reunidos de novamente.
Daryl dormia no sofá da sala, Rick como sempre já tinha se levantado e foi acordar Carl, tinham decido sair daquele lugar logo pela manhã. Beth então decidiu chamar o caipira, estava ansiosa para sair de lá, então quanto mais cedo fizessem isso, melhor seria.
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– Beth? - era voz de Rick – vamos encontrar sua irmã, eu sei que vamos – ele colocou a mão no ombro dela fazendo carinho.
– você acha?
– você não? – ele olhou surpreso – não perca sua fé, Beth. Ela sempre nos mantem em pé.
– não perdi minha fé, só é difícil – ela suspirou – eu amo ela, e queria tanto ter ela aqui, sabe? A morte do papai acabou comigo, Rick. E eu sei que você fez de tudo para ajuda-lo, você, o Daryl... porque tudo foi tão injusto? – inevitavelmente lagrimas escorreram dos olhos da loira
Rick a abraçou, ele era sempre carinhoso com a garota, na verdade com todos, e agora com a morte do Hershel, ele era ainda mais delicado com ela, sabia que era um momento difícil, para todos.
– tudo bem Rick – ela se soltou dele, enxugando as lágrimas – eu vou ficar bem.
– eu sei que vai, você é durona – ele sorriu.
– vamos? – Daryl chamou – já está tudo no carro, abastecemos com a gasolina que encontrei durante a caça, vai durar por um tempo.
Rick caminhou para fora do lugar, e Beth foi indo atrás dele mas sentiu seu braço sendo delicadamente puxado, era Daryl. Ele a puxou para perto dele, fazendo ela se arrepiar com aquilo.
– você está bem? – ele perguntou segurando o braço dela
– aan, estou – ela sorriu envergonhada – e você?
– sim – ele desceu sua mão até a cintura dela – sabe, você tem me feito bem.
– eu tenho? – ela olhou surpresa.
Ele aproximou seu rosto do dela, deu uma leve apertada na cintura da loira, então ele a beijou, sim, ele a beijou, e claro, ela o retribuiu sem pensar duas vezes. Um beijo doce, estavam em harmonia, foi tão perfeito, foi como se todas as peças se encaixassem, como se fossem feitos um para o outro. Mas ele sabia que devia parar, não queria que fossem vistos, então interrompeu aquele momento tão bom, para ambos.
– eu precisava fazer isso – então ele a soltou e caminhou para fora, antes que percebessem a falta deles.
Tá, calma Beth, respira. AI MEU DEUS, ele me beijou, oh como eu queria aquilo, com toda a certeza do mundo, eu quis aquilo, e ele também quis, ELE QUIS, então eu não estava imaginando nada. Eu realmente não estou bem.
– vamos Beth – a voz de Michonne tirou ela de seus pensamentos – já vamos sair.
– estou indo – ela sorria incontrolavelmente
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Daryl estava sentado no bando da frente, Rick dirigia, Beth estava no meio de Carl e Michonne. Ela ainda sorria demais.
– está feliz Beth? – Carl
– claro, vocês estão aqui de novo – ela olhou para o retrovisor e encontrou com os olhos de Daryl a encarando, e com uma ótima expressão.
Todos sorriram. E ela não tinha mentido, estava muito feliz por eles estarem ali, mas outra coisa havia a deixado mais feliz ainda, Daryl.
– pai, acha que deveríamos checar aquele Terminus?
– eu não sei filho, talvez devêssemos saber primeiro quem está lá, e o que querem de verdade, não devemos confiar em algo bom demais... “santuário para todos, aqueles que chegam sobrevivem” – ele apertou o volante meio tenso – o que acham?
– talvez alguns de nós pode ter visto a placa. Quem sabe não foram para lá? – Beth disse
– também pensei nisso – Daryl concordou – mas não podemos entrar de cara assim, ainda não sabemos quem são eles.
– então o que tem em mente Rick? – Michonne perguntou
– devemos montar acampamento por perto, observar por algum tempo.
– então quando percebemos que estamos nos aproximando deixamos o carro, abastecido, e com suprimentos, caso precisamos fugir ou sei lá – Daryl sugeriu, sabendo que talvez não encontraria algo muito bom, apesar de ainda acreditar que existem pessoas boas no mundo, não acreditava que seriam gentis demais assim.
Todos concordaram.
– então pelo menos hoje nós paramos em qualquer lugar, e amanhã começamos a procurar o lugar, vou dirigir até encontrar um lugar que pareça seguro. – Rick, sempre fazendo escolhas sábias para todos.
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Já deveria ser por volta da 13hda tarde, eles se depararam com uma igreja quando param para comer e descansar, acharam boa ideia para ali, não era longe demais da estrada, e estava tranquilo.
Daryl e Beth ainda não tinham achado tempo para conversarem, e não queriam fazer isso perto dos outros, mas ambos queriam estar juntos de novo, a sós para poderem conversar.
– ok, já sabem, fiquem juntos – ordenou Rick antes de abrir a porta da igreja.
Ele estava na frente com Daryl, Carl e Beth logo atrás, e Michonne atrás dos dois. Rick abriu a porto e logo todos entraram e ficaram em formação. Vasculharam aquela parte e não tinha nada, pelo menos não tinham zumbis, mas as velas que ficam no púlpito estavam acesas, e todos se olharam desconfiados.
– deve ter alguém aqui – sussurrou Carl – e agora pai?
– vamos acha-lo, pode nos deixar ficar aqui. Daryl e Beth vão para aquela sala e vocês vem comigo – apontou para Carl e Michonne, que acenaram concordando.
– fica atrás de mim certo? Não quero que nada aconteça com você – Daryl disse pra loira enquanto caminhavam para a porta de madeira que estava meio aberta.
Daryl olhou por dentro e aparentemente não tinha nada, mas não viu o suficiente. Abriu a porta rapidamente apostando a arma para uma mesa, atrás estava um homem, vestido de padre. Ok, aquilo era estranho. O homem simplesmente levantou da cadeira levantando as mãos.
– não atirem, por favor, não atirem – ele implorou – como entraram aqui e quem são vocês? – ele estava assustado.
Beth apareceu do lado de Daryl para observar o homem.
– não queremos te machucar, estamos invadindo sua igreja – disse Beth calmamente – essa é sua igreja certo?
– sim – ele deu uma leve acalmada com a voz doce dela.
– você está armado? – perguntou Daryl rispidamente e depois olhou para Beth com uma cara de reprovação e sussurrou para apenas ela ouvir – falei para você ficar atrás de mim.
Ela ignorou, claro.
– claro que não estou armado, sou um padre – ele disse meio espantado
– isso não significa nada – disse Daryl se aproximando do homem – vou abaixar minha arma mas se tentar nos machucar, eu vou matar você, podemos até estar na sua igreja, mas para mim isso não significa porra nenhuma, certo? – e o padre apenas concordou.
– vou chamar Rick – Beth saiu da sala e foi a procura dos outros.
Quanto todos estavam na sala em que encontraram o padre Rick revistou ele.
– você está sozinho aqui? – Rick perguntou
– sim, me chamo Gabriel – o padre pode perceber quem era o líder.
– eu sou Rick, aquele é meu filho Carl, a loira é Beth, o Daryl e Michonne – ele apontou para eles os apresentando para o homem – olha, precisamos de um lugar para passar a noite, e não vamos te machucar, a não ser que você tente fazer algo com algum de nós – Rick começou a falar com aquele tom sério e protetor – eles são minha família, não vai querer machuca-los – ele encarou o padre com aqueles olhos que realmente assustam qualquer um.
– eu não vou machucar vocês, e podem ficar o tempo que quiser, estou cansado de ficar sozinho, e eu não saio muito daqui então estou sem suprimentos – ele olhou com uma cara tristonha – vocês tem comida?
Michonne entregou a homem uma sacola com alguns suprimentos e agua.
– uma troca de favores, obrigado – ele pegou a sacola e logo procurou algo para comer.
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– Rick, vou caçar alguma coisa, logo estou de volta – Daryl achou melhor avisa-lo que iria sair um pouco.
– certo, é bom manter tudo abastecido
Daryl estava saindo da igreja e Beth o chamou.
– posso ir com você? – ela caminhou até ele
– você quer mesmo ir? – ele olhou surpreso, imaginou que depois daquele beijo ela não iria querer ficar tão próxima dele.
– quero – ela sorriu para ele
Eles estavam caminhando para dentro da floresta e o silencio pairava sobre eles, Beth sabia que tinha que ficar quieta durante a caçada, mas ela queria tanto perguntar pra ele o porquê do beijo, e se ele gostava dela.
– então – ela começou – você quer conversar?
– sinceramente, não – ele falou um pouco ríspido
– não? - ela olhou meio triste
– não – então ele se aproximou dela e a empurrou até uma arvore, colocou sua besta no chão e segurou a cintura dela então a beijou.
Ela passou suas mãos envolta do pescoço dele, por um momento ficou novamente surpresa com o homem, mas adorava quando ele a surpreendia assim. O beijo dessa vez estava mais intenso, um queria sentir o outro, sentir o toque do outro, mas seus movimentos ainda pareciam perfeitamente encaixados. Ele apertava levemente a menina contra a arvores e apertava seu corpo contra o dela, como ele queria aquilo, como eles queriam aquilo.
– é melhor a gente caçar e voltar logo – ele separou sua boca da dela, estava meio ofegante
– sim – ela estava respirando fundo e ainda estava com os olhos fechados, queria se acostumar com aquela ideia, que não era nada ruim, mas a deixava com vergonha.
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