Amor Sulista

1 Eu e tu, tu e eu


Notas iniciais
Ok, ok. Os nomes pra vocês não se confudirem: Santa Catarina - Catarina. São Paulo - Rafael. Rio de Janeiro - Felipe. Rio Grande do Sul - Diego. /O titulo da história tá horrível, eu sei, não o critiquem por favor, hahaha. D I V I R T A M - S E.

Diego achava que observar seus irmãos era realmente divertido.

Ele gostava de observar os modos e manias de cada um deles. Era um tanto peculiar pois cada um era muito diferente do outro, tanto física quanto psicologicamente. O mais legal, em sua opinião, era observar São Paulo e Rio de Janeiro, especialmente quando estes estavam discutindo, o que aliás, era o que estava ocorrendo neste exato momento.

O gaúcho olhava, encostado em uma pedra no chão, enquanto Felipe apontava seu dedo para o rosto do paulista, que estava ficando visivelmente enfurecido. Estava tão entretido que nem ouvira os passos leves de uma garota chegando.

- Posso sentar com você? — perguntou alguém, fazendo Diego olhar para cima. Ato desnecessário, considerando o fato de que ele reconhecia perfeitamente a delicada voz feminina.

- Não precisa nem pedir — o gaúcho respondeu a catarinense que rapidamente deslizou no chão ao seu lado.

- Divertido não é? — perguntou Catarina, com um sorriso delicado em seu rosto.

Diego demorou um pouco para responder, estava muito ocupado admirando toda a delicadeza da menina. Ela, junto com São Paulo e ele próprio, eram os estados brasileiros que mais continham características européias. A garota usava seus cabelos castanhos claros presos em um rabo de cavalo frouxo, e seus olhos, verdes e claros davam um charme a toda sua aparência.

- Divertido. Sim. Muito divertido — respondeu o loiro, fazendo o papel de um real imbecil.

- Você está bem, Diego? — perguntou a garota, colocando uma mexa de seu cabelo atrás da orelha.

- Ah, estou sim. É só que tenho medo que a briga deles vire algo a mais — mentiu o menino, que aliás, já havia parado de prestar atenção na briga de seus irmãos.

Catarina olhou para os outros dois. Rio de Janeiro gritava e brigava enquanto São Paulo estava com a cara de que iria arrancar um pedaço do outro. A menina franziu a testa diante da expressão paulista. Deus sabia que Rafael era um cara realmente estressado e que o carioca era definitivamente mimado.

- Eles sempre fazem isso, não conseguem conviver em paz. Duvido que vá acontecer algo, mas se realmente acontecer, mamãe vai ter que interferir — comentou Catarina.

- Espero que não seja necessário. Caramba, esses dois guris são um problema, tchê.

A garota riu diante do vocabulário gaúcho. Tudo em Diego era totalmente adorável. Desde seus cabelos loiros até seus olhos azuis. O rosto com poucas sardas era realmente atraente e tipicamente alemão.

- Olha lá — apontou Catarina — Eles pararam de brigar.

E era verdade, agora o paulista estava de um lado com a expressão emburrada e o carioca estava de outro, a expressão igualmente fechada.

- Um problema a menos — disse o de olhos azuis.

- Pois é — concordou a catarinense, se recostando nos ombros do garoto e olhando com atenção para seu rosto.

- Sabe quem você está me parecendo? — perguntou, sem esperar uma resposta — Ludwig. Só que sem aquele cabelo empapado de gel.

O menino riu.

- Você me lembra a Hungria — comentou Diego — Só que tu é mais bonita.

A garota deu uma pequena risada e lhe deu um leve selinho de agradecimento. Aproveitando a chance, tímidamente, o loiro aprofundou o beijo, ato rapidamente respondido pela garota. As mãos da menina seguraram o rosto alvo de Diego com delicadeza, deixando o beijo apenas tímido e nada selvagem.

E obviamente, Rafael e Felipe sabiam disso. O que mesmo assim, não os impediu de pigarrearem, apenas para serem irritantes e atrapalharem duas inocentes almas. Catarina e Diego se separam, o menino visivelmente embaraçado, a menina, aparentemente brava.

- Isso é incesto, cara, você sabia disso, não é? — perguntou o paulista, cruzando os braços.

- Pelo amor de Deus, Rafael! Você sabe muito bem que ninguém aqui é irmão de verdade — disse a catarinense, exasperada.

- Isso não interessa, certo, Catarina? Nos consideramos irmãos e de certa forma temos a mesma mãe. É totalmente esquisito vocês ficarem e você sabe disso — respondeu o carioca, subindo uma das sobrancelhas.

- Não é esquisito e muito menos incesto, jumentos! Não é por que vocês dois tem problemas conjugais que vou deixar interferirem em nossa vida amorosa! — gritou a catarinense, puxando o gaúcho para se levantar — Adeus para os dois.

Marchando e arrastando seu gaúcho com si, Catarina se retirou da presença dos outros dois.

Rafael se virou para encarar Felipe com uma cara de incredibilidade.

- Meu, é isso que é a TPM? Que assustador, cara.

O carioca riu.

- Totalmente! Esses dois são realmente um problema.

- Pois é — respondeu o paulista, e até mesmo a pedra na frente deles conseguia sentir a ironia desse dia.

Notas finais
Antes que me chamem de anti-paulista/carioca, já aviso que sou de SP, mesmo. Mas eu achei bonitinho esses dois nervosinhos brigando :)
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!