Ele suspirou quando desceu da motocicleta, o cascalho estalando sob seus pés.

× × ×

Remy LeBeau tinha acabado de voltar de uma viagem a Paris quando seu pai pediu para fazer um trabalho. " -É importante que esta organização acredite na lealdade da Guilda. A Irmandade controla a maior parte do governo norte-americano, podem fazer qualquer coisa que quiserem." Foram as palavras duras de seu pai que tinham convencido Remy a ir na missão; ele amava sua família e faria qualquer coisa que pudesse ajudar.Decidiu levar sua Harley em vez de seu carro — ela era a única "mulher" que ele gostava de ver todos os dias — quando viajou para o Mississipi, para o bar onde teria uma reunião com a VP da Irmandade, a esposa do Líder. Mas antes ele tinha tempo para dar uma paquerada em mulheres bonitas em seus conversíveis. Ele suspirou quando desceu da motocicleta, o cascalho estalando sob seus pés.Aproximou-se do que parecia ser um depósito antigo de alguma casa de repouso, e entrou se perguntando se a mulher conhecida no mundo como "Mística" seria semelhante ao estabelecimento do qual era dona. Quando ele se aproximou do bar uma mulher entrou pela porta dos fundos. Sentando-se, ele ouviu o clique de seus saltos que o fizeram olhar por cima do ombro para se deparar com uma mulher com cabelo vermelho curto, vestida em um vibrante tailleur, azul listrado. Seu paletó era ligeiramente maior para esconder seu coldre de ombro, mas a saia era apertada, fazendo seu olhar descer por suas pernas longamente.Ela caminhou lentamente em direção a ele e lhe entregou um cartão.

- Gambit, eu presumo. , sua voz era baixa, quase sintonizada. Ele acenou com a cabeça e virou seu rosto completamente para observar a mulher perigosa. Mistica olhou para cima e para baixo duas vezes, e com um sorriso no rosto lhe entregou um envelope voltando para o quarto de onde havia vindo.O cartão dizia Darkhölme, Raven. Ela era casada com o líder, Magneto, e era possivelmente uma das mulheres mais assustadoras do mundo. Havia também rumores de que ela era lésbica, e que tinha um filho bastardo morando com um amante. Isso não eram problemas, aparentemente Magneto tinha três filhos espalhados ao redor do mundo, sendo líderes dos ramos da organização. Mas entre os rumores mais interessantes havia o de que Mistica sempre viajava com seu filho adotivo. Remy espantou os rumores para fora de sua cabeça e embolsou o envelope, já sabendo o que estava dentro. Ele olhou para o lugar que Mistica tinha ocupado alguns momentos atrás, e viu uma mulher muito jovem sentada do outro lado do bar. Seus olhos vaguearam por toda a beleza desconhecida. Ela era magra, mas tinha as curvas mais femininas que já tinha visto, seus cabelos medianos eram encaracolados com uma faixa branca estranha na frente. A faixa branca ficou surpreendentemente atraente quando ela a colocou atrás de sua delicada orelha branco creme, e ela era impecavelmente branca até onde ele podia ver através de suas roupas infimas. Usava shorts curtos com franjas rasgadas e uma blusa branca apertada, parecendo muito a vontade ali no calor do sul, enquanto bebia o que parecia ser chá gelado. E então, ela girou os olhos em sua direção.Remy congelou quando seus olhos vermelhos e preto encontraram os mais verdes olhos que já tinha visto. Eles eram mais de um tom esmeralda do que verde comuns, e eles eram simplesmente mais bonitos do que todas as esmeraldas que havia roubado juntas. Ela moveu os olhos de volta para sua bebida e tomou um gole, mudando um pouco a posição no banco. Remy levou um segundo para recompor-se, ele passou a mão pelos cabelos, enquanto reaprendia a respirar. Com um profundo suspiro final, ele se levantou e começou a andar em direção a beleza com o chá gelado.

- Que tal você deixar o cajun te pagar uma bebida de verdade, hum? Sentando-se ao lado dela ele disse com seu sorriso mais sedutor.

Ela se virou para ele e sorriu. - Desculpe, sugah, eu não tenho idade pra isso.

Remy teve que piscar algumas vezes antes que pudesse falar mais uma vez, esta belle sul havia tirado seu fôlego. - Qual é o seu nome, chére?

- Anna Marie é meu nome, sugah, e qual o nome do rato do pântano?

- Chére, rato do pântano não é uma forma digna para descrever esse cajun. O nome é Remy LeBeau, ele suavemente beijou o topo da mão de Anna, fazendo-a corar. Remy ergueu o rosto para que ficasse a polegadas do rosto dela e falou em um tom um pouco acima de um sussurro. - ...mas você pode chamar Remy do que quiser, enquanto estiver gritando de prazer.

Remy sentiu uma dor aguda espalhando-se por sua face esquerda e a belle agora estava parada com um olhar de raiva no rosto. Ela olhou para ele mais um momento antes de sair, seu corpo levemente roçou seu braço e perna e Remy teve que segurar um gemido. Ele agarrou seu pulso firmemente, mas não o suficiente para causar dor, ela olhou direto para suas íris vermelhas perdidas no preto, e ele atirou-lhe um olhar de desculpas. Seu rosto suavizou e Anna deu-lhe um sorriso doce antes de puxar o braço para fora do seu alcance e caminhar para a porta em que Mistica tinha se aventurado a minutos atrás.A tristeza tomou conta do homem quando ele pensou que talvez pudesse nunca mais ver essa mulher novamente. Com uma sacudida ele virou-se para o barman, que limpava seus óculos. - Ela é a mais belle femme que Remy já viu.

- Sim, é muito bonita, mas com certeza ela é uma menina triste, pobre senhorita Darkholme... O barman disse, balançando a cabeça.

- Mon chere é filha de Mistica?

- Sim, sua filha adotiva, a Rogue. É verdadeiramente uma pena que uma menina tão bonita como ela seja intocável.

- O que você quer dizer?

- Você realmente acha que os líderes da Irmandade deixariam sua filha se divertir, não importando que ela tenha quase dezoito anos? Ela nunca teve um relacionamento, eles não permitem.

- Mon Dieu, a femme nunca foi beijada! Remy terá que mudar isso, afinal Remy ficará naquela casa a partir de hoje. Ele sorriu diante da idéia que percorria sua mente, e se levantou para sair em um rompante.

- Boa sorte, cara! O barman gritou para Remy - Você vai precisar! Acrescentou em tom de sussurro.

- Non mon ami, Remy não precisa de sorte, ele é um arrasa corações, a femme não vai conseguir resistir. Ela irá tomber en amour* rapidamente. E deixou o bar escuro e vazio com um sorriso no rosto. Antes de chegar a sua moto ele abriu o envelope que havia recebido e retirou o endereço para a Mansão da Irmandade no Mississipi, em segida seguiu em direção a qualquer lugar que servisse um bom café da manhã.Tinha uma hora antes de chegar na mansão, e iria usar esse tempo a seu favor.


*Tomber en amour: Ficar caidinha

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.