Amor Puro

1 Capítulo 1 — O Silêncio de Forks


Notas iniciais
Oi, tudo bem? Sejam bem vindos a mais uma fanfic! Quero ressaltar que essa fanfic e Beward e se trata de uma sequência de histórias que estou criando sobre os diversos tipos de amor. Caso você queira entender melhor aqui está o link do primeiro volume: https://fanfiction.com.br/historia/793970/Amor_Sublime/


— Verei você em breve — disse Renée.

A voz da minha mãe ecoava na minha mente, repetindo-se como um disco riscado. Ela me abraçou forte, o cheiro do perfume de lavanda me envolvendo, e beijou meus cabelos. Aquela tinha sido a última vez.

A lembrança veio devastando meu peito enquanto eu olhava pela janela. Uma chuva forte castigava a pequena cidade de Forks, e minhas lágrimas acompanhavam o dilúvio lá fora. Fazia pouco menos de duas semanas que minha mãe havia falecido em um acidente, e o mundo que eu conhecia tinha desmoronado.

Desde então, fui obrigada a morar com meu pai, Charlie. A mudança repentina trouxe um desconforto que eu não sabia nomear. Estávamos no meio do semestre, e ser a "novata de luto" me tornava um alvo óbvio para olhares de pena. Havia apenas uma vantagem nisso tudo: o silêncio. Charlie não era de fazer perguntas. Ele respeitava minha dor com uma quietude que eu agradecia, sem tentar reprimir meu luto com palavras vazias.

Naquela manhã, o som da chuva me fez dormir além da conta. Acabei chegando atrasada, entrando no colégio quando o movimento já estava calmo. O segundo dia estava sendo um pouco mais tolerável que o primeiro. Jéssica — uma garota falante e entusiasmada até demais — se disponibilizou a me mostrar o colégio e não desgrudou do meu lado nas duas primeiras aulas. A escola era pequena; a quantidade de alunos fazia com que você encontrasse as mesmas faces o dia todo. Para quem tem amigos, era um paraíso. Para mim, era um inconveniente geográfico.

Quando entrei na aula de biologia, o Sr. Banner assinou meu cartão de presença com um aceno rápido e apontou para o único lugar vago na sala.

Com passos lentos, segui em direção à bancada no fundo. Sentei ao lado de um garoto que eu não tinha visto no dia anterior. Ele era... diferente. Suas feições eram perfeitas demais, a pele pálida como porcelana e os lábios rosados. O cabelo bronze estava perfeitamente desalinhado, como se ele tivesse acabado de sair de um ensaio fotográfico.

Ele não disse uma palavra. Por um momento, cogitei cumprimentá-lo, mas perdi a coragem assim que vi sua postura. Ele estava rígido, as mãos cerradas sobre a mesa, e seu olhar fixo na lousa parecia berrar: "Não fale comigo!".

Sempre tive dificuldade em conversar com garotos, e alguém tão magnético quanto ele parecia estar em um universo onde garotas estranhas e deprimidas como eu não existiam.

Assim que o sinal tocou, o garoto saiu voando. Ele desapareceu pela porta antes mesmo que qualquer outro aluno fizesse menção de levantar. Fiquei estática, sentindo uma pontada de ansiedade. Será que eu cheirava mal? Será que eu o tinha assustado?

— Você beliscou o Edward por acaso? — a voz de Jéssica surgiu atrás de mim, carregada de choque.

Pisquei algumas vezes, tentando voltar à realidade.

— Esse é o nome dele? Edward?

— Mesmo que esteja interessada, um conselho: não perca seu tempo — Jéssica declarou, enquanto caminhávamos para o estacionamento. — Ele não fala com ninguém. Edward Cullen não se interessa por nada que não seja o futuro dele. O único foco dele é a faculdade.

Recolhi meu material e fomos em direção à picape velha que Charlie tinha comprado para mim. Eu ainda me sentia insegura ao volante, mas em Forks, aquela picape era meu único refúgio.

— Como assim faculdade? — perguntei, confusa. — Ainda estamos no segundo ano.

— Ele é um prodígio ou algo assim. Edward está se preparando para entrar na Juilliard — Jéssica disse em um tom irônico, revirando os olhos.

Eu sabia que universidades de música como a Juilliard exigiam um desempenho sobre-humano, mas, pelo pouco que vi na aula, ele não teria problemas. Ele foi o primeiro a terminar a atividade de biologia, agindo como se tudo aquilo fosse um tédio absoluto.

Dirigi para casa sentindo o peso do olhar dele ainda gravado na minha pele. Naquela noite, pela primeira vez desde o acidente, eu não sonhei com a chuva ou com a perda. Eu sonhei com Edward.

Notas finais
Os comentários de vocês é o único contato que temos. Eu adoraria que vocês me dissessem qual é a primeira impressão! ❤️