Amor Por Aluguel
12 ღ Apaixonado Por Ela ღ
Notas iniciais
Anastásia Steele
Quando desço, deixo Maria brincando em seu quarto e vou preparar o jantar, Katherine e Elliot já estão aqui, Lana está dormindo nos braços de Elliot enquanto ele faz o dever. Resolvo não atrapalhar. Katherine e ele estão num ótimo clima para ser estragado.
CG está jogado no meio do chão, e Fifi está no sofá, olhando atentamente para ele. Balanço a cabeça e sorrio. O elevador apita e imagino que sejam as crianças, primeiro entra Lulu, correndo apavorada, então entendo seu pavor. Atrás Mia, Emma e Sophie entram trazendo suas mochilas e as coisas de Christian, que está sendo carregado por Taylor e Sawyer.
—Christian. —Digo assusta e corro até eles, que estão colocando Christian sentando no sofá. Ajoelho-me em sua frente e seguro sua mão. —O que aconteceu?
—Ele estava na entrada do prédio quando chegamos, acho que encheu a cara. —Taylor diz de uma forma dura.
—Tudo bem, Taylor, eu cuido dele agora. —Murmuro encarando Christian.
—Se precisar chame, Srta. Steele. —Taylor murmura saindo da sala com Sawyer.
—Ei, meninas, que tal lavar as mãos para o jantar? —Elliot diz se levantando com Lana nos braços.
—É verdade. —Katherine murmura. —Vamos levar o CG.
—Me levar? —Christian murmura com a voz enrolada. Katherine cobre a boca com a mão para esconder o riso.
—Fica quieto. Certo? —Murmuro tapando sua boca com a ponta dos dedos e ele dá um sorriso torto.
Katherine pega seus cadernos assim como Elliot, então eles saem da sala levando as mais novas. Christian me olha e dá um sorriso, depois fica com um olhar tão duro que meu coração se parte.
—Ei, o que você fez, danadinho? —Pergunto enquanto acaricio seu rosto, ainda ajoelhada em sua frente.
—Anastásia, eu sou uma má pessoa. —Christian murmura. Ele está tão vulnerável que é assustador.
—Não, claro que não. —Sussurro. —Você é uma ótima pessoa, só tem um passado ruim.
—Eu não queria ser assim, eu não era, mas depois que eu perdi elas duas...
—Elas quem, Christian?
—Eu as amava. —Christian diz começando a chorar. —Eu deixei elas morrerem naquele acidente. Foi tudo culpa minha.
—Não, eu aposto que não.
—Sim, foi. Eu sou uma má pessoa.
—Claro que não, Christian. Você é uma pessoa maravilhosa. Você tem problemas como todos.
—Mas você está brava comigo, assim como as crianças.
—Eu fico brava até com a minha sombra, não é culpa sua. As meninas, logo passa, elas adoram você.
—Mas e você? Você me odeia, olha só o que estou fazendo com você.
—Christian, eu nunca poderia odiar você. Entende? —Levanto-me um pouco e seguro seu rosto entre as minhas mãos. —Eu te adoro, entende? Por que você acha que eu te encho tanto.
—Mas você se casaria comigo? Mesmo não sendo por dinheiro?
—Você é um idiota! —Grito aproximando mais meu rosto do seu. —Eu não ligo para a porcaria do seu dinheiro. Nunca liguei. Eu me casaria sim com você, porque você a pessoa mais maravilhosa que eu já conheci. Entendeu?
—Ah, Anastásia.
Não entendo seu olhar, mas tudo faz sentindo quando ele segura meus pulsos e me puxa para mais perto. Seus lábios tocam o meu e posso sentir o gosto do rum. Solto um pequeno gemido pela surpresa, então sua língua invade minha boca, começando a procurar a minha. Isso não leva tempo. Elas logo se encontram e começam uma dança lenta.
Suas mãos percorrem minhas costas, às vezes dando leve apertões nos meus quadris e cintura. Meu coração está disparado. Há um leve suor na minha nuca, e eu não consigo me afastar, não consigo negar isso. Ele é a pessoa que eu irrito todos os dias, que eu adoro provocar. Ele é mandão e acha que não tem um bom coração, mas ele tem um ótimo coração. Tudo bem, ele age de forma errada as vezes, mas ele faz parte da nossa família agora, eu só queria que ele entendesse isso. Eu gosto dele. Gosto muito.
Christian afasta seus lábios dos meus e me puxa, deitando-me no sofá, ele fica por cima e continua a me beijar, pescoço, mandíbula, leve mordidas no lóbulo da orelha. Sua mão escorrega até a minha cintura, então ele a coloca por debaixo da minha camisa, subindo-a até meu seio. Então percebo como é errado isso.
—Não. Não. Não. —Murmuro afastando-o e posso ouvi-lo bufar.
—Você é minha noiva. —Christian diz fazendo beicinho quando arrumo minha blusa.
—Claro que sou. —Digo rindo e acaricio seu rosto. —Nós estamos na sala, e nós temos oito crianças.
—Maria. —Christian murmura com um olhar perdido. —Eu queria que ela fosse minha.
—Queria? —Sussurro quase muda, surpresa pelas suas palavras.
—Nós vamos nos casar, eu posso ser o pai dela. —Christian sussurra.
—Depois nós conversamos sobre isso, querido. —Vá tomar um banho, eu vou preparar um café forte para você, ok?
—Ok, querida. —Ele murmura com um certo carrinho.
Levanto-me e estendo a mão para ele, Christian sorri de forma maliciosa, mas antes que ela possa puxar minha mão, eu desvio dele. Gargalho então o ajudo a levantar. Christian passa o braço pelo meu ombro e se apoio um pouco, ele gargalha por algo que eu não sei, mas a sua gargalhada é linda, tão rouca e sexy.
Caminhamos pela sala, corredor e logo estamos a caminho do quarto de Christian, mas paramos quando Maria sai do quarto com Fifi nos braços e uma super carinha de sono.
—Oi filha. —Murmuro sorrindo. Ela me olha e arqueia as sobrancelhas para Christian.
—Maria. —Christian diz sorrindo e me solta, ela dá um passo e cai de joelhos na frente de Maria que me olha preocupada. Ela se aproxima de Christian e põe Fifi no chão, então usa as mãozinhas para apertar as bochechas dele e abrir sua boca, o bago de rum faz Maria fazer um nariz e logo em seguida fazer uma careta.
—Ele precisa de um banho, não acha? —Pergunto apertando o nariz e Maria dá um sorriso a contragosto.
—Não. —Christian diz choroso e puxa Maria para seus braços, mas ela começa a estapeá-lo. —Maria, não. Não me afaste de você. Eu preciso de você.
Christian solta Maria e segura suas mãos, ela encara ele assustada, chorando até, mas eu não acho que seu choro seja de medo.
—Eu amo você, Maria, eu amo você. —Christian diz fazendo-a arregalar os olhos. —Eu não queria dizer aquilo, eu não quis dizer que você não é diferente. Você é, você muito diferente. Você me faz sorrir. Eu passo horas pensando em você, e em te agradar, porque eu te amo. Eu sou um grande tolo, e ainda não sei lidar com muitas coisas, mas eu amo você. Amo.
Maria me olha, o queixo tremendo, lágrimas escorrendo, ela puxa suas mãos e encara Christian, então se joga em seus braços e começa a enchê-lo de beijos e cheirinhos. Observo tudo com os olhos repletos de lágrimas e sem ter o que fazer.
Christian solta Maria em algum momento e puxa minha mão, então me abraça e começa a me encher de beijos. Não faça nada, nem se quer retribuo. Ele vai acordar com uma ótima dor de cabeça e nem vai lembrar disso.
Quando Christian se acalma e nos solta, Maria me ajuda a leva-lo para o quarto. Ela me ajuda a tirar seus sapatos, blazer e a camisa, mas depois mando-a ir fazer o dever e continuo o trabalho duro. Ajudo-o em um banho, na verdade, após ele me molhar toda, acho que nós dois tomamos banho.
Deixo-o no quarto e preparo um café rápido, ajudo-o a tomar e depois fico com ele até que durma. Quando volto a sala, Elliot e Katherine estão servindo o jantar das crianças, caminho até o sofá e me sento, CG e Fifi se achegam e ficam brigando pelo meu colo, até que eu empurro os dois e vou amamentar Lana. As crianças ficam comigo depois do jantar, nós comemos a sobremesa que Mia fez, e assistimos TV, no fim todos acabam dormindo amontoados na sala. Não os acordo, apenas levo minha bebê para o berço e vou arrumar a bagunça que eles deixaram.
Lana passa a noite com cólica, muita cólica, então eu fico acorda por um longo tempo, até, as quatro da manhã, Christian entrar no meu quarto, tomar Lana de mim e levá-la, depois disso eu não a ouvi mais, sem a vi, e então eu finalmente consegui dormir.
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Olho no relógio e vejo que já são sete horas, levanto-me sentindo meus ombros pesarem pelo cansaço, coloco um vestido longo e caminho para fora do quarto, arrastando-me na verdade. Eu estou... cansada apenas. Muito cansada. Entro na sala e sinto minha cabeça girar um pouco, apoio-me no sofá, confusa, então noto que as crianças não estão mais aqui.
Esfrego meu rosto sentindo o peso aumentar, logo imagino que seja a noite sem dormir. Levanto-me e sinto meu estomago apertar um pouco, mas ignoro e vou preparar o café das crianças.
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Christian Grey
Abro meus olhos lentamente, sentindo o ótimo cheiro de café. Olho para o meu lado e sorrio ao ver Lana aninhada em meus braços, Maria abraça a minha cintura e Fifi jogada nos meus pés. Balanço os pés e Fifi acorda, ela dá uma leve mordida neles e sai da cama correndo. Reviro os olhos e acaricio as costas de Lana. Ela levanta a cama, sorrindo e deita novamente.
—Você está com sono, então? —Murmuro e ela me olha novamente. —Você deveria ter dormido à noite, sabia?
Lana ri e deita novamente. Balanço a cabeça sorrindo. Bichinha preguiçosa. Levanto-me com cuidado para não acordar Maria e vou levar Lana até seu berço. Anastásia não está no quarto quando entro, ela deve estar fazendo o café, imagino. Ponho a bebê no berço e a cubro, ela dorme rapidamente, então acabo observando-a por alguns minutos.
Ela é linda, como a mãe. Tem os mesmos traços. O nariz arrebitado, as bochechas rosadas. Ah, Anastásia. Lembro-me de tudo que houve a noite, depois que eu cheguei. Será que ela estava sendo sincera? Será que ela realmente se casaria comigo? Eu sei que ela não é o tipo interesseira, mas que seria capaz de gostar realmente de um homem como eu?
Acho que não, mas eu agradeço-a ainda assim, ela cuidou de mim ontem, e ela... ela apenas foi gentil. Ela não tem obrigação alguma comigo.
Volto ao quarto e vejo Maria dormindo, então decido acordá-la para que ela vá se aprontar. Pego-a no colo e saio do quarto com ela. Anastásia sorri quando entramos na sala, mas seu olhar não diz nada de diferente, então acho que ela deve estar pensando que eu não lembro. É melhor deixar assim.
Ponho Maria na escada e ela me chama com o dedinho, abaixo e ela dá um beijo na ponta do meu nariz, depois sai correndo. Balanço a cabeça e me viro vendo Anastásia olhar, ela balança a cabeça rindo e continua o que estava fazendo. Não falo nada, apenas volto ao quarto e vou me arrumar.
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Agora, pronto, eu sigo para a cozinha, ouvindo a barulheira de todos os dias. Caminho até o balcão e afago os cabelos de Luiza, é automático e nem percebo, mas ela sorri e parece gostar do gesto. Sento-me ao lado de Maria e dou um beijo em sua testa. Anastásia está em pé, com Lana em um braço e usa a outra mão para servir suco. Ela está meia pálida... na verdade, muito pálida. Seus lábios parecem ressecados. Por instinto eu me levanto, ela me olha confusa, então disfarço e vou até o armário pegar uma xícara, mas mal chego ao lado dela e vejo seus braços fraquejarem, seguro Lana rapidamente enquanto alguma das crianças grita assustada. Pego a Anastásia rapidamente com o outro braço e ela desaba, desacorda.
—Elliot. —Exclamo e meu irmão corre para pegar Lana. Ajeito Anastásia em meus braços enquanto sinto meu coração se apertar.
—Fiquem aqui. —Digo para as crianças que já estão chorando.
Corro para o meu quarto com Anastásia e coloco-a na cama, ajeito seu corpo e seguro seu rosto.
—Anastásia, querida, acorde. —Murmuro preocupado, mas ela não acorda. Deixo-a na cama e corre até a sala.
As crianças estão no sofá, todas apavoradas chorando muito. Elliot e Katherine estão tentando acalmar Lana e Maria, mas elas choram mais quando me veem.
—Está tudo bem. —Murmuro pegando Lana dos braços de Elliot e estendo a mão para Maria. —Elliot, peça um médico a Taylor, por favor.
—Está vem, Christian. —Elliot diz me olhando, posso notar a forma estranha como ele me olha, mas não sei ao certo por que.
Volto ao quarto com as filhas de Anastásia e coloco elas na cama, ao lado da mãe. Sento-me do outro lado e seguro sua cabeça, um pouco levantada. Ela geme, mas não está acordando. Sua pele está fria, muito, mas seu coração está acelerado, acelerado como o meu. Isso me preocupa. Talvez tenha sido uma queda de pressão, eu não sei.
—Ei, Maria, você quer ajudar a mamãe? —Sugiro e Maria balança a cabeça, ainda chorando.
—Certo, segure a cabeça dela assim. —Murmuro mostrando e Maria o faz. Ela fica de joelhos sobre a cama enquanto segura a cabeça da mãe. —Isso, querida, eu volto em um minuto, pode ser? Tente acordá-la, do jeitinho que você faz quando vai para a cama dela a noite.
Maria balança a cabeça e se curva um pouco contra a Ana, ficando com seu rosto a centímetros do dela, então começa a esfregar seu nariz no da mamãe dela. Levanto-me e pego Lana, saindo do quarto, ela ainda está chorando, não quero que veja a mãe assim.
Entro na sala e encaro as crianças, sem saber o que dizer.
—Christian, o médico vai chegar logo. —Elliot diz entrando na sala.
—Certo, obrigada. —Murmuro e encaro-o. —O que vocês iriam fazer hoje?
—A Ana ia nos levar ao cinema. —Sophie diz encolhendo os ombros.
—É claro. Elliot, Katherine, vocês poderiam fazer isso? Vocês podem ir ao parque também.
—Babá outra vez. —Katherine murmura suspirando. Ela me olha e parece preocupada, mas também com raiva, então se levanta e pega Lulu no colo. —Vamos meninas, nós vamos ter um dia muito bom!
—Katherine... —Sussurro.
—Não precisa me falar nada. —Ela diz me interrompendo. —Você não é nada meu, você pode ser o noivo da Ana, mas é só isso.
Ela se vira e sai andando com Lulu no colo enquanto Sophie e Emma a seguem. Suspiro e encaro Lana, ela me olha com os olhinhos cheios de lágrimas, nariz meio avermelhado e muito medo. Passo a mão em suas costas e ela deita contra meu peito, chorando ainda.
—Tudo bem, Chris, não fique bravo com a Katherine, ela é chata mesmo. —Mia diz me fazendo sorrir.
—Certo, garota. —Murmuro afagando seu cabelo e pela primeira vez a vejo me olhar com carinho. —Eu vou lá ver a Ana, segura.
Entro Lana a Mia e corro antes que a situação piore entre meus irmãos. Que coisa estranha... eu nunca fui... eles nunca foram... nós nunca fomos carinhosos um com os outros, e eles estavam sorrindo para mim? Tenho a leve impressão de que Mia me chamou de Chris... Chris? Anastásia é a única que me põe apelidos, eu estou ficando mole, não é?
Chego ao quarto e quando entro vejo Anastásia deitada, agora acorda, Maria está ao seu lado, fazendo carícias no rosto e nariz da mãe. Encosto-me na porta e sorrio. Estou começando a achar que o problema são elas. Com certeza são.
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