Amor Por Aluguel

9 ღ A Garota Por Quem Estou Apaixonado ღ


Notas iniciais
Meeeeeninas, estou de volta ^^ , to tão feliz que todas vocês estão gostando que to até gritando aqui! Espero que gostem de mais um ♥ Capítulo dedicado a Fernanda Cardoso ♥ ♥ , beijos meus amores ♥ Boa leitura ^^

Anastásia Steele

Abro meus olhos lentamente, com muito sono, tentando me lembrar onde estou, mas logo tudo fica claro, melhor, quando me viro para o lado e me deparo com Christian dormindo, Lana dormindo em seu peito e Maria sobre sua barriga, tudo realmente fica claro. Sorrio ao me lembrar o quão gentil ele foi, mas sei que não vai durar para sempre.

—Não encoste nelas. —Christian ordena quando só ameaço pegar Maria.

—Ah, desculpe. —Murmuro me levantando. —Acho que vou fazer o café então.

—Hm. —Ele murmura e parece voltar a dormir.

Levanto-me segurando o riso e saio do seu quarto, entro no quarto ao lado e vejo as crianças ainda dormindo, de uma forma estranha. Elliot e Katherine estão abraçados, Lulu e Sophia jogadas em cima deles e Mia dormindo para baixo com Emma, elas estão de mãos dadas. Não... eu não vou acordá-los, eu realmente quero ver Katherine gritando com Elliot quando eles acordarem assim juntinhos.

Saio do quarto e vou para sala, onde me deparo com Taylor entrando com um monte de caixas coloridas e várias sacolas.

—Taylor, você está me assustando, o que é isso? —Pergunto e ele ri.

—O Sr. Grey comprou ontem, Srta. Steele, é para as crianças. —Taylor murmura e agora me toco que Christian me deu satisfação apenas porque estava mentindo. Cara de pau!

—O que são essas coisas?

—Brinquedos, eu acho... e alguns aparelhos eletrônicos.

—Taylor, me fala. —Digo cruzando os braços. —Como lidar com uma pessoa como o Christian?

—Eu acho que todos deveriam perguntar isso a você. Você é a noiva dele. —Taylor diz sorrindo e recebe as últimas coisas.

Ele sorri depois de assinar alguns papéis e pede licença saindo da sala. Fico encarando as sacolas, e eu juro que deve ter mais de cem. Sento-me no sofá e fico encarando as sacolas. Isso é loucura, ele... ele não pode dar tudo isso as crianças. Levanto-me depois de alguns minutos e vou ao quarto, eu quero gritar com ele, mas... ele está dormindo de forma muito fofa com as minhas filhas. Talvez eu possa gritar mais tarde.

Volto a sala e dou uma olhada nas sacolas, percebendo que todas as coisas estão com nomes, nomes das crianças, até mesmo Elliot e Mia. Balanço a cabeça e me afasto de tudo, eu preciso fazer o café, hoje ainda é quinta, e as crianças não vão ter aula, eu... eu não sei como lidar com isso. Eles vão ficar o dia todo aqui, e agora não são apenas seis, são oito. Eu vou enlouquecer. Ao menos eles estão se dando bem...

—Eu odeio você! Nunca mais toque em mim! —Ouço Katherine gritar enquanto entra na sala marchando furiosa. Ela me olha e bufa. —Ele estava me abraçando.

—Ana, eu juro, eu não tive culpa. —Elliot entra atrás, desesperado. —Eu estava dormindo do lado da Mia, eu juro.

—Não, você estava me agarrando. ME. AGARRANDO! —Katherine grita, ela está realmente furiosa.

—Bom dia. —Murmuro rindo. —Katherine, você também estava abraçando ele pelo que vi.

—Você viu? Viu e não fez nada? Que tipo de irmã você é? —Katherine grita antes de subir as escadas correndo.

—Isso não foi legal. —Elliot diz se virando em direção as escadas.

—Ótimo dia para você também, Elliot. —Digo rindo. Emma e Mia entram na sala rindo e acho que estão imitando Elliot e Katherine.

—Bom dia, Ana. —As duas dizem juntas enquanto vão em direção as escadas.

—Bom dia, mocinhas. —Murmuro e logo vejo Lulu e Sophie. —Bom dia, docinhos.

—Bom dia. —Ambas dizem sonolentas e vão em direção as escadas.

—Quem estava gritando? —Christian diz entrando na sala, carregando Maria e Lana nos braços.

—Elliot e Katherine. —Murmuro rindo. Depois lembro que estou brava com ele. —Espera aí, você pode me explicar o que é aquilo?

—Bem... —Ele murmura envergonhado. —Você disse ontem que eles não tinham muitos brinquedos. Eu sei como é ruim querer algo e não poder ter, por isso comprei algumas coisas.

—Ah, Christian, isso foi fofo, mas não deve nem ter espaço para guardar essas coisas.

—Nós podemos comprar alguns baús. —Ele diz sem jeito.

—Certo... muito obrigada. Foi muito gentil da sua parte. —Sussurro me aproximando e pego Lana para dar mamá.

—Ana... você acha que eu posso levar a Maria para a empresa hoje? —Christian pergunta me pegando de surpresa.

—Por quê?

—Normalmente hoje seria o dia em que os pais levam os filhos para o trabalho.

—Tem isso na sua empresa? Você nem gosta de crianças. —Provoco e ele me olha sério.

—Mas meus funcionários por algum motivo gostam... e... agora há a Maria, eu queria leva-la.

—O que você acha, Maria? —Pergunto e ela me olha.

—Quer ir trabalhar com o Christian? —Maria me olha e sorri de forma fraca, depois balança a cabeça e deita no ombro de Christian. —Certo, mas saiba que ela adora as roupas dela, e o máximo que ela faz de diferente é usar o uniforme da escola.

—Eu não me importo, ela é especial desse jeitinho. —Christian murmura e eu sinto meus olhos marejarem.

—Certo... —Sussurro me virando para a cozinha, mas ainda posso ouvir Christian e Maria conversarem.

—Você vai gostar de trabalhar comigo hoje, bebê?

Ah, Christian, para de ser fofo! Você não é assim.

Enquanto preparo o café, ele fica balançando ela, feito um bebê, e enchendo-a de perguntas. Eu sei que é para animá-la, ela ainda está muito triste pela morte de seu gatinho, e acho que Christian está sendo um ótimo consolo, o melhor de todos.

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Christian Grey

Por algum motivo eu estou nervoso hoje, eu escolhi meu melhor terno, a melhor gravata, o melhor sapato, tudo isso para ela. Maria. Eu sei que não deveria estar acontecendo isso. Tem algo de muito errado comigo, mas eu estou encantada por ela. Toda vez que ela me olha... eu sinto que meu lugar é ao lado dela. Ontem quando eu a vi chorando eu sabia que tinha que cuidar dela, que tinha que protegê-la de todos os males que há no mundo. Eu quis a sua dor. Quis tomar sua dor de qualquer forma. Eu prefiro sentir a dor da perda mil vezes do que vê-la chorar outra vez.

Tudo me confunde. Anastásia. Suas irmãs. Sua filha. Eu sinto que deve proteger elas. Mesmo que a maioria me odeie por ser tão crápula. Eu já nem sei se conseguirei deixá-las partir.

Pego meu celular e saio do quarto ainda muito nervoso, as crianças estão na sala com Ana, abrindo as coisas que eu trouxe, mas Maria não está aqui.

—Ela está no quarto. —Ana diz rindo do meu nervosismo. Tudo que ela faz é rir de mim.

—Eu vou vê-la. —Murmuro indo para as escadas.

Caminho pelo corredor nervosamente. Eu não sei por que. Eu não ligo mais para nada. Eu realmente quero que todos me vejam com ela. Me vejam com essa garotinha tão especial que está roubando meu coração de uma forma inexplicável. Quando abro a porta tenho a visão mais lindo do mundo. Minha Maria está linda. Ela está na frente do espelho, se olhando. Ela estão tão... linda, em um vestido branco sem magas, cabelos presos de lado e com algumas presilhas de flores. É a garota mais linda do mundo.

Maria me olha pelo espelho e sorri. Ela se vira com cuidado. Ela é tão delicada que cada gesto seu parece uma leve pincelada.

—Você está pronta? —Pergunto e ela sorri olhando para os seus pés. —Você não gosta de sapatos, não é mesmo?

Maria ri e balança a cabeça, caminho até ela e a pego colocando-a sentada na cama, caminho até seu closet e pego uma sapatilha branca que combine com a sua roupa, volto até ela e me ajoelho para calcá-la.

—Quando eu era pequeno, eu não gostava de usar calças. Eu vivia correndo pela casa só de camisa e cueca. —Digo e Maria ri, mas não é um riso silencioso, ela gargalha me pegando de surpresa. Ana disse que ela não faz sons assim. —Engraçado, não é? Eu corri nu também, e minha mãe atrás de mim gritando ‘Christian, pare de ser louco e venha pôr a roupa’.

Novamente Maria gargalha, agora pondo a mão na boca. Sorrio e me levanto pegando-a no colo.

—Eu... amo ouvir você. —Sussurro e ela sorri me dando um abraço surpresa. Fecho meus olhos apreciando seu abraço por alguns bons minutos, depois sigo com ela para o nosso dia.

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Entro na empresa e Maria aperta a minha mão nervosamente. Já há algumas crianças com seus pais por aí, ela olha tudo atentamente, e em nenhum momento solta a minha mão. Todos estão nos olhando, olhando surpreso e até mesmo sorrindo. Eu também sorriria, é impossível não sorrir para ela.

Caminhamos até o elevador e um dos funcionários entra com o seu filho, ele deve ter a idade de Maria. Quando as portas se fecham ele sorri para ela que sorri de volta. Na hora eu sinto a raiva subir. Aperto a mão de Maria e ela me olha surpresa, achando graça. Logo o garoto sai com o pai e nós continuamos sorrindo.

—Nada de garotos. —Murmuro e ela gargalha de novo, então a raiva se ameniza e eu sorrio bobo. Chegamos ao nosso andar e eu saio segurando sua mão, exibindo-a a todos. Andrea e Olívia me olham surpresas, até mesmo Ross.

—Bom dia, Christian. —Ross diz se aproximando, ela abaixa na frente de Maria que sorri. —Bom dia, mocinha. Qual o seu nome?

—É Maria. —Digo quando ela me olha, esperando que eu responda. —Ela não fala.

—É mesmo? Eu juro ter ouvido alguém gargalhando no elevador. —Ross diz e Maria ri balançando a cabeça negativamente. —Sei... Christian, será que a Maria gosta de bolo? Hoje nós temos sobremesa para as crianças, bolo de chocolate.

—O que me diz, Maria? —Pergunto e ela balança a cabeça sorrindo amplamente. —Leve a minha sala, Ross, por favor.

—Certo. —Ross murmura se levantando.

Sigo para a minha sala, mas ainda posso ouvir Ross, Andrea e Olivia conversando e suspirando por Maria.

É, ela tem esse efeito.

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Estou trabalhando há algumas horas já, e não consigo para de observar Maria. Ela está desenhando algo e comendo seu terceiro pedaço de bolo. Eu espero que Ana não fique brava por isso. Ela ainda não almoçou, mas... eu deveria dizer não a ela? Isso é possível de alguma forma? Não, claro que não.

—O que você está desenhando? —Pergunto curioso, Maria me olha e ri, eu sei, eu já perguntei várias vezes. Ela deixa o lápis de lado e se aproxima com o caderno. —O que é?

Maria me entrega o caderno e eu me sinto tão idiota. Tão bobo. Somos nós, de costas, ela está em meus braços com a cabeça deitada em meu ombro, sei que somos nós, pelas roupas. Estou de terno no desenho, ela está com seu vestido branco e os pés descalços.

—Isso está lindo. —Murmuro com uma sensação estranha no peito. —É para mim?

Olho para ela, e ela balança a cabeça sorrindo docemente. Ponho o caderno em cima da minha mesa e a puxo para meus braços, apertando-a. ela leva alguns segundos, mas me evolve com seus pequenos braços. Não sei bem o que é, mas acho que ela está me cheirando. Ela se afasta e sorri.

—Você gostou do meu cheiro? —Pergunto e ela balança a cabeça rindo. Puxo-a novamente para meus braços e a cheiro. —Eu também gosto do seu.

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Por volta da cinco, quando olho para Maria, ela está dormindo tranquilamente no sofá da minha sala. Sorrio e encaro nosso desenho. Eu com certeza vou guardar para sempre. Ligo para Andrea e peço que ela venha a minha sala.

—Ela realmente está cansada. —Andrea diz quando entra. —No que posso ajudar, Sr. Grey?

—Andrea, eu quero que você mande enquadrar isso. —Murmuro lhe entregando a folha com o desenho. —Eu quero pendura aqui amanhã.

—Certo, Sr. Grey. —Andrea diz sorrindo. —Algo mais?

—Não, só isso, obrigada. —Digo calmamente e meu ‘obrigada’ parece pegá-la de surpresa.

Finalizo minhas coisas rapidamente e vou até Maria, coloco seu caderno e seus sapatos dentro de sua mochilinha e a ponho no ombro. Pego minha bebê no colo e saio da minha sala com ela. Me despeço das funcionárias e vou embora.

Quando estou em casa, atravessando a porta do elevador, de uma forma confortável me agrado com o som das crianças rindo e conversando e a gargalhada de Anastásia, tão parecida com a de Maria. Essa é outra mulher que me deixa louco. Entro na sala e todos ficam sérios, e eu percebo o que tenho feito com eles. Pobre Elliot e Mia, eles... eles precisavam de mim e eu sempre os mantive longe, mas eu vou tentar mudar isso. Eu sei que posso. Anastásia me mataria se eu fizesse de outra forma.

—Christian, oi. —Ana diz sorrindo. —Como foi?

—Ótimo... ela... ela tem uma linda gargalhada. —Murmuro e todos me olham como se eu fosse louco.

—Ela nunca gargalha. —Sophie diz.

—Eu não sei, mas eu a ouvi gargalhando muitas vezes hoje.

Anastásia me olha, me olha diferente. Ela está sorrindo e parece bem emotiva, e agradecida. Mas pelo que?

—Christian... as crianças têm algo a te falar. —Ana diz tentando esconder suas lágrimas. Katherine se levanta e sorri a contragosto para mim.

—Nós achamos você um idiota. —Katherine diz e todos tentam segurar o riso, mas eu não estou entendendo. —Mas... se você fez a Maria sorrir, e ela gosta de você, nós também gostamos.

Ana parece surpresa com as palavras da irmã, e acho que não era muito o que ela esperava que Katherine fosse dizer.

—Obrigada também, por todas as coisas, nós gostamos muito, Christian, foi gentil da sua parte, e até que você tem algo além de um bombeador de sangue. —Katherine e agora eu acabo rindo.

—Muito engraçadinha. —Sussurro e ela novamente sorri a contragosto.

—Pronto, eu não faço mais que isso. —Katherine diz sentando-se.

—Obrigada, Christian. —Ana murmura enxugando algumas lágrimas e por certo motivo isso mexe demais comigo.

Balanço a cabeça e saio em direção as escadas, levando Maria, chego ao seu quarto e a coloco na cama, tiro sua roupa com cuidado e a visto com um pijama, uma calça e blusa pretas que estão separados na poltrona. Não sei se ela vai gostar disso. Sento-me ao seu lado e começo a tirar suas presilhas, faço dois coques no alto da sua cabeça e a cubro depositando um beijo na pontinha de seu nariz. Sorrio quando me levanto e vejo seu cavalete com um desenho... é a minha imagem novamente. Eu não entendo como ela pode gostar de mim, mesmo eu sendo tão duro, mas o sentimento é muito reciproco.

Quando saio do quarto e volto a sala, todos estão muito animados, mas ainda há algo que eu tenho que fazer por Maria. Vou até Taylor e fico feliz ao ver que minha encomenda já chegou, pego com cuidado e volta a sala, recebo todos os olhares, é claro.

—Ah, meu Deus! —Mia grita sorrindo e eu me lembro do quanto adorava vê-la assim.

—O que é isso? —Ana pergunta surpresa.

—Eu pensei que Maria pudesse gostar... —Sussurro encolhendo os ombros.

—Ah, eu quero ver ele dando o cachorrinho para ela. —Emma diz empolgada.

—Se estiver tudo bem para o Christian. —Ana diz e eu balanço a cabeça.

Sigo para a escada e todos vêm atrás. É... meio estranho. Meio não. Completamente estranho ter tantas pessoas por perto e estar lidando bem com isso. Eu estou feliz com a presença deles. Muito. Entro no quarto e Maria ainda está dormindo, eu não quero acordá-la, mas... eu quero que ela veja seu novo cachorrinho.

—Ei... —Murmuro beijando a pontinha de seu nariz. Ela sorri e abre os olhos vagarosamente. Seus olhos se arregalam quando ela senta e vê o cachorro. Ela se sente e solta uma gargalhada enorme surpreendendo a todos. Entrego o cachorrinho e ela começa a abraça-lo e beijá-lo. —Você gostou?

Maria me olha e sorri, ela ajoelha e se aproxima me dando um abraço. Essa é sua forma de agradecer, e é a melhor de todas. Como eu faria tudo por ela. Que garota especial... a garota por quem eu estou apaixonado.

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Maria ^^