Amor Platônico
11 O sofrimento
Durante 3 meses, Beatriz ligou para aquele número, porém um dia ela se revoltou e não quis mas saber de nada. Ela estava muito mal, suas notas eram baixar, ela não saia na rua, não ia a shows de algumas bandas que gostava, não queria mas ver os clipes do Nx Zero que passavam na televisão, não ouvia músicas no computador. Estava muito chateada, ainda não tinha esquecido do que os meninos fizeram com ela.
Conrado estava no camarim cheio de meninas em volta, quando Di começou a cantar Apenas Mais Uma de Amor. Conrado se levantou e foi em direção a porta.-Cara, eu sei o que você pensou, foi nela.- Disse Gee. -Mas você não pode ficar assim toda vez que alguma coisa te lembrar ela.- Dizia Gee-Eu sinto falta dela, sinto falta das gargalhadas que ela me fazia dar.- Dizia Conrado.-Eu também sinto, Caco, mas eu não posso fazer nada. Já pensei em ir lá, mas a agenda não deixa.- Dizia Gee, com a voz triste.-Porra, eu sinto falta demais dela, demais mesmo Gee, você não imagina o quanto.- Conrado dizia isso olhando para o chão.-Você se apaixonou por ela, Caco?- Perguntou Gee.-Não, Gee.- Respondeu Caco, sem pensar. -Não dessa maneira.--Duvido, Caco. Olha sua cara...-Disse Gee.-Gee, e se eu estiver gostando? Ela está lá e eu aqui.- Disse Caco;Logo quando Gee ia dizer algo, chegou um homem forte, dizendo que estava na hora de começar o show...Mais meses se passaram, as coisas estavam ficando meia estranhas para Beatriz. Ela estava se sentindo muito mal, mas não contou para sua mãe. Até que um dia, enquanto estava na aula de ciências Beatriz desmaiou. E foi parar no hospital.-Filha, mamãe está aqui. Você vai ficar bem.- Dizia Tia Ana, passando a mão em sua testa.-Mãe, eu não quero viver. Eu quero morrer, me deixa morrer.- Dizia Beatriz, ainda tonta.-Não fala isso, meu anjo.- Dona Ana passava a mão em sua testa. E Beatriz dormiu.-Podemos entrar?- Disseram juntos Conrado e Gee.Dona Ana olhou sem acreditar. -Meus filhos, quanto tempo. Eu pensei que vocês não iam mas voltar.- Disse Dona Ana abraçando os meninos.-A Jayla me disse que ela estava no hospital e viemos para vê-la- Disse Gee, Caco estava sentado na frente da cama, olhando diretamente a menina.-Tia, ela ficou assim depois que a gente foi embora?- Perguntou Caco, ainda olhando para a menina.-Sinceramente, ela já ficou bem pior, meu filho. De uns tempos pra cá, ela deu uma melhorada. Ela ficou muito mal no primeiro dia, eu achei que ela fosse precisar de psicólogo.- Dizia Dona Ana. — E por que você deixou aquela bandana aqui, filho? Piorou muito a situação, ela não largava aquele pedaço de pano por nada. — Dizia Dona Ana, com o pensamendo longe. Como se um filme passasse em sua mente.-Eu queria que ela lembrasse de mim, que tivesse alguma coisa que a fizesse lembrar de mim.- Disse Dona Ana.-Mais do que ela já lembra, meu filho? A minha filha é doida por você e só você não vê.- Dizia Tia Ana, na sua calma habitual.-Tia, eu queria poder retribuir o que sua filha sente por mim, mas é complicado demais.- Dizia ele.-Eu sei filho, eu imagino que seja difícil pra você.- Tia Ana apertou bem de leve sua bochecha.-Tia, ela vai demorar muito pra acordar?-Perguntou Gee.-Ela está com anemia, filho. E o médico disse que ela tem que descansar.- Vou aproveitar que vocês estão aqui e vou tomar um café.- Disse Tia Ana.
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