Amor Platônico
9 O fim
Depois daquele lindo momento juntos, eles foram para cama, o sol já havia saido. Os três dormiram até a tarde, Beatriz foi a última a levantar. Conrado estava observando enquanto ela dormia. Até que Gee entrou no quarto.
-Caco, os meninos estão aqui, a gente tem que conversar.- Gee disse.
-Ta bom, eu já vou descer, mas eu acho que vou acordar ela, ela está assim desde que eu acordei.- Disse Conrado.
-Não, é melhor você vir logo.- Disse Gee.
Era difícil Gee falar assim, então Caco foi ver o que estava acontecendo. Todos estavam muito quietos e olhando para lugares diferentes.
-O que foi, galera?- Perguntou Caco.
-Caco, eu cancelei os próximos dois shows. Acho melhor a gente ir embora.- Disse Di.
Caco não acreditou no que ouviu, alguma coisa dentro dele não queria ir embora agora, não depois do que ouviu ontem, não depois do que causou ontem.
-Que, porque? — Perguntou Caco.
-Caco, a gente já causou muito estrago aqui, a Beatriz está mal, cara. É melhor a gente ir embora.-
-Não Di, vamo ficar cara, é importante pra mim. Não posso deixar isso assim.- Dizia Caco, tentando fazer Di mudar de idéia.
-Não adianta Caco, já está tudo resolvido. A gente vai embora hoje. E não vamos avisar a pequena, vai ser pior pra ela.- Dizia Di.
-Tia Ana, faz eles mudarem de idéia, eu não posso deixar a Bia assim, não assim.- Dizia Caco.
-Oh Filho, eu não posso fazer nada.- Dizia Tia Ana, consolando Caco. — Vocês voltam quando tudo estiver melhor, você sabe que eu sempre fico feliz em ver vocês aqui.- Dizia ela.
-Não Tia, eu vou falar com ela agora.- Caco se direcionou a escada.
Dani e Gee ficaram na frente dele.
-Cara, imagina como está sendo pra mim deixar a Bea aqui, ela é uma grande amiga pra mim, ela conseguiu isso em um dia. Não dá. Meu coração está partido, mas é o melhor a se fazer.- Dizia Gee, colocando as mãos nos ombros de Caco. -Você quer que ela chore toda vez que ver você ficando com alguém? Caco, a gente tem que ir antes de ela acordar, por favor, diz pra mim que você vai ir lá em cima pra poder pegar sua mala e que não vai acordar ela ! — Dizia Gee.
Caco abaixo a cabeça e assentiu. Foi lá em cima e pegou suas coisas. Caco deixou a bandana que ele estava usando no dia em que chegou embaixo do travesseiro de Beatriz e saiu do quarto com o coração na mão.
Jayla estava na sala chorando oceanos; Apoiava a cabeça no ombro de Diego, que fazia carinho nela.
-Calma, Jayla, a gente volta quando tudo estiver bem.- Disse Di
-Mentira, eu sei que vocês não vão voltar.- Disse ela baixinho.
-Você não acredita em mim? — Perguntou Di.
-Mais que tudo.- Disse Jayla.
-Então, eu volto pare ver vocês.- Di consolava a menina.
Caco desceu e ficou esperando na van, ele olhava pelo retrovisor e via a imagem da menina lá, deitava no colo de Jayla e chorando.
Todos entraram na van e foram de volta para São Paulo.
Fale com o autor