Amor Platônico

13 Aquele beijo bom


Beatriz estava se sentindo nas nuvem enquanto beijava Caco, aquilo, para ela, só podia ser apenas mais um sonho e quando ela acordasse ele não estaria alí e ela choraria novamente. Mas não era, era real. Conrado estava a baijando.

O aparelho que mostra os batimentos, mostraram que os batimentos de Beatriz aumentaram, o que fez Conrado sorrir entre o beijo. Enquanto se beijavam, ouviram um barulho. Era Gee entrando. Eles nessed momento pararam o beijo e olharam para a porta.

-Caralho, desculpa.- Disse Gee arregalando os olhos.

-Qual foi, Gee. Entra aí.- Disse Conrado.

-Não, eu vou tomar um ar.- Disse Gee olhando para Beatriz, que estava paralizada.

-Fica Gee, sério.- Disse Bia, ainda assustada com o beijo. Conrado a olhou e sorriu para Gee, num sinal de concordância.

-Isso, fica.- Disse Caco.

Gee estava com multi sentimentos nesse momento. Sentou na cadeira, ainda olhando para Bia. Ele estava assustado, feliz, com medo que sua amiga se machucasse depois, um pouco com ciumes por ter que dividir sua amiga.

-O que foi isso?.- Perguntou Gee.

-Gee...- Disse Bia, arregalando os olhos para ele. Conrado a olhou e riu.

-Eu conversei com a Bea, Gee. Enquanto ela me falava, meu coração queria ela. E eu o obedeci. Acabou que eu a beijei, mas acho que ela não gostou.- Disse Conrado, tentando fazer com que Bia olhasse para e. Funcionou.

-É o que?- Perguntou Bia. E Caco riu.

-Mas o que isso quer dizer Caco?- Perguntou Gee, com medo da resposta.

-Que se ela quiser manter um relacionamento a distância até ela completar 18 anos, eu namoro com ela.- Disse Caco para Gee.

-É o que?- Perguntou Bia.

-E isso quer dizer que você veio de São Paulo para beijar minha amiga e dizer que a namora se ela quiser. Um namoro a distância. Você sendo o baixista do Nx Zero e cheio de fãs malucas arrancando os olhos por você ..?!- Perguntou Gee.

-É isso mesmo, porque quando eu fiquei longe dela, metade do meu coração estava aqui. E isso não foi bom, eu não estava conseguindo ficar bem. Naquele dia no show, você percebeu e eu sei que todos da banda sabem.- Disse Conrado.

Beatriz estava olhando, ainda mais assustada e feliz por ouvir isso.

-Conrado, você é maluco, velho. A Bia mora do RIO DE JANEIRO e você em SÃO PAULO isso é loucura.- Dizia Gee. -Você sabe que se ela morasse em Sampa, eu seria o primeiro a entender e aceitar o namoro de vocês, mas ela mora aqui. Ela vai sofrer.

-É O QUE ?- Perguntou Bia, agora irritada. O que fez os dois cairem na gargalhada. -Eu não to achando graça. Que história é essa de namoro? E porque você está brigando com o Con, Gee ? E que fãs são essas?- Beatriz perguntou. E os meninos riram mais ainda.

Conrado se aproximou dela de novo e deu um beijo em sua testa. — A do namoro, é que eu quero namorar você Bea. Eu vim de São Paulo pra dizer isso. — Disse Con.

- E a das fãs você sabe... Um exemplo dela é você.- Disse Gee e mais risada.

-Eu não arranco os meus olhos pelo Conrado.- Disse Beatriz e Conrado a olhou. — Eu arranco os olhos de quem der em cima dele. — Disse ela com um enorme sorriso sarcástico no rosto. E mais risada.

-Por que tantos risos ? Lá de fora dá pra ouvir você, Gee...- Disse Dona Ana entrando no quarto.

Caco se levantou e deu um enorme beijo em Dona Ana.- Sogrinha, é que a Bea é muito engraçada.- Disse Caco.

-So... o quê? Oo — Perguntou Dona Ana.

-Sogrinha.- Disse Conrado, rindo.

Ela olhou para Bia, que estava sorrindo. — Como, namoro? E você mora em São Paulo! Deus meu...- Disse Dona Ana.

-Foi o que eu disse Tia Ana, mas nesse quarto de hospital ninguém me escuta.- Disse Gee.

-Pergunta pra ele, mãe. Eu aceito de qualquer jeito mesmo.- Disse Bia e Conrado beijou sua testa de novo. E Dona Ana olhou para Conrado.

-Mas filha, a gente ia pra São Paulo ano que vem, esse é seu sonho desde os 13 anos. Podemos ir antes de você completar 18. Um presente de aniversário de 18 anos adiantado. Que tal ? — Disse Dona Ana. — Mas eu não to com a renda em cima, filha. Temos que ir ver antes e tudo mais ... Você sabe. — Disse Dona Ana, meia desapontada.

-Mãe, eu não me importo. Eu moro até na esquina se for pra ficar perto do meu amor e dos meus amigos. AHHHHHHHHHHHHHH, não acredito... — Dizia Beatriz, ou melhor, quase gritava.

-Tia, eu ajudo você com o dinheiro, não vai me fazer falta.- Disse Conrado.

-Eu também ajudo Tia.- Disse Gee.

-Não, claro que não. Eu vou dar um jeito nisso e vocês vão guardar o dinheiro de vocês.- Disse Dona Ana.

-Tia, para de ser orgulhosa...- Disse Conrado.

-Não é orgulho, filho. Eu tenho dinheiro, só que uma casa em São Paulo é caro.- Disse Tia Ana.

-Então faz o seguinte. Vocês dormem lá em casa enquanto não arrumam uma casa e isso a senhora não vai negar. Nem tenta.- Disse Gee.

-Mas ... — Tia Ana começou a dizer.

-Não tenta, Tia.- Disse Gee.

-Ah, tá bom. Tudo bem. — Disse Tia Ana e os meninos aplaudiram.

Conrado deu um selinho em Bia e Gee veio a abraçar e depois abraçou Tia Ana.

-Tia, mas a senhora vai fazer aquele sanduba pra mim todo dia, né? — Perguntou Gee.

-HAHAHAHAHAHAHAHA. — Ria Dona Ana. — Claro que vou, filho...-