Amor Marginal

14 Capítulo XIV - Fim.


Notas iniciais
Eis aqui o último capítulo de Amor Marginal, meus queridxs! Eu tinha excluído essa, Soulmates e Escrito nas Estrelas, mas mudei de ideia hahaha. Eu acho que consigo sim dar continuidade a elas agora, só preciso fazer isso com calma e conto com a paciência de vocês. Postei mais duas fics novas, que não são Swan Queen. Uma é pequena, inspirada em um filme e o shipp é August+Emma (https://fanfiction.com.br/historia/692657/O_Amante_da_Rainha/) A outra fic que postei é um projeto que já está em andamento há algum tempo. É inspirada em Revenge, o personagem principal é o Killian e a história tem múltiplos shipps. (https://fanfiction.com.br/historia/692860/Revenge/) Uma leitora me questionou se não irei mais escrever fics SQ e a resposta é: talvez. Eu tenho duas fics SQ em andamento que pretendo continuá-las até o fim, e talvez eu venha a escrever outras, ainda não sei. No momento estou querendo explorar personagens masculinos e casais diferentes, até por causa da minha descoberta como homem trans. Espero que entendam e que deem uma chance aos meus novos trabalhos! Enfim, espero que gostem do final. Beijos.

EMMA SWAN

A noite do retorno

Eu e Regina não tivemos nem cinco minutos de privacidade. A campainha de casa tocou, era a polícia. Graham e Lily estavam tão chocados com a reviravolta da história quanto eu. Fomos à delegacia e Elsa apareceu. Ficamos as duas juntas do lado de fora de uma sala em que Regina era cercada por milhares de policiais, agentes federais e coisas do gênero. Todos ansioso para saberem sua história. Mesmo do lado de fora, eu e Elsa podíamos ouvir seu depoimento e cada palavra que saía da boca de minha adorada esposa me fazia gritar mentalmente: Mentirosa!

Era óbvio que Regina estava mentindo. Ela alegava ter sido sequestrada por Jefferson na manhã de nosso aniversário de casamento, mas não fazia sentido nenhum. E todas as provas e pistas que propositalmente a vadia deixou para me incriminar? Tudo não passava de uma mera coincidência? E como explicar aquele diário cheio de mentiras dizendo que eu a agredira diversas vezes e que Regina tinha medo de mim?

Contrariada e sem ter muito o que fazer, de braços cruzados eu observava minha esposa pelo vidro da porta. Regina estava sentada em uma cadeira de rodas com uma roupa de hospital após fazer alguns exames para confirmar suas denúncias de estupro vindas de Jefferson, e acreditem ou não, os exames deram positivo. Havia sêmen dele dentro dela e sua vagina estava ferida. Não me surpreenderia se os métodos de Regina para conseguir tais provas não fossem dos mais convencionais... Ela não era uma pessoa comum, logo, não poderíamos esperar dela menos do que o extraordinário.

De vez em quando seus olhos castanhos me alcançavam. Regina me encarava e apesar da falsa melancolia que ela escupia na face, dos machucados em seu rosto perfeito e das falsas lágrimas que desciam por suas bochechas, eu podia ver claramente o brilho de prazer, de triunfo. Regina estava me dizendo em um único olhar: Eu venci, marido.

Maldita desgraçada!

Elsa e eu nos entreolhávamos, mas não podíamos dizer nada. Estávamos em um zona perigosa, policiais passavam perto de nós o tempo todo e naquela altura do campeonato, qualquer passo em falso poderia acabar com nossas vidas. Mas eu podia ver em seus olhos claros o desespero, o choque, a indignação. Ela sabia tanto quanto eu que Regina era uma louca psicótica e que provavelmente tinha matado Jefferson a sangue frio, que tudo aquilo não passava de uma encenação, mas como poderíamos provar? Como poderíamos nos livrar de Regina? A pergunta que não queria calar dentro de mim é: Você realmente quer se livrar dela?

Não tinha tanta certeza sobre isso.

Ao longo do interrogatório, notei que Graham era o mais empenhado de todos. Ele fazia perguntas pertinentes que poderiam pegar Regina em possíveis mentiras, ele estava desconfiado. Desde o início eu soube que apesar dos pesares, Graham não acreditava que eu fosse uma esposa assassina, no máximo uma esposa homossexual desatenta e traidora. Ele indagava Regina com veemência, e minha esposa percebeu o quão ameaçador ele poderia ser, cortando seus questionamentos com palavras duras e ácidas.

O pior de tudo é que só Graham acreditava que pudesse haver outra versão para essa história toda. Os outros policiais e agentes só faltaram pegar Regina no colo e mimá-la após os dias terríveis que minha pobre esposa passou com Jefferson Collins. Tudo aquilo não passava de um grande teatro horroroso!

Quando Regina foi liberada, nada me restava a fazer senão ir para casa com minha esposa. Elsa ficou nos olhando partir com um olhar triste e ao mesmo tempo raivoso. Ela estava com ódio de Regina por ter voltado e consequentemente me arrancado dela, ao mesmo tempo que estava aliviada por saber que eu não seria morta.

— Será que você pode me dizer a verdade, Regina? — perguntei, tentando conter ao máximo minha raiva assim que atravessamos a porta de entrada.

— Você não ouviu meu depoimento para a polícia, marido? — sorria para mim, agora estava em pé e não parecia em nada a mulher frágil e debilitada da delegacia.

— Eu quero saber a história, esposa — murmurei. — A história. Nós dois sabemos que aquela não é a verdadeira história.

Regina continuava sorrindo, aquele sorriso perverso e vitorioso que me causava ódio e ao mesmo tempo amor. Ela subiu dois degraus da escadaria e me olhou por cima do ombro, era um olhar de desafio.

— Tire suas roupas e venha tomar um banho comigo — não era um pedido.

Ela não era nenhuma idiota, sabia que possivelmente eu poderia estar com algum microfone escondido para incriminá-la. Eu não conseguiria pegar Regina, não mesmo. Ela era muito mais esperta e determinada que eu.

A obedeci. Me despi e totalmente nua entrei no box junto com ela. Regina estava em baixo do grande chuveiro lavando seus cabelos escuros com shampoo caro. A água que caía de seu corpo tinha um tom de vermelho e pouco a pouco o sangue desaparecia no ralo. Eu fiquei ali, parada e distante o máximo que podia.

— Não vai me contar?

Após terminar de lavar seus cabelos, Regina se aproximou de mim. Eu congelei. Suas mãos tocaram meus ombros, eu sentia a palma delas massageando minha clavícula agora úmidas. Regina me olhava dentro dos olhos, aquele olhar profundo de quando nos conhecemos.

— Eu fiz o que era necessário ser feito — sussurrou sensualmente, selando meus lábios devagar e por mais que eu quisesse socá-la, não conseguia me mover. — Meu amado marido precisava aprender uma lição... — mordiscou meu lábio inferior e depois o lambeu devagarinho, eu podia sentir cada parte do meu corpo se acender com aquele toque. — E aprendeu direitinho — sussurrou em meu ouvido.

— Do que está falando? — perguntei agressivamente, agarrando seus braços e fazendo-a me soltar.

— Estou falando da entrevista incrível que você deu! Eu fiquei sem fôlego, sabia? Quase não acreditei. Sua atuação foi impecável! Você me pediu para voltar, para salvar sua vida, e eu voltei. Mas eu quero aquela Emma. Foi com ela que me casei!

— Você é completamente louca... — soltei um suspiro descrente.

— Nossas loucuras são compatíveis, você bem sabe disso, marido.

Ela me olhava com sua cara de puta mais explícita e não resisti. Puxei Regina para meus braços e mordi com força sua boca carnuda, fazendo-a choramingar. Senti o gosto de ferrugem de seu sangue e meti minha língua dentro de sua boca, beijando-a como uma desesperada, como se fosse engoli-la. Regina agarrou-me pelos cabelos e me puxou, se encostando na parede do box. Suas mãos desceram, ela apertou meus seios com força, deslizou até minha cintura, seus apertos eram firmes e possessivos; como eu havia sentido falta daquele toque.

— Me leve para nossa cama — sussurrou com nossos narizes rentes — Agora!

Eu obedeci. Desliguei o chuveiro às pressas, abri a porta de vidro do box com cuidado e quando já havíamos saído da mesma, ergui Regina pelas coxas e a carreguei até nosso quarto. Ela beijava todo meu rosto como uma mãe beijava o rosto de seu bebê, de maneira carinhosa e exagerada, me passando uma sensação que eu não sentia há muito tempo: sou amada. Eu sou amada por Regina. Podia ser de um jeito absurdamente anormal, mas eu era amada por ela.

Em dois instantes Regina me dominou. Me colocou de bruços, mordeu minha nuca, puxou meus cabelos e foi mordiscando cada canto das minhas costas sensíveis. Suas mãos me tocavam com posessão, apertando minhas coxas e nádegas. Regina me puxou com força pelo quadril, me erguendo, obrigando-me a ficar de quatro e me invadiu com dois dedos ágeis que pressionaram meu ponto de prazer por dentro. Soltei um gemido alto, ou melhor, berrei. A sensação de ser preenchida pela minha verdadeira dona era única e me causava arrepios na alma.

— Como eu senti falta disso — ela gemeu em meu ouvido, seus dedos movendo-se poderosamente dentro de mim — Da sua buceta, de você...

Regina era erótica, pornográfica, vulgar, sensual. Ela era tudo e nada ao mesmo tempo. Um verdadeiro furacão que me invadia — literalmente — com força. Cada palavra sua sussurrada ao pé do meu ouvido só servia para me excitar mais e mais. Eu sentia meu interior jorrar, um calor crescente e formigante que começava no pé da barriga e alcançava até minha última célula. Deus, como eu amava ser fodida por Regina!

— Eu também senti falta de te sentir — confessei baixinho entre um gemido e outro.

Agora eu estava deitada e Regina se deitou de bruços ao meu lado. Sua mão direita ainda entre minhas pernas, me estimulando por dentro e por fora, seus dedos tocando com precisão meu sexo que queimava por ela.

— Vem aqui.

Ela retirou sua mão de meu sexo e com a mesma tocou meu rosto, me lambuzando com meu próprio mel. Regina puxou-me pela nuca e me beijou profundamente. Eu a abracei e ela deitou sobre mim. Minhas pernas se enroscaram ao redor de sua cintura e estávamos tão coladas que eu podia sentir sua pele roçar vez ou outra em meu sexo.

— Sabe do que mais senti falta? — ela perguntou em um tom extremamente rouco ao afastar nossas bocas.

Balanço a cabeça em negação.

— De chupar sua bucetinha melada.

Solto um gemido alto só de ouvir tal resposta.

— Quer sentir minha boca de novo passeando por ela? Te chupando toda? — Regina estava me provocando e eu adorava isso, por mais que não admitisse em voz alta.

— Regina! — resmunguei — Vai logo!

Ela riu e mordeu meu pescoço com força, desceu e abocanhou um de meus seios. Ela afastou mais minhas pernas e começou a me masturbar em movimentos circulares, o que me deixou toda inquieta e ansiosa.

— Não faz isso... Eu quero sua boca! — reclamei como uma menina manhosa.

— Você terá.

Regina desceu em uma velocidade inconcebível para mim naquele momento e me devorou, cobrindo meus grandes lábios com sua boca carnuda e deliciosa. Sua língua brincou na minha entrada e me penetrou, fazendo-me gemer ainda mais. Depois ela subiu até meu clitóris e começou a pincelá-lo como se pintasse uma obra de arte.

No ritmo em que estávamos, não preciso dizer que transamos a noite inteira e que Regina me fez gozar inúmeras vezes feito louca. O que era totalmente estranho, para não dizer assustador. Depois de minha esposa sumir por um mês, propositalmente para me culpar de seu falso assassinato, ela retornou ferida, "estuprada" e pronta para resgatar nosso casamento, fazendo sexo comigo por horas a fio como se estivéssemos em lua de mel.

No meio da madrugada eu acordei, estava totalmente nua e ainda êxtasiada. Regina não estava ao meu lado na cama. Me levantei e alcancei um roupão branco, o vesti depressa, amarrando seu cinto e saí sorrateiramente em busca de Regina. Ela não estava no andar de cima, então desci as escadas lentamente e vi uma luz acesa, a luz do abajur da sala. Regina estava usando só uma calcinha preta de renda, os seios nus ficavam ainda mais bonitos daquele ângulo. Ela estava sentada em sua poltrona favorita, uma poltrona que nos acompanhou desde Boston, só ela se sentava ali, como uma verdadeira rainha. Estava de pernas cruzadas e segurava uma taça de vinho em mãos. Antes que eu descesse o último degrau da escada, como se sentisse minha presença, ela disse:

— Deveria estar descansando.

— Você que deveria estar. Acabou de voltar... — murmurei, acabou de voltar do seu passeio assassino, pensei em dizer, mas não disse. Desci o último degrau e caminhei até a sala.

— Estou pensativa — ela olhava para algum ponto em nosso chão. — Temos que conversar amanhã, repassar toda a história e os pontos importantes, não podemos cometer erros, temos que fazer todos acreditarem em nossa história.

— Na sua história — ao corrigi-la, recebi um olhar predatório — Foi você quem criou tudo isso.

— Mas você faz parte, querida. E se eu cair, você cairá comigo — seu tom era ameaçador, embora ela sorrisse. — Mas não é isso o que queremos, não é? Terminar nossos dias atrás das grades, provavelmente separadas uma da outra.

— Nossa relação é doentia — soltei um suspiro longo e sentei no sofá, de frente para ela. — Provavelmente mandariam nos internar em um hospital psiquiátrico.

Regina gargalhou como eu não a via gargalhar há meses, talvez anos.

— Seu senso de humor continua magnífico, meu marido. Venha cá — ela colocou sua taça na mesinha ao lado de sua poltrona e bateu as mãos em suas coxas. — Sente-se aqui.

Eu a olhei receosa e não me movi.

— Não tenha medo de mim, eu não vou machucá-la. Jamais faria com você o que fiz com Jefferson — comentou em tom sombrio, e apesar de sentir calafrios só de imaginar o que ela fez, eu sabia no fundo que Regina estava dizendo a verdade.

Me levantei e prontamente a obedeci, me encaminhando em sua direção. Sentei de lado em seu colo e ela me envolveu em seus braços, sorridente. Era absurdo como eu conseguia me sentir bem, segura e ao mesmo tempo amedrontada nos braços daquela mulher.

— O que vai acontecer agora? — perguntei baixinho, lhe encarando profundamente.

— Nós retomaremos nosso casamento, voltaremos a ser um casal feliz. Para isso funcionar, você terá que fazer tudo o que eu disser, terá que assumir que me empurrou e os gastos que inventei, só assim nossa história terá crédito. Você se arrependeu do que fez, da traição, e eu te perdoei e decidimos nos dar uma segunda chance — falava friamente, como se tivesse calculado tudo, e eu tinha absoluta certeza de que sim.

— É isso o que você quer? — me soltei de seus braços e me levantei, estava um pouco irritada. — Continuar comigo depois de tudo? Eu te trai, você mentiu, eu menti, nós nos machucamos, tentamos uma controlar a outra... Isso não pode ser bom.

— É isso o que nós fazemos, querida — murmurou — Isso se chama casamento. Nós mentimos, brigamos, nos ferimos, queremos ver quem terá a palavra final, mas no fim nos amamos. Eu te amo — olhou dentro dos meus olhos. — E sei que no fundo você ainda me ama também.

Eu fiquei hesitante com sua afirmação, porque não tinha mais certeza de nada aquela altura do campeonato. Depois de todo o ódio que senti dela, de achar que morreria por sua causa, de ter ficado um mês naquela situação horrível e principalmente depois de ter amado Elsa carnalmente, eu não sabia mais o que fazer com minha vida ou com meus sentimentos.

Vou dizer o que aconteceu depois disso: eu obedeci Regina, confirmei cada mentira sua diante das câmeras e dos jornalistas que insistiram em nos perseguir durante os meses seguintes. Demos algumas entrevistas, inclusive a um programa de televisão e lá estava eu fingindo sorrisos, abraçando e sendo o marido dedicado e amoroso que deveria ter sido desde sempre. E apesar de desejar e precisar de Regina, eu a odiava e queria fugir ao mesmo tempo. Queria fugir para bem longe, mas não tinha como. Não havia alternativa.

Elsa e eu acabamos nos afastando, especialmente depois de uma noite que fui visitá-la e disse que não pretendia deixar Regina. Sua raiva e rancor lhe fizeram me dar um tapa na cara e me dizer coisas horríveis. Elsa tinha razão. Eu não era uma boa pessoa, não era uma boa irmã e definitivamente não merecia nada de bom, e isso incluía Elsa.

REGINA MILLS SWAN

Dez meses, duas semanas e seis dias após o retorno

Dizem que o amor deve ser incondicional. Essa é a regra, todos acreditam. Mas se o amor não tem fronteiras, não tem limites, não tem condições, por que a pessoa deveria tentar fazer a coisa certa? Se eu sei que sou amada não importa o que aconteça, onde está o desafio? Devo amar Emma apesar de todas as suas deficiências. E Emma deve me amar a despeito de meus caprichos. Mas obviamente nenhum de nós o faz. Isso me leva a pensar que todos estão muito errados, que o amor deveria ter muitas condições. O amor deveria exigir que os dois parceiros dessem o melhor de si o tempo todo. Amor incondicional é um amor indisciplinado, e, como todos vimos, amor indisciplinado é desastroso.

Quando percebi que Emma estava prestes a explodir e que nessa explosão nós duas iríamos pelos ares junto com nossa história, articulei outro plano infalível e engravidei de seu óvulo coletado na clínica sem que ela soubesse. No dia de uma de nossas entrevistas, eu lhe presenteei com o teste de gravidez e um documento que comprovava que eu havia me fertilizado na clínica com seu óvulo. Nós seríamos mamães!

Maternidade!

O parto está marcado para amanhã. Amanhã por acaso é nosso aniversário de casamento. Sexto ano. Ferro. Pensei em dar a Emma um belo par de algemas, mas ela não pode achar isso engraçado ainda. É muito estranho pensar: há um ano, eu estava desfazendo meu marido. Agora quase acabei de remontá-lo.

Ela passou todo seu tempo livre nos últimos meses cobrindo minha barriga com hidratante, correndo atrás de picles e massageando meus pés, e todas as coisas que bons futuros pais — no caso mamãe — devem fazer. Me paparicando. Ela está aprendendo a me amar incondicionalmente, sob todas as minhas condições. Acho que enfim estamos a caminho da felicidade. Finalmente descobri como.

Estamos prestes a nos transformar na melhor e mais brilhante família nuclear do mundo.

Só precisamos sustentar isso. Emma ainda não aprendeu perfeitamente. Esta manhã ela estava acariciando meus cabelos e perguntando o que mais poderia fazer por mim, e eu disse: "Meu Deus, Emma, por está sendo tão maravilhosa comigo?"

Ela deveria dizer: Você merece. Eu te amo.

Mas disse: "Porque sinto pena de você."

"Por quê?"

"Porque toda manhã você tem de acordar e ser você."

Eu realmente, verdadeiramente gostaria que ela não tivesse dito isso. Fico pensando nisso. Não consigo parar.

Não tenho mais nada a acrescentar. Só queria garantir que eu tivesse a última palavra. Acho que fiz por merecer.

Você chegou ao fim do livro. Parabéns!