Amor & Maldição

12 XII: natureza errante


Notas iniciais
Adimos: acrescentamos.

— Encontrá-la... — pigarreou Bram, balançando-se sobre os cascos. — Seria assim tão ruim? Você poderia voltar a ser humano. E adimos: isso seria bom para você.

— Eu estou bem — resmungou.

— Ah, é claro! Vê-se pelo seu bom humor! — ironizou. — Ser uma criatura errante, quase um morto-vivo... fragmentado em suas duas naturezas, anestesiado para os bons sentimentos e atormentado pelos ruins... Parece ótimo!

— Chega! — pediu.

— Nem todas as mulheres são como a Rainha Louca...

— Catriona — corrigiu Ardan. Porque antes de ser corrompida pela ganância e por Kraus, antes de se tornar a Rainha Louca, ela fora Catriona. O amor da vida dele.

Notas finais
Oi, gente! Que delícia! Um verbo conjugado no presente e na primeira pessoa do plural! Amo! (sorte o significado não ser dos piores). Eis que descobrimos um pouco da maldição do Ardan. Ele é meio alguém que está vivo, mas não deveria. As duas naturezas dele, humana e divina, se chocaram. Então, enquanto dura essa maldição, ele é imortal como uma divindade, mas vulnerável como um humano. E ele não consegue sentir nada bom, alegria, prazer, paz. Em compensação, as coisas ruins o afetam bastante. A maldição dele lembra um pouco a maldição ali do primeiro filme de Os Piratas do Caribe, quem lembra? Não exatamente igual, mas lembra. Acho que a única coisa boa que ele conseguia sentir era curar as pessoas (e ter ficado afastado disso tanto tempo só tornou sua existência mais difícil). Nos próximos capítulos vamos entender tudo sobre o Ardan, porque não aguento mais essa coisa de "ai o que aconteceu?". Chega! HAHAHA. Não é como se tivesse capítulos infinitos para isso. Quero me livrar disso para focar no romance em si. Beijos e até a próxima :*