Amor & Maldição

3 III: um risco desnecessário


Notas iniciais
Ulna: um dos ossos que formam o antebraço, sendo o maior deles. Também conhecido como o osso do cotovelo.

Ao som daquela voz, o animal virou a cabeça fétida e Ardan pôde ver a silhueta de uma mulher, a alguns metros de distância, segurando um arco e flecha.

Idiota”, pensou Ardan. Ele não valia o risco.

Ainda assim, estava grato pela interrupção. Isso o daria algum tempo.

Uma flecha voou na direção deles, mas só acertou a ulna do Infernal.

— Droga! — praguejou a jovem, parecendo surpresa por errar o alvo. Ela levou uma mão à alvaja. — Ah, merda! Merda!

Ardan, então, compreendeu que teria que agir rápido. Ela estava sem munição e o Infernal, enfurecido, corria na direção dela.

Notas finais
Oi, gente! A palavra foi favorável, mas estou satisfeita com o capítulo? Claro que não. A moça, quem quer que seja, parece uma daquelas protagonistas imbecis de filme de terror que caem na raiz de uma árvore durante uma perseguição? Sim! Afinal, como ela se intromete tendo uma única flecha? Mas, em defesa dela, ela provavelmente é boa no arco e flecha e não achou que erraria (e nem tinha se dado conta de que aquela era a última flecha também). HAHAHA. Eu tentando justificar as burrices dos meus personagens. Mas que mocinho deixaria alguém morrer em nome da autopreservação, né? Aí não seria mocinho. Mocinho tem que salvar um desconhecido mesmo que isso o coloque em risco. Beijos e até a próxima :*