Amor Escondido

4 Capítulo 4 - Última Chance


Notas iniciais
E ai galera! Como estão?! Desculpa por ficar esse tempo sem postar, as coisas da escola apertaram e não teve como postar antes.
Quero dedicar inteiramente a todas as leitoras, obrigado por todos os comentários maravilhosos, fico radiante com cada um deles.
Bom, é isso ai,leiam as notas finais e Boa Leitura!

Pov. Rosalie

Dois anos. Você sabe o que é estar apaixonada por um cara á dois anos e ter 90% de certeza que ele também gosta de você, mas nenhum dos dois se declararem? Pois é, eu estou perdidamente apaixonada por ele: Emmett Cullen, o cara que roubou meu coração, o cara que invade todas as noites os meus sonhos, que me tira o fôlego todas as vezes que o vejo. Mas que até hoje ainda não chegou em mim, para se declarar. E isso já está acabando com a minha paciência.

Resolvi então, voltar para o Brasil. Lá pelo menos tem uns caras que se se estão afim de você, eles chegam logo. Mas antes de voltar, irei dar uma ultima chance para o Emmett, estou a caminho de sua casa, se ele não chegar logo em mim eu vou ir embora e me divertirei com os brasileiros.

Se eu fosse outra garota até que eu mesma chegaria no Emmett, mas eu quero que ele mostre a sua coragem. Meu pai é um muito ciumento e quando se trata de mim a dose duplica, portanto, os garotos que o conhecem e principalmente os que trabalham na empresa, morrem de medo de chegar em mim quando o assunto se trata sair comigo. É claro que o Emmett tem um crédito a mais, ele é muito querido do meu pai, os anos em que passei fora, ele foi um verdadeiro filho para o Sr. Carlisle. Talvez seja por isso que ele não chega em mim logo, talvez tenha medo de meu pai perder o grande carinho que ele tem por ele. Mas eu sei muito bem que isso não aconteceria, pois meu pai é muito esperto e ele tem certeza que o Emmett gosta de mim, e o melhor de tudo ele apoia 100% eu e o Emm. Pensar em nós dois me deixa ansiosa, tenho medo dele não fazer nada hoje e eu ter que ir embora daqui...

O transito está meio lento hoje, paro o meu carro – uma Ferrari conversível vermelha – no semáforo e me lembro da semana passada, quando Emmett apareceu do nada e me protegeu daquele tarado, eu fiquei TÃO feliz e surpresa, eu realmente pensei que ele iria me contar de seus verdadeiros sentimentos por mim (se é que ele gosta de mim mesmo), mas me enganei. Depois veio aquela quarta- feira lá na empresa, eu tive a feliz ideia de pregar uma peça nele e eu amei ver o Emmett preocupado comigo, ele ficou muito lindo e fofo, quando viemos embora, eu jurava que ele ia me beijar... Mas nada aconteceu. E como você acha que eu fiquei? Eu fiquei queimando de raiva, passei o resto da semana nervosa com ele, e por isso eu não quis procura-lo e nem vê-lo. Então nesse tempo que eu fiquei com raiva, minha prima me ligou e me convidou pra voltar pro Brasil, eu disse pra ela que vou dar pra ele essa última chance, se nada acontecer, então: “Brasil se prepare, pois Rosalie Hale está voltando”. Eu amo o Brasil, amo o clima, amo as paisagens e as praias, amo o jeito maravilhoso dos brasileiros e o melhor de tudo é que a minha prima Nikki – que eu considero como uma verdadeira irmã – mora lá e quando nós ficamos juntas... Ai não tem quem nos segura.

O semáforo finalmente abre e viro a esquina, sigo reto, o apartamento de Emmett está logo à frente, paro minha Ferrari e respiro fundo, agora seja o que Deus quiser.

Passo pela portaria e como eu já conhecia o segurança ele me deixa entrar, pego o elevador e desço no ultimo andar, viro à direita, paro de frente ao apartamento de Emmett, respiro fundo mais uma vez e bato na porta. Depois de alguns longos segundos o deus grego Emmett abre a porta e me olha espantado e eu abro o meu melhor sorriso para ele.

- Buu – Eu digo, fazendo garras com as mãos, depois d’ele ficar me olhando com cara de bobo.

- Rosalie? – Ele me pergunta surpreso.

- Quem mais seria? – Eu pergunto piscando.

- Sei lá... – Ele fala meio confuso – Vamos entre.

- Pensei que ia me deixar aqui plantada na porta – eu digo rindo, ele também ri — Nossa! Seu AP é bem legal. – Eu digo assim que entro e observo como o apartamento é bonito e bem organizado.

- Ah, valeu! – Ele diz sorrindo – Você sabe que foi seu pai quem me ajudou a compra-lo. – eu reviro os olhos, porque ele sempre tem que meter meu pai no meio?!

- É eu sei, mas ele não teria feito se você não fosse um ótimo funcionário e acima de tudo um verdadeiro amigo para ele. – Eu digo.

- Valeu, mas seu pai é um cara muito legal e generoso, se não fosse assim eu nem teria conseguido aquele emprego – ele rebateu.

- Ok, ok – eu disse levantando a mão em forma de redenção, ele riu – e falando no sr. Carlisle, foi por isso que eu vim aqui – “mentira, não foi só por isso não, eu vim aqui pra você se declarar logo” eu acrescentei em pensamento.

- Bom, meu pai me pediu pra te avisar, que segunda-feira e o resto da semana e talvez a seguinte, você terá que ir mais cedo pra empresa, pois vai ter vários papeis pra você assinar e enviar para Las Vegas, pois ele foi viajar com minha mãe para a Inglaterra...

- Que? Como assim? Inglaterra? – Ele me interrompeu.

- Você sabe muito bem como minha mãe é, ela já havia comprado as passagens algumas semanas atrás e fez uma surpresa para ele. Acho que eles vão ficar por lá mais ou menos umas duas semanas, enquanto isso a empresa fica por sua responsabilidade.

- Minha responsabilidade? – ele disse fazendo cara de coitado.

- Claro ué, você é o cara que meu pai mais confia. – Eu disse piscando.

- Ah, qual é Rose – ele falou meio constrangido, eu tentei mudar de assunto. – Nossa, que cheiro bom é esse?

- Pizza, você gosta? – Ele disse, seguindo para a cozinha.

- Tá de brincadeira! É claro que eu gosto, quem não gosta??!

- Então vem, vamos comer – Ele disse sorrindo.

A cozinha não era muito grande, mas estava muito bem organizada. Ele foi até a geladeira e pegou uma coca- cola.

- Pode se servir, fique a vontade – Ele puxou uma cadeira para mim.

- Obrigada – eu disse rindo – Humm, a pizza parece deliciosa.

- Pois é — ele ri.

- Como você adivinhou que eu vinha? Ou estava esperando outra pessoa – eu pergunto me servindo.

- Não sabia que você vinha e nem estava esperando ninguém, é que eu fiquei com preguiça de fazer comida, ai resolvi pedir uma pizza – Ele respondeu.

- E você cozinha? – eu perguntei curiosa.

- Claro, tem que aprender quando se mora sozinho – ele respondeu e logo depois também se serviu com um pedaço de pizza.

- Interessante... E quando pensa me convidar para experimentar sua comida?

- Quando você quiser, é só marcar o dia. – Ficamos em silencio, até que eu falei:

- Sabe Emmett, você devia arrumar uma garota pra te ajudar com essas coisas, morar sozinho não é tão legal. – “Essa garota que está na sua frente teria o imenso prazer em te ajudar” eu acrescentei em pensamento.

- Ahh, você acha?! – Ele me perguntou se fazendo de bobo.

- É, eu acho. – Eu disse assim que terminei de devorar um pedaço de pizza, que eu peguei.

- Talvez eu deva mesmo... – Ele disse meio pensativo e tentando não olhar dentro dos meus olhos. E eu vi a minha oportunidade, então acrescentei:

- Não uma garota qualquer, uma garota que você goste de verdade, uma garota legal, inteligente e que venha de uma boa família. – Acho que só faltou eu falar o meu nome, ele me olhou e por um segundo eu penso que chegou a hora, a hora dele falar tudo, os olhos dele brilham e eu tenho certeza que ele irá se declarar. Minhas pernas começam a tremer e quando ele abre a boca pra falar eu sorrio o incentivando:

- É acho que você tem razão, eu vou ver isso. – Ele diz e abaixa a cabeça.

Que como assim? Vai ver isso? Esse cara só pode estar de brincadeira, ele é um idiota mesmo. Não acredito que deixou passar uma chance dessas. Eu sou mesmo uma burra de pensar que ele vai fazer alguma coisa. “A garota que você tem que falar e fazer alguma coisa está aqui na sua frente, larga de ser idiota” – eu queria ter dito isso, eu queria gritar, dizer que o amo, puxa-lo para um beijo e até dizer que ele é idiota, mas me contive, apenas respirei fundo e peguei um outro pedaço de pizza.

- A Alice esteve aqui mais cedo – ele me diz. Aff, isso está acabando comigo, eu não quero saber da irmã dele, isso não é interessante, não pra mim.

- Legal. – Eu digo seca.

- Talvez amanhã eu vá ver a Emilly, você poderia ir também, seria legal... – Ele diz sorrindo. Ohh a Emilly, ela á linda, uma verdadeira princesa e é claro que eu quero vê-la, mas com certeza amanhã eu não estarei aqui, pelo jeito já posso comprar a minha passagem para o Rio.

- Seria legal mesmo, quem sabe... – Eu digo. Acabo com aquele pedaço de pizza, limpo a boca com o guardanapo, tomo o ultimo gole de coca- cola e como estou meio irritada, acho que está na hora de ir embora.

- Ei Emmett, acho que já vou indo...

- Que?! Não, espera. Você acabou de chegar – Ele diz e eu percebo que ele fica meio agitado.

- É que eu preciso ir, eu... – Eu tento explicar, mas ele me corta.

- Não, espera mais um pouco. Você nem comeu a sobremesa – ele diz e se levanta.

- Não precisa Emmett. Eu estou satisfeita, obrigada. – Eu me levanto e agradeço.

- Tem morangos com chocolate, mouse de maracujá... Você gosta? – Ele me pergunta e pega as sobremesas na geladeira. – E sorvete também – ele acrescenta.

- Ok, já chega, eu amo tudo isso – realmente não tive como resistir, sorvete é minha grande paixão.

Sento novamente e ele pega as taças, saboreei o sorvete com os morangos. Meu Deus! Isso é bom demais...

-Oh meu Deus, Emmet! Isso está muito bom – eu digo – Desce jeito eu vou engordar uns 2 quilos.

- É está mesmo... Pode comer à-vontade e eu duvido que você engorde. – Ele diz e fica me observando devorar o sorvete, ele não para de me encarar encantado, então eu resolvo zuar com a cara dele:

- Ei limpa a baba, aqui ó, tá caindo.

- Aonde? – Ele pergunta e eu morro de rir, ai que ele percebe o que quis dizer e fica vermelho de vergonha, ai que eu rio mais ainda.

Depois de rir muito, termino de comer, vou até a pia e lavo tudo o que sujei.

- Não Rose, eu mesmo lavo isso ai, pode deixar. – Emmett vem até mim, tentando me impedir.

- Não nada disso, eu lavo. – Eu pico pra ele e ele ri – Pega as suas coisas ai, pra eu lavar também. – Ele pega as louças, arruma e limpa a mesa.

Assim que termino de lavar tudo, enxugo a pia e me viro para Emmett.

- Bom, eu amei a pizza e a sobremesa está maravilhosa, mas agora tenho mesmo que ir- Eu agradeço e abaixo a cabeça triste, é mesmo uma pena que nada tenha rolado entre a gente.

- Mais já?! O que a senhorita vai fazer em uma sexta-feira dessas? Agora ainda são 19h15minh – Ele diz fazendo uma carinha triste e olha para o relógio que fica na parede da cozinha.

- É eu sei, mas é que ainda tenho que passar no aeroporto – Eu digo e ele me encara.

-Fazer o que no aeroporto? – Ele pergunta curioso e eu engulo em seco e respondo:

- Estou indo embora para o Brasil... – Ele me encara, em seu olhar posso perceber uma mistura de sentimentos, raiva, dor, tristeza... Ele morde o lábio inferior e quero me matar á ver a dor em seu rosto. Olho para ele e percebo que verdadeiramente ele me ama e eu também o amo. Mas eu sou uma garota má e egoísta, poderia muito bem dizer a ele o que sinto, mas me seguro e fico firmem meu propósito: já que ele acovardou-se eu também não direi e nem farei nada.

- Em- embora? – Depois de um tempo me observando ele consegue finalmente dizer alguma coisa e a dor está bem clara em sua voz.

- Sim, embora. – Eu tento parecer firme, mas vejo que a dor também conseguiu escapar na minha voz.

- Por quê? Você não pode... Você... Eu... – Ele estava desnorteado e a minha única vontade nesse momento era correr para seus braços e dizer que eu ficaria para sempre ao seu lado, que nada nos separaria e que ficaria tudo bem. Mas não é isso que eu digo.

- Eu preciso ir, desculpa. – Eu olho para ele e seguro as lágrimas. Sei que isso que estou fazendo é errado e que em um futuro próximo eu sofrerei com minhas escolhas, mas essa sou eu, nada pode me mudar.

Olho para ele mais uma vez e me afasto, percebo que essa minha atitude vai fazer eu perdê-lo para sempre, respiro fundo e saio da cozinha em direção à porta do seu apartamento.

“Eu te amo, Emmett” eu penso com todas as minhas forças e espero que de alguma maneira ele possa sentir esse amor que eu sinto por ele.

...

Notas finais
É eu sei, ficou grande e um pouco cansativo, me desculpem. Prometo que o próximo vocês vão gostar (eu amei o próximo cap.). Eu gostaria de informar uma pequena coisinha: A fic é inteiramente Rosemmett, não tem nenhuma participação de outro casal, espero que isso não incomode ninguém, okk?!

Nesse capitulo vocês viram o ponto de vista da Rosalie e viram também que ela é um pouquinho dura, quando eu escrevi no papel, não tinha percebido isso, mas ai passando pro PC eu fui vendo que ela ficou bem egoísta, espero que ninguém pare de ler por causa disso.

O que acham que o Emmett vai fazer? Vai deixa-la ir embora? Ou vai barra ela e dizer tudo?

Aguardo os comentários de todas vocês novamente e 'karolmasen' obrigada por favoritar a historia, comente também.
Obrigada por lerem, beijos, até o próximo :))