Amor Em Meio Ao Sobrenatural
4 O livro do esquisito
Notas iniciais
Quando eles voltam para o hotel Dean os esperava e quando ele os viu foi correndo ajudar, pois eles estavam ambos um pouco machucados.
- O que aconteceu? – indaga Dean apavorado.
- Fomo atrás do tal fantasma. – responde Claire.
- E pelo jeito o encontraram! – diz Dean sarcasticamente.
- Sim. – Sam responde.
- Claire você está bem? – pergunta Dean ao ver Claire sangrar.
- Foi só um cortezinho na testa Dean, nada demais. – assente Claire.
- Eu vou cuidar de você. – diz Dean num tom terno.
- Obrigada pela preocupação Dean! – exclama Sam rindo.
- Sam, o diário! – lembra Claire.
- Claro! – exclama Sam.
Eles então abrem o diário de Dylan e começam a ler.
- Esse garoto era mesmo muito estranho. – observa Dean.
- Precisamos descobrir onde ele foi enterrado. – diz Sam.
- Aqui não diz nada sobre isso e...espera, já sei! – exclama Claire empolgada.
- O que? – os irmãos indagam juntos.
- Já sei o que faremos! Como a cidade é bem pequena e muitos acontecimentos digamos “estranhos” já aconteceram aqui, incluindo a existência da minha família, eles têm um tipo de livro que guarda os nomes de todos os mortos de forma suspeita e estranha. – explica Claire.
- Um livro? Tipo um “livro do esquisito”? – pergunta Dean rindo.
- É mais ou menos isso. A maioria dos moradores não sabe disso, eu fiquei sabendo por fontes não muito...legais eu confesso, mas, agora isso irá nos ajudar. – diz Claire.
- E onde fica esse tal livro? – Sam pergunta.
- Guardado em um lugar escondido no cemitério, nem o prefeito e nem nenhum outro poderoso da cidade queria o livro por perto, por medo eu acho. – diz Claire.
- Então é só encontrar esse livro e acabar com esse desgraçado. – diz Sam.
- É, mas, agora precisamos cuidar desse corte mocinha. – diz Dean passando os dedos de leve na testa de Claire.
- Já disse que não precisa se preocupar Dean, eu estou bem, mas, se você insiste, na minha casa tem um kit de primeiros socorros e...
- Perfeito. – ele responde de imediato.
- Já vi que sobrei de novo, tudo bem, divirtam-se. – diz Sam sorrindo.
Dean e Claire vão até a casa dela, chegando lá Dean cumpre sua promessa de cuidar dos ferimentos da bruxa. Ele enche a banheira com água morna, sais de banho relaxantes e faz com que ela entre. Quando ela o faz, ele se agacha do lado de fora da banheira pega um antisséptico e um algodão e começa a limpar o ferimento de Claire com cuidado.
- Dean, eu não sou uma criança de 10 anos! – Claire diz, divertida.
- Você não sabe a angustia que eu passei lá no hotel esperando você e Sam voltarem, e quando eu vi você sangrando Claire eu me desesperei, foi horrível. – assume Dean.
- Eu estou bem Dean, aliás, bem demais. E você cuidaria melhor de mim aqui dentro do que aí fora, essa distancia entre nós não é legal. – diz Claire sugestiva.
- Claire, não me provoca. – adverte Dean.
- Então pare de cuidar de mim e vem cuidar de mim! – ela exclama confusa se agarrando ao pescoço de Dean.
Nesse momento ele já havia se esquecido o motivo de estar ali, se aprofundando no beijo que Claire lhe dava. O desespero do beijo era palpável, Dean continuava do lado de fora e os movimentos dos corpos dos dois faziam com que a água se derramasse para fora da banheira, ensopando as roupas de Dean e molhando o chão, mas, eles não se importavam. Até que Dean resolveu sair dessa situação e entrar com Claire na banheira, ele então retirou suas roupas que já estavam parcialmente molhadas e as jogou em um canto qualquer.
A partir de então, os dois eram apenas brasas, que juntas poderiam fazer ferver a água da banheira devido à paixão que sentiam. Nesse momento não havia mais magia, morte ou acontecimentos sobrenaturais, apenas, os amantes que ali conectados um ao outro descobriam os mistérios mais profundos e secretos do amor e do prazer.
Quando o dia amanheceu, Claire quase não acreditou na noite de sonhos que havia passado. Ela admirava Dean deitado ao seu lado na cama, envolto em meio aos lençóis brancos da cama, ela se aproxima do rosto dele e com doçura e carinho na voz ela diz “eu te amo”. Logo depois ela se levanta, e com cuidado para não acordar Dean se dirige ao banheiro.
Assim que Claire sai Dean abre os olhos, ele já estava acordado fazia um tempo e ouviu o que Claire lhe sussurrou ao ouvido. Ele fica feliz e triste ao mesmo tempo. Feliz por saber que amava Claire e que era correspondido, e triste por saber que não poderia viver esse amor ao lado dela. Esse pensamento faz com que sua expressão fique atormentada, mas, assim que vê Claire voltar do banheiro enrolada em uma toalha, ela muda completamente.
- Bom dia. – ela diz.
- Linda. – ele responde.
- Hoje é o grande dia. – Claire diz se sentando ao lado de Dean na cama.
- Tem razão, então vamos a ele. – diz Dean derrubando Claire na cama tentando passar o máximo de tempo possível com ela.
Depois de um banho e de tomar café, Dean volta para o hotel, mas, voltaria para buscar Claire para encontrar e acabar com o espírito, pois, não conseguiu convencê-la a ficar. Quando chega ao hotel encontra Sam pesquisando em seu computador.
- Demorou hein Dean! A noite deve mesmo ter sido boa...
- Cala a boca Sam, ok?!
- O que aconteceu Dean?
- Ela...ela disse que...me ama.
- Isso é ótimo Dean.
- Não, não é e você sabe disso! Eu não posso fazer isso com ela Sam, eu não posso dar esperanças de algo que eu sei que não vai acontecer! – exclama Dean em tom raivoso.
Sam não sabia o que dizer ao irmão, pois, no fundo ele sabia que Dean tinha razão. Uma vez caçador, sempre caçador, essa vida não abria exceções para ninguém. E tudo o que ele conseguiu fazer foi dar um abraço de solidariedade no irmão mais velho.
Quando a noite começava a cair, os irmãos já estavam preparados e indo em direção à casa de Claire. Quando enfim chegam, ela também já estava pronta.
- Vamos? – ela pergunta ansiosa.
- Claro, é a hora do show! –exclama Dean.
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