Notas iniciais
O início deve estar meio chatinho mesmo, mas depois fica melhor >.

Vou participar dos Jogos Vorazes, eu me voluntariei à atração mortal da Capital.

Caminho em direção à morte, ou o palco se você preferir assim. Não consigo desviar o olhar de Rachel. Nosso tempo juntos está contado, daqui à vinte dias um de nós, ou nós dois, estará morto.

- Parabéns ! Como se chama, corajoso menino ? — Parece que todo o Distrito 5 ficou mudo, somente Emma conseguia falar.

- F-Finn Hudson.

Ela se virou para o povo e disse :

- Os tributos do Distrito 5, na 56° edição dos Jogos Vorazes : Rachel Berry e Finn Hudson !

Quando se voltou à nós, viu Rachel envolvida em meus braços. Ela chorava e agradecia baixo. Não consegui dizer nada, apenas a abracei forte.

- Que a sorte esteja sempre à seu favor. – Desejou.

Um pacificador nos separou e nos conduziu para dentro do edifício da justiça. Fui deixado sozinho em uma sala com um sofá defronte à uma pequena janela. Me agarro à uma almofada no sofá e só então penso no que eu fiz. Nas próximas semanas serei como um peão de xadrez, uma peça de um jogo. O pior de tudo é que Rachel está comigo no jogo onde só um sai com vida. Para que eu ganhe, a mulher mais importante da minha vida tem que morrer.

A porta se abre e minha mãe entra, chorando desesperadamente. Nos abraçamos por bastante tempo. Isso me lembra o velório do meu pai. Meu pai está morto. Minha mãe ficará sem ninguém.

- Você consegue viver sem mim, mãe. Vá morar com sua irmã, os sabonetes que você faz dão um bom dinheiro. Você consegue.

No meio de seu choro ela diz :

- O seu pai, ficaria orgulhoso querido – Voltamos ao nosso abraço forte – Como eu queria que o seu pai estivesse aqui.

Ficamos mais algum tempo, em silêncio, apenas abraçando um ao outro com braços fortes. O tempo parece congelar quando estou com minha mãe. Mas o pacificador abre a porta :

- Tempo.

Minha mãe se desespera, dou um ultimo beijo de despedida enquanto ela grita :

- NÃAAO !!!! Filho !

- Eu te amo mãe. – As lágrimas lavavam meu rosto.

- Eu te amo tanto, meu filho. – Ela consegue dizer antes que o pacificador que a carregara feche a porta.

Sozinho na sala, eu limpo as lágrimas do rosto. Meu único pensamento é sobre como será a vida de minha mãe daqui pra frente. Depois de meio minuto a porta se abre outra vez e o pequeno Harry entra, e logo depois vem seu pai. O garoto me abraça.

- Muito obrigado Finn ! Você me salvou. Brigado mesmo.

- Obrigado por salvar meu filho rapaz. Cuide da Rachel na Capital pra mim, por favor – O pai dele me pede.

- E você, prometa cuidar da minha mãe. Ela só tem a mim. Está sofrendo tanto quanto eu. – Já que está na hora de pedir favores...

Nos olhamos por um tempo, e então nos abraçamos.

- Você é um bom rapaz, Finn.

Viro-me para Harry que está chorando.

- Tudo vai ficar bem. – Minto. Não o culparia por não acreditar em mim, eu também não acredito no que falo.

- Me desculpe, é minha culpa. Você não estaria aqui se não fosse o meu nome. – Ele lamenta.

- A culpa não é sua. Nunca pense assim, entendeu ? A culpa é deles – Aponto para a porta e o abraço novamente.

O pacificador entra para tirá-los de lá. No último segundo, Leroy fala :

- A Capital é cruel Finn, só um voltará com vida. Não pense só na minha filha. Pense em vencer o jogo, você também.

Novamente sozinho, sei que não vou ter mais visitas. As palavras do Sr. Berry ecoam em minha cabeça. Ele quer que eu vença, ele acha que Rachel não tem chances de sobreviver ? Não posso vencer, e sair da arena, deixando Rach morta pra trás.

Emma me chama lá de fora :

- Vamos para o trem, querido.

Abre a porta e vejo Rachel atrás dela. Com a cara inchada de tanto chorar.

Notas finais
Deixe sugestões,criticas e etc nos comentários (:
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.