Amor E Inocência II-Uma Nova História d'Amor HIATU
2 Capítulo 2
Notas iniciais
Espero que gostem o/

– Misa, o que foi que mandei você ir fazer?
Perguntei para uma garota de costas para mim. A mesma sentada em um banquinho, envolta de si, algumas crianças de sua idade.
Tsukiyomi Misa, esse é o seu nome. Minha irmã mais nova, apenas 10 anos de idade. Cabelos médios e ondulados que vai até seus ombros de um tom azulados. Ela praticamente... Hum... Tem a personalidade do nosso tio, Yoru... Porque? Ela sempre está preste a fazer alguma travessura, ou fazer alguns truques que nosso pai a ensina.
E eu, 16 anos, longos cabelos ondulados rosados, olhos azuis profundos. Eu e Misa não parecemos irmãs fisicamente, ou...na personalidade...
– Não seja chata. — Questionou, se virando com o rosto emburrado. Mostrando-me aqueles grandes olhos dourados brilhantes. — Já disse, logo, logo, farei o que me pediu. Deixa eu ganhar só mais essa!
Suspirei.
Só era isso que fazia para ela abrir um largo sorriso. O que levaria ela jogar mais ainda eganhar mais coisas das outras crianças, sem mesmo elas saberem que estão sendo completamente enganadas!
Arrumei a pequena bacia de madeira com algumas roupas, ao lado de minha cintura e voltei a caminhar. Só dei alguns passos para escultar a voz altera e curiosa de minha irmã falando com John, o nosso mensageiro, digamos assim.
– Desembucha logo, pirralho! — Disse ela do modo mais gentil possível....
– Eu... Eu ouvi... — Coitadinho do garoto, novamente havia corrido uma maratona até aqui. Estava com as duas mãos apoiadas em seus joelhos enquanto tentava recupera o folego. Seus fios loiros cobria um pouco de seu rosto, já que ele estava com a cabeça baixa tentando respira. — O exercito passará na cidade! Alguns de seus soldados poderão visitar a família ou parentes. — soltou de uma vez. Levantou sua cabeça para encarar as crianças, os seus olhinhos acinzentados brilhavam de empolgação como também os dos outros pequenos.
– Yaa!! — Salto de felicidade a minha irmã. — Isso que eu chamo de uma boa nova novidade!
Então, quer dizer que ele voltará a cidade? Só de pensar nisto, meu coração começou a bater rápido.
Voltei para casa, coloquei a bacia em cima da mesa enquanto fui fazer o jantar. Já que mamãe e nem papai estão, ambos haviam ido para a cidade já faz algumas horas. Quando a janta já estava pra sair, Misa voltou com uma cesta e colocou na mesa, onde não havia mais a bacia, eu já havia arrumando os lençóis e os guardei. A minha irmã sentou-se em uma das cadeiras, colocou seu cotovelo e apoiou a sua cabeça em sua mão, com uma cara de tédio.
– Nee Aika... — chamou-me.
– Hum? — Eu falei enquanto tirava a panela do forno.
– Você vai ver os soldados comigo? — Perguntou. — Talvez você encontre aquele rapaz que você falava pra mim.
– EEehh? — Fiquei completamente vermelha, e por sorte, meus pais chegaram e Misa levantou-se para ir ao encontro deles, e assim não vendo meu rosto vermelho.
– Hmm, que cheiro! — Comentou o homem alto, cabelos azulados e olhos safiras entrando em casa com uma bela mulher ao seu lado.
– Papai! Papai! — Correu Misa, indo ao encontro do nossos pais. Então ela o abraçou.
– Carinha engraçada. — Cumprimentou ele retribuindo o abraço.
– Me sinto excluída... — Comentou mamãe com umas sacolas em mãos e vindo em minha direção, beijou minha bochecha. — Fez sopa?
– Sim. — respondi. — Já que esses dias estão fazendo frio.
– Então, eu queria saber... se vocês... — continuou Misa. — Deixam eu ir na cidade amanhã ver a chegada dos soldados!
– Os soldados? — Papai sentou-se na mesa,e Misa fez o mesmo enquanto eu e mamãe colocávamos os pratos.
– Ikuto, o povo da cidade estavam comentando sobre isso. — Disse mamãe colocando o prato na frente dele. — Misa, você pode ir sim. A Aika vai te levar e irá ficar com você, mas... Só se você já tenha feito sua lição de casa.
– Mas mãe! — Falamos juntas, eu e Misa.
– Amanhã é sábado! — protestou a pequena.
– Eu vou para a casa do Sr. Eugênio. — eu disse.
– Eu sei disso, querida. — Mamãe sento-se de frente para papai e eu de frente para minha irmã. – A Misa já foi pra lá e disse que o senhor é muito bondoso...
– E engraçado! — acrescentou ela. — Ele é muito bom no xadrez. Tenho que arrumar um jeito de ganhar dele...
– Eu posso te ensinar uns truques. — Disse papai sorrindo para minha irmã e a mesma retribuiu.
– Tudo bem. — Suspirei concordando.
Jantamos e conversamos como sempre fazermos. Mamãe recolheu as coisas da mesa e eu arrumei as compras que ela fez com o papai. Misa e ele estavam um de frente para o outro na mesa e em cima da mesma, havia três copos de frente para eles, então, papai colocou um morango embaixo de um dos copos e depois começou a misturá-los e quando parou, os deixou um do lado do outro.
– Onde está? — Perguntou papai encarando a menina a sua frente.
– Neste! — ela apontou para o copo do meio.
– Ikuto, não ensine isto pra ela. — reprendeu mamãe.
– Amu, eu ganhava dinheiro assim, sabia? — Falou ele olhando para a mulher que estava de costas para ele, arrumando algo. — Eu não só roubava como também fazia esses truques com os mauricinhos. — Sorrio.
–Papai, continue! — Chamou Misa.
– Tá bom. — ele trocou os copos e depois os arrumou. — E então...?
– Hum... — Ela encara os copos. — Está...
– Aqui. — disse mamãe abraçando o papai por trás, levou suas mãos para baixo, onde estava as deles e pegou algo vermelho e colocou na boca, dando uma pequena mordida na fruta. — Você deveria saber que seu pai não joga limpo. — Sorriu ela.
– Isso não vale. — papai deu um leve selinho na mamãe, fazendo a Misa fazer cara de nojo.
– Eca! — Exclamou ela se levantando. — Vou fazer o dever mesmo.
Todo nós rimos, menos ela.
Depois de algumas horas, formos dormir. Dei um beijo de boa noite no homem e na mulher mais velha e depois fui para o meu quarto e de Misa, onde ela já estava com sua camisola branca de babados rosa claro, que ficava acima de seus joelhos. Coloquei a minha que também era branca e com babado azul claro. Nossas camas ficavam uma do lado da outra, separada por uma cômoda de madeira e em cima havia um abajur, no qual eu o desliguei e formos dormir.
Na manhã seguinte, Misa se levantou logo depois de mamãe e papai. E hoje era o dia dele fazer o nosso café.
– Aika. Aika, acorde! — Chamou-me Misa me sacudindo. Vendo que eu não respondia, ela pegou seu travesseiro e me bateu com ele. — Acorde sua preguiçosa!
– Ahh! Que foi sua pirralha?! — Falei me sentando e a encarando com os olhos meios abertos. — Que horas são?
– Seis e meia. — Respondeu com um largo sorriso.
– O quê?! Meu trabalho é às SETE E MEIA e não às SEIS E MEIA!! — Suspirei. Isso tudo que ela tá fazendo é apenas empolgação para ver os soldados. — Tá.
Levantei-me e ela sorriu mais ainda e logo saiu do quarto. Tomei o meu banho e vesti a roupa do trabalho, um vestido preto com branco e prendi o meu cabelo no coque com um grande laço atrás.
Sim. Eu trabalho como uma serviçal para um senhor muito bondoso que se chama Eugênio. irá fazer um ano e meio que estou lá. Não faço as mesma coisa que as outras empregadas. Eu apenas fico com ele para servir-lo chá e para os convidados e, sempre lembrá-lo dos remédios. Claro que ele tem seu mordomo... Só que ele quis que eu trabalhasse com isso e nada mais. E também tenho minhas folgas que são no domingo e na segunda.
Sai do quarto e fui para a cozinha onde mamãe e Misa estavam sentadas na mesa enquanto papai coloca o café da manhã na mesa. Hoje era Mingau De Milho Branco, apesar de ter uma aparencia meio... como posso dizer? Estranha, talvez? É extremamente delicioso! (N/A:.Pesquisem no Google Imagens. PS:. Nunca comi.. e.e Mas me falaram que é bom ) Sentei-me e papai colocou o meu prato.
– Delicioso! — Comentou Misa já atacando o seu prato.
Comemos calmamente. Realmente, estava delicioso como a Misa havia falado. Papai nunca falha quando se trata em cozinhar. Mamãe já tentou fazer, e sempre dava errado e papai concertava. Então, todos os sábados, comemos o mingau do papai. Quando terminamos, Misa foi se arrumar e mamãe foi ajudá-la.
– Misa, coloque esses laços que comprei para você! — Pediu mamãe de novo para a criança teimosa.
– Não. Eu odeio essas coisas de laços! — teimou de novo. realmente, ela odiava laços e babados. Às vezes penso que ela deveria ter nascido uma garoto de vez essa menina briguenta. — Coloque na Aika que é a sua bonequinha de porcelana!
– Hey! — Exclamei. — Garota menino!
– Papai! Mande ela parar. — Disse eu e Misa juntas, uma apontando o dedo indicador para outra.
– Ikuto! Mande elas pararem! — falou mamãe junto conosco, apontando o dedo indicador pra nós duas.
– Amu... — Suspirou papai. — Você sabe que ela não gosta de laços ou sei-lá-o-que! Aika, pare de chamar sua irmã de Garota-Menino e Misa, se comporte na casa do Sr. Lefroy.
Desta vez, foi eu e mamãe que suspiramos. Novamente a Misa saiu imune disso. Sempre era assim: quando nós três reclamamos ou brigamos, a Misa saia limpa de tudo. Como se tudo que acontecesse fosse culpa minha e da mamãe. Não entendo o porque papai faz isso. Mas tudo bem. Fazer o que? Não podemos fazer nada.
Enfim, quando a Misa terminou de se arrumar com um simples vestido com a parte de cima branco e com mangas curtas e folgas, uma cinta não apertada na mesma cor da saia que ia acima do seus joelhos na cor vermelha e um sapato sem salto. Então partimos a para a cidade, deixando um casal na frente da porta de casa, onde o homem abraçava por trás a sua esposa com o queixo apoiado em um dos ombros dela em quando a mesma acenava e mandava eu e minha irmã termos cuidado.
– Você fez de novo. — Disse Amu.
– O que? — Perguntou Ikuto.
– Livrou a Misa... — deu um leve sorriso.
– Você sabe, Amu, — Ele virou a mulher para encará-la nos olhos. — Eu e Misa nos damos muito bem, enquanto a Aika é mais apegada a você...
– Eu sei, meu amor. — ela segura o rosto do marido com as duas mãos e dá um pequeno beijo em seus lábios. — Mas a Misa de vez em quando tem que levar uns sermões seus também.
– Tudo bem. — Sorriu ele a puxando e andando para trás e entrando na casa. — Agora tô louco pra fazer outra coisa, já que as meninas saíram. — Ele tomas os lábios dela enquanto fechava a porta.
Quando eu e minha irmã mais novas chegamos na cidade, já havia um multidão de pessoas nas calçadas, vendo um batalhão de homens de vestas verde musgo, todos machando com uma orquestra na frente. Uns carros também verde com alguns homens em pé e outros sentados. Era o Exercito da Inglaterra. Misa os olhavam com os olhinhos dourados brilhando como nunca, enquanto ela me catucava e apontava para algo e eu olhava para a direção. Depois que eles passaram, eu e ela começamos a caminha para a casa onde eu trabalho e a garota de cabelos azulados imitava os soldados. Quando finalmente chegamos na grande mansão, que era bem maior do que a mansão da Tia Miller que mamãe havia herdado, entramos pela a porta dos fundos e cumprimentamos as serviçais que estavam na cozinha.
– Olha se não é a pequena Misa. — Falou Maria, a mais antiga das empregadas, com um sorriso.
– Maria! Bom dia. — Cumprimentou Misa, pois é, ela é educada quando lhe convêm...
Peguei a bandeja de chá que a mulher havia preparado, e como tinha três xícaras de porcelana bem desenhadas, então temos visitas. Fui até onde Maria falou onde eles estavam que era na sala, onde havia três pessoas. Dois homens mais velhos e uma garoto extremamente bonita e jovem. O Sr. Eugênio era o mais velho dali, tinha sua barba media branca e o cabelo da mesma cor, olhos claros no tom verdes, usava apenas uma calça social preta, uma camisa social branca e um colete cinza com uma grava por baixo na cor preta, este era sempre o visual que ele usava quando está relaxado; O outro homem, vestia a roupa um pouco igual aos dos soldados, ele tinha os cabelos pretos com algumas mechas brancas, barbicha feita e olhos negros; A garota que estava ao seu lado, por sua postura, era uma fina dama, com um belíssimo vestido rosa claro com alguns detalhes e fitas azul claro, seus longo e liso cabelos dourados caíam delicadamente em suas costas, seu rosto era perfeito, com aquela franjinha a deixava com um rosto inocente e seus olhos incrivelmente azuis claro. Bem mais claro do que os meus.
Mim aproximei e coloquei a bandeja na mesinha de centro, enquanto comecei a servi-los.
– Entendo. — Disse o Sr. Eugênio agora tomando um pouco do chá. — Bem, agora quero apresentá-los, essa doce garota, Aika. Aika, este é meu irmão mais novo, Edmundo Smith e sua filha Sophia.
– Prazer em conhecê-los. — Fiz uma pequena referencia. A garota loira me olhou da cabeça aos pés.
– Aika, a minha sobrinha será a sua responsável enquanto ela estiver aqui. — Disse Sr. Eugênio. – Não se preocupe, seu horário é o mesmo.
– Sim, senhor. — Concordei.
Depois que eles terminaram, eu mostrei a senhorita Smith o quarto onde ela iria ficar. Abrir a porta e a mesma entrou. Guardei as roupas dela enquanto a mesma passava o tempo de frente ao espelho. Pelo visto ela é muito vaidosa. Aposto que ela tem muitos pretendentes.
– Aika, não é? — perguntou ela me encarando pelo o espelho da peneiadeira.
– Sim, senhorita.
– Seu nome é diferente...
– A família do meu avó são descendentes de japonês, a minha avô e minha mãe são ingleses. — respondi.
– Entendi. — Ela passa um pouco de pô no rosto. A garota já era branca, passando pô agora. Ela queria ser o que? Um fantasma?! — Como estou? — perguntou se levantando e girando.
– Está perfeita.
– Quero ficar mais do que perfeita. Teremos um outro convidado especial. — Deu um belo sorriso. Essa garota tem que ser bonita em tudo? Assim vou acabar ficar com inveja! Imagina as outras garotas da cidade... — Pelo menos pra mim é especial!
Então, ouvimos buzinas de frente da mansão, isso fez ela sorrir mais ainda e correr para a porta a abrindo e eu tive que correr para acompanhar ela. Ela desceu a escada tão rápido que nem vi, quando ela chegou na porta, se acalmou e respirou fundo para que seu pai não a visse daquele jeito. E finalmente consegui chegar perto dela. Sophia abriu a porta e saiu, se aproximou do carro onde havia mais quatro soldados, um deles de cabelos castanhos avermelhados e olhos castanhos também, era mais alto do que ela. Enquanto ela o cumprimentava alegremente.
– Senhorita Smith. — Com a voz rouca ele a cumprimentou.
– Pensei que não viria, Toni. — Disse ela sorrindo em modo de brincadeira.
Toni? Será que ele é o mesmo Toni que tiraram de mim? Meu coração bateu mais forte, quando nossos olhos se encontram...
Notas finais
Sophia>> http://hellohelloanime.files.wordpress.com/2011/08/ikoku-meiro-no-croisee-the-animation-06-large-20.jpg?w=640&h=360
John>> https://fbcdn-sphotos-h-a.akamaihd.net/hphotos-ak-prn2/v/1079861_423951554389530_1389384638_n.jpg?oh=590b096d594a2b9c03e702fa3d7a84fc&oe=5239636C&__gda__=1379575288_ba7dabb59e3eeaeca53ff6e9878af46e
Fale com o autor