Amor Desiludido
8 Capítulo 8- Você Me Odeia?
Notas iniciais
Segunda eu não fui para aula.
Nem terça.
Nem quarta.
Nem quinta.
Muito menos sexta.
Faltei exatos cinco dias na escola e com certeza devo ter prejudicado o time de basquete por falta dos treinos.
Hoje é domingo e segundo meu pai eu irei ter que ir para aula pois um jogo importante estaria se aproximando e eu larguei o time sem dar nenhuma explicação. Eles devem estar preocupados.
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Acordei na segunda pensando em uma boa desculpa para faltar aula novamente, mas infelizmente todas as minhas desculpas não funcionaram e eu acabei indo para a escola.
É para lá que eu estou indo nesse exato momento.
– Treinadora ? — perguntou uma voz atrás de mim quando eu parei em uma praça no caminho.
– Kuroko? O que você esta fazendo aqui? — perguntei e percebi que ele estava com roupas normais.
– Hoje não tem aula então eu resolvi sair de casa. Por que você faltou as aulas? Igual o Hyuga-kun — perguntou sentando junto a mim no banco.
– Assuntos pessoais — falei mas logo acrescentei — Hyuga? Ele também faltou ? — Kuruko balançou a cabeça confirmando — Kuroko te vejo depois . . .
A distancia entre a casa do Hyuga e a praça era realmente grande, mas nem me importei e corri. No final cheguei na casa dele ofegante e suada.
Toquei a campainha. Nada. Toquei de novo. Nada . Resolvi entrar já que a porta estava aberta.
Andei até um corredor escuro. Sou amiga do Hyuga a muito tempo e sei muito bem onde fica o quarto dele.
Depois do corredor escuro.
Eu tenho medo de escuro.
Andei no corredor com os olhos fechados e finalmente encontrei o quarto.
O quarto estava escuro e eu vi Hyuga jogado na cama.
Ele estava acabado.
– Hyuga o que aconteceu ? — perguntei balançando-o — Hyuga . . . Acorda — finalmente ele acordou
– Riko ? — perguntou espantado — O que esta fazendo aqui ?
– Kuroko me disse que você também faltou as aulas e eu fiquei preocupada.
Na verdade eu queria te ver
– Preocupada? Você nunca muda — falou dando um leve sorriso de canto — Ei Riko você me odeia depois que eu fiz aquilo ?- perguntou olhando para o chão.
– Não — admiti — De um jeito esquisito eu nunca consigo te odiar, mesmo que você faça a coisa mais idiota do mundo . . . Eu odeio quando você me deixa preocupada. Eu odeio ser esquecida, principalmente ser esquecida por você. Eu odeio o fato de não poder realmente te odiar
Por que mesmo eu estava falando isso para ele?
Por que eu nunca consigo odiar esse baka de óculos?
Como percebi que ele estava estático voltei a falar:
– Não sei o que você tem mas melhora logo. Eu odeio ficar preocupada com você — falei levantando da cama que estava sentada e segui até a porta — Se eu fosse você deixava a porta fechada.
– Se eu deixasse a porta fechada como você iria entrar? — falou como se fosse obvio
– Eu iria arrumar um jeito — falei enquanto ligava a luz do corredor — Até mais . . .
– Até . . .
Finalmente as coisas estão voltando a se ajeitar.
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