Amor De Canavial
18 Capítulo 18
Notas iniciais
Bjs e espero que gostem.
Pov. Isabella Swan Cullen
Estou entrando no meu oitavo mês de gestação e estou com uma sensação estranha, como se eu tivesse sendo vigiada. Eu sei que pode até parecer maluquice, mas de uns tempos pra cá a Putanya me olhava de um jeito estranho, me tratava de um jeito estranho. Como se quisesse me preservar.
FlashBack On
Cheguei ao consultório da Dr. Putanya e ela já estava na porta me esperando. Segurou em minha mão me dando bom dia e me ajudou a sentar. Edward não estava comigo, pois eu pedi pra ele buscar um chocolate quente pra mim. Desejo de grávida! Ele foi a contragosto.
– Como você está Isabella? – Perguntou a doutorazinha.
– Bem.
– E essa meninona, dando trabalho?
Não entendi as perguntas dela, e muito menos o motivo dela ser tão gentil. Mas eu deixei pra lá. Quando ela estava me ajudando a deitar naquela coisa estranha onde eu ficaria toda aberta, meu maridinho entrou e ela nem sequer olhou para ele. Tipo, agora eu fiquei assustada.
Ela realizou todo o exame quieta e no ultrassom mais uma vez quando apareceu minha bebe eu a vi com os olhos marejados.
Quando estávamos saindo da sala, ela olhou para a minha barriga e eu não gostei daquele olhar.
– Cuide bem dela, Isabella. – ela disse num tom de voz estranho. Fechei a porta e sai com meus pensamentos fervilhando.
FlashBack Off
Depois dessa consulta ainda tivemos mais uma e ela se mostrava cada vez mais preocupada. Eu não conseguia entender. Eu só sabia que estava muito, mas muito assustada.
Estava fazendo um café já que a Dinda Irinia não estava, quando eu comecei a sentir uma forte dor no meu ventre. Ofeguei quando senti minhas pernas molhadas e gritei. Meu Deus, não é a hora ainda! Andei até a frente de casa e vi um empregado do canavial e o gritei chegando perto dele, agarrei a gola da camisa dele e disse:
–Hey... Você, por favor, chame o Edward pra mim! – gritei tentando manter a calma e não gaguejar.
O vi arregalar os olhos e sair correndo, andei de volta para casa e me sentei no sofá tentando fazer a respiração que a Putanya me ensinou. Acariciei minha barriga e disse:
– Bebe, aguenta firme!
Olhei para a porta e vi Edward ali, dei um suspiro de alivio e o chamei. Ele veio para meu lado e viu minhas pernas molhadas. Arregalou os olhos e parece que entrou e choque. Oh Deus,agora não!
– Edward – sussurrei e nada
– Edward – falei um pouco mais alto e nada.
– EDWAAAAAAAAAAAARD! – gritei e isso fez minha barriga doer e apertar mais. Ofeguei e olhei, pelo menos surtiu efeito. Vi ele correndo para cima e descer com a mala da nossa filha e a minha. Depois de um tempo escutei o barulho do carro saindo e suspirei, as vezes meu marido era tão burro!
Pov. Edward Cullen
Fiquei em estado de choque quando vi que a bolsa de Bella estourou e só acordei quando ela gritou comigo. Sai correndo pela casa e peguei as malas das duas jogando dentro do carro e indo para o hospital. Mas a sensação de estar esquecendo algo me veio. Olhei para o carro e logo fiquei sabendo o que esqueci.
– Droga! – gritei e dei um tapa na testa pegando o retorno e voltando para a fazenda. Droga, droga e droga, esqueci as fraldas dela. Como minha filha ia ficar lá sem fraldas?
Entrei na sala e escutei um berro, olhei para lá e vi Bella, ué o que ela está fazendo ali?
– DROGAAAAA! VOCÊ ME ESQUECEU EDWAAAARD.
Arregalei os olhos, e fui correndo até ela a peguei no colo e a levei para o carro, subi correndo e peguei as fraldas e coloquei na bolsa. Liguei o carro e correi para o hospital.
– Respira amor... Isso!
Chegamos rapidamente ao hospital e a Dr. Denalli já estava ali, com certeza Bella tinha ligado para ela. Colocaram minha mulher numa cadeira de rodas e quase duas depois, aqui estava eu dentro da sala de parto com Bella gritando e apertando minha mão. Ela era forte, muito forte!
– EDWAAAAAAAAAAAAAAAAAARD, VOCÊ NUNCA MAIS VAI ENCOSTAR EM MIM, ESCUTOU?
Quando ela terminou a frase escutei um choro e comecei a chorar mais ainda, minha menininha tinha nascido. Fui até ela e a Dr. Becker me fez cortar o cordão umbilical. Dr. Denalli estava ali assistindo o parto e ela ficaria responsável pela bebe, mesmo Bella não querendo isso.
Levaram nossa menina até Bella que suspirou cansada dando um beijo em sua cabeçinha suja.
– M- Minha Renesmee...
Sorri, o nome era lindo. Levaram nossa filha para fazer os exames enquanto cuidavam de Bella. Fui convidado a me retirar da sala e fiquei esperando noticias por mais ou menos meia hora.
– Senhor Cullen, o senhor já pode ir ver sua esposa!
Agradeci e fui até o quarto de Bella. Ela estava dormindo e fui até ela fazendo um carinho em seu rosto e lhe dei um selinho.
– Obrigado por tudo, amor!
– De nada meu boia fria. Suspirei e a olhei. Começamos a conversar sobre nossa filha até que bateram na porta e uma enfermeira entrou com um embrulho rosa.
– Hora da primeira mamada, mamãe.
Bella sorriu e estendeu os braços, segurou nossa filha e deu um beijo em sua cabeçinha. Sentei-me ao lado de Bella e assisti a cena mais linda da minha vida, minha mulher amamentando nossa filha. Suspirei de alegria e rezei em silencio para que tudo continuasse perfeito para sempre.
Os dias se passaram e amanha Bella e nossa filha sairiam do hospital. Fiquei com Bella até que uma médica, a Dr. Becker entrou de cabeça baixa e Bella disse:
– Cade minha Bebe?
Ela levantou os olhos e disse:
– Sinto muito Sr. Isabella, mas a Renesmee foi sequestrada.
Bella ofegou e desmaiou na hora.
Pov. Terceira Pessoa.
Entrei disfarçadamente no hospital e fui até a ala da maternidade e parei ali em frente. Não teria muito tempo, então, teria que agir rápido. Entrei e procurei pela bebe. Eu a queria para mim desde o primeiro dia que a vi ainda na barriga daquela... Idiota.
Fui até o berço certo e olhei nos olhinhos verdes da menina. Ela era a copia do pai e isso só me fazia querê-la mais ainda. Olhei na identificação.
Renesmee Carlie Swan Cullen
Isabella e Edward Cullen
Peguei-a e a enrolei em uma manta, sai antes que pudesse ser percebida. Quando estava fora do hospital com a bebe sorri, agora eu seria mãe.
“Quem afirma que não é feliz, poderia sê-lo com a felicidade do próximo, se a inveja lhe não tirasse esse último recurso”.
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