Amor De Canavial
16 Capítulo 16
Notas iniciais
beijos!
Pov. Isabella Swan Cullen
Saí cedo de casa e fui andando até a casinha onde Edward e eu moramos depois de nos casamos. Olhei a fachada dela e realmente eu teria que fazer uma bela reforma.
Entrei e me sentei na mesinha que tinha ali e comecei a desenhar como ficaria o consultório.
Além de montar um consultório, aumentaria a casa e faria uma creche ao lado para as mães que trabalhavam no canavial terem onde deixar seus filhos. Mudei alguns detalhes de meu projeto e fui para a fazenda peguei a picape e fui em direção a prefeitura que ficava a uns 40 minutos dali.
Cheguei lá e fui logo recebida, pois meu pai era amigo do prefeito.
– Olá prefeito.
– Senhorita Swan.
Eu ri e disse:
– Agora é senhora Cullen.
Vi o prefeito se encolheu, parece que ele não gostou da informação. Foda-se!
– O que a Sra. Deseja?
– Ah... eu montei um projeto e queria propor um negocio.
Apresentei meu projeto a ele, e parecia que ele se interessou. Claro, traria mais nome e respeito ao governo dele.
– Adorei sua ideia Sra. Cullen. Pode contar comigo para o financiamento, afinal será publico, certo?
– Sim, não irei cobrar nada das pessoas pelo atendimento.
– Tudo bem, o projeto está aprovado. Pode começar a reformar o lugar.
Agradeci e sai quando estava perto do meu carro, olhei para um lado e depois para o outro e comecei a pular e fazer uma dançinha da vitória. Consegui meu Deus!
Entrei no carro e fui até uma agencia e contratei arquitetos e pedreiros. Tudo o que eu precisava. Fui até a outra cidade e fui a uma loja especializada de pediatria e comprei tudo o que eu precisava. Passei também em uma loja de móveis e comprei algumas coisas para a creche.
Voltei para casa quando estava anoitecendo e encontrei Edward na porta da fazenda com um olhar preocupado. Fui até ele e ele me segurou pelos braços.
– Onde você estava sua maluca? Saiu sem avisar, pensei que tinha acontecido alguma coisa.
Olhei pra ele e arqueei uma sobrancelha e ri.
– Amor, eu estava comprando as coisas para o consultório, e fui também a prefeitura apresentar meu projeto.
Ele suspirou e assentiu. Puxou-me para seus braços e me apertou neles.
– Fiquei louco quando não te vi na cama, e fui te procurar. Ninguém sabia onde você estava.
– É... eu acho que me esqueci de avisar. – Corei, droga eu fazia muito isso agora.
Ela sorriu e puxou para dentro.
– Vamos jantar, você deve estar faminta.
– Eu mesmo.
Passaram-se quatro meses e a reforma já estava completa. Eu estava completando hoje cinco meses de gravidez, pois é... Engravidei na minha primeira vez. Quando o Edward soube disse se gabou demais.
Estava me arrumando e meu marido também, saímos de casa e fomos até o meu consultório. O prefeito já estava lá e quando me viu com o Edward fechou a cara. Eu hein, cara maluco!
Fomos até onde ele estava e o cumprimentei com um aceno de cabeça, Edward? Fingiu que nem estava vendo ele. Ri meu marido às vezes era tão infantil.
Todo o pessoal da fazenda estava ali, fui até a fita e peguei a tesoura e cortei a fita. Todos aplaudiram e foi a vez do meu discurso.
Suspirei e fui até o microfone e comecei a falar:
– Olá pessoal. Bom, eu sei que eu nunca fui muito legal com vocês, mais eu mudei quando fui “obrigada” a me tornar uma de vocês, e hoje eu digo: Foi à época mais feliz da minha vida.
Então, como agora eu serei mamãe — passei a mão em minha barriga – e sei que com o que vocês ganham não dá para dar uma educação, e nem uma assistência para seus filhos, eu decidi que usaria meus conhecimentos para ajudar vocês. Por isso, e com a ajuda do meu marido Edward Cullen, eu criei um consultório pediátrico e um creche para seus filhos.
Só que tem mais uma surpresa, com o apoio da prefeitura, não será só mais um consultório, aqui atenderemos idosos e adultos também. Teremos uma ala de emergência e uma escolinha para as crianças se formarem. Obrigado.
Todos começaram a bater palmas e a gritarem, olhei para Edward que sorria e entramos no consultório para ver como ficou. Começaria a funcionar amanha, e eu seria uma das pessoas que trabalharia ali. Que teria desde pediatra até cirurgião. A escolinha que tinha ao lado iria da creche até a oitava série, seria um lar para as crianças aprenderem. Já que escola para o segundo grau tinha bastante por ali, mas como passar para o ensino médio sem o primário? Por isso, resolvi montar a escola.
Entrei e fiquei maravilhada com o que vi, nem em meus sonhos e acharia que ficaria tão lindo.
Passei pela recepção, entrei em meu consultório e arfei, ficou tão lindo. Fui a cada ala e desci em direção a creche e escola. Sorri, tinha ficado lindo.
Alisei as carteiras e senti um braço rodear minha cintura e acariciar minha barriga volumosa.
– Ficou lindo amor!
– Obrigado Edward.
– Vamos você ainda tem uma consulta. Saberemos o sexo hoje. – ele disse animado. Ah, ele me convenceu a mudar de médico, e hoje eu me consultava com a Dr. Tanya Denalli que não tirava os olhos do meu marido.
Saímos de lá sob os agradecimentos do pessoal da fazenda e pegamos a picape. Edward dirigiu até o hospital central, onde eu trabalhei e ficamos esperando na recepção.
Quando a recepcionista disse que podemos entrar. Entramos e a Doutorazinha já veio para o lado do meu marido.
– Senhor Cullen, seja bem-vindo de novo.
Arqueei uma sobrancelha e me pronunciei.
– Dr. Denalli, a grávida aqui sou eu, não meu marido.
Ela me olhou pela primeira vez no dia e ficou vermelha.
– Me desculpe, vamos à consulta.
Assenti e olhei para Edward que me olhava sorrindo. Coloquei meus dedos em meus olhos fazendo aquele sinal de “estou de olho no senhor “ ele gargalhou dessa vez chamando a atenção da Putanya, quer dizer da Dr. Tanya.
– Senhora, coloque esta camisola ali no banheiro. – ela disse com um sorrisinho maldoso.
Fechei meus olhos em fenda e a encarei, o que essa puta quer? Sorri e disse:
– Ok Putanya... quer dizer Tanya.
Ela arregalou os olhos e eu fingi que não disse nada. Peguei na mão do meu marido e o puxei para o banheiro comigo. Ele veio rindo e eu dei um tapa nele.
– Isso tudo é por sua culpa.
– Minha culpa? – perguntou ofendido
– Claro, me fez trocar de médico.
Ele fechou a cara e disse:
– Eu nunca deixaria um homem tocar em você.
Sorri, e ele me ajudou a me trocar... Saímos de lá e fomos em direção aquela cadeira horrível, onde eu fico toda aberta. A Putanya veio e fez o exame de toque e a todo o momento eu olhava para Edward, que tinha os olhos lá. Ri da cara dele e me deitei na maca normal. Ela passou o gel em minha barriga e começou a deslizar aquele troço. Escutei um barulho rápido e alto e comecei a chorar. Deus era o coraçãozinho do meu bebe. Olhei para Edward que também estava chorando enquanto aperta a minha mão, ele disse:
– N- nosso b- bebe!
– Sim amor, nosso!
Olhei pra Putanya e ela nos olhava com lágrimas nos olhos. Arqueei uma sobrancelha e ela se recompôs.
– Querem saber o sexo?
– Sim – respondemos juntos.
Ela mexeu em alguns botões e logo apareceu um borrão na maquina. Olhei atentamente e sorri, eu já sabia o que era. Olhei para Edward e ele perguntou a Putanya.
– O que é?
Ela respondeu confirmando o que eu já sabia:
– Uma menina!
Edward arregalou os olhos e começou a chorar, se abaixou e começou a beijar meu rosto inteiro murmurando que me amava e pedindo obrigado... É nossa vida só estava começando e estava cada dia melhor.
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