Notas iniciais
Gente, I'm back kkk Bom, primeiramente desculpem a todos que estão lendo a fanfic, eu sinto muito ter abandonado tudo isso, mas não foi por querer... Foi a escola, sim sempre que eu paro é ela atrás de mim e como é meu último ano eu estou dando sangue, suor e lágrimas no estudo. Segundamente, eu queria a agradecer a todos vocês que leem a história, muito obrigada ^^ E por fim queria dedicar esse capítulo a leitora Lele pelo comentário que me animou muito. Enjoy

– Parece que seu boy não gostou da gente – Jessica falou assim que o ônibus de Tomás se afastou.

– Ele ainda não se acostumou com toda essa minha bagunça, acho que ele vai querer uma separação depois de hoje.

– Pode dizer para ele que eu não sou ciumento – Dante falou e Jessica começou a rir, eu dei um tapa nele. – O que foi? Eu não sou ciumento mesmo, ele pode ter um pouquinho de você, mas não o melhor, porque isso é nosso.

– Dan está certo gata, você é nossa. – Jéssica me abraçou. – Se ele não te quer só porque seus amigos são desequilibrados, ele não te merece.

Eu olhei para ela tentando um olhar de reprovação, mas não consegui, em partes Jess estava certa.

Sentamos no ponto e ficamos olhando os carros que passavam, e aquele silêncio todo me incomodava.

– Eu vou embora, já que os dois nem conversarem querem.

– Querer conversar nós queremos, mas você pode nos ouvir? – Disse Jess, e logo eu entendi o que os dois queriam conversar: O roubo.

– Acho melhor deixar vocês a sós mesmo...

– Agora que você disse que quer conversar, vai vir com a gente – Disse Dante. – Vamos para minha casa.

Eu devia ter dito não, mas estava muito carente para isso, não queria saber do plano deles, mas queria companhia.

O ônibus demorou a passar e quando veio, estava um tanto cheio. Descemos no ponto final. E andamos um pouco até a casa de Dante, não era tão longe, mas eu odiava andar de salto, então reclamei quase o percurso inteiro.

Quando chegamos ao prédio quase pulei de alegria. Ao contrário de onde eu morava, Dante vivia em um condomínio quase de luxo, o bairro era de classe média alta e era lindo demais.

Assim que entramos no elevador tirei os saltos e suspirei aliviada. Dante deu risada e Jessica reprovou meu ato com o olhar.

Dante morava no 11º andar, o penúltimo do prédio. O apartamento dele era segundo a direita. Eram quatro apartamentos de cada lado e em cada ponta do corredor havia um elevador, o que me deixava confusa, já que eu sempre subia pelo elevador errado e tocava a campainha errada.

Dante abriu a porta e quando entre percebi que não havia mudado quase nada desde a última vez que eu estivera ali. Dante vivia ali com a madrasta, já que sua mãe não podia sustenta-lo e tê-lo abandonado depois disso. Por outro lado, seu pai cuidara até que bem dele, mas morrera quando ele tinha 12 anos, dali para a frente ele teve que batalhar muito para conseguir ajudar Mirian a pagar as contas.

Me joguei no sofá, de modo que o ocupava por inteiro o sofá.

– O folgada, vamos deixar os amiguinhos sentarem – disse Jess.

– Tem outro sofá ali – Eu respondi apontando para o outro sofá.

– Você é chata mesmo... – Jess reclamou – E sua calcinha está aparecendo.

Eu sentei na hora, e ela começou a rir, e sentou ao meu lado.

– Idiota – Falei e dei um tapa em seu braço, enquanto isso Dante voltava da cozinha com três latinhas de refrigerante.

– As duas podiam parar de brigar né?

– Não estamos brigando, estamos tendo uma conversa acalorada. – Jess respondeu e eu concordei com a cabeça e peguei um refrigerante para ela e um para mim.

– Sei... – Dante se sentou no outro sofá. – Então Ana, o que quer conversar? Já que você que insistiu em vir.

– Sei lá, eu só não queria ficar sozinha.

– Porque não começa falando do boy para nós. – Jess sabia ser chata.

– Acho que poderíamos começar com por onde vocês andaram durante esses dois últimos anos.

– Eu estava atrás de um tratamento para Mirian, então fui a muitos lugares diferentes. – Dante foi o primeiro.

– Eu estava por aí.... Fiquei um ano trabalhando para uma empresa que me mandava para os mais inimagináveis lugares, quando sai de lá, já voltei, nossa já faz mais de um ano tudo isso – Disse Jess.

– Faz mesmo – Comentei, olhando para o tapete. Faziam dois anos que nos conhecemos e passamos pelo melhor ano de todos.

– Agora nos conte tudo sobre seu curioso caso chamado Tomás. – Jess disse e pude ver que seus olhos brilhavam de curiosidade e Dante não estava atrás, estava inquieto, curioso e talvez um pouco receoso demais.

– Está bem.... Se eu não contar vocês não vão parar de me encher o saco. – Suspirei, eu não sabia o que falar. – Bom, eu conheci Tomás na escola, ele senta atrás de mim na maioria das aulas, e ele me beijou a primeira vez no ônibus, eu já dormi na casa dele e ele já dormiu lá em casa. Fim.

Falei correndo e sem olhar para nenhum dos dois. Quando acabei pude ver não só uma troca de olhares maliciosos, como um tanto de espanto.

– Uau! Que relação bomba, rápida e explosiva – Dante riu de seu próprio comentário.

– Ana – Disse Jéssica se virando para mim – Eu não ligo para quem ele é, eu só ligo se você realmente gosta dele, e mais importante se ele gosta de você, porque se ele não te amar como você ama ele... Bom acho que termos que sair do país.

Dante voltou a rir e confesso que eu deixei escapar um sorriso.

– Obrigada... Aos dois, de verdade. Sei que sou burra por me apaixonar por alguém que se descobrir pode querer me matar, mas é o destino... Então valeu por ficarem comigo.

– É o mínimo que posso fazer por esses dois anos ausentes – Disse Dante e Jéssica concordou com a cabeça. – Mas agora vamos falar de algo muito mais importante. Quem vai fazer o almoço?

Jéssica e eu começamos a rir, Dante só pensava em comer. É meio obvio que quem olhava para mim pensava o mesmo já que eu vivia em restaurantes e cafeterias, mas elas eram o melhor lugar para não ser vista fazendo entregas.

– Acho que devíamos pedir algo para comer, não concordam? – Sugeriu Jess e eu já coloquei meus saltos.

– Nossa acho que tem alguém com fome.

– Na verdade eu acho que não vou com vocês, lembrei que preciso passar na escola para justificar minhas faltas, faltei 3 dias já e o ano ainda nem começou direito. – Levantei e meus pés não doíam tanto. – Além disso vocês precisam tratar de assuntos que não me envolvem.

– Espera, você está dispensando a NOSSA companhia? – Jess estava indignada – Como ousa e depois vem dizer que é somos maus amigos. Traíra.

Dante deu risada e fez como se não ligasse para ela, e foi para cozinha jogar as latinhas de refrigerante, quando voltou já foi direto para porta, onde eu e Jéssica já estávamos paradas esperando.

Quando chegamos na recepção nos despedimos, já que eles resolveram ir num restaurante perto na rua do prédio e eu ia ter que pegar o metrô, porque a escola ficava meio longe de lá.

Cheguei na escola em 30 minutos, estava tudo tranquilo, mais tranquilo que a maioria das vezes que eu peguei metrô naquele horário.

Entrei na escola e fui direto para a secretaria, onde alguns alunos estavam tirando xerox de algumas lições e entregando alguns documentos. A secretária me chamou, e eu já entreguei o atestado de acompanhante e o documento que a funerária entrega comprovando que eu estive no enterro.

– Eu vim atestar minhas faltas – Falei entregando os documentos.

– Ah sim – Ela olhou os documentos – Nossa, essa senhora era sua parente próxima.

– Minha última parente viva... – Pude sentir algumas lágrimas ameaçando sair, fiz elas voltarem.

– Meus pêsames. Você quer que eu marque uma reunião com a coordenadora? Ou com a orientadora pedagógica?

– Não, não, eu estou bem obrigada, mas se eu precisar eu volto.

– Está bem. Tenha uma boa tarde.

– Uma boa tarde para você também. – Dei um sorriso e sai andando.

Já estava no portão quando ouvi alguém me chamar, me virei e vi Vanessa, acenando e andando rápido, quase correndo em minha direção.

– Ei sumida – Ela falou me abraçando forte. – Por onde andou?

– Eu tive alguns problemas familiares, então não pude vir.

– Entendo... Algo que eu possa ajudar?

– Não, estou bem, mas obrigada.

– Já sei, porque não vamos dar uma volta? Ou você vai trabalhar?

– Não vou trabalhar, mas acho que não estou muito no clima de sair, vou acabar estragando sua tarde.

Ela fez uma careta e saiu me puxando. Eu tentava falar, mas ela parecia não me ouvir e meu Deus, como ela tem um bracinho forte. Vanessa me levou até um bairro cheio de lojas, eu nunca tinha ido até lá e era tão perto da escola, de uns 15 a 20 minutos andando como pessoas normais.

– Bom, aqui estamos. O paraíso na Terra. – Os olhos de Vanessa brilhavam enquanto ela olhava as lojinhas. — Então aonde quer ir primeiro?

Aquela era uma boa pergunta, que logo foi respondida pelo meu estômago.

– Preciso almoçar, não como nada desde cedo.

– Tá bom, temos várias opções. – Ela voltou a me guiar pelo braço. – Tem um restaurante de comida asiática ali, mais lá na frente tem um de comida mexicana e desse lado tem um de comida nordestina, ah e tem uma lanchonete também, o sanduíche de lá é muito bom.

– Acho que eu vou na lanchonete. – Eu mal terminei a frase e lá estava eu sendo puxada de novo.

A lanchonete não era longe, umas duas ruas para frente, era uma daquelas lanchonetes dos anos 20, super estilosa, eu amei. Entramos e sentamos mais ao fundo da loja, a garçonete que nos atendeu era super simpática e explicou quase o cardápio todo. Eu pedi um sanduíche mais simples com hambúrguer que eles tinham e um refrigerante e Vanessa pediu um lanche natural e um refrigerante também, uma escolha estranha para mim.

Durante todo almoço Vanessa quase não falou, o que eu achei estranho, sempre era ela que puxava assunto, mas não naquela tarde. Alguma coisa ela estava escondendo... Eu previa que minha tarde ia ser um tanto longa

Notas finais
E ai o que acharam? Eu sei que não tô com toda a moral do mundo, mas deixem um comentário >.< Bjs e até a próxima Bia