Notas iniciais
Minha primeira fanfic original. Por favor eu peço que comentem o que acharam. Só assim saberei se devo continuar ou não. Um grande abraço e ótima leitura ;)

No Sul da França, um homem mandava seus servos fazerem a colheita:

—-Acho que a colheita vai ser boa esse ano. (Diz o homem de cabelos brancos e um sorriso no rosto)

Caminhando pelos seus campos, avista deitado ao pé de uma árvore um jovem dormindo. O velho fecha a cara e cerra os punhos:

—-Aquele preguiçoso vai ver uma coisa. (Ele diz indo em direção ao rapaz, adormecido)

Ao chegar perto dele, lhe dá um grito nos ouvidos, que o jovem acorda muito assustado:

—-Precisava disso pai?! (O jovem coça a cabeça)

—-Precisava sim. Acho que mandei você caçar não foi Miguel? (O velho cruz os braços)

—-Mas eu já cacei. (O rapaz se deita de novo)

—-Mesmo?! Onde está sua caça?

—-Escapou.

—-Como assim escapou Miguel?! (O velho se irrita)

Pegando no cabelo do rapaz, o levanta e o joga para o campo:

—-Quero uma explicação. (O velho se senta na árvore)

—-Eu estava na floresta e avistei um javali. Mas ele correu de mim, então eu voltei e dormi. (Miguel se espreguiça) Estava um ventinho tão agradável.

—-Onde estão seus irmãos?

—-Caçando.

—-Você deveria estar com eles. Deixe de ser preguiçoso Miguel.

—-Calma pai. A caça escapou de mim e o senhor fica muito irritado desse jeito; imagine se eu conto que o Bernardo nem se levantou da cama ainda. (Miguel diz com um sorriso maroto)

—-Como é que é?! Mandei todos se levantarem.

—-Pois é pai. Mas ele enganou o senhor e tá lá dormindo, enquanto estamos aqui trabalhando.

—-Estamos nada: eu estou. Você está aí vadiando quando poderia estar fazendo algo.

Miguel se senta junto dele e seu pai o beija:

—-Olhe para este feudo Miguel. (O velho mostra os campos, plantações e a casa) Você é meu filho e quando eu morrer vai cuidar de tudo. Precisa parar de ser preguiçoso. Estou velho e não gostaria de morrer sem ver um de meus filhos casar.

—-Lá vem o senhor com essa de novo. Ainda quero aproveitar a vida pai. Não vou me casar agora.

—-Você que sabe. Mas seja mais responsável, é só o que eu lhe peço. (O velho o beija novamente e se levanta, indo para a plantação)

Quando se deita, Miguel sente alguma coisa molhar-lo. Quando abre os olhos, se assusta com um veado morto:

—-Hoje vocês tramaram mesmo para não me deixarem dormir não é?! (Ele se levanta)

—-Olhe o que eu peguei. (Diz Rodrigo, ostentando o veado)

—-Estou vendo. (Miguel limpa o sangue do animal que caiu no seu rosto)

—-O pai vai ficar orgulhoso de mim. (Rodrigo sorri)

—-De mim também. (André dá um tapa no seu ombro) Esqueceu quem atirou a flecha que abateu o veado?

—-Mas quem foi que pulou nele e cortou-lhe a garganta? (Retruca Rodrigo)

—-Se eu não tivesse atirado a flecha, você não o teria pego. (Responde sorridente André)

—-Vocês dois parem de uma vez. (Diz Miguel com cara de irritado) Onde está o Henrique?

—-Ficou na floresta. (Responde Rodrigo) Disse que ia pegar uma caça sozinho.

—-Fizemos uma aposta. (Diz André) Se ele pegasse uma caça grande sozinho, todos nós iríamos até o feudo vizinho e pegaríamos cinco frutas cada um.

—-O que quer dizer com todos nós? (Pergunta Miguel cruzando os braços)

—-Todos nós: eu, o Rodrigo, você e o Bernardo. (Diz André)

—-Espero para o bem de vocês que ele não pegue nada. (Miguel faz cara feia)

Ao longe, veem outro rapaz carregando um javali, com muita dificuldade. André e Rodrigo ficam mudos e Miguel sorri. Quando chega, Henrique se senta na árvore e olha para os três:

—-Espero muitas frutas. (Ele diz ofegante e sorridente)

—-Como conseguiu?! (Pergunta André impressionado)

—-Atirei uma flecha, o capturei e o degolei. Fiz isso sozinho, coisa que os dois não fizeram sozinhos. (Henrique se gaba) Quero minhas frutas.

—-Você terá. (Diz Miguel)

—-Mas você não estava irritado?! (Diz Rodrigo)

—-Estava. Mas acho que vai ser divertido. E lanço outra aposta: aquele que pegar mais frutas, pode ficar com tudo. (Miguel diz com um leve sorriso)

—-Feito. (Dizem André e Rodrigo)

—-Se é assim, eu também vou. (Diz Henrique)

Os quatro se abraçam e vão andando para a casa. No feudo vizinho, a colheita já havia sido feita e o dono dele estava observando suas terras do alto da muralha do castelo. Uma jovem dama se aproxima lentamente e o abraça por trás. O homem também a abraça:

—-O que está fazendo pai? (A jovem pergunta)

—-Observando minhas terras.

—-Parece triste. O que aconteceu?

—-Apenas estava lembrando da sua mãe. (Os olhos do homem se enchem de lágrimas) Sinto muita falta dela.

A jovem delicadamente enxuga as lágrimas que caem:

—-Não chore pai. Me parte o coração vê-lo assim. (A jovem o abraça)

—-Você se parece muito com ela Luana. (O homem fica de frente com ela) O rosto é parecido, seu jeito. Ela era muito linda, e você conseguiu ser mais.

Luana o beija e chama um servo, para trazer alguma comida para ele, mas ele não aceita:

—-Estou preocupado com você e suas irmãs.

—-Por que pai?

—-Estou velho e sonho ver todas vocês casadas com bons rapazes.

—-Não pense muito nisso pai. Escolheremos homens que sejam da sua aprovação o senhor sabe disso.

De repente, um grito ecoa pelo castelo: uma discussão e Luana corre para saber o que se passa:

—-Eu te falei que esse vestido era meu. (Grita Beatriz)

—-Me desculpe. (Diz Luísa sarcástica)

—-Você sabia muito bem, fez de propósito. (Beatriz exalta mais a voz)

—-O que vai fazer, me bater?! (Luísa continua sarcástica)

Beatriz se lança para cima de Luísa, mas Helena a segura, enquanto Clara tenta conter Luísa. Nessa hora chega Luana:

—-Brigando por um pedaço de pano?! O castelo inteiro está ouvindo a briga de vocês. (Luana diz com tom de voz moderado, porém autoritário) Se querem tanto um vestido, peguem alguns meus, eu mando fazer outros. Ou então mandem fazer vocês mesmas, mas brigar por besteira.

—-Luana está certa. (Diz Helena) Parem de ser bobas. Parecem duas crianças.

Ambas são soltas e ficam frente a frente:

—-Só quero o bem de vocês. (Diz Luana pondo a mão no ombro de cada uma)

—-Parece a mamãe falando. (Diz Clara)

—-Agora se abracem. Por favor.

As duas se abraçam, mas trocam olhares mortais. No feudo de Francisco, (Pai dos garotos) eles entram no quarto fazendo barulho e acordando Bernardo:

—-Não se pode mais dormir. (Ele diz irritado)

—-Levanta Bernardo. (Diz Miguel) Temos algo para fazer hoje á noite. E vai ser bem divertido.

Notas finais
Aqui está o primeiro capítulo. Espero que os que leiam gostem. Por favor comentem o que acharam e até o próximo capítulo ;)
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.