Amor Celestial
32 Ordens dada
Notas iniciais
POv. Bella
As semanas passaram rápidas demais, mas o empenho de minha equipe triplicou de eficiência. Thony, no comando, soube administrar bem, mas disputava espaço com Emmett e Jacob, ambos querendo matar Lúcifer.
As meninas estavam focadas, queriam ser uteis, mas não sabiam como. Dean as ensinou a empunhar uma arma, contendo balas especiais, para longa distancia. Nessa modalidade Nathalia se destacava, sua mira era tão boa quanto a potencia do soco que Ângela descobriu possuir. Rose não era forte nem de boa pontaria, mas era ágil. Veloz e sagaz conseguia correr tão rápido quanto o próprio Dean. Ela seria importante para o ataque que receberemos.
Alice não treinava, dedicava seu tempo a nossa pequena. Nossa filha crescera e estava com pouco mais de oito meses. Não entendia o que estava acontecendo, mas sabia que não era algo bom. Seus sonos eram agitados e muita das vezes ia parar em nossa cama, chorando e com pesadelos.
– Isso não dará certo! – Emmett gritou com Jacob.
– Para de ser fraco, Cullen! Não podemos ser medrosos numa guerra! – Retrucou meu irmão.
– O que está acontecendo aqui? – Indaguei ao Anthony, que já desistira dos dois.
– Não conseguem entrar num acordo. Parece que a vingança subiu-lhes a cabeça. – Revirou os olhos.
– Muitos irão morrer com essa formação, seu palerma! Temos que nos manter fechados e não abertos! – Emmett se irritou.
– Formação tartaruga? Acha mesmo que teremos escudos para nos protegerem quando arcos forem lançados do céu? – Jacob riu irônico. – Estamos no século XXI, armas de fogo serão disparadas em nossa direção com endereço certo: O coração. Preste atenção, se aglomerarmos seremos alvos fáceis, se espalharmos, não será tão fácil! – O argumento de meu irmão era valido...
– Mas há quem precise de ajuda! Somos uma equipe e não unitário. Precisamos pensar no bem de todos e não somente de um! Se Sam cair ao chão, eu caio junto com ele! Precisarei defendê-lo quando não puder fazer por si! Se estiver longe, como perceberei isso? – E o argumento do Emm melhor ainda...
– Estão pensando como se isso fosse uma guerra Civil. – Entrei no meio. Séria e decidida. Como um Marechal em meio à 3º Guerra Mundial. Fiquei entre os dois e encarei Emmett. – As armas não são como eram usadas na guerra que Alexandre liderou, não usamos espadas nem arcos e flechas, estamos em outro século, muitos séculos adiante. – Assentiu. – O coletivo importa, muito. Sair cada um para o lado que quiser é falta de organização, planejamento. – Jacob abaixou a cabeça. — Estão pensando sozinhos! Esqueceram que naquele campo, daqui a poucos dias, estarão seus filhos! Sua família! Sua esposa! – Jacob Ficou rígido e Emm encarou sua amada, que parou de treinar para ver-me repreendendo os dois “Coronéis”. – Jacob, Letícia estará com uma arma de fogo em mãos, o que fará com ela no campo de batalha? – Indaguei.
– Ficarei ao seu lado, darei minha vida por ela! – Letícia sorriu para o pai, orgulhosa.
– E você, Emm? Rose correrá como nunca para ajudar a salvar o mundo, a deixará correr sozinha? – Ele rosnou.
– Ninguém encostará um dedo nela! Estarei ao seu lado a todo instante! – Rose ficou corada pela resposta.
– Mas e quando ela precisar invadir a base inimiga para cumprir uma missão, ficará parado? Conseguirá seguir uma ordem? – Negou rapidamente. – Jacob, Rose está sozinha, mas você ordenou que todos se separassem, manterá formação quando a ver em perigo? – Também negou. – Estão vendo? Pensem não como guerra, mas como uma disputa de sobrevivência! Não queremos a vitoria para ficar cantando para os 4 cantos do mundo, escrever nas páginas dos livros de história ou para nos glorificar. Precisamos vencer para que a raça humana prossiga em eterna evolução, para que ainda exista vida na Terra!
– Minha mãe está mais do que certa. – Thony se juntou a mim. – Vocês estão sendo patéticos! Infantis e tão cegos que até mesmo as crianças sabem liderar mais! – Foi duro. – A ideia de nos juntar é a mais correta, mas a mais perigosa. Seremos alvos fáceis. A ideia de nos separar é a mais lógica, mas a mais arriscada por não termos como amparar alguém.
– E o que sugere, pirralho? – Sam entrou na roda de discussão.
– Grupos. – Falei por ele. Suspirei e vi todos se reunindo em circulo, em volta de nós. – Minha família: Jacob, Emmett, os gêmeos, Letícia, Rose, Alice, Thony, Nath e Ângela; Família Gregory: Sam, James, Dean, Susan, Victoria, Karla, Kaio, Marcelo, Jullya, Katherina, Carlos, Andrey, Anne, Lenny, Wanderson, Allana, Joseph, Phillip, Pedro e Paul e a Família Denali: Tania, Irina, Kate, Carmen e Eleazar. – Citei nome de todos ali.
– Presente. – Dean ergueu a mão chegando depois. O olhei sem entender. – Estava no banheiro quando ouvi a chamada. – Todos riram de leve. – Mas ouvi o que você estava dizendo, está mais do que certa. Fiquei curioso com sua proposta. Diga-nos mais sobre ela. – Assenti.
– Antigamente, na Grécia, existiu um único exército quase invencível. Era formado apenas por homens que tinham um relacionamento bem próximo. – Dean riu. – O exercito espartano era o mais temido. No comando de Leônidas, se tornou indestrutível. Mas eles carregavam um segredo. Sabe qual? – Ninguém arriscou um palpite. – O amor. Alguns soldados mantinham relacionamento homoafetivo com seu companheiro. Isso não os deixava fracos, sensíveis ou vulneráveis, pelo contrario, os tornavam fortes! Temidos! Ninguém os desrespeitavam.
– O amor que sentia pelo seu companheiro era a motivação para que cada um continuasse na guerra, para defender aquele que amava. Para honrar o nome do companheiro, ou vingar a morte da sua outra metade. – Dean completou por mim. – Estamos em vantagem nisso. – Assenti concordando.
– Cada um aqui tem um elo com alguém. Dean não deixaria que um demônio se aproximasse de Karla, assim como eu mataria para a sobrevivência de Alice. Jacob uniria um exercito para matar Lúcifer se ele encostasse-se a sua filha, Emmett entraria sozinho no inferno para resgatar Rosalie. Entendem o que quero dizer? – Todos concordaram. Olhando-me com concentração.
– E qual seria sua linha de raciocínio, irmã? – Jacob, agora mais calmo, perguntou tranquilamente.
– Somos pequenos, mas fortes! Nossa vulnerabilidade está nas crianças. Mas isso eu já tenho outra solução. Mas precisamos nos focar na linha de frente.
– Quem comandará a linha de frente? – Emmett questionou
– James. – Se assustou quando chamei seu nome. – Você e seus irmãos tem mais experiência com demônios. Saberia lidar com isso melhor que ninguém. – Concordou. – Irá ficar na vanguarda com mais dez pessoas, e claro, anjos. – Sorriu de lado.
– Quem serão meus soldados? – Se animou.
– Jacob, Letícia, Carlos, Anne, Josh, Allana, Victória, Marcelo, Katherina e Paul. Serão seus soldados. Os anjos se dividiram de outra maneira, a qual não tenho conhecimento. – Ficou rígido.
– Minha esposa na linha de frente? – Victoria ficou ao seu lado e apertou sua mão.
– Lembre-se, um estimulo para sobreviver. – Ela sorriu e beijou seus lábios.
– Letícia é uma criança, Bella! – Jacob e Rose se assustaram.
– Mas sabe atirar como nenhuma outra. – Ela sorriu de lado e assentiu.
– Não irei te decepcionar, tia. – Sabia que não.
– No pelotão de trás, há no máximo 150 metros do primeiro, estará o segundo. Quero mais dez.
– Quem liderará esse? – Emmett perguntou apreensivo.
– Rosalie. – Se assustaram e Rose também.
– Por que... – A cortei.
– Preciso de alguém veloz para tal tarefa, só você poderá fazer o que planejo. Com você irá: Emmett, Ângela, Susan, Karla, Kaio, Jullya, Lenny, Wanderson, Andrey e Pedro.
– Será uma grande responsabilidade, mas não irei lhe deixar na mão. – Rose me olhou séria.
– Tenho plena certeza disso, minha irmã. – Sorriu com isso. – O terceiro batalhão será o da retaguarda. Ficará espalhado em pontos estratégicos, como se fossem atiradores de elite, assim dizendo. – Os que sobraram sorriram com isso. – Não poderão deixar seus postos, será realmente a retaguarda, darão suporte aos primeiros e proteção ao segundo.
– E quem liderará? – Thony questionou.
– Nathalia. – Ficou tenso. – Você levará Irina, Kate, Carmen, Eleazar e Phillip. Cinco serão suficientes.
– Bella, não sei se... – A calei.
– Thony precisará de você. – O olhou com medo. – O deixará desamparado? – Negou de imediato. – Faça o que mando, tenho certeza que se sairá muito bem. – Suspirou e assentiu.
– E nós? – Sam questionou.
– Alice é a chave. – A olharam com admiração. – Precisa abrir e selar a cela de Lúcifer. Ela precisa ir ao inferno. – Tremi com tal pensamento. Logo me abraçou com cuidado e beijou meu pescoço. – Não poderei entrar. Não seria sensato.
– O que sugere? – Indagaram.
– Sam e Dean serão a escolta dela ao inferno. – Dean gargalhou.
– Nunca pensei que levaria tão a sério a minha frase, irmão. – Dean socou o ombro de Sam, que riu junto.
– Sabem do risco? – Assentiram. – Um ferimento lá é fatal, adeus Família Gregory. – Ficaram sérios.
– Anthony e Tania, como ficam? – Rose questionou.
– Thony é a cura, ficará por ultimo ao lado de Tania, uma poderosa feiticeira. Ela irá usar seus poderes para nos dar uma proteção a mais, um escudo seria a palavra mais viável. Trabalharei isso com você, tudo bem? – Concordou de imediato. – Meu filho curará a quem precisar de seu dom. Outra vantagem a nosso favor. – Apertei a cintura da minha esposa.
– Enquanto as crianças? – Ela quis saber.
– Um santuário. Iremos começar sua utilização hoje, Kate, Irina e Tania, isso é com vocês. – Sorriram.
– O local?
– Sótão. Lá é um lugar calmo, sentirão isso ao entrar. – Assentirão e logo se endireitaram.
– Podemos iniciar o ritual do santuário? – Tania questionou.
– Devem! – Assentiram. – Onde fui encontrada, vão imediatamente e faça o que tem que ser feito. Confio em seus poderes, Denali. – Sorriram para mim. Tania andou em minha direção e apertou minha mão forte, mas logo a soltou com violência. – O que foi? – Não entendi sua ação.
– Há uma nuvem negra em seu caminho, nunca vi nada parecido com tal coisa! – Arregalou os olhos. Sorri sem humor.
– A morte está batendo em nossas portar, Tania. – Negou.
– Mas a sua é mais densa e intensa. – Lamentou. – Sinto muito... – Andou dês costas.
– Meu destino já é traçado antes mesmo dessa guerra surgir. – Revelei por alto o que eu já sabia.
– O destino é apenas um caminho que seguimos, mas não apenas de um sentido.
– Está dizendo que há como reverter essa situação? – Larguei-me de minha esposa e a olhei com expectativa e esperança.
– Isso depende somente de você, suas escolhas, seu destino. – Chamou suas irmãs e subiram para o quarto que indiquei. O sótão.
– Falou de todos, Isabella, mas e você? – Dean questionou.
– Não ouviram? – Me virei e fitei pela janela. O céu estava nublado, ventos fortes e frios. O dia da guerra estava próximo, não passava de amanhã. – Meu coração deu uma vacilada e logo minha esposa enlaçou minha cintura.
– O que quer dizer? – Sam indagou.
– Meu destino já está traçado. E contrariando o que Tania disse... – Suspirei. -... Eu não tenho saída.
– Está prevendo sua morte antes da batalha começar? – Dean se aproximou.
– Estou apenas entendendo o óbvio, Gregory. – Trouxe Alice para o meu peito. Inspirei seu perfume e tentei me tranquilizar.
– Está organizando um confronto mortal no qual já imagina sua derrota? Se está tão insegura, por que não desistimos de tudo e nos aliamos a Lúcifer? – Me pressionou.
– Alice é a única que pode de fato salvar a todos. Eu sou apenas uma porta voz com ideias. É nela que vocês têm que depositar suas confianças e esperanças. – Olhei nos olhos de minha esposa, sorriu triste e me apertou. – Pois eu confio minha vida a ela, sei que não é muito, mas é o que tenho. – Acariciei sua face e logo ganhei um beijo calmo.
– Não quero sua vida, já lhe disse... – Sussurrou. – Vamos vencer! Vamos derrotar o Arcanjo sombrio. – Falou confiante, o que animou a todos que começaram a gritar.
– VAMOS VENCER! – Anthony ergueu o braço e todos se juntaram a ele. — VIVA A LUZ! A FAMILIA! AO AMOR, e claro... A minha mãe... – O olhei de lado. — Sem suas instruções não seriamos nada. – Sorri tímida em meio à animação daqueles que resolveram dar a vida em prol de uma causa nobre.
– Sabemos dos riscos, e vocês sabem que podem não mais ver quem tanto ama... – Fui cortada.
– Não é por nós que estamos fazendo, mas sim para honrar o nome do Pai, para preservar a espécie humana, e claro... Para derrotar Lúcifer! – Sorri para meu filho e desviei minha atenção da bagunça que estavam fazendo, concentrei-me em Alice.
– Eu te amo. – Voltei a cariciar sua face.
– Não mais que eu. – Sorri torto. – Amo esse sorriso, sabia? – Mordi meu lábio inferior. – Está me seduzindo? – Rimos.
– Talvez... – A apertei mais a mim.
– Que tal parar de provocar assim? – Questionou quando passei a mão pelo seu corpo.
– Que tal eu satisfazer a necessidade dos nossos corpos? – Sussurrei em seu ouvido.
– Vamos para o quarto? – Não respondi, a puxei de leve e evitei passar pelo meio dos outros. Subimos sem que ninguém nos visse e logo tranquei a porta do quarto. – Vem cá, minha esposa safada. – Me chamou com um dedo. Um sorriso malicioso brotou em meus lábios.
Avancei em sua direção e a joguei na cama. Meu corpo contra o seu e lábios esmagando um ao outro, procurando mais contado. Eu precisava sentir minha esposa. Ter seu gosto em minha boca e sei cheiro em meu corpo. Pelo menos por uma ultima vez...
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