Notas iniciais
Uuauuuu. Tipo, para uma fic que pensei que teria que excluir, ganhar 11 reviews no primeiro cap é uma coisa maravilinda >

POV Bella.

– ESME. – Ouvi uma voz alarmante gritando em desespero. Abri meus olhos rapidamente e vi que já estava na terra, dentro de uma casa, em um quarto.

– Meu amor... AH! – A voz da mulher era desesperadora, era agonizante e cheia de tristeza. – Me leve para um hospital, nossa filha quer nascer. – Fui às presas em direção as vozes e suspirei ao ver um casal com duas crianças ao redor.

– Meu amor, não tem como ir a um hospital. – O homem lamentou desesperado a esposa.

– Papai, chame o tio Aro, ele tem carrão e pode levar a mamãe. – Um menino maior, creio que seja o Emmett, falou triste ao ver a mãe chorando de dor.

– Emm, não seja burro, papai odeia o tio Aro. – o mais novo sussurrou para o irmão. Edward.

– Ligarei, infelizmente não tenho alternativa. –Carlisle, um loiro, correu para o telefone e falou desesperado com alguém. Andei até a mulher e vi como era linda, olhos verdes e uma beleza delicada, rara de se ver.

– Meu Deus, proteja minha filha. – pedia se contorcendo na cama e segurando fortemente a barriga. – Me leve junto a ti, mas deixe minha menina ver o mundo. – Estava suada e chorando.

Andei mais e coloquei a minha mão sobre a dela delicadamente.

Nosso Deus está contigo, minha jovem. – A luz que me trouxe a terra, foi à mesma que surgiu em mim, envolvendo o corpo da mulher..

– Eu sabia que o Senhor não me abandonaria. – sorriu em meio à dor.

Estou contigo, minha pequena. – acariciei sua barriga e Esme parou de se contorcer na cama e respirou ofegante. Carlisle voltou mais aliviado e sorriu ao ver a esposa mais tranquila.

– Meu amor. – Acariciou seu rosto. — Estamos com algo divino aqui, sinto isso. – Ele sorriu e segurou em suas mãos.

– Sim, nossa anjinha está para nascer. – sorri de lado. – Aro está aqui perto e vai nos ajudar. Nunca serei grato a ele por estar fazendo isso. – beijou seus lábios. – Meninos. – Edward e Emmett correram em sua direção e pararam antes de chegar à cama. – Deem um beijo em sua mãe e vão para a casa do Jasper, ficaram lá até voltarmos do hospital.

– Mas eu quero ir com a mamãe! – Edward bateu o pé.

– Não discuta, Ed. – Emmett fui duro com o irmão. – Pode deixar papai, eu cuidarei do Edward. – Carlisle sorriu para os filhos e os viu dando um beijo carinhoso na mãe e na barriga. – Não machuca muito a mamãe, Alice, você é importante para nós assim como ela. – Sorri ao ouvir isso.

– Volta logo para casa, mamãe. – Edward fez o mesmo que o irmão. – Estou louco para te ver, maninha. – Esme sorriu emocionada e gritou, mais uma vez, de dor.

– VÃO LOGO! – Carlisle gritou com eles, que saíram correndo e assustados de casa. Logo em seguida Aro entrou trazendo consigo um homem. – Meu irmão, por favor, nos ajude. – Imploro.

– Trouxe Caius, ele é médico e nos ajudará caso ocorra alguma coisa durante o percurso.

Suspirei aliviada e acompanhei de perto Esme ser levada para o carro e partindo para o Hospital.

Fique calma, respire. – sussurrava em seu ouvido, mesmo sabendo que não me ouviria, mas a “voz de um anjo” deixava a pessoa mais tranquila.

– Meu amor. – Esme sussurrou.

– Sim. – beijou suas mãos.

– Estou me sentindo fraca. – Ele apertou ainda mais forte a mão da sua amada e eu fiz o mesmo, mesmo não podendo toca-la. Passei toda a energia que eu tinha para não deixar nada de ruim acontecer a ela e a minha pequena protegida.

– Calma, ficará tudo bem, Esme. – O irmão de Carlisle falou tentando a tranquilizar. – Já chegamos. – Avisou e um alivio enorme me tomou.

– Aqui é particular... – Carlisle se assustou.

– Por minha conta, irmão. É mais um Cullen no mundo, não negarei isso a um sangue azul. – Bateu nas costas do irmão e recebeu um abraço muito apertado e forte.

– Obrigado por tudo. – Não disse nada, apenas assentiu e chamou socorro para a sua cunhada. – Vocês ficarão bem, tenho certeza. – Carlisle, a todo instante, beijava a mão de Esme e sussurrava palavras de carinho e amor.

Rapidamente enfermeiros vieram a buscar e logo a levaram para a sala de parto.

[...]

Três médicos foram chamados para trabalhar em Esme, seu caso realmente era grave e a pequena Cullen já estava dificultando tudo, ela havia se enrolado no seu próprio cordão umbilical.

Não sai do seu lado hora nenhuma, permaneci ali, rezando com todas as minhas forças para que meu Pai atendesse meu clamor e que tivesse misericórdia por esse pequeno ser.

– Ou a mãe ou a criança. – Um dos médicos falou. – Não teremos como salvar as duas. – Carlisle ficou desesperado, era o amor da sua vida de um lado e um pedaço dos dois do outro, não teria, não havia como escolher.

– Alice... Salve Alice... – Esme implorou quase sem voz. Ela estava realmente fraca.

Os médicos logo atenderam a esse pedido e fizeram de tudo para salvar a criança.

Pai, por favor, sei que o Senhor não permitirá uma morte de um ser tão puro e angelical como essa jovem mãe, sei que o Senhor deve estar testando a crença dessa família, mas acho que ela já foi testada o suficiente, não faça, não permita que sofram mais! – rezei. – Essa criança é minha protegida, o Senhor não me mandaria aqui à toa, tenho certeza que ela faz parte dos seus planos, mas essa mãe também. Quem a orientará? Quem a colocará no caminho certo e do bem? – Os aparelhos que estavam ligados ao coração de Esme começaram a disparar, seu coração estava acelerado. – Senhor, por sua santidade, eu lhe imploro clemência e piedade. Não deixe essa mãe morrer. – Eu já estava perdendo as esperanças, mas mantive-me firme em minhas preces e não desisti de implorar.

– Puxa a criança. – Ouvi um medico falando. Um choro agudo e forte encheu o local. Um sorriso escapou de meus lábios, não só do meu, mas como no de Carlisle e Esme. – Aqui está, Sr. e Sra. Cullen, o novo membro da família. – O médico colocou a criança perto da mãe, que logo fez questão de beijar sua pequena cabecinha.

– Minha pequena Alice. – sussurrou fraca. Suas forças se esgotaram e seus olhos se fecharam.

– ESME! – Carlisle ficou desesperado e logo foi retirado de lá por dois enfermeiros. Levaram a pequena para receber os cuidados iniciais e eu fiquei ali, juntamente com Esme.

– Ela não irá sobreviver. – Um deles estava pessimista, mas mesmo assim não deixava de fazer seu trabalho e de tudo para salvar sua vida. O aparelho parou de funcionar... Quer dizer, não se escutava nenhum barulho. – Parada cardíaca! – logo pegaram um aparelho para tentar ressuscita-la.

Pai, não... Não a deixe partir. – Implorei novamente. – MÃE, A SENHORA É A INTERCESSORA, A QUE ROGA PELOS SEUS FILHOS, NÃO DEIXE ESSA JOVEM E POBRE ALMA PARTIR, A DEIXE EXERCER SEU PAPEL DE MÃE! – Acabei me ajoelhando e implorando ainda mais. – Não a deixe partir... Não... – Acabei chorando. Levantei-me e acariciei o rosto de Esme.

Uma lágrima escorreu por minha face e caiu em cima de seu peito, em seu coração.

– Ela partiu... – Foi dado o óbito.

NÃO! – Mais lágrimas rolavam por minha face e morriam em seu peito. Uma nova onda de energia me atingiu, me sentia revigorada e mais forte. Ergui minhas mãos e as vi mais brilhantes. As coloquei sobre o peito de Esme e senti essa força se esvaindo de meu corpo e passando para o dela, como uma forma de transferência de energia vital... E pelo jeito deu certo. O aparelho, que antes dizia que ela estava morta, começou a apitar novamente, o que chamou a atenção dos médicos.

– Impossível! – Sorriram e logo trataram de medica-la adequadamente. – Realmente vimos um milagre acontecer. – Estavam emocionados

Realmente, vocês acabaram de ver um milagre acontecer! – Sorri e olhei mais uma vez para Esme. – Seja bem vinda de volta. – E um pequeno sorriso brotou em seus lábios...

Assim que sai do quarto de Esme fui até a maternidade e vi Carlisle com uma pequena criança no colo.

– Minha pequena vida, você nos deu um susto. – acariciou sua cabeça e a beijou com carinho. – Eu pensei que iria lhe perder, ai depois quase perdi sua mãe... Meu coração não é tão forte assim! – Sorriu e limpou as lágrimas. – Mas o importante é que está aqui, em meus braços e sua mãe descansando no quarto.

Aproximei-me mais deles e pude apreciar a beleza daquele ser encantador e incrivelmente lindo.

Sua pele era a mais branca possível, seu cabelo ralo e negro. Seu cheiro era tão doce e floral que me lembrava do campo onde eu costumava correr quando ainda era humana. Sua pele parecia ser macia e sedosa, algo realmente incrível!

– Você é tudo na minha vida, Alice. – Carlisle falou.

Digo o mesmo, Sr. Cullen. – sorri e fiquei a assistir Carlisle cuidando dela carinhosamente.

Notas finais
Eai, deve mesmo continuar ou parar por aqui? Hãm?Reviews sempre são bem vindos!Bsus, Lary >