Amor Celestial
7 Aviso Ameaçador
Notas iniciais
Ai está, o capitulo mais maior de grande u.u hsuhsu
Boa leitura a todos e fico feliz por todos os reviews que recebi até agora!
"(Gente, vamos sair da vida real agora, BEM DA VIDA REAL, vamos dar uma de SOBRENATURAL e fazer alguns anjos ser os phodões, ok? Não vamos misturar isso à religião porque sei que vai dar treta... Muita treta...)"
POV. Bella.
Aquele beijo não saia da minha cabeça, eu já estava rolando na cama a mais de duas horas e não conseguia esquecer aqueles lábios macios e quentes juntos aos meus.
Decidi levantar da cama, eu realmente não conseguiria dormir.
- Acordada essa hora? – Vi Rose deitada no sofá e segurando um porta retrato. Andei até ela e vi que era o do meu irmão. A abracei forte e sequei algumas lágrimas que escorriam de sua face.
- Eu sinto tanta a falta dele, você não imagina. – soluçou. – Todas as noites eu tenho pesadelos, eu sonho com ele morrendo na minha frente e caindo todo carbonizado... Eu... Eu realmente não suporto mais essa dor, Bella. – beijei o topo da sua cabeça e tentei passar tranquilidade para ela.
Gabriel, me ajuda aqui, por favor. Implorei.
Aos poucos Rose foi ficando relaxada e vi aquele anjo no canto da sala, mas ao seu lado vi outra pessoa que me fez ficar sem folego e emocionada.
- Jake com certeza não iria querer lhe ver assim. – Ele sorriu para mim e eu rapidamente sequei minha lágrima que escorria por minha face.
- Mas dói, você sabe o que é perder alguém que tinha seu coração, Bella? – neguei.
- Eu nunca amei, Rose, quer dizer, eu nunca tive alguém como você teve o Jake. – acariciei seu rosto. – Mas sei que ele está no céu lhe protegendo e lhe vigiando. – Jake assentiu e andou até nós. Passou sua mão ao redor do rosto da sua amada e sussurrou.
Eu lhe amo, minha vida. Sorri para ele.
- Se eu lhe dizer que consigo ver... Espíritos, você me chamaria de louca? – ela arregalou os olhos e me olhou.
- Por que está me dizendo isso? – respirei fundo. – Você é medium ou algo do tipo?
- Digamos que sim... – Suspirei e olhei novamente para o meu irmão. – O Jake está aqui. – Ela se arrepiou e olhou em volta. Rimos dela. – Na sua frente.
- Por que não posso vê-lo também? – Lamentou.
- Por que ele está em outro plano.
- E você está no mesmo que eu. – emburrou.
Queria estar ao seu lado para poder lhe abraçar, meu amor, dizer que lhe amo e a beijar quando faz esse bico, sabe que amo quando faz isso. Sorri.
- Jake disse que queria estar aqui para lhe abraçar e lhe beijar, disse também que você sabe que ele ama quando faz esse bico. – Ela sorriu e chorou novamente.
- Ele me escuta? – Assenti. – Eu te amo, Jake, te amo muito. – sorrimos. – Nossa filha está cada dia mais parecida e linda como você. – A apertei fortemente e deitou sua cabeça em meu ombro quando voltou a soluçar.
- Jake vai proteger vocês agora de onde está.
- Acho que ele lhe mandou para isso. – beijei sua testa.
- Digamos que eu vim com mil e uma utilidades. – riu. – Você precisa descansar, vá para a cama.
- Não consigo dormir.
- Deite com a Letícia, tenho certeza que irá conseguir dormir. – Assentiu e beijou meu rosto.
- Obrigada por tudo que tem feito na minha vida, Bells. Esse três meses foram os melhores. Somente com você eu esqueci um pouco da dor da perda meu marido.
- Não, você nunca o perdeu, ele sempre estará ao seu lado. – sorriu. Beijei sua mão. – Você me acolheu aqui, Rose, eu não fiz nada e você fez muito. – negou. – Vá dormir, descanse. – assentiu. Olhou para todos os lados. – Pode falar, ele irá lhe escutar.
- Será que se eu pedir para sonhar com ele, é muito? – ri. – Mas sem ser com a sua morte?
- Tenho certeza que não, vá dormir. – subiu as escadas e me virei para o meu irmão que já estava sentado no sofá.
Cuidando tão bem dela que fico até com ciúmes. Ri dele.
- Por que você tinha que partir logo quando eu chego aqui? – meus olhos encheram de lágrimas.
O destino quis assim, Ele quis dessa maneira. – neguei e coloquei minha mão sobre o seu rosto.
- você ficou tão lindo, meu irmão. – Sorriu. – Queria ter convivido com você, você era tão novinho quando eu...
Shi... Por favor, não vamos relembrar um passado que tanto me atormentou, sim?
- Perdão.
Bella, Rose merece ser feliz, a faça encontrar alguém para dividir novamente a cama, que cuide da minha filha e seja o pai que não pude ser.
- Você está me pedindo para arrumar ALGUÉM PARA OCUPAR O SEU LUGAR? – me exaltei um pouco e respirei fundo. – Jake, pessoa errada. – me olhou divertido.
Eu quero um futuro par aminha filha, Bells, e quero a felicidade da minha mulher... Sabe como me doeram ver esses dois anos ela chorando sozinha na cama ou com a nossa filha? Leticia tem apenas 4 anos, mas precisa de um pai. Eu sempre serei o seu, mas precisa de uma presença paterna para guia-la.
- Eu faço isso, eu cuido dela por você. – acariciou meu rosto da forma que conseguiu.
Não, por favor, eu não quero a infelicidade da mulher que mais amei e do fruto do nosso amor. Quero vê-la sorrindo nos braços de outro, com filhos a sua volta e netos também. Quero minha filha o chamando de pai e sorrindo para os irmãos. — O olhei incrédula. EU não conseguia entender isso... – Bella, entenda, o que adianta eu ficar querendo ela sozinha e sofrendo sendo que minha maior felicidade é vê-la sorrindo?
- Você está certo e eu errada, e olha que sou a irmã mais velha! – riu. – Farei o possível para entrar somente uma pessoa digna de... Não ocupar, mas preencher o vazio que você deixou.
Obrigado, e gostaria que desse um beijo na minha Lele, a coisa mais perfeita da minha vida. Pediu sorrindo bobo.
- Claro. – Ele assentiu e logo depois sumiu.
- Bella. – Gabriel sentou-se ao meu lado. – Sabe que sou o anjo do bem, não é? Que só dou as boas noticias e às vezes proteção. – Assenti. – E você sabe que eu sou supervisionado por anjos, arcanjos...
- Sim, o que, que tem?
- O seu beijo com Alice... – Ele ganhou um brilho nos olhos. – Eu sempre pensei que essa fosse à missão dela, lhe ensinar o que é o amor. – Arregalei os olhos. – Você nunca soube, sentiu e vivenciou isso antes.
- Sim, e estou vendo que isso é uma coisa muito grande e avassaladora. Eu nunca pensei que fosse assim, Gabriel. – Ele sorriu triste. – Eu nunca pensei que amaria alguém como amo a Alice.
- Você sabe que eu sou a favor de qualquer tipo de amor, principalmente esse que você sente, e não me importo quem ou com quem sinta...
- Sim, eu sei. Você deveria ser um cupido, isso sim. – riu.
- Mas nem todos acham o mesmo que eu. – suspirei.
- O que quer dizer com isso? – perguntei sem entender.
- Tire essa paixão de você, Bella, isso vai lhe atrapalhar. Eles vão lhe mandar para longe dela. – Gabriel me avisou.
- Não... Não... Eles não fariam isso, não! – Fiquei desesperada. – Alice é tudo para mim, até Ele sabe disso, tenho certeza! – chorei.
- Calma minha pequena, se houvesse uma maneira de fazer vocês ficarem juntas...
- Mas é impossível eu arrancar esse amor que há dentro de mim, Gabriel, ele é grande demais... Sei que talvez ela possa não me amar da mesma maneira ou só me querer como amiga, mas isso não me importa, eu quero estar ao seu lado e cuidar dela!
- Bella, estou aqui para lhe alertar, cuidado com suas ações, elas tem consequências. – Assenti e ele sumiu.
- Bella, você poderia buscar Leticia na escola hoje? – Rose pediu. Havia se passado um mês desde o meu beijo com Alice e meu primeiro contato com meu irmão.
- Claro. – comentei arrumando minhas coisas. Estava na hora do almoço. – Até mais tarde. – beijei seu rosto.
- Bella, espere. – Pediu. A olhei com atenção e sorriu. – Obrigada por aquele dia, saber que ele está comigo a todo instante é reconfortante. – Retribui seu sorriso e assenti.
- Não por isso. – Me despedi dela e sai do hospital indo para o seu carro. – Eu realmente preciso de uma coisa dessas...
Dirigi até a escolinha da minha pequena sobrinha e a vi correndo em minha direção quando me viu encostada no carro.
- TIA Bella! – Correu e pulou no meu colo.
- Oi minha linda, tudo bem? – beijei sua testa e concordou. – Vamos almoçar com a tia hoje no restaurante?
- EBAAA. – Ri da sua animação e percebi que a escola de Alice ficava, literalmente, em frente à escolinha.
- Vamos ali comigo ,amor? Ver se acho a amiga da tia? – assentiu e se pendurou no meu pescoço.
- Com licença, mas você é tia dela? – Uma moça, muito bonita por sinal, perguntou.
- Sim, Isabella Swan. – me apresentei. – Rose pediu para busca-la hoje. – me olhou desconfiada. – Não se preocupe, se quiser ligar para confirmar...
- Isabella... Ahhh, Bella... A cunhada da Sra. Swan. – Assenti. – Perdão, me chamo Ângela Weber.
- Não por isso, um prazer conhece-la. E é reconfortante saber que minha sobrinha está sobre tantos cuidados. – sorriu sem graça e logo pediu licença. – Vamos meu amor. – andamos até o pátio da outra escola e vi o carro, nada chamativo, da Alice estacionado do lado de uma Mercedes.
Andamos até lá e vi aquele lindo com um barrigão perfeito se aproximando lentamente, de cabeça baixa e respirando fundo. Mas Alice logo parou e olhou para o lado com os olhos tristes.
- Olha quem vem passando, a putinha... – Ouvi uma loirinha falando. E aquilo me irritou.
- Isso que dá ficar dando para qualquer um, aparece grávida. – outra morena provocou.
- Que nada, isso foi uma tentativa de dar um golpe, vocês não veem isso? – uma outra morena provocou jogando seu veneno. Eu realmente não sei como seres assim têm anjos da guarda.
- Tia Bella, por que aquelas moças estão falando mal da mulher com barrigão? Isso não é feio? – Assenti.
- Muito feio, ela é amiga da titia, vamos lá ajudar ela? – assentiu. Andamos até Alice e vi quando a mesma perdeu a cor com mais uma rodada de venenos.
- Ihhh, a gravidinha está passando mal. – zoaram.
- Alice. – Coloquei Leticia no chão e fui socorrer minha pequena. – Você está bem? – Acariciei sua cabeça e vi como estava fria. – Hey, você precisa ir ao médico. – Senti Anthony chutando fortemente sua barriga de sete meses. – Seu pequeno está agitado. – Sorri para ela.
- Bella. – me abraçou e chorou em meu ombro.
- Ihhh, olha uma coitada ali. Hey, se eu fosse você saia de perto dela, você pode se contaminar! – riram.
- Me contaminaria se ficasse perto de você, que não sabe fazer nada além de criticar a vida dos outros como se as de vocês fossem perfeitas! Como se cada uma ai não desse para todos na escola! Vocês são mais rodadas do que roda de caminhão! – Me olharam chocadas. – Antes de falar da Alice olhem para o umbigo de vocês e pensem bem, Alice pode ficar sozinha na escola, mas ela tem família e amigos de verdade fora dela que são capazes de tudo pelo seu bem estar!
- E quem é você? – a loira me esnobou.
- A mulher que está fazendo você calar a boca sem ser vulgar ou ignorante. – Alice respondeu. A abracei forte e carinhosamente.
- Você não pode se estressar. – assentiu. – Lele, vem aqui. – chamei minha sobrinha. – Leve a bolsa da tia Alice, está leve. – assentiu e sorriu lindamente.
- Oi moça bonita. – Alice sorriu fracamente.
- Oi.
- E vocês, se alguma coisa acontecer a Alice juro que volto e faço a vida de vocês um verdadeiro martírio de horror! Ela está grávida e não pode e não deve se estressar! – estava ficando nervosa. – Na próxima eu desço do me nível e usarei palavras de baixo calão para... – Alice colocou um dedo em meus lábios e negou.
- Não perca seu tempo com... Isso. – suspirei e a peguei no colo.
- Vou lhe levar para o hospital. – deitou a cabeça no meu peito e inspirou.
- Você realmente é meu anjo, Bella. – Sorri.
- Vamos Leticia...
- Alice está bem, mas foi bom ter vindo aqui, Bella. – Dra. Carmen me elogiou. – sua pressão caiu e isso afetou seu filho, mas nada com que nos devemos nos preocupar.
- Que bom. – Acariciou a barriga. – Carmen, poderia me deixar sozinha com Bella? – Assentiu e logo se retirou. – Bella... – Andei até ela e peguei em sua mão.- Eu... Eu preciso conversar com você.
- Pode falar, pequena. – acariciei sua cabeça e barriga logo em seguida.
- Eu... Eu nunca fui tão defendida como fui hoje. – Apertou minha mão. – Obrigada. – Agradeceu.
- Não por isso, minha pequena. – beijei sua bochecha, mas Alice virou o rosto minimamente e sem querer, ou pelo menos por minha parte, encostamos os lábios.
Eu sabia que deveria tirar aquele amor de dentro de mim, as palavras de Gabriel ainda estavam frescas em minha mente, mas só de sentir a maciez de seus lábios tocando os meus novamente... Ah, esqueci completamente das consequências que viriam depois, eu queria apenas sentir seu gosto, sentir sua língua acariciando a minha e sua temperatura me aquecer.
- Bells... – colamos nossas testas e abri meus olhos encarando os seus lindos e maravilhosos olhos. – Eu realmente ainda amo o Jasper. – iria me separar dela, mas me segurou firme e prosseguiu. – Eu sou burra o suficiente para ter o amado e continuar amando-o, mas aquele nosso primeiro beijo não sai da minha cabeça, o seu sabor não sai dos meus lábios e seu cheiro de minhas roupas. Seus toques e carinhos ainda estão frescos na minha mente. – praticamente se declarou.
- Eu gostaria de lhe dizer tudo o que sinto por você, Alice, mas não posso. – fechei os olhos e deixei minhas lágrimas escorrerem por minha face. Ela secou cada uma delas e me olhou com carinho.
- Por quê? – questionou.
- Porque eu não quero lhe perder. – chorei. – Eu não quero ficar longe de você. – Me abraçou.
- Mas eu lhe quero justamente o contrario, BEM perto de mim. – me apertou. – Você é a única que me compreende, Bella, você é a única que me faz feliz. – beijou minha bochecha. – Por favor, me diz por que não pode ficar comigo.
- Porque são ordens superiores, você não entende e nunca poderei lhe contar, mas não posso me relacionar com você. – suspirei triste.
- É por causa do hospital? Por eu ser paciente?
- Mais ou menos isso. – suspirei e me separei dela. – Alice, eu lhe amo. – Ela sorriu. – Lhe amo tanto que chega doer, mas não posso lhe amar, ou sou proibida de cometer tal ato.
- Bella... – me puxou para um outro beijo. Um beijo bem profundo e desesperador. – quem lhe proíbe isso?
- Alice, somente me escuta, eu não posso lhe amar. – me separei dela e beijei suas mãos.
- Não... – me segurou firme. Mas do nada Alice apagou. Fiquei desesperada, mas uma luz forte e vermelha preencheu o lugar. Dessa luz surgiu dois anjos.
Um deles havia pena de pavão cheia de olhos no lugar das asas, ele tinha um olhar que trazia sabedoria e respeito. Ele era um Querubim, seu nome era Raziel. O segundo era soberano, você sentia o poder dele mesmo de longe, a km de distância. Ele tinha seis asas e era rodeado por fogo. Era notável que seu poder não se comparava ao outro, era mil vezes maior. Esse era um Serafim, seu nome era Metatron.
- Isabella. – Príncipe Raziel falou. Sua voz era grave e ecoou pelo quarto. Ajoelhei-me perante eles e fiquei de cabeça baixa. – Levante-se, criança. – Pediu. – Não sou nosso Mestre para merecer sua veneração. – Fiz o que me mandou e logo o fitei com respeito. – Viemos para ver como anda sua missão aqui na Terra, mas já vimos que você está fugindo do seu propósito. – eu perdi meu ar e comecei a ficar ofegante.
- Eu... Eu estou fazendo o que me foi dito, Príncipe Raziel, eu estou cuidado da minha pequena e fazendo ela se manter no caminho da luz. – respirei fundo.
- Mas você se apaixonou por ela. – Príncipe Metatron falou. Sua voz era tão mais forte e grossa quanto à do Querubim, eu estremeci com ela. – Você sabe que isso é proibido, você sabe que isso é um pecado.
- Não... Não estou pecando, por favor, não façam nada que vá me tirar minha pequena de mim. – implorei com lágrimas nos olhos. – Eu... Eu sinto muito, mas não consigo, eu não consigo tirar esse amor de dentro de mim... Eu sei que é errado, eu sei que nosso Pai pode não aprovar isso, mas meu coração não escuta a minha razão e os ensinamentos que tive. – cai de joelhos no chão e chorei. – Eu peço perdão, mas não consigo arrancar essa amor de dentro do meu peito, não posso, por mais que eu tente é impossível de se realizar. – lamentei.
- Sabe que sofrerá as consequências por estar fazendo isso e indo contra a vontade do Pai. – Metatron falava severamente.
- Eu sei, sei também que posso não mais ser aceita entre vocês, mas não posso simplesmente ignorar isso, isso que há em meu peito é algo novo e avassalador! É UM AMOR QUE SOMENTE AGORA EU TIVE O PRIVILÉGIO DE SENTIR! – Acabei me descontrolando e gritando em meio às lágrimas.
- Bella, minha querida – Heniel. Ele era um Virtude, o chefe dos cupidos. – Por favor, não chore. – Seu carinho e afeto me fez acalmar imediatamente. – Eu estou contigo, qualquer forma de amor é válida para mim. – me abraçou. – Não a peçam uma coisa que é impossível de se fazer, vocês sabem que quando um amor é verdadeiro não a nada que se possa se fazer. – me defendeu.
- Claro que sim. — Metatron sorriu. – terás três anos, se em três anos você não esquecer essa humana iremos interferir. – Estava severo comigo.
- Não podes fazer isso, pode ser o mais ligado ao Pai, mas não o é! Você não tem os poderes dele! – Heniel me defendeu abraçando-me forte. – Sabes que seus direitos acabam quando os meus começam! No amor vocês não vão se interferir! – me agarrei a ele como se dependesse de minha vida.
- Então agora pode haver essas palhaçadas? Daqui apouco Lúcifer voltará a andar conosco! – Riu um tanto que irônico. – Não fale asneiras, Heniel! Seus direitos só se tornam válidos se as almas gêmeas se encontram. Alice e Isabella não são e nunca serão almas gêmeas! – rugiu.
- Claro que são!
- Isabella é uma anja e já não vive na Terra há 30 anos, acha mesmo que teria como ser a alma gêmea de Alice? E se ela não voltasse? – perguntou.
- Sabe que as almas não se encontram somente na Terra, o Paraíso é a Terra da imortalidade, lá as verdadeiras almas gêmeas andam de mãos dadas. Na Terra elas nunca se conheceriam, mas no céu seriam inseparáveis! Sabe que almas não tem sexo feminino ou masculino, apenas se completam!
- Está mesmo me desafiando, Heniel? – Metatron enfureceu-se e fez seu fogo se expandir, mas Raziel o segurou cautelosamente.
- Calma meu irmão, não vamos pecar com o ódio, logo esse sentimento tão bárbaro e mesquinha que os seres humanos tem. – todos respiraram fundo.
- Está avisada, Isabella, três anos! – e os dois simplesmente sumiram da sala restando apenas Heniel.
- Viva esse amor intensamente, faça esses três anos valer a pena, prove que o que você sente não é besteira e sim verdadeiro. Esqueça-se do seu papel de anjo e viva o seu de amante! – sorri de lado. – Jake está protegendo a sua família, não custa nada dá uma olhada em Alice por você. – sorriu. Peguei sua mão e a beijei com carinho.
- Você com certeza foi meu anjo da guarda quando eu era humana. – rimos.
- Se cuide, Isabella, se cuide e viva o amor intensamente. – assenti e o vi sumir. A sala voltou ao normal e Alice abriu os olhos lentamente e me olhou sem entender.
- Bella... – a calei com um beijo forte e carinhoso ao mesmo tempo.
- Eu te amo, Alice, te amo tanto que chega a doer – sorriu. – Eu te quero para todo o sempre ao meu lado, quero ter seus olhos direcionados somente a mim, quero seu coração se acelerando quando me vê, somente comigo. – Riu da minha possessão. – Esqueça tudo que eu lhe disse, eu quero gritar a todos que lhe amo, sim, eu lhe amo como nunca pensei ser possível! – a beijei profundamente, beijei como se seus lábios fossem meu oxigênio e sem eles eu morreria.
Sua língua logo se enrascou com a minha e entraram numa dança sensual e maravilhosa, uma coisa que nunca pensei ser possível.
Os lábios de Alice eram perfeitos, eu sei, mas o desespero e felicidade que eu estava sentindo agora era surreal!
- Eu também lhe amo, Bella, quer dizer, eu acho que lhe amo. – a olhei com medo. – Eu sei que não importa a minha resposta agora, é impossível não se apaixonar por você. – Acariciei seu rosto e falei.
- Cuidarei de você e do seu pequeno como se fosse minha vida. – acariciei sua barriga e Anthony a chutou fortemente. Alice sorriu emocionada.
- Você realmente é um anjo, Bella. – ri levemente.
- Como não sou um anjo vivo para lhe amar. – sorriu se lembrando da nossa conversa no carro. Aproximei-me mais dela e perguntei. – Me aceita em sua vida como sua mulher? – olhou em meus olhos e não respondeu.
- E se eu lhe fizer sofrer? Sabe que as pedras que atiram em mim resvalaram em você.
- Não resvalaram não. – me olhou sem entender. – pois nenhuma chegará a você, eu serei seu escudo, sua fortaleza, seu porto seguro, o que for preciso eu serei.
- Você é perfeita. – selou nossos lábios, uma clara resposta a minha pergunta, silenciosa, mas óbvia.
- A farei a mais feliz do mundo. – sorrimos olhando uma nos olhos da outra.
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