Amor Celestial
34 A Batalha
Notas iniciais
Povo Narrador.
Isabella acordou pela madrugada antes de qualquer um. Ergueu-se da cama com cuidado após admirar a beleza de sua esposa e beijar sua testa com delicadeza, deixando rolar uma lágrima pela sua face. Não sabia o que aconteceria dali pra frente, só sabia o que tinha que fazer.
Saiu do quarto e andou até o do filho mais velho, Anthony. O mesmo dormia profundamente abraçado a sua namorada, Nathalia. Sorriu para o mesmo e logo o cobriu com cuidado. Olhou para sua nora e lhe acariciou a face.
– Cuide bem dele, por favor. – Pediu num sussurro que ninguém poderia ouvir. Olhou para o filho e beijou-lhe a testa, o mesmo acabou sorrindo de leve e abraçou a namorada mais forte. – Cuide de nossa família, meu garoto, sei que é capaz!
Saiu do quarto abalada, sentia seu peito ardendo intensamente, o medo estava lhe correndo. Andou até o ultimo quarto, o de sua filha mais nova. Adentrou e logo se aproximou do berço.
Sua jovem menina, meses de vida e nem a chance de ouvi-la gritar seu nome teve. Sorriu com olhos lagrimejando e a pegou delicadamente do berço. Beijou sua face e teve o prazer de ver os olhinhos da mesma se abrindo. Não chorou, apenas encarou intensamente a mãe.
– Você é tudo o que faltava para completar essa família. Sei que será a cura para sua mãe quando eu me for, por isso, minha pequena, não a abandone nunca, por favor. – Pediu numa súplica, como se a pequena menina fosse entender o que estava dizendo.
Beijou novamente sua testa e logo a aconchegou em seu berço. Dormiu. Como se nada tivesse acontecido. Acariciou mais uma vez sua testa e olhou para janela, aberta e entrando um vento frio e gelado naquela sombria madrugada.
Suspirou e andou até ela, a escalou e preparou-se para salta-la.
– Você pensa que engana a todos, mas a não a mim, mãe. – Se assustou ao ouvir a voz de seu filho. Olhou para trás e viu o olhar de tristeza do mesmo. – Não faça isso, por favor. – Pediu se aproximando.
– Não tenho escolha. – Lamentou. – Lembre-se do plano e do meu único pedido. – olhou em seus olhos, séria.
– Confio em você cegamente. – Andou em sua direção e a abraçou forte. – Não nos deixe, por favor. – Pediu sussurrando. Beijou sua testa e sorriu triste. Pulou a janela, do segundo andar, e caiu perfeitamente no chão, sem nenhum arranhão.
Correu em disparada em sentido norte, deixando para trás seus amigos, sua família, sua amada, seu coração.
[...]
– Onde está Bella? – Emmett foi o primeiro a questionar ao reunir todos na sala. Era pouco mais de 4 da manhã e todos já estavam de pé, prontos para o pior.
– Não sei. – Alice respondeu com um aperto no coração. Sabia que sua amada corria perigo, mas não sabia onde se encontrava.
– Não há tempo para caça-la agora, precisamos seguir com o plano. – Dean foi sensato e olhou intensamente para Alice. – Bella não nos trairia certo? – Indagou severo.
– O que está insinuando? – Perguntou pasma.
– Sumir assim, a poucas horas de uma batalha sem dar explicações, não acha estranho? – Alice tremeu, mas foi seu filho que a defendeu.
– Minha mãe é muito mais do que qualquer um aqui possa imaginar. Ela planejou essa batalha para que juntos a vencêssemos. Não nos trocaria assim. Tenho certeza que algo deve estar fazendo para nos proteger. Como sempre. – Beijou o topo da cabeça de sua mãe. – Vamos, temos muito que fazer. – Falou com firmeza.
– Assim espero, meu jovem.
Os grupos foram separados e logo saíram da casa, mas um luz em meio a escuridão, os parou.
– Onde pensam que vão? – Arcanjo Gabriel perguntou. Vestido com vestes de guerra e com sua espada a punho mostrava-se apto a uma grande batalha.
– Caçar demônios. – Sam rio da piada interna de seu irmão.
– Não sem nossa ajuda. – Arcanjo Miguel, igualmente vestido como o irmão Gabriel, se apresentou. – O céu está com vocês. – Assentiu e logo marcharam rumo ao sul, sentido contrário ao de Isabella.
– Como planejado, eu e Sam desceremos ao inferno com Alice. Preciso que nos indiquem a entrada para lá.
– Eu os guiarei. Já os levei uma vez. – Gabriel se prontificou. – Mas cuidado, sabem dos riscos? – Todos assentiram. – Juntem-se. – Fizeram uma roda, de mãos dadas, e logo uma luz envolveu os quatro.
– Que Deus esteja conosco. – Anthony rezou baixinho.
– Ele sempre está. – Miguel o confortou.
[...]
Enquanto o “exercito do bem” caminhava pelas ruas desertas da cidade, os fantoches de Lúcifer aguardavam sua ordem.
– Mestre, estamos prontos. – Seu capataz se curvou perante ele.
– Esperem só mais um pouco, algo me diz que... – Sorriu ao ver uma silhueta a sua frente conhecida. – Maravilha, esplêndido! – Ergue-se e logo andou em sua direção. – Percebeu a verdade, minha pequena? – Perguntou sorrindo alegre.
– Peço perdão pelos meus erros, meu pai. – Ajoelhou-se a sua frente. – Estou aqui para lhe servir e fazer o que sempre tive que fazer. – Olhou nos olhos de Lúcifer, o ódio estava espelhado ali. – Matar as criaturas de Deus. – A gargalhada de Lúcifer preencheu o ambiente.
– Isso é maravilhoso. – A levantou. – Antes tarde do que nunca! – Abraçou Isabella fortemente. – Vejam, meus filhos, nossa menina que estava perdida, hoje volta para casa. – Ironizou com uma parte bíblica, e logo todos se curvaram perante ela.
– Princesa! – Bella sorriu de lado, um sorriso maligno.
– Levantem-se! – Ordenou erguendo a mão. – Temos muito trabalho a fazer! – Sorriu ainda mais ao ouvir os gritos. – Meu pai, se me permite, quero liderar seu exercito! – O sorriso nos lábios de Lúcifer chegava a ser contagiante.
– São todos seus.
[...]
– Eles são muitos! – Emmett se assustou ao ver um mar de pessoas. Olhos vermelhos e roupas rasgadas.
– São fantoches. Minha mãe pediu para não mata-los. – Thony os alertou.
– Sim, mas como vencer sem matar? – James questionou.
– Os lideres. Os que não possuem olhos vermelhos, mas sim aspectos nojentos. Mate-os. Como formigas não vivem sem sua rainha, eles ficaram perdidos! – Assentiram.
– Vamos, vamos! – A vanguarda do batalhão se posicionou. — Jacob, Letícia, Carlos, Anne, Josh, Allana, Victória, Marcelo, Katherina e Paul, vamos nessa! – James gritou e todos correram em direção ao perigo.
– Emmett, Ângela, Susan, Karla, Kaio, Jullya, Lenny, Wanderson, Andrey e Pedro, preparar para o segundo pelotão! – Rose os alertou e todos se posicionaram. Pouco mais de 150 metros da vanguarda, eles seguiram em frente.
– Irina, Kate, Carmen, Eleazar e Phillip, se posicionem, precisamos defender todos! – Nathalia falou com garra. Carregava consigo uma arma fantástica, arco e flechas.
– Meu amor. – Thony a segurou e a beijou fortemente. – Volte logo. – Assentiu e sorriu.
– Vamos vencer. – Concordou e correu para colinas e prédios que havia em volta.
O inicio do combate foi dado. Cada um lutava por si e por quem estava ao seu lado. Os celestes sobrevoavam e mergulhavam contra seus inimigos mais fortes. Lideres.
No chão, a disputa era através de espadas, barras de ferro, bastão ou apenas socos. A família Gregory estava em vantagem comparada aos Cullen, suas experiências anteriores os devam habilidades a mais, mas isso não desmerecia cada Cullen.
Alice e os irmãos Dean e Sam chegaram a entrada do inferno ao lado de Gabriel.
– Espero que tudo de certo. – Alice respirou fundo e olhou para todos.
– Isso irá acabar logo. Vamos. – Dean estava animado, mas temia por dentro.
– Tomem cuidado. – Gabriel orientou e abriu o portal para o inferno. – Você tem poucas horas antes que ele se feche. Vão com Deus. – Assentiram e um por um entrou no portal.
Voltando a batalha terrena, alguns aliados do bem estava fracos, Anthony sozinho não tinha forças para ajuda-los. Mas assim que viu a imagem de Lúcifer, rodeado de demônios monstruosos, tremeu levemente. Mas nada o fez perder o ar como ao ver sua mãe Isabella ao lado do inimigo.
– O que Bella faz ali? – Emmett quis saber desesperado. Jacob olhou sem entender nada, mas Anthony desconfiava.
– Confio em você... – Sussurrou olhando para ela.
– Bella! – Jacob gritou e tentou andar em sua direção, mas dezenas de humanos o cercaram. – Porra! Isabella, o que pensa que está fazendo? – Perguntou tentando se defender.
– Meu querido irmãozinho. – Ironizou. – Estou apenas jogando ao lado do vencedor. – Lúcifer apertou seu ombro e sorriu. – Perdedores com vocês, nem o inferno precisa. – Riu maliciosa.
– Como pôde? – Rose perguntou chorando. – Você não é isso, Bella, por Deus! – Isabella riu.
– Eu sou filha de Lúcifer, estou tomando conta do que será meu. Juntem-se a nós, quem sabe assim posso pensar em uma tortura menos maligna? – O Arcanjo sombrio gargalhou, estava adorando ter Isabella ao seu lado.
– Nunca! – Rosnou e partiu para o ataque.
– Meu pai, estou entediada de ver nossos homens vencendo... – Ironizou ao ver que muitos aliados do bem estavam caídos, sangrando, alguns mortos.
– Isso não tem volta, a vitória é nossa. – A abraçou. – Vamos para casa, lá poderemos conversar... – Assentiu sorrindo e logo os dois desapareceram.
– O que vocês pensam que estão fazendo? – Lúcifer olhava incrédulo para Dean, Sam e Alice quando apartaram em seus aposentos. – Saiam já daqui! – Gritou em plena raiva.
– Não sem antes cumprir com nossa missão. – Dean pegou uma barra de ferro que estava no chão.
– Vocês realmente acham que são capazes de me matarem? – Perguntou sorrindo de lado. – Eu sou invencível. Sou um deus! – Alice deu um passo à frente.
– Só existe um Deus, e ele é o nosso Pai, o Santíssimo. – Rosno. – E se existem alguém que pode derrota-lo, esse alguém sou eu. – Gargalhou.
– Veja só, minha filha, sua putinha acha que pode me derrotar. – Isabella surgiu por de trás dele, assustando os três.
– Amor... – Alice ficou sem reação, mas travou ao ver o mal nos olhos da amada.
– São apenas humanos, pai. Não fariam nada contra você. – Riu. – Além do mais, nem transar essa daí sabe. – Lúcifer abraçou Isabella e, pela primeira vez, sentiu orgulho de sua criação.
– Então darei a você a honra de mata-los. – Ela negou.
– Não matarei aqueles que eu treinei, pai. Seria muita crueldade. – Riram. – Deixem que seus diabos façam isso. Quero assistir. – Sentou-se no trono e Lúcifer fez o mesmo.
– Que o show comece! – Ordenou 10 criados atacaram.
Alice não conseguia acreditar no que sua amada se transformou, Dean espumava ódio e Sam não compreendia mais nada.
– Depois que eu matar cada capeta, vou arrancar a cabeça de sua esposa, Alice. Traição não tem preço! –Cuspiu fogo. – Não duvido nada que tenha sido ela a comandar as mortes de Edward, Carlisle e Esme. – Alice se arrepiou.
“Confie em mim”. Uma lembrança surgiu em Alice. Fechou os olhos e relembrou da conversa que teve com sua amada logo após descobrir sobre sua suposta paternidade.
– Eu confio em você, meu amor. – Sussurrou.
– Se confia em mim, fique do meu lado, ainda há tempo para isso. – Isabella se levantou e esticou a mão para ela. – Se curve perante meu pai que nenhum mal lhe acontecerá. – Alice sorriu de lado.
– Nunca! – Bella distorceu a cara em fúria. – Dean. – A chamou. – Hora do show. – Assentiu sorrindo.
Um cerco foi fechado ao redor deles. Alice, a que mal sabia lutar, confiou em seus instintos para defender sua família, sabia que precisavam dela viva pra isso. Dean, o mais experiente, já rodava a barra pronto para o ataque. Sam retirou a blusa e logo a envolveu na cintura.
– Bora! – Dean gritou quando viu os demônios avançando.
Sam estava em luta corpora com três ao mesmo tempo enquanto Dean acertava dois com sua barra. Alice não sabia o que fazer, mas era assistida com olhares atentos de Isabella.
– Não é possível! – Lúcifer se ergueu quando cinco dos dez dos seus homens desapareceram.
– Pelo visto os treinei bem demais. – Isabella riu. – Ou o senhor perdeu a pratica com esses idiotas? – Lúcifer rosnou.
– Dean, cuidado! – Alice gritou ao ver dois chegando por trás. No impulso, chutou as costas do demônio e o derrubou. Dean rodou e acertou o outro em cheio no cara.
– Obrigado. – Agradeceu.
Sam, que tinha 3 ao seu redor, respirou fundo e esperou que atacassem.
– Sam, tome. – Dean gritou e jogou a barra para que pegasse. Sorriu ao pegar a arma improvisada e logo a rodou nos dedos.
– Então amigos, onde paramos? – Assustados com o olhar ameaçados, tentaram recuar, mas Sam foi mais ágil e acertou pancadas fortes em cada rosto, os fazendo cair no chão gemendo de dor. – Como é possível sentir dor depois de mortos? – Ironizou. Enfiou a barra no crânio de cada animal.
– Pronto, mais alguma diversão, Lúcifer? – Dean perguntou limpando a testa. – Deu para aquecer.
– Seus insetos! – Deu um passo na direção deles.
– Pai, quer fazer as honras? – Indagou se divertindo.
– Matarei cada um da forma mais torturante que existe. Em minha terra! Meus domínios! Conheço tudo e faço de tudo! – Falou e se transformou em uma verdadeira aberração. Os três deram um passo para trás.
– Que porra é essa?- Dean questionou.
– Meu pai possui diversas formas. Não sabia? – Isabella acabou se alegrando mais. – Vamos, derrote-o e livre a terra do mal! – Juntou as mãos em forma de “oração”.
– Logo em seguida pegarei sua cabeça, Swan. – Dean a olhava com tamanho ódio que até mesmo Alice se arrepiou.
– Precisamos atraí-lo para sua cela. – Sam falou o óbvio. – Não estou convicto que Alice vá derrota-lo sendo que nem demônios conseguiu matar. – Alice negou.
– Se é o meu destino, morrerei para cumpri-lo. – Suspirou e deu um passo a frente. – Vamos Lúcifer, nasci para te prender, para acabar com esse mal!
– Seu ser insignificante. – A voz foi completamente alterada. Uma voz ainda mais demoníaca foi ouvida, assustando a todos. – Irei mata-la com minhas próprias mãos!
– Você não está sozinha, mãe! – Anthony chegou pouco tempo antes de uma verdadeira batalha. Trazia consigo uma espada. – Miguel me deu. Disse que somente ela poderá derrota-lo. – Alice tentou pegá-la, mas não viu a lamina.
– Onde...? – Seu filho arregalou os olhos.
– Ele disse que apenas quem o derrotaria conseguiria manusear esta peça. Se não é a senhora... — Antes que completasse a fala, Lúcifer os atacou.
Todos foram jogados para trás. Dean bateu a cabeça com força na parede, Sam e Alice também. Anthony foi o único que caiu no chão, quase inconsciente. Levantaram, meio sonsos, e se prepararam par ao combate. Ninguém havia se cortado.
– Não temos chances. – Anthony foi o primeiro a reconhecer isso.
– Daremos um jeito. Morreremos tentando. – Sam suspirou de dor.
– Alguém de vocês está ferido? – Anthony quis saber.
– Não. – Sam tossiu sangue. – Apenas uma distração.
– Pode ser fatal, tomem cuidado. – Aconselhou.
Isabella os olhava esperando, analisando cada passo de Lúcifer e dos quatro ali presentes. Sabia que nenhum deles seria capaz de matar Lúcifer, aliás, ninguém poderia mata-lo. A missão que existia ali era somente de prendê-lo, mas teriam que adormecer a fera para que isso fosse possível.
Olhou para o seu lado esquerdo e viu a espada sem lamina. Andou em sua direção, sem chamar atenção, e a pegou. Sentiu um poder enorme emanar dela, muito poderoso. Sentia que se conectava a ela de uma forma diferente, como se fosse parte dela. Olhou mais uma vez para os quatro encurralados e piscou diversas vezes.
– Pai, não precisa de muito para se derrotar um ser insignificante. – Lúcifer escutou as palavras da filha e assentiu. – Volte ao normal. – Pediu. Assim o fez. – A espada que trouxeram servia para lhe adormecer, sabia? – Riu e não desgrudou os olhos das vitimas. – Mas nenhum ai seria capaz de manusea-la. – Lamentou com a cabeça. – Que pena. – Riram.
– O que acha que devo fazer com eles? Tão inúteis que nem para pegar uma espada servem? – Ela riu.
– Sabe de uma coisa que aprendi? – Perguntou.
– O que, pequena? – Quis saber.
– Que matar um humano pode ser um pouco mais complicado que imagina. – Sua face se transformou. De maligna para suave, quase angelical.
– O que quer dizer? – Não entendeu.
– Cada um deles contém em seus corpos um pedaço do Espírito de Deus. – Virou-se assustado para filha. – Sua inveja, sua ganância e seu egoísmo te trouxeram para cá, Lúcifer. Seus pecados contagiaram milhares de humanos, trouxe guerras e mortes. Mas ele enviou uma criança para curar a terra do mal. Seu único filho salvou muitas almas, mas nem todos se renderam ao amor de Deus. – Lúcifer semicerrou os olhos para ela.
– Aonde quer chegar?
– Você teve inveja de seu Pai e o copiou. Criou duas pragas, mas foi derrotado por Ele. Quis algo maior, queria destruiu todas as crias dele por vingança. Diz que sou sua filha, que fui criada para aniquilar a raça humana. – Sorriu e conseguiu ativar a espada.
Uma lamina de gelo, rodeada por chamas, surgiu. Todos arregalaram os olhos e ficaram sem entender ainda mais o que estava acontecendo.
– O que é isso? – Lúcifer deu um passo para trás.
– Isso é apenas uma espada. Mas uma espada criada especialmente para esse momento. Forjada para que o verdadeiro guerreiro o derrotasse. – A manuseou com maestria. – Posso ter sido criada por você, mas Ele me instruiu. Sou serva fiel de meu Mestre, e pode ter certeza, u fui criada pra prendê-lo.
Finalizou a frase correndo em sua direção. Lúcifer estava sem reação, não crendo que sua própria criatura se voltara contra ele. Olhos nos olhos, Lúcifer sentiu a espada entrando em seu peito e fincando em seu coração feito de gelo. O contado com a chama o derreteu, fazendo com que seus movimentos fossem interrompidos. Quase morto.
Caiu no chão, ainda olhando para cima, e não compreendeu.
– Eu te criei tão perfeita... Minha criação... – Fechou os olhos lentamente.
– Suas mentiram acabam por aqui. – Colocou o pé direito sobre seu ombro e o empurrou para retirar a espada de seu peito.
O inferno balançou. Suas estruturas ameaçavam cair.
– Vamos, levantem-se e me ajudem. Arrastem o corpo até a cela. Esse efeito dura pouco mais de 15 minutos. – Meio atordoado, Anthony correu para a mãe e a abraçou forte. Bella sorriu e beijou seu cabelo. – Vamos. Não temos tempo.
Dean levantou e com seu irmão pegou Lúcifer, o arrastaram até a ponte.
– Cuidado para não caírem. – Temeu.
– Ok... – Dean ainda não acreditava no que tinha acontecido.
Alice encarava a amada com certa admiração. Isabella virou e encontrou o olhar da amada.
– Eu vou te proteger. – Beijou sua testa e ganhou um forte abraço
– Acabou? – Isabella negou.
– Tem muito que fazer. – Riu e logo chegaram à cela. – O jogue ai. Alice, lacre o portal. – Assentiu e assim o fez. Da mesma forma que abriu, com uma luz intensa para liberar Metatron, Alice trancou Lúcifer em sua prisão. – Vamos! – Ordenou, todos saíram de perto da cela, menos ela.
– O que foi? – Dean perguntou.
– Nada. – Suspirou e virou. Mas seu faço foi pego antes que saísse. – Me solte. – Todos se assustaram.
– Você me traiu! Como pôde! – A ira era enorme em seus olhos.
– Não sou capaz de matar inocentes por prazer, não sou como você! – Ele riu amargamente. Apertou forte seu braço e fincou suas unhas ali. Isabella gemeu de dor baixo, ninguém ouviu.
– Pagarás caro por isso. – Usou a espada para se livrar e logo puxou todos com ela. – PAGARÁS MUITO CARO!
[...]
– Bella? – Emmett não entendeu ao ver a cunhada ao lado de sua irmã
– Ela nos salvou, tio. – Anthony logo defendeu a mãe.
– Vocês conseguiram? – Balançou a cabeça e tentou esquecer daqui. Alice assentiu, meio ofegante pela correria que foi.
– Como andam as coisas aqui? – Isabella quis se informar.
– Perdemos alguns amigos, mas estamos vencendo. Alguma coisa os fez parar, os humanos possuídos estão caindo e os demônios descontrolados! – Sorriu.
– Seu líder foi pego, ficam cegos sem isso. – Bella suspirou.
– Ainda não acabou, os descontrolados estão causando tumulto. – Bella pegou a espada que guardara na cintura e organizou o grupo que estava ali, Anthony, Dean, Sam, Alice, Rose, Emmett e Ângela.
– Juntem todos que estão feridos, Thony os ajudará! – Assentiu. – Emmett, quero você recuando nossos amigos e trazendo os demônios para cá. Essa espada pode ser mais útil. – se assustou ao vê-la. – Vamos!
– Ok. – Correu para o meio da zona e gritou por todos.
– Como conseguiu manusear a espada, mãe? – Thony quis saber.
– Não sei. – Riu – Ela se conectou comigo, senti que poderia usa-la. – Confessou.
– Deus mandou você para isso. Você era a minha metade em todos os sentidos. – Alice a abraçou de lado e descansou a cabeça em seu peito.
– Sim. – Sorriu e a puxou para um beijo. – Eu te amo, nunca se esqueça disso. – Assentiu. Viu de lado quando todos se aproximavam.
O plano era simples, mas eficaz. Juntar todos em uma rodela e atacar de uma só vez. Restavam pouco mais de 100 demônios, poucos resistiriam e os que sobrevivessem correriam para o inferno.
Isabella os atacou friamente. Cravou sua espada no peito de cada um que se aproximava. Alguns, enxergando o perigo, correu para o portal que ainda se encontrava aberto. Isabella sorriu ao perceber que estava tudo dando certo. Dean, Sam e seus familiares, ajudaram a exterminar essas pragas.
– Bella, cuidado! – Alice gritou ao ver um demônio chegar por trás e lhe acertar um golpe. Meio caída, conseguiu acerta-lo na perna, a cortando em dois pedaços. Recuperou-se mais rápido e deu fim ao ultimo demônio corajoso que havia ali.
– Acabou? – Sam perguntou ofegante.
– Acho que sim. – Isabella caiu sentada ao chão, respirando com dificuldade e sentido seu coração, que antes acelerado, ir parando aos poucos. – O que está acontecendo? – Perguntou ao sentir dores no peito.
– Amor, o que foi? – Alice correu em sua direção e tentou acudi-la.
– Não sei... – Arfou, tentando procurar ar para repirar. Todos correram em sua direção.
– Mãe, a senhora está ferida? – Anthony perguntou preocupado.
– Não... Eu acho que não! – Fechou os olhos, a dor estava se tornando insuportável.
– Está sangrando, Bella. – Gabriel apareceu, seu rosto era triste, lamentava aquela cena.
– Merda! – Xingou ao lembrar do aperto de Lúcifer.
– Ele te feriu, não foi? – Alice suspirou triste ao perguntar.
– Não. – Bella tentou negar, mas a resposta era óbvia.
Alice retirou sua blusa, deixando sua esposa apenas com um top, e viu como seu braço tinham quatro buracos, rasgados e sangrando forte. Quase em carne viva.
– Meus Deus! – Alice colocou as mãos na boca e começou a chorar. Isabella lamentou consigo mesma, mas aceitava aquele destino.
– Hey pequena, não chore. – Pediu deitada no chão, já não tinha forças para ficar sentada. Alice acariciou seu rosto.
– Você prometeu... – Todos olhavam aquela cena com pesar. Anjos e humanos seguravam suas lágrimas para não chorar.
– Eu prometi cuidar de você, de nossa família. – Anthony se juntou a elas.
– Mãe... Eu posso, eu posso te curar! – Anthony juntou as mãos, emanou uma luz branca e a colocou sobre seus ferimentos.
– Não. – Empurrou suas mãos, o impedido de continuar. – É inútil. Use suas forças com quem realmente precisa. – Apontou para Sam, que sangrava na perna, e Dean, que tinha vários cortes.
– Mãe... – Chorou. Bella ergueu a mão e acariciou sua face.
– Perdoe-me por perder mais anos de sua vida, meu filho. – Tossiu sangue. – Mas cumpri minha missão. – Sorriu triste. – Eu vou sempre te amar, meu pequeno Thony. Meu anjinho.
Anthony não controlava suas lágrimas. Beijou a testa da mãe e apertou forte sua mão.
– E você... Minha pequena... Por favor, não desista de nada... Eu...Eu um dia volto para te buscar. – Sorriu com a boca cheia de sangue. Seu coração estava parando, o ar estava lhe faltando. – Cuide de nossa pequena, diga que a mo. – Pediu.
– Claro meu amor. – Sorriu. — Jura? – Pediu em meio às lágrimas.
– Juro te amar além dessa vida. – Alice abaixou-se e beijou seus lábios levemente. Deixou que suas lágrimas rolassem e caíssem sobre o corpo de sua amada.- Cuide bem da minha família, irmão. – Pediu de olhos fechados. – Emm, sua família é a minha, não deixe que nada de ruim aconteça.
– Pode deixar. – Os dois falaram juntos. Jacob não queria ver a morte da irmã. Virou dês costas e fechou os olhos com força.
– Eu vou sempre amar vocês. – Bella sobrou quase sem vida.
– Eu te amo. – Alice sussurrou. Deitou-se sobre o corpo da amada e não conseguiu expressar nenhuma reação. Anthony sentiu quando a vida de sua mãe escapava do corpo. Num ato de desespero, juntou as mãos e socou seu peito.
– Não! NÃO! VOCÊ NÃO PODE MORRER! NÃO DEPOIS DE TUDO! – Estava descontrolado. – MÃE, POR FAVOR! – Chorava sem controle. Todos sentiam sua dor. – PAI! EU FIZ SUA VONTADE, EU ME INU AO BEM, FIZ TUDO PARA QUE O MUNDO FOSSE SALVO, MAS POR FAVOR, NÃO ME TIRE NOVAMENTE A MINHA MÃE! – Soluçava e balançava o corpo da mãe.
– Filho... – Alice pediu quase sem voz. – Não... – Não escutou a mãe. Juntou as mãos, rezou pela alma da mãe, pediu ajuda a Nossa Mãe, e colocou-as sobre as feridas de Isabella.
Uma luz forte saiu dali, cegando quase todos. Era como se um poder ainda desconhecido de Anthony, saltasse para fora. Mas ele manteve os olhos abertos, mesmo quase o cegando, queria salvar a vida da mãe, queria ter sua família ali. Suas lágrimas secaram junto com suas forças. Caiu sobre o corpo da mãe e lamentou.
– Me perdoe por ser um fraco. – Pediu. Uma única lágrima rolou por sua face, escorrendo para o braço da mãe e caindo sobre suas feridas. Mas nem seus poderes foram capazes de reanimar o corpo da mãe
O Mal havia sido derrotado, mas a preço foi alto demais para a família Cullen.
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