Amor à Flor da Pele
23 Um dia no parque
Notas iniciais
A água escorria por seu corpo e passando pelo seu colo caminhando por toda extremidade de seu corpo até chegar em seus pés. Seus detalhes eram extraordinariamente perfeitos, e simétricos. Quem os desenhara era realmente um verdadeiro artista por fazer algo tão lindamente perfeito e único uma verdadeira raridade, no qual eu era o sortudo da vez por ter algo tão raro apenas pra mim e pra mais ninguém.
Ela era perfeita pra mim, a única que realmente fazia sentido. Seu jeito único de ser me encantava e me fazia completo, era como se sem ela eu não tivesse forças para seguir em frente, como se ela fosse a minha outra metade, meu outro ser. Ela me completava!
– Amor – Elise disse tirando-me dos devaneios – Não vai entrar?
– Já estou indo meu anjo
C O N T I N U A ...
No banho não rolou nada, Elise saiu antes que eu pudesse tentar algo, talvez tivese ficado tempo demais pensando nela
Desliguei o chuveiro e me enxuguei, enrolei uma toalha na minha cintura e saí do banheiro. Elise estava secando o cabelo em frente e penteadeira apenas com uma lingerie branca a deixando completamente sexy.
Caminhei até o closet e tirei e toalha pegando uma boxer preta dentro da gaveta e a vestindo logo em seguida. Depois de escolher minha roupa passei meu perfume e saí do closet, peguei meu relógio em cima do criado mudo e o coloquei no pulso.
Elise se encontrava em frente ao espelho, ela parecia olhar a barriga e isso me fez soltar um riso pelo nariz. Ela me olhou notando minha presença e sorriu.
– Ache que já da pra ver? – perguntou referindo-se a barriga
Sorri de lado e a abracei por trás observando nos dois no reflexo do espelho.
– Ainda não da pra ver muito, mas em breve você vai estar parecendo um balãozinho – disse divertido
Ela me deu um tapa no braço e riu. Caminhou até a cama e começou a vestir uma roupa que estava sobre ela.
Me apoiei na penteadeira e a observei terminar de se arrumar. Era impressionante como ela ficava linda de qualquer jeito, com qualquer roupa.
Assim que terminamos de arrumar descemos e fomos tomar café da manhã. Daniel já estava comendo seu cereal com Laura, assim que chegamos ela pediu licença e se retirou.
– Já decidiu em qual parque quer ir? – perguntei a Daniel
– Naquele papai, aquele que fomos aquele dia – disse
– Ok filho – disse – Elise, hoje vou ter que trabalhar mais tarde, será que você ficara bem sozinha? – perguntei a Elise votando minha atenção pra ela.
– Sem problemas amor, posso me cuidar – sorriu
Depois de comermos nosso café da manhã fomos escovar os dentes e Elise foi ao banheiro. Decidimos fazer um piquenique e Anne arrumou a cesta pra nós. Logo já estávamos todos dentro do carro a caminho do parque.
– Será que vai demorar muito pai? Estou entediado – Daniel disse
O observei pelo retrovisor e lá estava ele sentado todo desajeitado e com os braços cruzados no bando traseiro.
– Acabamos de chegar – sorri
Procurei por uma vaga, pois o parque estava muito cheio e assim que achei estacionei o carro.
Abri as portas e sem demora Daniel saiu correndo em direção aos brinquedos onde outras crianças brincavam.
– Amor não acha melhor irmos pra outro parque? Aqui está muito movimentado e você sabe, você é Justin Bieber, e não vão nos deixar em paz – Elise disse
– Daniel está tão feliz Elise, deixe ele se divertir – disse e ela apenas assentiu
Caminhamos até debaixo de uma árvore grande onde tinha uma boa sombra e forramos a toalha. Colocamos a cesta em cima e nos sentamos.
– Oh meu Deus, será que pode tirar uma foto comigo? – Escutei a voz de uma garota
– Claro – sorri me virando pra ela
Elise me lançou um olhar de “te avisei”, mas eu apenas ri e tirei a foto com a garota
– É mesmo Justin Bieber? – perguntou
– Sim – sorri
– Não posso acreditar – sorriu radiante – Muito obrigada
Assim que ela saiu voltei a sentar e fitei Elise que estava um pouco desconfortável.
– Eu disse, logo vão vir mais garotas querendo foto – bufou
– São minhas fãs meu amor, você um dia foi uma delas – disse
– Pois é – suspirou
Ficamos ali trocando carícias e beijos enquanto Daniel brincava com outras crianças no parque.
– O que você acha que é? – perguntei a Elise que estava deitada entre minhas pernas com a cabeça apoiada no meu tórax.
– Sobre o que?
– O sexo do bebê
– Acho que é uma menina – sorriu – E você?
– Mais um menino – eu sorri – E olha que fui eu quem acertei da ultima vez – disse a fazendo revirar os olhos.
– Amor..- suspirou
– Sim?
– Me diz uma coisa? – perguntou olhando nos meus olhos e eu assenti – Você sentia algo por aquela mulher? – perguntou e eu notei elo tom de voz que ela falava de Sthefany
– Não – respondi simplesmente, me sentindo incomodado com o assunto
– E era só sexo? Tipo, você a procurava por sexo?
– Er.. Elise.. Sempre que ficávamos juntos acontecia porque eu estava bêbado, ou havia brigado com você
– E ela.. é melhor que eu?
– Por que está me perguntando essas coisas Elise? – perguntei
– Só quero saber – disse calma
– Com licença – escutei a voz de alguém e me virei fitando 5 garotas – Será que pode tirar uma foto com nós? – perguntou sorrindo parecendo nervosa
– Sim – sorri fraco e me levantei
– Pode tirar a foto pra nós? – uma delas perguntou pra Elise que assentiu
Me posicionei e rapidamente tirei a foto com elas e dei alguns autógrafos e elas saíram. Me sentei com Elise novamente e ficamos em um clima meio tenso.
Peguei uma maçã que estava na cesta e dei uma mordida, peguei algumas uvas e tampei uma em Elise que olhava pro nada.
– Hey – reclamou e eu ri
Comi quase todas as uvas, na verdade gastei quase todas as tampando em Elise.
– Mamãe, mamãe – escutei a voz de Daniel, ele parecia chorar
– Oi filho?
– Machuquei – ele chorava – Dói
Elise se levantou e caminhou até ele. Pegou em seu braço e olhou por alguns segundos.
– Justin – me chamou
Assim que me aproximei ela saiu de perto e se apoiou na árvore. Inclinou a cabeça e começou a vomitar.
– Mamãe ta dodói também?
– Espera só um pouco filho – disse a Daniel e caminhei até Elise – Está tudo bem amor? – perguntei segurando em seus cabelos os tirando do rosto
– Não – disse e continuou a vomitar
Algumas pessoas olhavam curiosas e outras até comentava. Quando Elise terminou se sentou no chão novamente e respirou fundo.
– Vem. Vamos ao médico – disse a segurando pelo braço
– Não, eu acho que estou bem
– Você ta pálida Elise, ande, você tem que ir ao médico – disse firme
Levei ela e Daniel até o carro e voltei pra poder juntar as coisas. Algumas pessoas me abordaram no caminho e notei que tinha alguns paparazzi escondidos por ali. Tentei ignorar e voltei até o carro. Coloquei as coisas no porta-malas e entrei no carro dando partida logo em seguida.
– Você está pálida – disse observando Elise – Se sente melhor?
– Um pouco – disse com a mão na cabeça
– Papai minha mão, dói, dói muito – Daniel disse
Na verdade ele tinha apenas arranhado a mão, e não era nada de mais, talvez Elise tivesse ficado enjoada com o machucado ou coisa do tipo.
– Papai vai te levar no hospital pra fazer um curativo filho – disse a ele
[...]
Depois de passarmos no hospital o médico passou um remédio pra Elise e a pediatra fez um pequeno curativo na mão de Daniel. Comprei o remédio de Elise e fomos pra casa, estava começando a ficar preocupado em deixá-la sozinha e ir pro Studio.
Entramos em casa e Daniel saiu resmungando dizendo que não tinha gostado do passeio, que tava doendo o machucado e bla bla bla enquanto eu e Elise subíamos pro quarto.
– Amor tem certeza que não quer que eu fique com você? – perguntei
– Sim, já estou um pouco melhor
– Ok, mas se sentir mal me ligue ok? Mas é pra ligar mesmo
– Tudo bem – ela riu
Dei um selinho nela e desci as escadas. Peguei meu carro e fui direto pro Studio, enquanto dirigia notei que minha aliança não estava mais no dedo, olhei na outra mão e nada, tinha mesmo sumido.
Estacionei o carro em frente o Studio e entrei, vendo Scooter, Alfredo e mais algumas pessoas lá.
– Hey Bieber, olhe só a gente fez alguns ajustes em algumas músicas, escuta ai – disse
Puxei uma cadeira e me sentei com eles. Ficamos escutando, e ajustando algumas coisas. Gravei algumas coisas e depois de um longo dia no Studio me despedi deles e fui embora.
Não via a hora de poder voltar pra Los Angeles com o meu próprio Studio em casa. O único problema em voltar pra Los Angeles era a família de Elise, que eram insuportáveis e isso era um dos motivos que fez nosso casamento entrar em crise.
Meu celular tocou e vi no visor que era Chris.
– Fala aê dude – disse assim que atendi
– Qual é bro, tudo bem?
– Sim – disse
– Como você já deve saber, a gente ta voltando pra Los Angeles amanhã, daí a gente vai sair hoje como um despedida o que acha?
– To dentro cara, que horas?
– Bom agora são 8PM, o que acha ás 10PM?
– Pode ser, onde vamos?
– Nos encontramos na porta do Downtown cocktail Room, na East freemont Street
– Ok cara, nos vemos lá – disse e desliguei
Entrei em casa e subi as escadas indo até meu quarto. Elise estava deitada na cama vendo TV, assim que entrei ela desviou o olhar pra mim.
– Melhorou? – perguntei e ela assentiu – Mesmo?
– Uhum – murmurou
– O que foi Elise, você está estranha, está sentindo algo?
– Só um pouco de cólica, nada de mais – disse
– E porque não me ligou?
– Isso é normal Justin, daqui a pouco passa – disse e pegou o controle passando de canal
– Amor, os meninos me convidaram pra sair com eles hoje, eles voltam pra Los Angeles amanhã, será que você se importaria se eu fosse? – perguntei
– Mas é claro que não meu amor, pode ir – disse – Mas agora vem aqui, quero um beijo – disse se ajoelhando na cama e me chamando com a mão.
Sorri e fui até ela. Peguei em sua cintura e selei nossos lábios dando início a um beijo. Suas mãos acariciavam minha nuca e bagunçavam um pouco o meu cabelo.
– Você não faz idéia de como é bom poder te ter nos meus braços novamente – disse a ela assim que partimos o beijo – Eu te amo tanto – ela sorriu e me beijou novamente
Um simples toque dela me fazia perceber o quanto eu a amava, não era como as outras mulheres me beijavam ou me tocavam, com ela parecia que tudo tinha um toque de mágica, era diferente.
E as tão temidas borboletas no estômago só vinham quando eu estava com ela, apenas com ela, mesmo depois de tantos anos juntos eu ainda sentia essa sensação, porque era ela que eu amava entre todas as mulheres desse mundo, era com ela que eu via um futuro.
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