Among Other Kingdoms - Terceira Temporada
11 Capítulo XI
Orion ficou incomodado no quanto o jantar parecia incrivelmente normal sem Evie, haviam risadas, comidas deliciosas e um amor tateável. Eilon estava sentado ao lado de Elisa, alcançando comidas e bebidas para ela, Estela sorria, estava verdadeiramente feliz com o retorno, assim como Estevão, que claramente havia esquecido o quanto eles foram transgressores.
—Tio Estevão, desculpe me meter em algo que não deveria ser relevante para mim – Orion começou – Mas meus primos não sofrerão consequências? Tipo, eles não obedeceram ao senhor – Eilon encarou o primo desacreditado.
—Você disse bem, isso não é relevante para você – o príncipe herdeiro respondeu.
—Não precisa responder assim, estressadinho, é que vocês foram insanos, simplesmente fugiram de casa e casaram – Orion se incomodava com a soberba de Eilon.
—Ah, mas se não fosse assim não seria filho de Estevão – Connor riu tentando aliviar a tensão – Um dia eu acordei com um barulho em volta do castelo, olhei e lá estava, ele tinha reunido trezentos soldados e só me avisou que estava partindo para pegar a coroa. – Estevão sorriu com a lembrança.
—O senhor é um usurpador?! — Orion conhecia as histórias que Auterpe tinha contado, ela usava mais ou menos essa palavra, se fosse sincero, ele diria que usurpador era elogio perto do que sua mãe o chamava.
—Um salvador – Ethan defendeu o pai – Se não fosse nosso pai, Cristor seguiria reinando de forma deprimente.
—Como vocês fariam se alguém quisesse roubar a coroa? Destronar vocês? – Orion encarou os primos.
—Ronar assaria o traidor para que fosse servido no jantar – Eilon falou numa calma que chegava assustar, William sorriu com o método, era engraçado assar alguém.
Orion resolveu ficar quieto, engolindo o jantar num gosto amargo, eles simplesmente eram intocáveis. Depois que todos se retiraram, foi a vez dele servir o jantar de Evie, ela precisava comer.
Longe dali, ao sul, Carlo estava sentado à mesa, ocupava a cabeceira da mesa, Jonan bebia seu vinho enquanto o pai lia a carta que tinha acabado de receber, tinha o selo real, a cera verde com o relevo de dragão, o garoto sorriu, estava ansioso por aquele momento, provavelmente era algum comunicado real sobre a princesa estar preparada para casar, sabia que a menina já havia sangrado.
Jonan, da casa Melon, tinha dezesseis estações, cabelos ruivos escuros e algumas sardas, era dono de um gênio difícil e sádico, bem diferente de seu pai. Ele era conhecido no vilarejo como o ser desprezível que era, sempre bêbado e metido em brigas desde que começara beber, transava com prostitutas como bebia vinho, e ele bebia bastante. O garoto nunca entendeu porque iria se casar com a princesa, mesmo que a ideia o agradasse e muito, ele seria o conde das frutas quando se pai morresse, com certeza tinha pretendentes muito mais influentes para desposar a doce Elisa, mas aparentemente o rei gostava muito de Carlo, o suficiente para entregar uma filha como nora.
—Estevão está nos convidando para ir até Drakoj – Carlo falou ao terminar de ler – Aqui diz que é para acertar alguns detalhes do casamento.
—Então aquele príncipe de meia tigela já largou o osso? – Jonan riu, todos os bailes que ele ia, havia a tentativa de dançar com a princesa, todas eram prontamente interceptadas põe Eilon.
—Não fale assim de Eilon – Carlo encarou o filho – Ele será seu rei e seu cunhado.
—Acho que ele não ficará muito contente depois que eu comer a irmãzinha dele – o garoto riu erguendo a taça para ser servida – Farei questão de detalhar – Jonan se imaginava transando com Elisa, aquele jeitinho delicado dela seria convertido em jeito aterrorizado, ele a foderia com tanta força que a menina ficaria sem andar ou sentar, a obrigaria dar para ele sempre que quisesse e iria querer bastante.
—Você é nojento – Michael torceu o nariz para o irmão, era dois anos mais novo, tinha exatamente a idade dos gêmeos.
—Diz isso porque é virgem, aposto que quando comer uma buc...
—Chega – Sunny cortou o filho, o assunto estava nojento – Mesa de jantar não é lugar de discutir como irá consumar o casamento – os meninos se encolheram – Quando partimos, querido?
—Em um quarto de lua – o conde largou a carta na mesa.
Jonan observou o movimento com uma ereção dentro das calças, conseguia ouvir os gritos da menina, imaginava ela implorando pelo irmão e ele lhe diria que nada estava ao alcance de Eilon, pois depois que ela fosse sua esposa, nunca mais apareceria em Drakoj, iria ficar presa em algum dos quartos parindo filhos todos os anos.
Na fortaleza, Elisa estava em seu quarto, seus vestidos favoritos sobre a cama, queria ter certeza quais que iriam primeiro para o quarto de Eilon.
—Está ocupada? – a voz da mãe soou na porta.
—Entre, mamãe, por favor – a princesa sorriu, Estela entrou, analisou a filha com os olhos marejados, deu alguns passos em direção à ela e a abraçou forte, beijando a testa da menina.
—Eu estava com saudades – disse sorrindo – Desculpe não ter ficado do lado se vocês e desculpe não estar lá para ver seu casamento – Estela queria ter visto o casamento porque há muitos e muitos anos não via uma celebração deragoniana.
—Eu devo desculpas – a menina olhou para a mãe -Deixei a senhora e o papai preocupados.
—Deixou sim – acariciou o rosto da filha – Mas já passou – sorriram uma para a outra. Estela olhou para as roupas na cama – Vai ir para o quarto de Eilon?
—Sim, pedi para Danúbia levar algumas coisas enquanto separo os vestidos – ela alisou uma das roupas sorrindo, enfim dormiria na mesma cama que seu amor e sob o teto da fortaleza.
—Está com medo da consumação? – Estela puxou a filha para a cama, a abraçando e passando os dedos nas mechas.
—Não – ela corou – A senhora teve medo? – a mãe assentiu – Por quê? – Estela suspirou.
—Porque seu pai era diferente antes de Eilon nascer, ele e assustava – sorriu fraco lembrando de como Estevão era temperamental — E eu estava sozinha, ninguém viria conversar comigo sobre como seria, se doeria ou não.
—E doeu? – Elisa franziu o rosto.
—Um pouco – Estela alisou uma mecha de cabelo da menina – Mas depois fica bom, eu juro – beijou o topo da cabeça da filha.
—Como é engravidar? – sussurrou abraçada a mãe.
—Desconfortável – a sinceridade imperou – Mas é muito bom pegar seu bebê nos braços – sorriu – Não pense nisso agora – beijou a testa dela – Deixe as coisas fluírem.
—Como a senhora soube que era o papai? – a pergunta foi meio solta, o que deixou Estela visivelmente perdida – Como soube que estava apaixonada por ele?
—Seu relacionamento com Eilon é diferente do meu relacionamento com seu pai – arrumou a mecha de cabelo que estava em cima do ombro da garota – Seu pai era tudo que eu tinha.
Eilon organizava sua cama para receber Elisa, a partir daquela noite eles dormiriam juntos, pouco importava se seu pai não havia anunciado publicamente o casamento, será que ele usaria os dragões como usou em seu casamento anos antes? Seria bem a cara dele. O príncipe estava com a porta do quarto aberta, conseguia ver o corredor, mesmo que seu quarto fosse ridiculamente grande, como era o quarto de seus pais, a porta do corredor dava para uma antessala que era separada do quarto com uma porta dupla, de um lado tinha a sacada e no outro ia para a sala de banho e a sala de roupas. Havia uma lareira na antessala, assim como quadros e vários vasos, alguns livros e pequena estátuas.
—Ei, primo – a voz de Orion o fez revirar os olhos. Virou para a porta, o garoto já estava entrando, tinha um sorriso debochado no rosto — Deixa eu pedir em nome de todos: não façam muito barulho, nós vamos querer dormir. – Orion se divertia com a cara de raiva do outro — A não ser que vocês apenas...bem...apenas durmam. Aí tudo bem – levantou as mãos num gesto de defensiva.
—O que acontece no meu quarto não é da conta de ninguém – Eilon respondeu voltando sua atenção para a mesa de cabeceira que seria de Elisa, será que deveria ter pedido flores?
—Uh...pela defensiva – Orion pegou uma pequena estátua de um casal dançando, havia coroas nas cabeças de ambos, será que seria alguma representação de seus tios? – É que assim, posso estar errado, mas ainda estão em lua de mel, não é? Gemidos costumam ser ouvidos pelos corredores nesse período, sabe? — Disse com um longo sorriso.
—Não se preocupe – virou com um sorriso – Meu quarto é grande suficiente para os sons não chegarem ao corredor – voltou sua atenção para a gaveta que esvaziava.
—Principalmente se nada acontecer...Aí mesmo que não chega som nenhum ao corredor. — Orion segurou a risada, por todos os deuses, a primeira coisa que faria quando casasse seria consumar o casamento.
—Você está querendo dizer alguma coisa, primo? – Eilon franziu o cenho um pouco incomodado.
—Estou dizendo que sei como algumas garotas podem ser um pouco barulhentas, e claro, entendo se você não quiser que ela faça barulho, então você a faria se contentar com um pouco, mas sabe que quanto mais barulho mais satisfatório está para ela? – Eilon respirou fundo. Orion sentou no sofá pensando que queria uma antessala em seu quarto – Mas me diga, Elisa fez muito barulho quando vocês consumaram o casamento? – olhou para Eilon sorrindo, esse fechou a gaveta com força.
—Ela não...Nós não... – o príncipe de Drakoj se enrolou nas palavras, por que ter essa conversa com o primo? Não fazia sentido! – O que você tem a ver com isso?!
—Vocês não... – fez um gesto um pouco explicito com a mão — Nem um pouco? — abriu a boca com um ar de falso de surpresa. – Oh! Bem, eu só queria saber. Curiosidade. É que eu vim do outro lado, algumas coisas são diferentes. — Ele mordeu os lábios contendo a risada — Não sabia que desse lado não se consume o casamento imediatamente. – Eilon bufou.
—Se está tão curioso, posso te responder o motivo: Elisa ainda é muito nova – o garoto fechou a porta da sala de banho, evitando ir para a antessala.
—Ah... — Ele segurou a risada, o motivo era muito besta na sua opinião, onde já se viu casar e não transar?! — Ela não me parece muito nova. Você casou com ela! Não faz sentido.
—São coisas diferentes – puxou as cortinas – E se ela engravidar?
—Bom, vocês podem se considerar de sorte – Orion sorriu
—Pelo Grande Dragão, ela sofreria... – o príncipe de Ruphira mordeu o lábio. – ...Como a mamãe, que ficou quatro dias em trabalho de parto na primeira vez. – o outro parecia triste com essa lembrança.
—Você era complicado desde antes de nascer? – Eilon olhou atravessado para ele. – Ah, primo, por favor, sua esposa deve estar esperando por essa noite há tempos – Orion lembrou do que Evie disse – Vai ser literalmente a realização de um sonho.
—Orion? – Elisa perguntou quando chegou na porta, Danubia ao seu lado com alguns vestidos.
—Priminha, vim felicitar Eilon pelo casamento – levantou -Espero que a noite de vocês seja incrível – beijou a bochecha dela antes de sair do quarto quase gargalhando pela tentativa de Eilon em ser um bom marido e esperar.
Danubia organizou os vestidos o mais rápido possível para deixar o casal sozinho. Assim que ela saiu pela porta, Elisa se aproximou com um sorriso, tinha algo misturado naquela expressão, um misto de alegria com desejo; ela entrelaçou os braços no pescoço dele e o beijou, Eilon retribuiu.
—Hein – subiu os beijos para o pescoço dele – Vamos fazer aquilo de novo? – ela sorriu, o marido concordou com um aceno, lembrando de Orion dizer que ele a contentaria com pouco, mas aquilo já parecia muito.
Naquela manhã, logo depois do desjejum, Mandrik, Estevão e Eilon se reuniram na sala do pequeno conselho, já que a conversa do dia anterior havia sido interrompida pá discussão das garotas. A mesa era redonda, haviam poucos lugares, afinal, esse era a redução do pequeno conselho, ali era só o rei, o conselheiro supremo e, naquela dia, o príncipe herdeiro.
—Certo, Eilon, vamos lá, como iremos resolver isso? – Estevão perguntou servindo vinho para ele e Mandrik, já para o filho serviu suco de pêssego.
—Está resolvido, Eveline casa com Jonan e se torna condessa – deu de ombros.
—Bem, é importante lembrar que, em Calasir, enquanto o casamento não for consumado, não é existente – Mandrik falou.
—Tio, você prometeu que me ajudaria! – Eilon o lembrou.
—Mas não estou dizendo nada contra – o conselheiro se defendeu – Estou lembrando que é necessário.
—Meu filho, vá para o quarto e transe com ela, não precisa demorar – Estevão deu de ombros – Jonan com certeza irá consumar o casamento na mesma noite.
—Eu não sou Jonan – Eilon encarou o pai.
—Tudo bem, tudo bem – Estevão levantou as mãos – Precisaremos manter ele no castelo para que conheça a família.
—Acha que será estressante? – o príncipe olhou para o pai.
—Inconveniente talvez, mas nada que não consiga sobreviver – o rei completou – Bem, anunciaremos o casamento deles algumas luas depois de anunciar o casamento de vocês – o príncipe assentiu, seu pai estava com os planos certos.
Elisa estava no quarto de Eilon com seus irmãos, Ethan e Elora, os mais novos haviam sentido falta das conversas para passar o tempo. Ethan estava jogado na cama, enquanto Elora estava deitada no chaise.
—Como foi a primeira noite? – a irmã perguntou.
—Não teve primeira noite, Eilon não acha adequado – Elisa se encolheu na poltrona onde estava.
—É sério? – Ethan olhou para ela com a sobrancelha arqueada, Elisa assentiu – É um idiota! Se ele não fizer isso, logo papai anula o casamento de vocês.
—Papai não faria isso – Elisa abraçou os joelhos.
—Claro que sim, consumação é o que válida o casamento – a princesa ouviu aquilo receosa, e se Ethan tivesse razão? E se o casamento fosse anulado?
Eveline estava em quarto, ainda dentro da personagem de noiva traída, ela ria pensando que batera na irmã, há muito tempo gostaria de fazer isso, estava arrependida de não ter dado uns socos em Eilon, ele bem merecia.
—Você precisava ver a cara dele quando comentei de gemidos – Orion contava para ela enquanto a garota comia o desjejum que o primo havia levado.
—Duvido que ele teria essa mesma atenção se fosse eu – bufou – Eilon não teria metade da consideração..
—Talvez sim – Orion sorriu – Talvez amanhã você possa aparecer no café da manhã de amanhã, seria bom parecer superior deles.
Evie acatou a ideia do primo e na manhã do dia seguinte lá estava ela, bem vestida e com um belo penteado, todos estranharam a presença dela, Elisa se encolheu contra Eilon, que a abraçou, haviam alguns hematomas no pescoço dela, onde Eveline havia apertado, Ethan olhou para a prima com desdém.
—E volta a pobre traída – o irmão mais novo caçoou.
—Cale a boca, insensível – Evie rosnou – Como a ladra de maridos dormiu essa noite? Sonho realizado, não?
—Pedimos desculpas pelo ocorrido, Eveline – Elisa olhou para a irmã mais velha, Orion revirou os olhos, a voz da menina era enjoativa de tão meiga, não conseguia entender porque Eilon havia se apaixonado por ela – Nunca foi nossa intenção te magoar.
—Sério? Pareceu que sim – Evie sorriu servindo chá.
—Por favor, Eveline, sejamos sinceros, iríamos nos matar no primeiro ano de casamento – Eilon sorriu, Eveline revirou os olhos.
Antes do almoço, Eilon foi requisitado pelo pai para algumas tarefas junto ao reino, Mandrik acompanhava o rei e seu herdeiro, precisavam recorrer a cidade, organizar a venda da nova feira, manter os soldados da guarda da cidade em ordem. Evie foi para junto de Gameon, queria voltar a explorar, como fazia antes desse drama começar, aquela era ela, a menina que montava o cavalo alado, não a menina que montava dragões, isso era coisa de suas irmãs, e ela não queria ser como suas irmãs.
Elisa estava no solário, lia um livro tranquilamente, estava deitada num chaise, o sol iluminava a sala com uma luz perfeita, as plantas davam um ar fresco para o ambiente, enquanto lia pensava em Eilon, estava feliz por finalmente estar casada com ele, era seu sonho desde sempre, iriam ser os melhores soberanos de Calasir, teria tantos filhos quanto sua mãe, encheria o castelo de alegria e crianças, mal podia esperar para ficar grávida e sentir o bebê se mexer, lembrava de sua mãe quando ficou grávida de Evan, ela era pequena, não sabia exatamente como funcionava aquilo, não aproveitou muito, na gravidez de Elia já era maior, ela sabia que sua mãe estava esperando outro irmão ou irmã para ela, lembrava como seu pai ficava atencioso, fazendo de tudo para a agradar a esposa. Elas sentavam no solário, comiam biscoitos e bordavam toalhas para o bebê, vez ou outra ela sentia a irmã chutar e se mexer, Elisa questionava a mãe do porque ter tantos filhos, ao que Estela respondia que era responsabilidade da rainha garantir uma linhagem de herdeiros e que um dia seria ela em seu lugar. O lugar de sua mãe era onde ela queria estar, mesmo com os gritos que embalavam o castelo a cada nascimento, Mandrik sempre dizia que por mais alto que ela gritasse, nada se compararia com o nascimento de Eilon e Evie. Elisa se imaginava grávida, mas não de Jonan, ela se imaginava grávida de Eilon, com ele a cercando de mimo e amor, eles escolheriam os nomes a dedo, iriam beijar e cheirar seus bebês, essa ideia a fazia suspirar.
—Pensando na noite de ontem, prima? – Orion entrou com um sorriso no rosto.
—Orion? – sorriu para o primo – O que teve a noite de ontem?
—Você sabe – olhou de forma safada para a prima.
—Não! – falou como estivesse ofendida – Eilon e eu não fazemos isso.
—Poxa, que pena – riu sentando em uma das poltronas – De onde eu venho, é costume os recém-casados consumarem o casamento logo depois dos ritos.
—Eu sei, mas Eilon prefere esperar – baixou a cabeça.
—E você? Também quer esperar? – a princesa negou suavemente e um tanto envergonhada – Então o intime! Faça ele cumprir o papel de marido!
—Não quero causar brigas – Elisa se encolheu.
—Não pense nisso, ele é seu marido, é obrigação dele consumar o casamento – Orion falava de forma convincente. – Mas pode ser que Eilon não goste de mulheres – Elisa o olhou de olhos arregalados – Pode acontecer, você sabe. Homens que não gostam de mulheres, fazem esse tipo de coisa.
—Não, Eilon não...
—É uma suposição, prima, mas pense nisso – ele levantou silenciosamente e sorriu para ela antes de sair.
Naquela noite, Elisa saiu do banho, sua pele estava quente, os banhos eram sempre quentes, o cheiro de rosa e canela enchia o ambiente, Eilon sorriu quando ela entrou no quarto, o robe balançava com a brisa que entrava pela janela entreaberta, sentou na cama e pegou na mão do marido, pensava no que Orion havia dito.
—Por favor, Eilon – sussurrou, ele revirou os olhos se jogando na cama. – Eilon, eu sou sua esposa, quero consumar nosso casamento!
—Elisa, eu disse não – o garoto falou olhando para o teto.
—Por quê? Me fala qual o problema. Sou eu? É você? – segurou a mão dele – Você prefere homens? – o menino arregalou os olhos.
—De onde você tirou isso? – Eilon basicamente gritou.
—Bom...Orion me alertou dessa possibilidade – o rosto do marido ficou vermelho.
—Pare de dar ouvidos para aquele garoto – Eilon apertou o pulso de Elisa – Ele não entende porque estamos fazendo dessa forma e não é da conta dele – rosnou apertando com mais força.
—Está me machucando – Elisa sussurrou.
—Não dê ouvidos para Orion! – o puxão machucou seu pulso, ela encheu os olhos de lágrimas.
—Desculpe – ela esfregou onde o outro havia apertado, o silêncio reinou por alguns instantes, a menina terminou de subir na cama, se aproximou do marido, que respirava pesado, completamente irritado, ela o abraçou e beijou o ombro dele, subindo para o pescoço – Desculpe, querido – ele esfregou o antebraço dela suavemente – Podemos fazer aquilo? – Eilon sorriu para ela e a beijou, Elisa aprenderia a não questionar suas decisões, como tinha certeza que a mãe havia aprendido.
Jonan se masturbava pensando na inocência da princesa de cabelos brancos, a que era dócil como um cão adestrado, a que sorria ao lado do irmão e dos pais, a que lembrava a rainha por completo. Imaginava ela se recusando a beijá-lo, a afastando aos coices para não transar, ele a seguraria, prenderia suas pernas e mãos para que não houvesse luta, e então ela poderia gritar, gritaria o quanto quisesse e nada o pararia, ria ao pensar em Eilon ouvindo as súplicas da irmã e não podendo fazer nada, o príncipe não poderia resgatar sua dócil e obediente companheira de danças, porque Elisa seria sua esposa e o irmão não teria poderes sobre eles, ao menos não era Eveline, ele a viu pouquíssimas vezes, mas era o suficiente para saber que não eram iguais, nem meramente semelhantes em personalidade, ele odiaria casar com alguém que ia bater de frente com ele, coisa que a princesa mais velha com certeza faria.
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