Notas iniciais
Olá! Voltei das cinzas para assombrá-los hehe >:) Zueira, apenas voltei com mais um cap ;-)

Haviam se passado dois dias. Neste meio tempo, as descobertas sobre a estranha tinham aumentado: Dawn detestava quando o cabelo ficava para cima por conta da eletricidade dos Pokémons elétricos, adorava assistir novelas e filmes de romance, mas também amava ação, gostava bastante de flores, principalmente das violetas.

Enquanto andavam, Ash notou que a jovem tinha um semblante um pouco triste. Ele encarou a azulada que forçou um sorriso para tentar aliviar o colega, coisa que não adiantou.

– O que houve?

– Nada... É que... Eu queria muito ter um Pokémon. Eu sinto que tinha um mas não me lembro qual!

– Ei, sabe que pode ter mais de um, não é?

Ela o encarou surpresa, sorriu ao saber que podia ter mais de um Pokémon. Foi então que ambos resolveram entrar na floresta, para darem uma caminhada. A azulada prestava atenção em todos os cantos, onde via alguns Pokémons como Pinecos, Butterfrees e Staraptors.

No meio da caminhada, Dawn ouviu um Pokémon chorando, ela se embrenhou em alguns arbustos e viu uma Buneary deitada e ferida. A azulada se agachou, pegou-a no colo e correu para o Centro Pokémon.

– DAWN! ME ESPERA!

– ASH, ELA ESTÁ FERIDA! — Exclamou a menor enquanto corria.

Ao chegarem no local, que por sinal estava vazio, a Enf. Joy os atendeu. A menina esperava aflita pela resposta da médica, que saiu de lá com um sorriso leve no rosto.

– Ótimas notícias, a Buneary está muito bem e já já ela irá sair.

– Obrigada!

Ash sorriu para a Enf., agradecendo. Alguns minutos se passaram e a pequena Pokémon coelha saiu da enfermaria. A Buneary passou os olhos por todos e parou em Dawn, pulou no colo da mesma e a abraçou fortemente.

– Bun-Bun! (Obrigada!) — Exclamou.

– Não há de quer! — Respondeu a azulada.

A coelha desceu do colo de Dawn e ando até Ash. Ela pulou, pegou uma Poké-bola do cinto dele e deu para a menina segurar. A garota estranhava aquilo, por sorte o moreno sorriu, já entendendo.

– Dawn, ela quer que você a capture.

– S-sério?

– Buneary! (Claro!)

A azulada se agachou, colocou a Poké-bola de frente para a Pokémon, que apertou o botão do meio e entrou. Dawn arregalou os olhos e sorriu, libertando a Buneary em seguida.

– Não prefere ficar fora da Poké-bola? — Perguntou a menina.

– Neary! (Sim!)

Assim ambos saíram do local, agradecendo mais uma vez a mulher de cabelos rosados. Um tempo mais tarde, voltaram para o hotel e resolveram descansar, porém, o celular do menino começou a tocar. Era o amigo dele, Gary Carvalho.

– Falaí cara! Depois de tanto tempo… — Dizia o colega que ligara de Pallet. — Sua mãe contou da menina que você achou aí.

Gary tinha 19 anos, era amigo de infância de Ash e praticamente cuidava dele quando Delia saía para ir ao mercado. Ele tinha a pele esbranquiçada, olhos pretos e um cabelo ruivo-acastanhado totalmente espetado. Ele morava com o avô, o Prof. Carvalho.

– Oi Gary! Pois é, mas ela tá bem, tá aqui comigo… Como ela não tinha lugar pra ficar está dividindo o quarto comigo.

– E deixaram? Quero dizer, você fez uma reserva só pra tu e pro Pikachu.

– Deixaram sim, eu contei a confusão e permitiram.

Enquanto conversavam, a menina foi tomar um banho e Pikachu e Buneary brincavam de pega-pega pelo quarto. Depois de alguns minutos, Ash desligou o celular e viu que a amiga havia saído.

Ela usava um pijama de manga comprida cinza, com alguns poucos carneiros na estampa, uma calça estampada com corações brancos e poucos carneiros, usava também uma pantufa.

– Bem, fica com os dois aqui que eu vou tomar banho, ok?

– Ok! — Respondeu a azulada.

Quando o menino entrou, Dawn pegou o celular dele e desbloqueou com a ajuda de Pikachu. Ela fuçava em algumas coisas, como notas ou fotos. As fotos eram dele e Gary, e também uma jovem loira, de cabelos curtos e lisos, e olhos azuis.

A azulada saiu das fotos e colocou nas músicas. Havia uma que, estranhamente, lhe parecia familiar. Chamava-se "Vinte e nove", ela clicou na música, que começou a tocar logo em seguida.

– Está gostando da música? — Questionou Ash ao vê-la ouvindo.

– Sim! — Dawn respondeu, sorrindo.

Por um momento, na cabeça da menina, veio-lhe uma lembrança. Era um local bonito, aparentemente a estação era verão. O lugar tinha uma grama baixa, uns arbustos em torno das árvores que dividiam o campo da floresta. Alguns Mothims sobrevoavam e ela tentava pegar, se sentia mais baixa também.

– Tudo bem? — Perguntou o moreno, tentando acordá-la do transe.

Mais uma lembrança. Desta vez, ela estava ela estava em uma casa, mais precisadamente na sala de estar. A parede era marrom, um sofá verde escuro em frente a ela (A azulada também estava sentada num outro sofá também verde escuro) e uma estante de madeira com um rádio antigo tocando Vinte e Nove. A menina ainda sentia-se mais baixa, percebeu uma mão lhe tocar e a mesma encarou a pessoa.

Era uma senhora de seus 60 e poucos anos, pele esbranquiçada e repleta de rugas, era mais alta que Dawn mesmo sentada. Os olhos da senhora eram azuis claros, e seus cabelos eram brancos, lisos e presos num coque alto. Ela vestia uma camiseta branca de flores pequenas e laranjas, uma saia longa e marrom, óculos de grau e sandálias.

– Que horas a mamãe vem? — Perguntou a menor.

– Não sei anjinho… — A mulher respondeu, com sua voz rouca.

Foi então que a azulada saiu do transe. Ela encarou Ash, que estava trazendo uma garrafinha d´água. O moreno deu para a menor que tomou o líquido rapidamente. Pikachu e Buneary estavam sentados na cama, preocupados com a outra.

– Dawn, o que houve?

– Eu… Me lembrei de duas coisas…

Assim, a menina contou de suas memórias, o que surpreendeu o menino. Ele olhou o relógio, era hora do jantar no hotel. Ambos saíram do quarto e chegaram no refeitório, famintos. Enquanto comiam, a garota pensava nas lembranças que tivera, provavelmente, com sua avó. O tal campo do desvaneio lhe era estranhamente familiar.

– Melhor comer, senão vai ficar com fome! — Ash exclamou, tentando animá-la.

– Verdade! — Respondeu a menina.

Ele riu baixinho com a empolgação da garota. A menor devorou o macarrão, assim como o maior. Enquanto comiam, dois seres muito familiares entraram e foram se sentar numa mesa próxima. O moreno logo os reconheceu.

– Dr. James! Enf. Jessie! — Exclamaram os mais novos.

– Olá dupla! — Responderam os médicos. — Venham aqui!

Assim foi, os jovens se sentaram com os mais velhos. O de cabelos azuis usava uma camiseta social branca, uma calça jeans preta e sapatos pretos. Já ela usava uma blusa social marrom, uma saia longa vinho e botas beges.

– Estão saindo há quanto tempo? — Ash perguntou.

– Hihi, somos casados faz 8 anos. — Comentou a enfermeira.

Os mais novos ficaram boquiabertos. A mulher de cabelos vermelhos e olhos azuis riu, assim como o marido. Explicou que ambos tinham 35 anos e tinham uma filhinha de 7 anos chamada Johanna. Enquanto conversavam, tocaram num assunto: O Natal que se aproximava.

– Onde vão passar o Natal? — Questionou Jessie.

– Natal? — Foi a vez de Dawn perguntar.

– É uma data comemorativa, celebramos a companhia um do outro, comemos uma ceia e também trocamos presentes. — Explicava Ash, que logo se virou para os mais velhos. — Eu não tinha planos, até então, minha mãe viria pra cá, mas por conta da neve ela não poderá vir.

– Podem ir lá em casa! — James disse alegremente. — Serão muito bem-vindos!

Após a decisão, a dupla de médicos se despediu, enquanto os outros dois voltaram para o quarto. Ao chegarem no cômodo, viram Buneary e Pikachu dormindo numa das camas de casal. O moreno encarou a azulada, vendo que teriam de dormir juntos. Não viram malícia em tal ato, já que Dawn tinha a mentalidade de uma criança de 9 anos e Ash possuía respeito por ela. Após se acomodarem, ele percebeu que ela estava um tanto quanto estranha.

– O que foi Dawn?

– O nome da filhinha deles… Não me é estranho…