Notas iniciais
Gente, só quero pedir desculpas pelo mini capítulo que eu postei mais cedo, mas é que aquela hora eu tive que sair e minha mãe tava me apressando, então sabe como é né.
Desculpem mesmo e boa leitura.

Pov Narrador

Continuaram caminhando por mais algum tempo, ainda de mãos dadas e em silêncio, até chegarem em uma pracinha não muito distante dalí.

Os dois soltaram-se suas mãos timidamente e caminharam em direção a uma escada, onde sentaram-se um ao lado do outro, apenas com um palmo de distância que separava os dois.

Seria sorte ou coincidência, não ter mais ninguém naquela pracinha aquela hora da manhã?

- Então Lia... O que aconteceu? — Perguntou Dinho, quebrando o silêncio.

- É a Raquel Dinho! Ela ainda vive fazendo as mesmas coisas! Dando esperanças pro meu pai e pra minha irmã, de que um dia ela ainda vai voltar. — Disse Lia, tudo de uma vez só, com raíva, mas ela aparentava mágoa na voz.

- Mas ela vai voltar? — Perguntou Dinho confuso.

Ooops, pergunta errada!

- Não Dinho! Será que ninguém entende?! — Lia se alterou. — Ela não vai voltar! Só fica mandando cartões postais com meia dúzia de palavras e fazendo promessas idiotas, mas meu pai não entende que a gente não precisa mais da Raquel na nossa vida... — Nesse momento Lia já fazia o máximo de força possível para conter as lágrimas, que queriam vir a tona.

- Lia, mas mesmo ela fazendo tudo isso, ela ainda é sua mãe... — Disse Dinho tentando acalmá-la. — Tá certo que é errado tudo o que ela te fez, tendo te abandonado e tudo... — Ele respirou fundo, lembrando tudo o que Lia havia passado, e logo continuou. — Mas será que um dia você ainda vai conseguir perdoar ela?

Lia ficou pensativa por alguns segundos.

- Olha Dinho, realmente eu não sei... — Ela disse confusa. — A unica coisa que eu não sinto vontade é que a Raquel volte e... — Nesse momento começaram a escorrer lágrimas de seus olhos, mas Lia tentou engolir o choro, claro que em uma tentativa inútil. — Faça a gente sofrer de novo as mesmas coisas que a gente já sofreu... — Disse em um fio de voz.

Dinho percebendo a tristeza e as lágrimas de Lia, abraça a amiga, tentando reconfortá-la.

- Olha, não chora, tá bom? Se acalma, ou pelo menos tenta se acalmar tá? — Disse ele preocupado, ainda abraçado com ela, falando com sua voz bem próxima ao ouvido de Lia, que tentava conter o choro, e ao mesmo tempo sentia um arrepio percorrer toda sua espinha.

Sensação estranha, ou digamos 'incrível'?! Para ela as duas coisas, não é mesmo?

Ela se afastou um pouco de Dinho, soltando-se de seu abraço levemente. Respirou fundo, logo após secando suas lágrimas, com a ponta de seu casaco. Ela olhou para ele, nos olhos... Com um olhar, digamos que... Confuso?

Houve-se alguns poucos segundos de silêncio alí, até que os dois resolveram quebrá-los.

- Dinh...

- Tá mais calm... — Falaram ao mesmo tempo.

Que situação mais constrangedora, digamos assim.

- Opa! — Falaram juntos novamente.

- Opa, primeiro fala você. — Disse ela.

- Nada não, fala você primeiro. — Falou Dinho.

- Nada também. — Disse Lia.

Os dois se olharam ao mesmo tempo e riram juntos, e depois ficaram em silêncio, se olhando intensamente por alguns segundos.

Impressão minha, ou está rolando um clima por alí? Com certeza, não é só impressão.

- Que bom que você tá mais calma. — Disse ele, quebrando o clima.

- É... Graças a você né? — Disse Lia, tímida, sorrindo levemente.

- Que bom... — Disse Dinho, com o pensamento distante.

Os dois voltaram a ficar em silêncio por alguns momentos, olhando para a frente, para a paisagem que os cercavam, até que Dinho começa a rir derrepente e Lia estranha.

- O quê é que foi Dinho? Tá rindo do quê? — Perguntou Lia desconfiada.

''Agora sim ela estava voltando a ser aquela Lia que ele conhecia.'' — Pensou.

Ainda bem né?

- Nada não Lia, só 'tava aqui pensando. — Respondeu ele.

- Seei. — Disse ela, com aquele seu jeito unicamente desconfiado.

E ele tentou distrair a amiga.

- Ei Lia! Se lembra quando a gente era criança e ficava brincando lá na pracinha em frente a nossas casas, eu, você e a Ju? Como a gente era inocênte né?

- É, não tem como eu não lembrar. Aquela época a gente inventava cada brincadeira idiota né, que ser inocênte é pouco. — Disse ela lembrando.

- O príncipe, a princesa e a bruxa, háhá! Cada uma. — Disse ele lembrando.

- É, eu me lembro muito bem dessa brincadeira. — Disse Lia. — E além do mais, eu sempre tinha que ser a bruxa mesmo.

- E eu o príncipe. — Completou ele.

- E a Ju sempre era a princesa. — Lia e Dinho novamente falaram a frase ao mesmo tempo.

Eles riram da mesma coincidência novamente e ao mesmo tempo se olharam, só que agora de uma maneira intensa, durante alguns segundos. E novamente começou a surgir um climinha de romance entre eles.

- Sabe Dinho, vou te confessar uma coisa. — Disse ela misteriosa. Ele somente olhou atento. — Naquela época eu até gostava dessa brincadeira, sempre quiz ser a princesa mas, a Ju nunca deixou. — Disse com um sorriso torto nos lábios. — Então... Eu até não entendia por que a Ju sempre tinha que ser a princesa, mas hoje eu vejo que é o jeito dela né?! — Disse Lia dessa vez, quebrando o silêncio.

- É, realmente ela é bem romantica, tem esse jeitinho mesmo, mas... — Disse Dinho, olhando para Lia, fazendo uma breve pausa, e logo completou. — Pra mim você vai sempre ser a princesa...

Ooopa, será que eu ouvi bem? Huuuumm, cheirinho de romance fresquinho, com direito a drama e beijo no ar! Só quero pagar pra ver.

(...)