Amizade Colorida
1 Capítulo 1
Notas iniciais
Capítulo único.
Ponto de vista – America:
- Mãe, por que ainda insiste nessa história? Eu não vou me inscrever. – digo jogando a carta.
Estávamos a quase quarenta minutos discutindo sobre isso e eu estava perdendo a paciência. Minha mãe havia cismado que eu tinha que participar da seleção, mas eu não queria isso.
Não queria ser da realeza. Não queria ser Um. Não queria nem tentar.
- Essa pode ser uma grande oportunidade para todos nós você podia ao menos tentar! – diz minha mãe sentando na cadeira.
- Porque não olha pelo meu ponto de vista? Eu e mais trinta e quatro garotas disputando a atenção de um cara que nem conhecemos. – digo puxando a cadeira para eu me sentar.
- Um cara não, o príncipe! – diz minha mãe me corrigindo.
Já havia visto Maxon na televisão, mas quando ele aparecia o máximo que fazia era abrir um sorriso ou acenar com a cabeça. O cabelo dele era extremamente arrumado e parecia que gastara um pote de gel para deixa-lo assim. Sua imagem fazia minha irmã mais nova, May, suspirar mas não me chamava atenção.
- Que seja! – digo dando de ombros – Nada vai me convencer do contrário. – falo e logo em seguida cruzo os braços.
Minha mãe fica pensativa por uns instantes e depois declara:
- E se fizéssemos um acordo? – diz minha mãe despertando minha curiosidade.
- E que acordo seria esse? – arrasto a cadeira para mais perto da minha mãe.
- Você está madura o bastante para trabalhar sozinha, pode pegar seus próprios trabalhos e... ficar com metade do que ganhar.
Amei a proposta e quase pulei de alegria. Não tinha nada a perder afinal existem várias garotas em Illéa. Quais seriam as chances de eu ser sorteada?
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Depois de duas semanas finalmente chegou o dia do sorteio. Minha família estava na sala comendo pipoca e assistindo ao Jornal Oficial de Illéa. De todos os membros da família real a que eu mais admirava era a rainha Amberly, ela era linda e inteligente parecia que nasceu pra isso.
- Shhh! – disse May – Chegou a hora!
Então Gravil, o apresentador, começou a anunciar o nome das selecionadas.
- Mãe, a rainha não... – mal terminei de falar a frase e levei um susto.
- America Singer, de Carolina, Cinco.
Meu coração ia sair pela boca. Lá estava a minha foto com um sorriso de canto a canto.
- Você ganhou Meri! – gritou May derrubando toda a pipoca.
A partir daquele momento nada seria como antes.
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Acabara de chegar no castelo, e devo admitir ele era enorme. No caminho pra cá me despedi da minha família e da minha província, fiz amizade com uma menina chamada Marlee e dei autógrafos no aeroporto.
Assim que chegamos Silvia, nossa tutora durante nossa estadia nos levou a um lugar chamado Salão das Mulheres. O rei, o príncipe e os guardas não podiam entrar naquele lugar apenas a rainha e suas damas de honra.
Eles trataram do meu cabelo, pele, unhas e vestimenta admito que foi divertido Marlee não tirava o sorriso do rosto. O Jornal Oficial estava acompanhando tudo de perto e também fazendo perguntas para as selecionadas.
Depois que terminei me levaram para o meu quarto onde havia três mulheres nele.
- Boa noite senhorita! – disse uma dela, bom parecia ser a líder – Permita que nos apresente sou Anne e estas são Mary e Lucy.
- Oi! – disse entrando no quarto e me jogando na cama.
- Venha senhorita vamos te aprontar para dormir. – disse Mary me puxando da cama.
Elas me deram banho (o que foi meio constrangedor), colocaram a camisola em mim e foram embora se despedindo.
Finalmente eu tive PAZ, mas ela foi embora quando a saudade tomou conta de mim e senti lágrimas brotarem em meus olhos, então fui para a sacada e avistei uma coisa magnífica: Um belo jardim. Não pensei duas vezes e saí correndo do meu quarto. Quando cheguei à porta os guardas me barraram.
- Sinto muito senhorita, mas não pode passar. – disse um dos guardas.
- Por favor! Eu preciso sair! – disse chorando litros de água.
- Não é permitido, não insista! – disse o outro com desdém na voz.
- Po... Por... fa-favor – eu já havia começado a soluçar.
- Deixem-na ir! – ecoou um voz firme pelo salão. Quando a claridade o cobriu percebi que se tratava do príncipe Maxon.
Ponto de Vista – Maxon:
Havia acabado de ter outra das minhas discussões com meu pai, estava a caminho do meu quarto quando ouvi o choro e tomei uma atitude. Os guardas deixaram ela passar então a mesma saiu correndo desiquilibradamente pelo jardim, decidi segui-la.
- Está tudo bem querida? – perguntei delicadamente.
- Eu não sou sua querida. – respondeu ela em um tom seco.
Tá legal agora fique confuso.
- O que fiz para ofender a senhorita? Acaso não lhe dei exatamente o que queria?
Novamente ela começou a chorar, estou ficando incomodado com a situação.
- Querida, vai continuar chorando?
- Não sou mais querida para você do que todas as outras trinta e quatro garotas que vocês mantém aqui! – gritou ela.
- Todas são queridas para mim! – digo e era verdade, mas só a chamara assim porque não tive tempo para decorar os nomes das selecionadas.
- Tudo isso é ridículo! Você nunca amou ninguém! E é assim que quer escolher sua futura esposa?
- Meus pais tiveram sorte em sua seleção. Quero a mesma chance! – digo me abrindo. – Conhecerei alguém que será minha confidente e que estará ao meu lado pelo resto de minha vida.
- Boa sorte com isso! – diz ela não mais com a ironia que tinha na voz.
- Perdão, mas não consigo ler seu broche. – digo meio envergonhado.
- É America. – responde ela.
- Poderia me fazer um favor? – pergunto receoso.
- Depende. – replicou a mesma.
- Não conte isso a ninguém, devo conhecer todas apenas amanhã. Apesar de seus gritos não terem tornado isso um encontro à luz do luar.
- Prometo – diz America com um sorriso.
No dia seguinte:
Dirigi-me ao Grande Salão para a entrevista com as garotas, mas estava ansioso para rever America. Ela não me tratou como o futuro herdeiro de Illéa, mas como Maxon.
- Bom dia, senhoritas. – digo com um sorriso no rosto.
Rapidamente identifiquei America no salão com seus lindos cabelos ruivos.
- Senhoritas, se não lhes incomodar, chamarei cada uma de vocês para uma para me conhecer individualmente. Estou certo de que estão com fome, assim como eu, de modo que não tomarei muito do seu tempo. Por favor, perdoem-me se demorar para gravar seus nomes. É que há muitas de vocês. – uma explosão de risadas surgiu quebrando assim minha tensão.
Fiz várias entrevistas quando vejo que chegou o momento da America, me levanto para cumprimenta-la.
- Dormiu bem, querida? – pergunto ameaçando-a.
Estava muito entusiasmado.
- Ainda não sou sua querida – rebateu – mas dormi sim. A cama é extremamente confortável.
- Fico feliz com isso America. – então convido-a para se sentar.
- Me desculpe por ontem, enquanto estava deitada tomei consciência do meu erro. Não é sua culpa tudo isso. – diz a mesma abaixando a cabeça.
- Você tem sido sincera comigo e admiro muito isso. Mas você sente algo por mim? – pergunto com uma enorme expectativa.
- Sinto muito, mas não.
- Tudo bem, mas por que está aqui? – pergunto com muita curiosidade.
- Minha família precisa do dinheiro, mas se me deixar ficar faremos um trato – propôs America.
- Sou todo ouvidos.
- Não acha que iria bom ter alguém pra te ajudar? Você tem tantas ocupações? Posso ser esse alguém.. tipo uma amiga.
- Conheci quase todas as garotas deste salão e não penso em quem seria uma amiga melhor que a senhorita. Será um prazer deixa-la ficar.
-Você acha que ainda posso chama-la de querida? – pergunto.
- Não.
- Continuarei tentando.
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Ponto de vista – America:
Você pode achar que por ser com grandes muros e repleto de guardas o palácio é um lugar muito seguro, mas não é. Desde que a seleção começou os ataques rebeldes tem sido mais constantes. Estávamos em 19 e ainda assim eram muito frequentes, em todos os ataque Lucy ficava apavorada.
Mas agora dois deles estão querendo falar comigo e Maxon no Grande Salão, mas por que eu?
Adentramos no Grande Salão e ali estavam presentes um homem e uma mulher pouco mais velhos que nós. Maxon foi direto ao ponto.
- O que vocês querem?
- Poderíamos ter privacidade, o assunto é particular. – diz o homem incomodado com a quantidade de guardas ali presente.
- Quero que fiquem apenas dois guardas aqui dentro o restante pode se retirar. – Maxon ordenou e eles obedeceram.
- Obrigada. – disse a mulher
- Nós não viemos fazer uma declaração de guerra nem nada disso. Viemos apenas conversar. – diz o homem levantando as mãos para Maxon ver que estavam desarmados.
- Prossigam! – disse o príncipe.
- Invadíamos o castelo não para mata-los, mas para procurar algo muitos valioso que vocês tem aqui. – disse a mulher.
Comecei a ligar os pontos. Certa vez quando o palácio estava sendo atacado eu havia fugido para a floresta e os rebeldes que passaram por mim estavam com vários livros.
- Vocês querem ler os diários de Gregory Illéa. – disse orgulhosa de mim mesma.
- Exatamente, senhorita America. – disse o homem. – Mas não é só isso.
- O que mais querem? – perguntou Maxon com um olhar preocupado.
- Ajudar vocês a derrubar os rebeldes sulistas. – disse a mulher.
- Sério? – pergunto incrédula.
- Vocês não são os únicos a ter problemas com eles. – disse o homem.
- Aceitamos. – disse Maxon um pouco receoso.
- Podemos nos encontrar fora do palácio? – perguntou o homem – Se for possível neste endereço. Esperaremos vocês lá amanhã de noite.
Peguei o papel com endereço e eles iriam embora quando Maxon interviu.
- Qual é o seu nome? – perguntou Maxon ao homem.
- Antonin Illéa, ao seu dispor. – disse o homem e eles se retiraram.
Ponto de vista – Maxon:
Estávamos America e eu em meu quarto, não podia acreditar que havia um legítimo Illéa vivo. Eu acabei de conhecer meu primo? Por que ele não se declarou antes?
- Maxon você está quase fazendo um buraco no chão. – disse America indignada.
- Perdoe-me estou muito nervoso.
- Você vai se encontrar com ele amanhã? – perguntou ela curiosa.
- Como? Não consigo sair daqui de forma alguma. – digo completamente frustrado.
- Tenho um plano, mas você deve confiar em mim. – diz America sorridente.
- Sempre confiei America. – digo me sentando ao seu lado.
- Ótimo me encontre amanhã às oito da noite na porta do meu quarto.
Ponto de vista – America:
Estava andando pelos corredores a procura de uma pessoa que teria certeza que me ajudaria, quando finalmente o encontrei.
- Aspen. – sussurrei chamando sua atenção.
- Meri? O que foi? – perguntou preocupado.
- Preciso falar com você! Pode me encontrar em meu quarto?
- Claro! Daqui a alguns minutos estarei lá.
Aspen era da mesma província que eu e coincidentemente meu ex-namorado. Terminamos o namoro uns meses antes de ocorrer a seleção, agora era apenas um grande amigo.
Algum tempo depois ele entrou em meu quarto.
- O que foi? – perguntou preocupado.
- Preciso da sua ajuda com um plano extremamente secreto na qual o reino está em perigo.
- É só falar! – disse Aspen sentando em uma cadeira.
Expliquei todo o meu plano e ele concordou em ajudar.
Na noite seguinte:
Estávamos todos reunidos no local indicado conversando sobre como derrotaríamos os rebeldes quando escutamos pneus estourando. Saímos para ver o que estava acontecendo e nos deparamos com rebeldes sulistas.
- Ora, ora se não é vossa alteza. – disse um dos rebeldes com sarcasmo na voz. – Ataquem!
Eles começaram a lutar e de repente vejo Maxon me puxando.
- Vou tirar você daqui!
Maxon fez escadinha e eu subi enquanto estava em cima do muro senti meu braço começar a ficar dormente, mas não dei importância e pulei. Corri desesperadamente, quando cansei resolvi sentar na calçada.
Foi ai que olhei pro meu ombro, a manga da camisa estava encharcada de sangue. Fique atônita: havia levado um tiro.
- Meri! Meri! – gritou uma voz familiar. Era Aspen.
- Ainda bem que te encontramos Max está desesperado. – disse o mesmo me pegando no colo. – Tudo bem, vamos te levar ao castelo.
Fomos a toda velocidade, mas eu não ligava pra isso. Meu braço estava doendo demais e Maxon estava desesperado. Quando chegamos me levaram para um quarto.
- Aqui o som fica bem abafado. – disse Aspen. – Chamem Mary aqui! Enquanto isso, pegarei o necessário.
Estávamos no quarto apenas eu, Maxon e claro minha dor.
- Sinto muito America.
- Maxon, fui eu que te meti nessa. – disse abrindo um sorriso que o tranquilizou.
Mary havia chegado e pediu que ele saísse. Cada vez que ela mexia em meu ferimento era um grito agudo que eu soltava. Nunca senti tamanha dor. Quando tudo finalmente acabou Maxon me pegou e disse que me levaria para o meu quarto.
- A dor passou? – perguntou preocupado.
- Um pouco.
- America, sei que você nunca vai chegar a me amar. Mas mesmo assim fico lisonjeado em ser seu amigo.
- Por que? – pergunto curiosa.
- Você é esperta e valente. Qualidades que encontramos apenas nas melhores pessoas. É uma pena não querer ser princesa porque se encaixaria perfeitamente com você.
- Você acha? – pergunto com um sorriso no rosto
- Sem sombra de dúvida. Me faz um favor?
- O que?
- Nunca duvide do seu potencial, porque ele é enorme.
Com essas palavras acabei dormindo.
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