Amizade É Maior Que Tudo
3 Capítulo 3 -Descobertas
Notas iniciais
Naquela parte “sinistra” da cidade as pessoas pareciam que estavam fantasiadas para o Hallowen, cada vez que a gente andava ficava mais estranha. Então perguntei para a minha mãe:
–Para onde que a gente está indo?
–Para a casa do padrasto da Patty. – Disse ela como se tivesse falado o “trava — língua” mais fácil do mundo.
Demorei um pouco para raciocinar “a casa do padrasto da Patty”, mas logo quando a gente estava se aproximando de uma ponte muito estranha eu consegui compreender que era a casa do Tio Cart, o padrasto da Patty. Quando nós atravessamos a ponte, foi estranho, logo nos fantasiamos para o Hallowen. Mesmo que estava em fevereiro. A gente estava virando à esquina quando eu perguntei:
– Mãe, vai demorar muito ara chegar à casa do Tio Cart?
–Já chegamos. — Ela respondeu virando o carro na frente de uma garagem aberta e o estacionando.
Olhei bem e acabei tendo certeza que era a casa do Tio Cart, minha “mãe” me puxou para a garagem e descemos em um buraco que havia uma escada e perguntei o que era a aquilo e ela falou ”é o porão”. Ao chegar lá tinha uma mesa com quatro lugares eu e minha “mãe” nos sentamos. E logo apareceu “Tio Cart” e ”Patty”, eles se sentaram também, “vamos começar” falou Tio Cart com um tom de presidente daquela reunião.
–Gente, o que é isso, cadê a Lola?- Disse querendo explicações sobre o que estava acontecendo. “Patty” começou falando:
–Mary, nós queríamos lhe fazer uma revelação- Eu fiquei ansiosa, nervosa, todas as sensações do mundo naquele momento, e ela continuou- fique calma. — como ela queria que eu ficasse calma numa hora daquela? Ela tava doida só podia ser – Cart pegue o livro agora, vamos explicar tudo para ela.
De repente Cart surge com um livro roxo com um triangulo amarelo na capa, eu já tinha visto aquele símbolo em algum lugar, era uma “assinatura” de um quadro que ficava pendurado no corredor da casa da Lola. Depois Cart disse:
– Está aqui Em- Pa- Patty! – Ele gaguejou para conseguir falar Patty, achei aquilo estranho porque não é um nome difícil de pronunciar. Então Patty continuou:
–Obrigada Cart, agora se sente para nós continuarmos. – Cart obedeceu e Flávia (minha mãe) não havia falado um “PIU”.
–Então Mary- Continuou “Patty” nós nos reunimos aqui para lhe contar um segredo que se estende várias gerações
–Primeiro você tem que pegar estes objetos. –Disse Flavia estendendo uma caixa preta tampada. Abri e lá tinha uma “varinha mágica” e um pequeno caderno, parecia de poesia, com um cadeado e um colar com a chavezinha daquele caderno. Achei tudo aquilo novo, diferente. Então perguntei a qualquer um que se encontrava naquele lugar:
–Gente que segredo é esse que precisa de tanta enrolação para poder conta-lo?- Disse indignada com aquela situação.
–É que você Mariane Morah Katheri é uma... –Falou “Patty”.
–Uma? – Disse querendo apresa-la
–Uma feiticeira. –Falou Cart me deixando sem fala.
Depois do que ele havia me dito eu demorei um pouco para conseguir raciocinar tudo. Então eu virei a todos e com um tom de indignação comecei a berrar:
– PERA AÍ, COMO ASSIM? EU SOU UMA FEI-TI-CEI-RA E SÓ QUANDO EU COMPLETO 15 ANOS VOCÊS ME FALAM ISSO? Patty, você sempre esteve DO MEU LADO e NUNCA comentou sobre isso. Você Flávia, ISSO MESMO, NÃO VOU TE CHAMAR DE MÃE, porque uma mãe NÃO FAZ ISSO COM A FILHA, esconder um segredo desse durante 15 ANOS. E você Tio Cart, você sempre foi meu amigo e NUNCA ME DISSE NADA. VALEU A TODOS! – Fiquei de cara feia, e todos continuaram em silêncio profundo, então “Patty” quebrou o silêncio e falou:
– É porque é a tradição, só apenas aos 15 anos você pode saber que é feiticeira. Então você deve estar se perguntando: “Como que ela tem 14 anos e já sabe disso tudo?”. Então eu lhe respondo que eu fui mandada pelo o chefe dos feiticeiros para te proteger de todos os feiticeiros negros que existem.
–Como assim feiticeiros negros e chefe de feiticeiros? – Disse me interessando por aquele assunto.
–É que o mundo dos feitiços é dividido em três: Os feiticeiros negros, os feiticeiros dourados e os mestres enfeitiçados. Os feiticeiros negros são os que só querem se vingar dos feiticeiros dourados. E os feiticeiros dourados fazem “o bem” para todos e se defendem dos feiticeiros negros. –Ela fez aspas com a mão quando falava o bem. –E os mestres enfeitiçados são os filhos de feiticeiros dourados com feiticeiros negros. E eles zelam pela paz e harmonia no mundo dos feitiços. E fazem de tudo para acabar com a guerra entre os demais tipos de feiticeiros.
Entendi como funcionava tudo, um era o mal outro o bom e o outro os mediadores das “brigas”. Então perguntei por que a Patty estava com a as aos em cima daquele livro, e ela me respondeu:
–Esse é o livro do fundador do mundo dos feitiços: Steve Morah Katheri Sim Clou. Ele antes de sua morte trancou esse livro com u feitiço e só os feiticeiros mais “fortes” conseguiriam abri-lo. E os descendentes tinham que ter os quatro sobrenomes dele.
– E o que ele tem a ver com a nossa reunião?- Disse interrompendo Patty de falar.
–É que pode ser uma ou duas pessoas juntas para poder abrir esse livro, e você já tem os sobrenomes: Morah e Katheri. Agora só falta achar alguém com os sobrenomes: Slim e Clou.
Depois que ela falou isso eu lembrei que o John, o Victor e o Louis tinham o sobrenome Slim. Mas será que eles tinham o sobrenome Clou? Será que o John, aquele menino lindo seria feiticeiro e teria o sobrenome Clou? Fiquei me perguntando isso a tarde inteira depois que a gente voltou para casa. Foi Tio Cart que me deixou lá. Eles falaram para eu usar aquela capa, pois me protegeria e só quem era feiticeiro conseguiria vê-la, pois estava enfeitiçada. Cheguei a casa e me tranquei no meu quarto. Pensei em tudo o que tinha acontecido naquele dia. Fiquei no meu quarto até na hora do jantar. Desci as escadas e dei de cara com me pai sentado à mesa e minha mãe estava trazendo a ultima panela. Ela olhou para mim fez uma expressão de susto e quase deixou aquela panela cair no chão. Então me chamou para conversar em um canto.
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