Amigos, ou inimigos ??
23 Sogra & nora
Notas iniciais
Diego estava voltando, quando vê Francesca estressada no celular, logo ela desliga e ele se aproxima passando a mão na bunda dela, o que ele não esperava, era um tapa na cara que acabara de receber.
– não acredito, é você Diego.
– e você esperava quem?
– perdão amor é que... _ foi aí que escutou uma risada do namorado _ por que está rindo?
– a primeira vez que deixo uma garota bater em mim, devia ficar lisonjeada.
– mentira que depois de todas aquelas coisas nenhuma delas deu em você?
– eu não deixava, segurava as mãos delas antes que chegassem a minha cara.
– ai Diego.
– o que foi?
– to vendo todos os meus dedos estampados na sua bochecha.
– você tá muito agressiva, é me batendo, me mordendo, falta o que agora?
– deixa de ser besta, pensei que fosse o Axel apertando a minha bunda, não você _ falou ela preocupada passando am mão no rosto do namorado.
– por que pensou que fosse ele?
– era ele no celular, ligou, e no meio da ligação falou que gostaria de apertar a minha bunda, aí eu desligo e segundos depois sinto uma mão me alisando, não pensei duas vezes em dar um tapa na cara.
– se é assim, então eu te perdoou, a quem eu to querendo enganar nem que fosse por diversão eu ainda te perdoaria _ falou beijando ela.
– te amo.
– eu também amor, como o Leon diz, sentimento totalmente reciproco.
– vamos, quero olhar direito o seu rosto.
– eu diria que as mordidas estão bem piores, mas, se você quer olhar o rosto mesmo _ Francesca riu, e logo percebeu que o vermelho já estava saindo.
– você tem razão, já nem estou vendo mais os meus dedos, vamos acho que você tem que ir pra casa, um filho que passa o dia e a noite fora, sua mãe deve está preocupada.
– discordo, ela sabe que estou com você, então, na verdade eu ia te pedi um favor.
– peça.
– almoça lá em casa, sabe a minha mãe tá ansiosa pra saber mais sobre a garota que colocou jeito em mim.
– vou pensar.
– para de fazer charminho, eu só não quero que você fique sozinha sendo que o seu ex tá por aí obcecado, prefiro você lá na minha casa, comigo.
– Diego meu pai volta as quatro.
– isso da a ele muito tempo pra que vá na tua casa e faça uma idiotice lá, não e querendo ofender mais suas tapas não doem tanto assim, só o que dói são as mordidas, e você não vai chegar nem um centímetro com a sua boca perto dele.
– está bem, vamos pegar a sua mochila, e vamos pra sua casa, satisfeito? Estou totalmente rendida a você.
– satisfeitíssimo, agora vamos.
Depois de passar na casa de Francesca, eles foram direto para a casa de Diego.
– você não ta nervosa né?
– claro que não, por que eu estaria?
– não sei, só por perguntar mesmo, sim e é claro que a Lola ta morrendo de saudades de você, fica dizendo que vai me castrar se eu te machucar _ Francesca cai na risada _ como diabos uma criança de 8 anos vai ter esse tipo de pensamento? Serio, castrar o próprio irmão!!
– pelo o menos eu duvido que você tente me machucar, ai não vai conseguir comer mais ninguém.
– engraçadinha, não preciso de mais ninguém, tenho você _deu um beijo na bochecha dela, e abriu a porta da casa dando um espaço para que ela entrasse primeiro.
– Fraaaaaaan _ Lola gritou pulando em cima de Francesca.
– dá pra não matar a minha namorada, ou ta difícil?
– deixa de ser beata _ Lola falou dando um tapa no braço dele.
– cadê a mãe?
– ta a um tempão lá no escritório falando com alguém, parece que é importante, já que quando ela viu o nome no identificador de chamadas fez uma cara de preocupação.
– deve ser só mais alguém tentando contratar ela.
– Desculpa garotos, eu estava ocupada com um pequeno contratempo ali dentro _ Lara falou saindo do escritório com uma cara nada bem, que logo Diego percebeu.
– tem alguma coisa errada mãe?
– nada de mais, como eu já havia dito, só um pequeno contratempo, olha você trouxe a Francesca, isso é mesmo surpreendente, você acredita que eu nunca conheci sequer nenhuma namorada do meu próprio filho, realmente você deve está colocando jeito nele.
– digamos que estou tentando.
– ei _ Diego olhou para ela fazendo um biquinho como se estivesse machucado.
– mais ele é muito teimoso, é bem manhoso na hora que quer.
– a é claro, entendo totalmente, mais ultimamente ele tem estado bem calminho, sem ir em festas, sem eu receber ligações as 4 da manhã falando onde meu filho está, isso realmente já é um grande avanço, aliás você vai ficar pro almoço?
– se não se importar..
– claro que não, estou louca para parecer uma mãe normal e amostrar fotos de infância constrangedoras do meu filho a você, como daquela vez que você Diego, mexeu com aquele garoto e ele acabou pintando o seu cabelo de rosa _ Francesca da uma risada abafada.
– de jeito nenhum que você vai amostrar essa foto.
– a amor deixa, to louca pra saber como você fica de cabelo rosa _ Francesca falou de um jeito manhoso e abraçando ele de lado.
– não adianta me alisar, não vou passar por esse mico _ ela revira os olhos como se dissesse que já havia se conformado.
– Lola tem razão vocês realmente fazem um casal muito bonito _ nesse momento Francesca fica vermelha.
– e eu tentando ver você assim faz um bom tempo e não consigo, por que aparentemente certa pessoa não tem mais vergonha de mim.
– deveria se sentir bem por causa disso, sou difícil de ser conquistada.
– eu vou deixar minha mochila lá em cima e volto já _ ele fala dando um beijo no pescoço da namorada e logo dando uma mordida na orelha dela.
– ai.
– deveria saber que eu iria descontar _ falou cochichando no ouvido dela, e logo subindo as escadas, com Lola atrás, conversando como havia quase arrancado os cabelos de uma garota no parquinho ontem a tarde, fazendo o irmão dar boas risadas.
– Francesca!!
– sim?
– você e o meu filho, eu quero conversar sobre vocês dois _ naquele momento Francesca se sentiu nervosa a única coisa que conseguia pensar era, “que não seja mais uma conversa sobre como devo me comportar em um ato sexual” e aquela frase se repetia, e repetia várias vezes até que Lara se pronuncia outra vez _ você acha que o Diego realmente te ama? Desculpa a inconveniência, mais é que...
– é que?
– eu nunca vi ele assim, está tão diferente, é ai que eu percebo o quanto estou velha, em um momento ele era um garotinho com medo de morrer, e agora...
– desculpe como? Morrer?
– quando ele era criança esse problema respiratório era muito maior, e ele pensava que iria morrer, apesar de que essa doença nunca chegaria a tanto, bom agora ele acha simplesmente uma futilidade quando vamos ao médico para checar algum problema, se você vice o meu esforço para convencê-lo que não é nada fútil, é algo realmente cansativo.
– em uma coisa nós concordamos, ele é teimoso, se ele coloca algo na cabeça só ele mesmo pode tirar.
– não acho que seja verdade, até então sim, realmente eu nunca consegui fazê-lo mudar de ideia, mais você sim.
– como?
– olhe eu sei que a minha pergunta foi totalmente inconveniente, mais eu vejo que você com seus atos afeta ele, é prova de que ele realmente te ama, se normalmente ele quisesse fazer uma coisa, ele o faria, mais se isso a deixa triste ou com raiva, duvido que ao menos tente _ Francesca percebeu que a mãe do seu namorado queria chegar a algum lugar com aquela conversa, e Lara percebeu que sua nora já havia entendido _ Francesca eu vou precisar da sua ajuda para uma coisa, que tem a ver com o meu filho _ foi aí que Diego entrou na sala.
– do que as duas mulheres da minha vida estão falando.
– ei, magoou _ disse Lola descendo das costas de Diego.
– duas das três mulheres da minha vida, só corrigindo.
Francesca ficou preocupada, será que o seu namorado estava mal de saúde, ou algo do tipo, ou será que ele havia se metido em alguma confusão? Ela estava com medo, o olhar desolado da sogra, que durou todo o almoço, a fazia ficar com esse sentimento.
– você ta bem? _ Diego perguntou assim que a sua mãe saiu com a irmã para visitar a melhor amiga de Lola, planos que já haviam sido feitos a tempos, Lara havia dito que se sentia mal por deixar os dois sozinhos, e não conhecer mais sobre a nora, porem já havia prometido a filha mais nova que iriam desde a semana passada.
– claro, qual foi a última vez que foi ao médico?
– naquele dia que você cuidou da minha irmã.
– era algo grave?
– não só estres mesmo.
– você por acaso se meteu em alguma confusão?
– não, ultimamente eu estou tão preocupado com você, nesse negócio de Felipe, Axel e tudo mais que eu ando esquecendo de quebrar regras por diversão, mais por que tantas perguntas?
– tenho um pressentimento de que você tem algum problema _ pressentimento não, sua mãe me botando coisa ruim na cabeça, era isso que ela queria dizer.
– a única coisa que eu tenho de ruim no momento, começa com A e termina XEL, nada além disso _ falou sentando no sofá e dando batidinhas ao lado para que Francesca sentasse.
– certeza que só isso? _ falou sentando.
– absoluta _ ele começou a beijar ela até que caíram no sofá, e Diego deu uma mordida na boca dela.
– ai _ falou segurando os lábios com a mão _ sério isso doeu.
– avisei que iria descontar, sinceramente, estou feliz que a gente passou daquela fase de só beijar, não sabe como é torturante, te tocar e ao mesmo tempo não.
– isso que eu não entendi, você é tão famoso por sempre comer as garotas assim que namora, por que não fez isso comigo?
– por que eu queria provar o quanto eu te amo, e que eu suportaria até a maior agonia só por você, sinceramente eu não teria feito se sexta você tivesse me pedido, queria saber que você estava bem com isso, e me queria desse jeito sujo tanto quanto eu te queria, o que já me provou noite passada _ ela deu um murro leve no braço dele.
– vendo o quanto você é fofo quando quer? Por isso eu te amo tanto.
O resto do dia foi normal, namoram, conversaram, Diego dando indiretas, fazendo Francesca esquecer todos os problemas que estavam aparecendo pouco a pouco, até que deu 3:40 e ele foi deixar ela em casa.
– então passou a tarde com o seu namorado? _ Carlos perguntou para filha que já estava deitada lendo o livro que havia começado sábado de manhã.
– sim, por que?
– a Andrea me contou _ Francesca arregala os olhos.
– o que exatamente?
– que você teve aquelas consultas e tudo mas, acho que ela tem razão, prevenir desde sedo não é ruim _ ela solta um suspiro.
– concordo.
– mesmo que suas filhas já tenham uma vida sexual ativa _ ela de repente praticamente explode por dentro.
– pai...
– não venha com desculpinhas, Andrea não me contou, se você não percebe já fui um adolescente um dia, vocês acham que eu sou um bobo pra cair nessa baboseira _ a filha dele abre a boca como se fosse falar algo _ não fale nada, eu não vou brigar, tenho orgulho de ser um pai liberal que não é do tempo das cavernas, não vai ser agora que isso vai mudar, mesmo que o meu interior esteja gritando para que eu coloque esse garoto no lugar dele... _ ela tapa a boca do pai com a mão.
– pai eu amo ele, e eu tenho certeza que ele me ama dá mesma forma, se não mais.
– espera certeza? _ ela assentiu _ certeza, certeza mesmo? _ ela fez o mesmo ato anterior _ absoluta?
– absoluta pai.
– não uma certeza como a do Axel né?
– coloco a minha mão no fogo por ele.
– ótimo _ ele suspira aliviado _ não sabe como eu estou mais calmo, ele não fez nada que você não quisesse né?
– ele deixou bem claro pra mim, que não faria nada que eu realmente não quisesse.
– ele está parecendo ser um bom garoto, poderia ser melhor se esperasse mais você, em relação a isso.
– acho que ele não faria isso, já que fui eu quem pedi, praticamente.
– você fez o que?
– foi, o que é que tem? As mulheres podem ter pensamentos tão sujos quanto os homens, acredite.
– me lembre disso quando eu for sair com a Esmeralda.
– eca pai.
– vai dormir, e tente sonhar com coisas descentes está bem?
– vou tentar _ falou recebendo um beijo na bochecha.
Diego acordou, e ele realmente tinha a intenção de hoje mostrar a todo mundo que Francesca era só dele, e de mais ninguém, tomou o café da manhã correndo, deixou Lola na escola, e foi direto para o colégio, sentou no banco, conversou com André sobre tudo o que tinha acontecido e como sempre o amigo insistiu em querer saber os detalhes do sexo selvagem que ele teve com Francesca na casa dela, por que foi exatamente o que ele havia dito, que foi um sexo selvagem.
– não acredito que você diz “ela parecia uma leoa faminta” e não me conta mais nada, antes não era assim, por que você tem essa frescura com ela?
– por que antes nos falávamos sobre isso pra que depois se a garota era boa ou não você pegar também, por que diabos eu faria isso com a minha namorada?
– tá bom, você tem razão, mais era só pra no caso de você enjoa dela.
– nunca.
– tá bem, me rendo, ela é só sua, de mais ninguém, olha quem vem aí _ falou cutucando o amigo para que ele vice sua namorada acabando de chegar _ vai lá, dá uma de possesivo na frente de todo mundo, depois dessas escondidas o mínimo que eu espero é aqueles beijos que agente jura que vocês vão transar depois, mais quando chega no fim que não vê nem um pornô fica decepcionado.
– adivinhou os meus pensamentos _ foi até Francesca que estava de costas, rodopiou ela a deixando de frente e agarrando a cintura com força.
– o que... _ ele deu um beijo nela que aquela emoção e a mistura do aroma do perfume dele a estava deixando tonta, quase bêbada, foi aí que ela praguejou quando ele parou por falta de ar _ acho que to tonta _ falou colocando a cabeça no pescoço dele, e quando levantou o olhar viu as pessoas falando e olhando surpresa para ela _ já percebeu?
– que somos o centro das atenções? Claro.
– e você não liga?
– por que? Um bando de pré-universitários olhando para mim, isso eu já sou acostumado a tempos.
– mais eu não.
– por que não percebe, mais os machos são tudo olhando pra tu, mesmo achando que você é patricinha, continua gostosa, eu mesmo sempre olhei.
– mesmo antes me odiando?
– por que você tinha esse negócio de achar que eu te odeio?
– você vivia brigando comigo.
– por que me custava acreditar que uma garota tão gostosa podia ser tão chata, agora me custa acreditar que eu amo ela, mais não se preocupa já me conformei.
– besta _ falou dando um selinho logo em seguida _ vamos se não agente se atrasa.
– tá bem _ andou até a entrada sem em nenhum segundo tirar as mãos da cintura dela, e vendo a reação monstruosa que isso causava nas pessoas.
{}{}{}{}{}{}{}{}{{}{}{}{}{}{}{}{}{}{}

Mia quando viu aquele engolimento, vindo da parte do Diego teve ódio, ela ainda sentia algo por ele tinha certeza disso, foi aí que decidiu gazear algumas aulas indo até a praça que ficava mesmo em frente ao colégio e se estendia até a próxima rua, era cheia de arvores, mais o que importava mesmo era o fato de lá ser calmo, foi aí que entre as arvores viu um cara encostado numa moto, não pode negar que era bonito, por que era, era lindo, tão lindo quanto Diego.
– o que foi? Sou tão bonito assim?
– vá se lasca.
– ui, garota esquentada, bom, na verdade eu vim falar com você por recomendação de um amigo, Enzo, conhece?
– o idiota nadador, é claro, mais o que é que você quer?
– bom Mia, eu soube pelo Enzo que você gosta do Diego o capitão da equipe.
– prossiga.
– bem, ele namora com a minha ex, e eu quero ela de volta.
– então você é o famoso cara gostoso que a Francesca largou.
– então é assim que me chamam?
– é.
– aliás eu não me apresentei, Axel, acho que a gente tá no mesmo barco linda, só cabe a você se vai me ajudar ou ficar ai de braços cruzados.
– tá bem, eu te ajudo, você fica com a Francesca e eu com o Diego.
– por mim tá oquei.
Fale com o autor