Amigos, ou inimigos ??

32 5 de Junho de 2015


Notas iniciais
uniformes da turma do Diego-- http://www.polyvore.com/cgi/collection?.locale=pt-br&id=4370609 COLEGIO ALAMEDA DE LA ELITE DEL MADRID- https://s-media-cache-ak0.pinimg.com/736x/af/68/9e/af689e036974b3a4d8c866f5e3cc5060.jpg

5 de junho de 2015(sexta-feira)

Como Caterina havia feito isso comigo? Como?

Eu a amava, faria qualquer coisa por ela. Inclusive se jogar na frente de um trem....

– Érika!? _ Diego chamou a atenção da garota enquanto tomas dirigia _ o que você ta fazendo?

– lendo o novo livro do Martino, lembra, aquele do aeroporto.

– hum.

– do que ele fala? _ Tomas perguntou dando a curva em direção a faculdade da irmã, que ficava no caminho do colégio deles.

– o nome da nova trilogia é, Europeus, é um novo romance, o primeiro livro fala sobre Danilo, um espanhol, e Caterina, uma italiana, ela trai ele com o ex, o cara fica puto, só que da pra ver que ela sempre da pistas que foi obrigada a isso, ou algo parecido...

– como Érika? Ele foi chifrado? Ela era italiana? _ Diego arranca o livro da garota e lê a sinopse.

Danilo é um espanhol que está em um intercambio da faculdade na Itália. Lá ele se apaixona por Caterina, a garota dos seus sonhos, que no início ele acha ser misteriosa de mais, porém conclui não ser um problema depois de começar a ama-la e ter algo sério com ela, até que, ele pega a sua namorada aos beijos com o ex-namorado. A sua cabeça vira um caos, principalmente quando ele recebe uma proposta de emprego inegável na Espanha. O que ele iria fazer?!

– puta merda!

– o que foi Diego? _ Tomás pergunta enquanto a irmã sai do carro em direção a entrada da faculdade.

– nada, nada que eu devesse me importar _ falou rangendo os dentes.

– Diego você ta cada vez mais estranho, sério deve ter alguma coisa....

Diego simplesmente parou de escutar o primo, ré encostou na poltrona de couro do carro e pensou em como a vida dele estava uma merda. Ele percebeu que era como você está na merda e nunca ter percebido, mas quando você sai dela, e experimenta uma verdadeira felicidade, voltar a toda a porcaria da vida não é uma boa escolha. Nem mesmo quando não é você que faz essa escolha, já que foi Francesca que fez questão de fazer ela, de tira-lo da sua vida.

Diego percebeu que ele mesmo transando com inúmeras garotas dignas de diversos prêmios de beleza ele não conseguira atingir o seu ápice. Ele começou até a pensar que havia algo errado com o seu pênis, porem ontem a noite ele descobriu que não.

Flashback (on)

Diego acabara de jantar e depois de ler alguns livros que ele declarou serem incrivelmente chatos foi dormir.

Foi ai que...

(Narrando por Diego)

Escutei alguma coisa, abri os olhos e só consegui ver....

Francesca!?

– como diabos você está aqui? Como entrou no meu quarto? _ ela sorriu sentada na poltrona na frente da minha cama.

– shh, fica quietinho, eu só estava com saudades, só isso, então pensei em fazer um favorzinho pra você, soube que não tem ido muito bem, sabe _ se levantou e eu percebi que estava com uma daquelas camisolas que pedem pra serem rasgadas, uma camisola curta, transparente e branca, que dava pra ver muito bem a sua calcinha vermelha por baixo, um vermelho vinho que minha mão coçava para rasgar _ o seu brinquedinho não está se divertindo muito.

Ela subiu na cama, deu um sorriso e se sentou em cima de mim.

– Francesca..._ ela se inclinou e começou a beijar o meu pescoço.

– shhh, eu sei que fui uma garota má, só estou tentando me redimir _ ela sussurrou se esfregando em mim, então eu fiquei duro _vendo, já consigo sentir seu pau pulsando de desejo por mim _ ela me beijou.

Porra!! Como eu estava com tesão, a saudade daquele beijo me fazia querer foder com ela até não poder mais.

– então faça isso.

– oque?

– me foda até não poder mais _ joguei ela na cama e abri as pernas dela ficando entre elas, logo sentindo as mesmas pernas que eu tinha acabado de tocar apertarem com força ao redor da minha cintura.

Rasguei qualquer peça de roupa que ela tinha e tirei a minha cueca e a penetrei fundo. Ela gemeu alto arqueando a cintura, passei a mão de baixo dela e a obriguei a levantar sentando em mim. Ai ela fez a porra de uma cara de bem fodida, levando sua cabeça pra traz e depois me beijando enfiando a mão no meu cabelo e puxando, começando a rebolar rápido, eu chegava até a sentir chegando mais e mais fundo nela, apertei o seio esquerdo.

– ah, porra Diego.

Tinha esquecido o quão apertada ela é, era quase uma tortura gostosa o que meu pênis sentia, eu iria gozar logo, e pela expressão dela Francesca também.

Eu estava chegando ao ápice se não...

Acordei

Olhei para minha cueca, já que era minha única peça de roupa e vi o grande volume pulsante.

– merda de sonho.

Me levantei e segui para o banheiro, esperava que um banho frio resolvesse a minha situação lá em baixo, mas, quando entrei de baixo da agua fria não conseguia parar de pensar nela nua e com cara de quem estava tendo um orgasmo. Não conseguia broxar meu pau, minha mente não deixava. Então fiz a única coisa que eu realmente pensava.

Me masturbei.

E nunca me senti tão aliviado depois de gozar. Não sei se ficava feliz por finalmente depois de meses meu pênis da sinal de vida, ou com raiva de que ele com uma garota de verdade não funcionava (minha sorte é eu está de camisinha e elas não perceberem) mas com uma porcaria de sonho tesudo da minha ex gostosa e com a porra da minha mão ele dava mais que um sinal de vida, ele literalmente entrava em êxtase.

Flashbahk (off)

– porra Tomás me deixa em paz.

– que diabos você tem Diego?

– nada.

– olha cara, minha vida com certeza está pior do que a sua em tão não reclama.

– como sabe? Tomas eu não consigo esquecer a minha ex, a garota mais gostosa e a que eu mais amei na minha vida, e ontem a noite descobri que eu so consigo gozar com ela, sabe porque? _ toamas olhou atento por um instate _ eu simplesmente não consigo ter um orgasmo com uma desconhecida, mas com um sonho dela sim. E eu acabei de descobri que minha história com ela virou um livro.

Tomas estacionou o carro na vaga do colégio, e Diego entregou o livro que ele tomou de Érika ao primo, o mesmo recebeu o livro e leu a sinopse, ficando admirado.

– você tinha uma namorada, gostosa e italiana e ela te chifrou?

– mais ou menos isso _ Tomas começou a rir _ porque tá rindo?

– não tenho uma ereção desde a festa de natal cara.

– oque? Diabos!! Do que você está falando?

– trepei com uma garota naquele dia e não consigo esquecer ela, sabe? Só penso em como seria legal reencontra-la e ter aquele conto de fadas que termina em casamento e um bando de filhos com catarro escorrendo pelas foças nasais que deveram parecer com as minhas...

– tomas você e louco? Quer dizer, foi só sexo e...

– ela era virgem.

– uou.

– é, eu sei. Descobri quando vi sangue na minha calça e um pinguinho do banco do carro _ Diego fez cara de nojo.

– não precisava falar isso _ ambos passaram pelas portas do colégio _ realmente não precisava.

Tomas riu.

– eu sei, exagerei no nojo um pouquinho, foi so pra te zoar.

– quer dizer que não tem garota virgem nenhuma.

– existe, sobre isso eu não menti.

{...}

– então você realmente decidiu ir lá? _ Tomás falou apontando o prédio da editora do livro.

– aparentemente o Martino está aqui, acho que ele vai ficar animado em me ver, o garoto que o inspirou, não?

– você quem sabe cara _ revirando os olhos azuis, Tomás não tentou pensar que seu primo iria se meter em confusão.

Diego entrou confiante no prédio de luxo.

– posso ajudá-lo? _ a secretaria em uma roupa vermelha vibrante se posicionou.

– queria falar com o Martino, diga que sou o espanhol do livro dele, e acabei de ganhar vida e pular das páginas do livro dele _ ele estendeu uma nota de cem em cima da mesa, e ela pegou o telefone.

– diga a Martino que tem um adolescente louco e raivoso aqui que quer vê-lo, e ele falou ser o Danilo, sabe... o cara do novo livro. Humm, está bem.... direi a ele _ colocou o telefone de volta do gancho _ pode subir querido, Pietro! _ falou com um homem perto do elevador _ leve o garoto até o Tino.

Diego achou estranho como aquilo foi tão fácil, mas, ele estava sentado vendo um cara que queria enforcar tomado Martine.

– Martino tomando Martine... _ o escritor balançou o copo _ péssima analogia, mas, me diga o que quer me contar, falar que não posso roubar sua história? Ou qualquer coisa do tipo? Não vai adiantar. Sinto muito.

– você é louco, como pode roubar histórias assim, é loucura, invasão não da minha privacidade _ ele se levantou _ mas sim da minha vida, italiano dos infernos _ Martino continuou sentado, e deu um pequeno gole em sua bebida.

– na verdade todas as minhas histórias são baseadas em pessoas que conheço inconvenientemente na minha vida, não vai conseguir nada com seu chilique adolescente. Na verdade queria que você contestasse minha decisão de te fazer um livro, literalmente, para te ver nesse momento e perguntar o que achou.

– achei do que?

– do final _ Diego ficou sem saber o que dizer, e o homem na sua frente tirou o copo da boca e riu alto _ você nem ao menos leu.

– não leio essas porcarias.

– uouuu _ ele se esquivou na poltrona e fingiu tristeza _ vamos, peque seu celular de garoto rico com sua internet 3G e pesquise no google o final da minha... como é mesmo? Aaa é. Porcaria.

– eu não...

– ou espere, eu te digo o final, eles ficam separados, ele volta para Espanha, e se casa com alguém que ele não ama, e nunca amará, se arrepende pelo resto da vida, principalmente quando Danilo e sua bela mulher Veronica, decidem viajar em comemoração a possível gravides dela, ela inconvenientemente decide ir a Itália. Chegando lá, ele dar uma volta sozinho e encontra a sua ex, enfim, eles vão para um café e ela fala que viu a carta de admissão do emprego por isso decidiu trai-lo pois sabia que Danilo nunca a deixaria, ela da um beijo na testa dele, afirma que ainda o ama, sai pela porta, e fim.

– espera, como? Eles não ficam juntos?

– não, ele nunca quis saber o porquê, e quando soube foi tarde demais _ Diego não sabia o que dizer _ bom, tenho que ir, sabe como é, seção de autógrafos, éééééé, até mesmo escritores de porcarias tem essas merdinhas.

Ele pegou o paletó e colocou vagarosamente saindo pela sala ao mesmo tempo. Observando o elevador chegar no térreo Diego apertou novamente o botão para que ele voltasse, entrando ele começou a pensar em tudo... até em momentos de raiva.

Flashback (on)

O folego acabou, emergi, vi o pé de alguém que claramente resmungava.

– que merda de aula de torcida _ era Francesca, reconheceria aquela voz irritante me qualquer lugar. Não pensei duas vezes, se não em trolar ela. Peguei no pé mais próximo e puxei rapidamente _ puta merda!!

Ela estava encharcada e boiando na minha frente, o cabelo bagunçado, a saia do uniforme subindo e amostrando a calcinha. Ela era claramente gostosa, pernas torneadas...

– pare de olhar pra mim idiota.

– ui, a garota da calcinha sexy quer mandar em mim _ ela baixou a saia rapidamente e foi até a borda da piscina, colocando as duas mãos na beirada e se apoiando para subir.

– você é péssimo, insensível e hipócrita, esquecendo é claro, egoísta.

– patricinha, só te digo uma coisa _ sai da agua expondo o meu corpo molhado e seminu. Ela revirou os olhos _ se você botar banca de mais amor...

– não me chame de amor _ minha vez de revirar os olhos.

– continuando antes de ser interrompido, se você continuar assim, procurando um príncipe encantado, vai virar uma tia velha com gatos e sozinha virando mofo.

Ela riu de lado.

– não quero um príncipe encantado, só um jardineiro de uma rosa só.

Flashback (off)

Diego não tinha entendido, mas então perguntou a ela quando namoravam.

“uma pessoa que eu consiga amar tanto, mesmo sendo tão simples e cheia de defeitos, um cara que eu consiga admirar até as piores coisas, e que ame somente a mim”

Ele gostou daquela resposta, mas no momento ele realmente precisava de uma bebida. Seguiu em direção ao bar do outro lado da rua e inconvenientemente ele encontrou quem ele menos esperava...

Seu pai, seu querido pai.

– a sério pai? Queria beber, e você tá aqui _ Gregório riu.

– estou aqui por que sua mãe confunde minha cabeça.

– somos dois entorpecidos por mulheres.

– você nunca me contou sobre isso, sabe, sobre garotas.

– são problemáticas, ela é problemática.

– então é só uma garota que te enlouquece?

– Francesca, o nome dela _ ele acenou pedindo uma bebida para seu filho.

– me conte tudo _ estendeu a bebida.

– bom... _ depois de copos e desabafos Gregório achou algo estranho naquela história toda.

– que estranho.

– oque?

– a sua mãe quando eu tinha que vir pra Europa, começou a dar em cima de qualquer cara que aparecia, eu coloquei ela na parede e a obriguei a falar o que estava acontecendo, ela simplesmente estava se sabotando pra eu ter uma ótima desculpa para eu ir.

– você não tá insinuando que...

– na verdade eu estou, a sua mãe faz e fez loucuras, e ela tá pior do que nunca, ela sempre foi perfeccionista, mas agora! Ela tá além disso uma mulher obcecada por controle. Não duvidaria se alguém me dissesse que ela fez isso.

– teve um dia que eu subi no meu quarto com a Lola e quando voltei elas estavam estranhas.

– como se estivessem de segredinhos?

– exatamente.

– não acharia estranho a Larissa colocar na cabeça da sua namorada que isso era o melhor, até eu ficaria tentado a fazer isso filho, eu sinto muito _ Diego não conseguiu segurar as lagrimas.

– eu perdi a garota que eu amo por causa do egoísmo da minha mãe?! _ ele tacou com força o copo na mão. Gregório estendeu uma nota de cem para o barmen e levou o filho a força até o carro.

– vamos garoto, já é 8:30pm e a gente precisa ir, antes que você faça estrago maior _ colocou ele no banco de amiga e em seguida apertou o cinto de segurança _ fica quieto com a sua mãe tá? Vou tentar colocar as coisas a limpo, não faz merda, estamos fazendo suposições.

– está bem.

– só não vomite no meu carro garoto.

Chegando em casa Gregório ajudou o filho ir até o quarto e em seguida recebeu uma ligação do escritório.

– filho eu tenho que ir, você vai ficar bem, não é?

– claro pai, não se preocupa.

Ele saiu, e Diego esperou ouvir o portão da casa fechar, foi até a gaveta de cuecas e pegou a garrafa de whisky escondida lá, a casa estava vazia.

Nenhum empregado, ninguém estava lá. O silencio era péssimo de acordo com Diego, descendo as escadas quase cindo ele foi até a piscina, bebeu o que restava da garrafa e tirou a roupa ficando só de cueca.

Entrou e sentiu a pele se esfriar aos poucos...

Mergulhando até o fundo, e fazendo suas lagrimas serem diminuídas em tanta água.

Ele não aguentava mais, poderia ir em festa em festa, o seu coração ainda doía, e doeu ainda mais quando ligou no primeiro dia de aula para ela e ouviu outra voz.

Ele podia se lembrar bem...

“Quem é?”

Era uma voz forte, grossa e firme. Que ele não conhecia.

“Desculpa, foi engano”

As únicas palavras que saíram da boca dele, era de noite e ele estava bêbado demais para pensar em outra coisa como desculpa. Mas concluiu que ela o superou, e nem ao menos fora com Axel, mas com um desconhecido...

A única coisa que ele tinha naquele momento era o álcool.

Fazia doer menos...

Fazia esquecer mais.

Porem ele não queria mais ou menos, Diego achava que queria algo certo na vida, algo concreto que ele pudesse se segurar. Mas oque?

Sua mãe era uma traidora.

Seu pai já tinha problema de mais.

Assim como os primos, e o resto da família.

E Lola, ela só era uma criança que não merecia um irmão problemático.

Ele queria algo fixo, e já tinha mente do que ele queria...

As ondas do soluço o invadiram, fazendo ele tremer ainda de baixo d´água, porem ele não as deixava sair nem muito menos levantava a cabeça para fora d’água com intenção de sentir as lagrimas escorrerem em seu rosto.

Ele se sentia tão mais aliviado assim, sem a sua nova dependência ao álcool, por que ele tinha consciência do seu alcoolismo, mas também era inteligente o suficiente para não deixar ninguém ver. Se embebedando a noite em seu quarto, foi assim que Diego passou a maioria da sua estadia da Espanha. Sentindo as lagrimas saírem mais sem tocarem no seu rosto, pois se misturavam a água da piscina, Diego sentiu aquela necessidade de ar, que por quase um momento o fez emergi. Mas ele se manteve forte, se encolheu na água e abaixou a cabeça, se forçando a permanecer mais tempo ali, testando o próprio folego.

“Era um bom fim, em baixo d’água seria muito menos doloroso do que acordar amanhã e está sem ela, sabendo que mesmo minha mãe tendo culpa, eu fui orgulhos de mais pra tentar entender o único amor da minha vida.”

Diego pensou com sigo mesmo.

“E também é um belo fim trágico para um nadador...”

O pulmão gritava por ar, e a garganta dele ardia como se estivesse engolindo brasa, mas, mesmo assim ele nem cogitava a ideia de desistir. A escuridão começou a tomar o campo de vista já tomado pela agua. Foi então que a vontade de respirar foi tão forte que ele não resistiu deixando a agua penetrar e tendo a tosse como um reflexo.

A agua... ele só via entrando. E nunca saindo.

Faltava pouco para ele perder a consciência...