Amigos e Amantes

25 Segunda Temporada - Capítulo Oito


Notas iniciais
Gente... Estou com preguiça de matar o Dio, então ele é um super cão e vai ficar muito bem vivo, ok? uahsauhssu

[Narrado por Vittany]

Estávamos dentro de um táxi, indo para casa, finalmente! E Leony estava indo junto... Bom, não importava... Estava feliz demais para implicar com pouca coisa. Minha mãe acordara e finalmente a família iria se reunir de novo. Pagamos o taxista e entramos em casa.

- Seja bem vinda mais uma vez, mamãe.

- Obrigada, filha. É bom estar em casa. – ela abraçou Dio que correu para ela – Ei, Dio! Saudades de você! Como você está se comportando, amiguinho?

- Mãe. Eu e o Leon vamos para o quarto, fique a vontade com o papai, ok?

- Okay. – ela olhou pra mim com cara de quem acreditou, ironia pura.

Eu puxei Leon pelo braço e nos trancamos no quarto.

- Você não irá deixá-los a sós, não é? – ele perguntou chegando a mesma conclusão que minha mãe chegara.

- Claro que não.

- Você é uma ótima filha.

- Eu odeio ironia.

- Sério? Pois, você utiliza ironia comigo com uma freqüência impressionante.

- Deixa de ser chato, Leon.

- Gostei de ouvir meu nome/apelido sendo pronunciado por você.

- Não me faça mudar de ideia, por favor. Ainda não esqueci o “Bob”.

Ouvimos o barulho de chaves na porta e fomos direto para a sala, escondendo atrás de uma parede, podendo observar tudo sem sermos notados.

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[Narrado por Desirée]

Eu estava arrumando a ração para o Dio quando as chaves entraram na fechadura. Era Lutt. Ele estava vindo do Japão, então decidi que iria brincar com ele. Ele abriu a porta com o celular no ouvido, falando japonês.

- Hai. Hai desu. Wakarimashita. Shinppai janai. Ja ne. (Sim. Certo. Entendido. Não se preocupe. Até mais.) – eu sorri ao ouvir sua voz.

- Okaeri. (Seja bem vindo.) – eu falei.

- Ah, tadaima. (Ah, estou em casa.) – o costume de duas semanas (segundo me contou Vittany) o obrigou a me responder.

De repente, minha voz pareceu alertá-lo. Ele estava com os olhos arregalados e boquiaberto, virou o rosto lentamente na minha direção. Eu o fitava, com o quadril e as mãos apoiados contra a bancada da pia. Foi se aproximando pouco a pouco, como se eu fosse uma aparição sobre natural.

- Kore wa yume da? Soretomo, rakuen desu? (Isso é um sonho? Ou é o paraíso?) – por que ele continuava falando japonês?

- Mou, kimi wa shinde iranai. (Poxa, você não está morto.) – ergui uma sobrancelha. Ele finalmente abriu um sorriso. O sorriso lindo que eu não via há três meses.

Aproximou-se mais e tocou meu rosto, ainda hesitante. Sentiu a textura de minha pele, brincou com meus cabelos, tocou meus lábios e fitou meus olhos verdes... Quando sorri para ele, a felicidade que crescia em seu interior explodiu e ele avançou em mim, na forma de abraço. Um abraço possessivo, além de protetor, como se eu não pudesse ir a lugar nenhum, como se ele quisesse me manter ali para nunca mais sair. Eu lhe devolvi o mesmo abraço.

- Desirée. Eu não acredito que você está aqui. Minha princesa... – ele sussurrava em meu ouvido.

- Lutt. Como aguentamos ficar longe um do outro, por tanto tempo?

- Não teve um minuto em que eu não pensasse em você. Por mais que eu tentasse...

- Queria me esquecer, seu moleque? – eu o belisquei na barriga e ele se afastou de mim, rindo.

- Claro que não... Mas é que... Era muito doloroso saber que você não estava ao meu lado. – peguei seu rosto entre as mãos, com um sorriso gentil.

Então, o beijei. Ele retribuiu o beijo com ainda mais intensidade que eu planejava. Pegou-me pela cintura e me deitou no chão, queria sentir todo o meu corpo junto do seu... Como há três meses atrás. Dois adolescentes bobos e apaixonados, era isso o que parecíamos.

- Eu amo você, Lutt. Mais do que pode imaginar. – eu disse acariciando seus cabelos.

- Minha vida é você. Sem você, eu paro. Pergunte para Vittany! – eu ri.

- Pode deixar. Eu acredito. – e nos beijamos novamente.

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[Narrado por Leony]

- Casal perfeito! – disse Vittany com os olhos brilhando.

- Eu tenho de concordar com isso. – confirmei sorrindo.

- Vittany! Saia daí! – ouvimos sua mãe falar entre risos. Saímos de trás da parede e fomos até eles.

Lutt se levantou e ajudou Desirée, logo depois a abraçando pela cintura.

- Lutt. Este é Leony, um amigo de Vittany. – a bela mulher ruiva nos apresentou.

O moreno me encarava em silêncio, com um olhar frio e letal. Eu não perdi o contato com seus olhos prateados. Eu estava muito calmo, afinal não tinha feito nada de errado, mas confesso que aquilo já estava me irritando, quando percebi já estava batendo o pé... E era o único som que ecoava naquele recinto.

- Pai? – Vittany olhou para mim e depois para ele.

- Lutt. – a ruiva sorriu sem graça e deu uma leve cotovelada no marido.

- Quem é você? – ele finalmente se manifestou.

- Eu já disse. Amigo da sua filha, chamado Leony.

- Perdão, vou melhorar a pergunta. – ele fechou os olhos e pigarreou, quando os abriu novamente... – Eu quero seu histórico familiar, RG, CPF, endereço, rendimento escolar, saldo bancário da sua família e acima de tudo... Quais são suas intenções para com minha filha?

- LUTT!! PAI!! – ambas as moças gritaram em protesto.

- Vittany, leve seu amigo para o quarto. Eu tenho que ter uma conversinha com seu pai.

- Para o quarto DELA!??!! – ele reclamou.

Não tive tempo de questionar a ordem, Vittany me empurrou pelo corredor até seu quarto e trancou a porta.

- Peço desculpas. Você não precisava presenciar isso. – ela disse.

- Na verdade, morri de rir por dentro.

- Fico mais aliviada... Eu acho. – ficamos em silêncio por um tempo.

- Sua mãe já me aprovou, e creio que seu pai também será convencido de um jeito ou de outro.

- Aprovado... Em quê?

- Como seu namorado. – eu ri.

- Escute bem o que vou dizer... Não existem as palavras: namorado, amante, ficante, peguete, marido, companheiro, parceiro, ou qualquer coisa do gênero, na minha relação com você.

- “Amigo” abrange muito mais... – tirei uma com a cara dela.

- Fica na sua, ok!?

- Sim, senhora. – coloquei as mãos nos bolsos e fui em direção à porta, passando por ela – Mas veremos... Quem está certo, no final dessa história. – sussurrei em seu ouvido. Peguei minha mochila, destranquei a porta e sai.

Os pais dela ainda conversavam na sala.

- Vou pedir licença aos senhores, mas está na minha hora.

- Ah, mas já vai? – a ruiva parecia decepcionada.

- Fique a vontade para ir. – disse o moreno. Ela pisou em seu pé.

- Volte mais vezes, querido. Será sempre MUITO – ela olhou para ele – Bem vindo.

Fiquei com vontade de irritar o moreno. Peguei a mãe de Desirée e beijei, abrindo um sorriso. Ela se espantou e corou.

- Foi um prazer conhecê-la. – logo Vittany apareceu.

Eu sorri e fui até ela, dei-lhe um beijo no canto da boca e me despedi às presas. Percebi que ambas ficaram sem reação e Lutt iria me matar. Pelo visto... Minha vida ficaria um pouco mais divertida a partir de agora.

Notas finais
obrigada por ler
matta ne ^^v