Notas iniciais
Estou sem computador e não pude realizar o cronograma de postagens, mas como esse capitulo estava pronto em meu pendrive posso postá-lo :)
Não foi revisado, por tanto ignorem os erros por favor ^^
O sol de San Francisco brilhava mais intensamente durante aquela época do ano. Haviam se passado dois verões desde que a esposa do Way mais velho havia morrido, a partir daquele dia o caçula viera morar com seu irmão, um homem fechado que, mesmo depois de algum tempo, guardava no coração a dor da perda e não permitia que os outros se aproximassem.

Seus dias eram sempre silenciosos, suas noites quase mudas. Sua expressão era imutável, seus olhos – antes tão expressivos – não transmitiam nenhuma emoção. Ele apenas sentava-se na confortável poltrona de couro negro em frente a janela que tinha em seu escritório residencial e ali ficava assistindo as horas passarem enquanto lia um livro ou estudava alguns documentos de sua empresa.

- Gerard... – Ele ouviu a voz macia de seu irmão chamando-o. – Não vai se arrumar? Está quase na hora. – Este anunciou.

- Ligue para Melissa e avise-a que estou cancelando esse almoço, ok? – O mais velho respondeu, mas não tirou os olhos do livro para encarar o outro.

- Por quê?

- Porque eu não estou afim... É isso! – Impacientou-se o primeiro. – Não conteste ou questione minhas ações!

- Gerard, estamos falando de trabalho aqui. Você não pode deixar de atender um cliente por não estar afim! Você é o presidente da empresa e precisa agir como tal.

- Ótimo, Mikey. Eu sou o presidente, mas o presidente não está afim de comparecer a um almoço de negócios hoje! – Gerard vociferou, finalmente encarando o mais jovem, apontando-o. – Você é o vice-presidente. Se acha tão ruim perder um cliente vá você a esse maldito almoço!

Mikey meneou com a cabeça negativamente, virando-se, seguindo até a porta, mas, antes de sair, lançou a Gerar um olhar de censura e sibilou.

- É por isso que a empresa anda na situação está!

- Hoje faz dois anos... – Gerard murmurou, simplesmente.

- Eu nem me lembrava...

-Se ela estivesse aqui tudo seria mais fácil...

- Mas ela não está! – Mikey completou e saiu, batendo a porta com força e o outro voltou a olhar para o livreto que tinha em mãos. Não se perdoaria se deixasse as lágrimas que estavam se formando cair.

Ela não estava, seu irmão estava certo e, por mais que doesse demais apenas pensar em esquecê-la, ele sabia que já era a hora de tocar pra frente, atravessar aquela barreira que ele tinha erguido em torno de si mesmo.

- Ásia! – Ele chamou, em voz alta e logo uma mulher de pele morena, castigada pelo sol e cabelos brancos e crespos presos em um coque severo no todo de sua cabeça já se apresentava dentro da sala. Seu olhar gentil se precipitou sobre a silhueta cansada de Gerard e este a encarou por um momento antes de falar. – Você disse que algumas coisas precisavam ser compradas, não foi?

- Sim, senhor... – A mulher respondeu. Sua voz era um fio fino e fraco que parecia poder romper-se a qualquer momento e o homem então pensou em como o tempo a havia fragilizado.

- O Mikey vai me substituir em um almoço de negócios. Será que você poderia fazer isso por mim? – Ele perguntou, depositando algumas notas de cinqüenta sobre a mesa.

- Claro... – Ela acenou com a cabeça, pegando as notas. – Só isso?

- Acho que sim... – Gerard suspirou. – Alias, Ásia, quando voltar você poderia me contar novamente aquela história da minha roupa de banho? – Ele sorriu tristemente ao perguntar. Os olhos da mulher brilharam e ela sorriu abertamente, exibindo os dentes brancos e exatos.

- O senhorzinho não se lembra, era ainda muito pequeno. O menino Mikey sequer tinha nascido... – Ela falava, perdida em devaneios. – Bem, vou fazer as compras então! – Concluiu, se retirando do escritório do patrão.

O homem sorriu, assistindo a senhora lhe dar as costas e sair de seu escritório. Há quanto tempo não sorria? Com certeza há tanto tempo quanto o que ele passou sem ouvir essa história.

Ásia o vira crescer e o conhecia melhor que ele mesmo, mas jamais se metera na vida do patrão. Talvez por isso houvesse se afastado quando Gerard se casou. Achava que Lindsay não era a mulher certa para ele, aquele homem que ela insistia em ver como um menino, o filho que ela nunca pudera ter.

Ele balançou a cabeça tentando evitar que a falecida esposa voltasse a seus pensamentos e olhou pela janela. No jardim da casa em frente a sua, um jovem brincava com seu cão e Gerard pôde ver exatamente como o jovem sorria e ignorava completamente o calor e as gotas de suor que insistiam em escorrer por seu pescoço.

Gerard ficou olhando por mais alguns minutos até que o jovem o encarou pela janela e seus olhares se cruzaram, fazendo o segundo corar e entrar em casa, levando seu cachorro consigo. Talvez fosse novo na vizinhança, ou talvez tivesse apenas estudado por alguns anos na Europa e só então voltara. Teorias mil surgiram na cabeça do homem, cada uma mais improvável que a outra, mas ele tinha certeza de uma coisa: Precisava conhecer aquele garoto e perguntar-lhe qual o segredo para a sua felicidade.

Notas finais
~ Quem adivinhar quem é o garotinho feliz ganha um doce *-*
~ Minha primeira fic do MCR, repito o-o não me matem por estar mto ruim... e_ê
~ Reviews me fazem feliz ;;
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.