American Beauty/American Psycho
14 Midnight... Make a Wish.
Notas iniciais
Agosto. 17, segunda.
Percy apalpou a cama ao seu lado em busca de Annabeth.
– Annie? — ele se levantou.
Ele olhou para o relógio e pulou da cama
Se Percy queria ir para a escola? Não. Mas ele saberia que se não se arrumasse e descesse em alguns minutos, Annabeth entraria no quarto gritando e o jogando da cama.
Ele desceu as escadas, depois de fazer sua higiene matinal, ainda calçando o tênis.
Annabeth estava sentada á mesa, tomando café calmamente com sua mãe.
– Porque não me acordou?! — ele perguntou para Annabeth, nervoso, comendo seu pão com pressa.
– Na verdade, ainda são 7:30h, eu adiantei seu relógio, pode comer devagar — ela disse rindo.
– Meus deuses, Annie! Você quase me matou! — ele disse.
– Desculpe — ela disse e beijou a bochecha dele — Pelo menos não vamos chegar atrasados hoje, Cabeça de Alga.
– Ae, temos que terminar o trabalho de Quiron — ele disse — Que bom que ele adiantou o prazo, eu e Nico mal acabamos a primeira parte.
– Vocês não fazem o trabalho, vocês conversam — Annabeth questionou.
– Você ainda não criou coragem para sequer falar com Thalia, Annie! — Percy rebateu.
– Mas eu já estou quase acabando — Annabeth corou — Depois apenas entrego e digo que fizemos juntas.
– Não — Percy disse pegando a mochila e levantando, sendo seguido por ela — Você vai falar com ela hoje.
Annabeth revirou os olhos e pegou uma maçã.
– Até mais tarde, Sally — Annabeth disse.
– Até, queridos — Sally se despediu.
Percy envolveu a cintura da namorada de leve enquanto eles andavam
– Ainda dói? — ele perguntou baixo.
– Não, tudo bem — ela disse e se acomodou á ele.
Naquele dia, os olhares foram menores. Percy viu Nico andar até eles.
– Oi! — ele disse, Thalia estava do lado dele — Vamos até a biblioteca? Eu achei uma sessão que tem o que precisamos!
– Claro! — ele olhou para Annabeth que olhava para os pés, os mexendo distraidamente — Eu já voltou, tudo bem, Corujinha?
– Okay! — ela disse.
– Thalia — Percy deu um aceno de cabeça para a morena e seguiu Nico até a biblioteca.
– Então... — Annabeth começou
– Tchau — Thalia disse
– Thalia — Annabeth segurou o pulso dela.
– Não me toque! — Thalia quase gritou.
Annabeth a soltou devagar.
– Não se preocupe, eu vou fazer o trabalho sozinha — Thalia disse — Não preciso de sua ajuda.
Annabeth abaixou a cabeça.
– Não entendo porque me odeia... — ela sussurrou.
– Eu não odeio você — Thalia disse e suspirou — Eu tenho medo de você.
Annabeth olhou para ela.
– Mas... — Annabeth começou.
Thalia a pegou pelo braço e a puxou para os fundos da escola.
Ai Deus, ela vai me matar e esconder meu corpo em algum lugar.
– Thalia, por favor — Annabeth disse baixo — Não me machuque.
Thalia olhou para os ombros dela encolhidos.
– Não vou machucar você — ela disse — Lhe trouxe aqui para lhe explicar algumas coisas.
Annabeth assentiu.
– Pode falar.
– Minha mãe era esquizofrênica — Thalia disse — Ela se descontrolava e batia em meu pai, às vezes em mim. Ela gritava coisas sem nexo e tentou matar a gente, alegando que nós estávamos tramando para mata-la... Foi terrível... Eu... Eu só queria manter distancia de você. Não tenha nada contra você, em si.
Annabeth assentiu
– Mamãe nunca me disse que Tia Mary (N/A: Não lembro o nome da velha, okay? Okay) tinha esquizofrenia.
– Não tinha porque, creio eu — Thalia deu de ombros — Desculpe por tudo. Você não é como ela. Percy está fazendo muito bem para você.
Annabeth sorriu e concordou.
– Está sim — ela disse.
– E, eu fiquei sabendo o que Tio Fred fez — ela disse — Sinto muito. Ele merece está lá.
Annabeth confirmou.
– Porque não vai mais tarde até minha casa... Casa de Percy — ela se corrigiu — Para fazermos esse trabalho, juntas?
– Pode ser — Thalia sorriu
Annabeth sorriu de volta.
– Ah! Aqui estão vocês! — Nico disse — Percy!
– Annie! — Percy exclamou quando a viu — Você é louca? Eu estava preocupado.
– Não vou responder sua pergunta, Percy — Annabeth disse.
– Na-Não foi isso que eu quis dizer — ele negou, se enrolando com as palavras.
– Eu sei o que você quis dizer, Cabeça de Alga — ela disse.
– Fizeram o que tinham que fazer? — Thalia perguntou para o namorado.
– Sim! — Nico concordou — Viemos atrás de vocês para a aula. Quiron tem mais algumas dicas e instruções.
– Ah, então vamos! — Annabeth disse.
– Nico vai mais tarde lá para casa, Annie — Percy disse, sussurrando para a menina — Convide Thalia.
– Eu já convidei... — Annabeth disse.
– Ótimo — Percy envolveu a cintura dela e beijou sua testa — Estou orgulhoso, pequena.
– Não fale comigo como se eu fosse um bebê — ela disse, fazendo biquinho.
– Só não mordo esse seu biquinho fofo porque tem pessoas olhando — Percy disse — E você é meu bebê, não discuta.
– Qual o problema das pessoas estarem olhando? — Annabeth perguntou com os olhos semicerrados.
– Não tem problema nenhum — Percy disse rápido.
– Então me beije — ela desafiou.
Percy rolou os olhos e a puxou para si, lhe beijando. Quando se separaram, Annabeth parecia peixe fora d'água tentando respirar.
– Pronto — ele disse — Assim está bom?
– Uhum — Annabeth só conseguiu dizer isso.
Algumas pessoas olhavam para eles curiosos, algumas meninas pareciam bravas e alguns até mesmo alguns sorriam.
– Vamos diminuir os beijos nós corredores, crianças — Quiron brincou.
– Meus deuses, você tem quantos olhos? — Percy perguntou
Quiron apenas riu.
– Ande logo, criança — ele indicou que entrasse — Mais estudos, menos beijos.
oOo
– Annie, o que são essas coisas? — Percy perguntou, desfiando da sacola no chão.
– Eu achei que seria legal "acampar" — Annabeth fez aspas com as mãos — Minha mãe costumava colocar a barraca no quintal e nós ficávamos lá, contando estrelas.
Percy sorriu. Mas esse logo sumiu. Será que ela tinha esquecido?
– Posso ver o que está colocando ai?
– Não! — ela exclamou — Vá embora! Vá atrás de cobertores. Ah, poderia me emprestar um moletom?
Percy riu.
– Tudo bem.
Annabeth colocou tudo na cesta e sorriu. É... Não era quase nada perto de tudo que ela fez por ela, mas era de coração. Ela esperava que ele gostasse.
...
– Pronto — Percy disse — Barraca montada. Edredons no chão. Cobertores em um cantinho. E... O que mais? Ah! A cesta!
– Okay — Annabeth sorriu.
Ela entrou na barraca seguida por ele. Ele devia ter colocado muitos edredons no chão, porque estavam bem macios. Ele abriu o "teto" da barraca para que eles pudessem ver as estrelas.
– Quantas estrelas você vê, Corujinha? — Percy sussurrou.
Annabeth começou a contar, murmurando, mas perdeu a conta e começou novamente.
– Não consigo — ela disse, chateada — Perco a conta.
– Pois é... — Percy sorriu — Esse é o tamanho do amor que eu tenho por você. Não consigo dizer o quanto, é muito grande — ele sussurrou.
Annabeth sorriu, corada.
– Eu amo você assim — ela fez um pouquinho com os deles, quase nada.
Percy pareceu triste, e abaixou os olhos.
– Só isso? — ele murmurou.
Annabeth sorriu.
– Porque, meu amor começa aqui, dá a volta ao mundo, e bom... Não termina — ela riu.
Percy riu junto.
– Minha mãe falava isso pra mim... Sinto falta dela — ela disse.
Percy suspirou e puxou ela para perto.
– Estou aqui, Corujinha — ele disse — E meu amor por você também dar voltas ao mundo, tudo bem?
Annabeth riu baixinho e sentiu seu relógio tremer.
Ela se levantou com pressa.
– O que houve? — Percy perguntou, sentando também — Oh, meia noite, faça um desejo.
Annabeth sorriu e pegou o pequeno bolo azul de dentro da cesta. Percy pareceu surpreso, mas sorriu.
– Desejo que você seja feliz — ela sussurrou — Desejo que consiga tudo que quer. E desejo que esteja comigo sempre, para que eu ame você e que você me ame. Do tamanho de todas as estrelas do céu, das areias do mar e das voltas ao mundo.
Percy pegou o bolo das mãos dela e sorriu ainda mais.
– Pensei que tinha esquecido... — ele sussurrou.
– Que tipo de namorada eu seria se esquecesse? — ela perguntou.
Percy riu e repartiu o bolo com ela. Eles comeram, beberam um pouco de refrigerante que havia na cesta e decidiram dormi.
– Ei, eu sempre vou estar com você — Percy disse no ouvido dela, quando já estavam deitados para dormi, com ela acomodada em seus braços — Sempre vou amar você. Prometo. Para sempre e sempre. Você vai fazer igual?
Annabeth sorriu e beijou a bochecha dele.
– Vou — ela sussurrou — Prometo. Para sempre e sempre.
Percy sorriu e beijou a testa dela.
– Boa noite, Corujinha.
– Boa noite, Cabeça de Alga.
E as estrelas continuavam a brilhar sobre eles, talvez um símbolo do amor deles a parti daquele momento. O símbolo daquela promessa, que não seria quebrada.
Assim Annabeth pensava.
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